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Carros

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Direção: John Lasseter.
Vozes: Owen Wilson, Paul Newman, Richard Petty, Bonnie Hunt, Dan Whitney, John Ratzenberger, Cheech Marin.

As machetes dos grandes portais brasileiros estavam corretas, Carros é Pixar com filosofia Disney, não tem como negar. O que significa isso? Bom ou ruim? Depende. Só porque a Pixar veio com inovações não significa que devemos descartar tudo que a Disney já fez de bom. A Disney tem sim ótimos filmes e uma filosofia bem familiar e bonita, o problema é que a Pixar veio e superou a forma de fazer animações. Então ao meu ver é uma ótima fusão, uma boa forma de protocooperação. Não que eu ache que uma não viva sem a outra. Elogiar a animação feita pela Pixar é chover no molhado, e eu já gastei todos meus adjetivos com Os Incríveis. Mas não canso de me entusiasmar com tamanha perfeição de cores, luz, detalhes de reflexos, é tudo uma obra de arte, e que deve dar o maior trabalho fazer. Dessa vez com poucas referências à outros filmes, e no mais todo aquele mapeamento como se carros fossem gente. Várias lições de moral, relacionadas à amizade, companheirismo, amor, o novo, o velho, saudosismo, passado e futuro. Além de muito divertido, legal e muito engraçado. Para não dizer que só falei de flores, o tal curta de animação que sempre é exibido antes, foi um dos mais fracos que eu já vi. Enfim, uma aula de animação e roteiro, resultado de um trabalho em conjunto de duas gigantes talentosas. É aquele filme de levar a criançada e ainda dar boas risadas, e se você for um saudosista sensível pode até ficar com os olhos rasos d´água. Ah, fique até final, pois enquanto rolam letras passa vídeo.

Paradise Now

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Direção: Hany Abu-Assad.
Elenco: Kais Nashef, Ali Suliman, Lubna Azabal, Amer Hlehel, Hiam Abbass, Ashraf Barhom, Mohammad Bustami.

Depois de ver o ponto de vista do cinema americano sobre os homens por trás de atos terroristas suicidas no excelente “Syriana”, temos o grato prazer, de ver esse polêmico tema a partir do ponto de vista de um cineasta que faz parte desse meio. Ou seja, em “Paradise Now”, temos a oportunidade de conhecer o lado de lá sem correr o risco de cair no preconceito maniqueísta ao qual nos habituamos, principalmente após o fatídico 11 de Setembro de 2001.
Said (Nashef) e Khaled (Suliman), são dois amigos de infância que vivem em uma destruída cidade palestina (campo de refugiados), onde a miséria, a falta de oportunidades e o revanchismo contra Israel ocupam a cabeça de boa parte dos seus cidadãos, em especial os mais jovens. Said e Khaled são chamados então, por um grupo ultra-radical, a se tornarem homens bomba e realizar um atentado contra soldados israelenses na belíssima e “americanesca” Tel Aviv. O plano sofre um sério revés quando os amigos se separam e tem que alterar todo o plano de ataque. É nessa busca, um pelo o outro, que as principais questões do filme são colocadas, e onde também é discutido o próprio sentido de como reagir a uma situação como essa enfrentada pelos personagens. O que os motiva e até onde essas motivações podem levá-los?
A partir daí, o ótimo diretor/roteirista Hany Abu-Assad, passa a mostrar algumas razões que levam pessoas simples e comuns, sem nenhuma espécie de radicalismo político ou religioso, uma forte ligação familiar, a tomar formas tão drásticas de combate. Estariam os homens bombas realmente convictos da necessidade de se explodirem, no intuito de destruir alvos considerados inimigos? Seria a violência a melhor forma de lutar contra um sistema opressor, mesmo sendo ele exageradamente violento, como comprovadamente foi Israel em relação à Palestina?
Hany Abu-Assad também busca quebrar com seu filme alguns dos estereótipos em relação ao povo palestino, mostrando a heterogeneidade de pensamento daquele povo, que também acredita em formas pacíficas de luta como alternativas à violência. E apesar de ser uma produção palestina, e a história ser toda focada no ponto de vista desse povo, em nenhum momento ocorre uma demonização judia, bem diferente do que é visto em algumas declarações do governo americano, constantemente reproduzidas pela mídia e alguns filmes de Hollywood, onde o maniqueísmo e o medo do “terror” são recursos de uso constante.

X-Men: O Confronto Final

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Direção: Brett Ratner.
Elenco: Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, Shawn Ashmore, Ellen Page, Ben Foster, Ken Leung, Aaron Stanford, James Marsden, Olivia Williams, Daniel Cudmore, Vinnie Jones.

No terceiro e último (aparentemente) capitulo da saga dos heróis mutantes da Editora Marvel na tela grande, temos o encerramento do arco de histórias iniciado pelo diretor Brian Singer no ano 2000 (filme de uma importância incontestável, pois reabriu as portas do cinema para os quadrinhos) . De mais significativo na produção dessa nova etapa da saga, temos, além do excelente roteiro escrito por Zak Penn e Simon Kinberg, o polêmico abandono de Singer, que trocou seus mutantes pelo início de uma nova franquia (Superman) com um personagem de outra editora (dupla traição). Logicamente, todo o peso da produção caiu nas costas do diretor Brett Ratner, que poucos sabem, esteve cotado para dirigir o primeiro filme da série, e para sorte, ou melhor, prazer de todos os fãs dos mutantes da Marvel, Ratner dirigiu o melhor filme da série, deixando de lado todo o temor em relação a substituição e ganhando uma moral inimaginável até pouco tempo para ser o principal condutor da franquia (se ela continuar) daqui em diante.
“X-Men: O Confronto Final” segue dois arcos principais de histórias. O primeiro é a tão esperada guerra entre mutantes e seres humanos devido à criação de uma possível cura para o fator X, o que alegra muitos mutantes que se sentem constrangidos devido a suas condições, e por outro lado, enfurece diversos outros, liderados por Magneto (Sir Ian McKellen), não aceitam que suas diferenças sejam tratadas como uma doença que deva ser curada. Paralelamente a isso, acompanhamos o retorno de Jean Grey (Famke Janssen), supostamente morta no filme anterior, mas que retorna portando um poder ilimitado e incontrolável, que pode destruir todos os homo sapiens e mutantes. Diversos personagens pertencentes aos quadrinhos que nunca haviam aparecido, ou apenas figuraram nos anteriores, dão as caras no filme, alguns assumindo papéis de grande relevância, como o Fera (Kelsey Grammer), Kitty Pride (Ellen Page) e Colossus (Daniel Cudmore). Outros personagens, como Ororo/Tempestade (Halle Berry) e o Homem de Gelo (Shawn Ashmore) assumem posições mais importantes na história, enquanto outros cedem a vez para os novatos, o que dá um novo fôlego sensacional à saga. Wolverine (o espetacular Hugh Jackman) é o novo líder do grupo e é mais uma vez fundamental, além de botar pra *$#*& em cenas matadoras e alucinantes, como nunca vimos.
E é no quesito realismo, na coragem de mostrar cenas violentas (não existe guerra sem baixas) nas batalhas e na própria constituição do caráter do personagem de Jackman, que indiscutivelmente possui um lado bestial, violento, muito mal abordado nos filmes até então, que Brett Ratner se destaca. Wolverine se mostra muito mais complexo nessa terceira parte, alternando momentos de ternura, amor, liderança e até paternalismo, com a mais completa fúria. Magnífico!
Além das maravilhosas e irretocáveis cenas de ação, temos no excelente roteiro (impossível não ser repetitivo em se tratando de elogiá-lo), que fecha quase a totalidade dos caminhos abertos nos filmes anteriores (logicamente a origem de Wolverine fica em aberto para o aguardado filme solo do personagem), o aprofundamento da questão racista que envolve a aceitação ou não, dos mutantes pelos seres humanos. A criação de uma possível “cura” para o Fator X, coloca em questão temas bem próximos a nós como o exemplo das clínicas de reabilitação de homossexuais, que segundo seus responsáveis existem para “curar degenerados de suas doenças e vícios”; ou até em caso mais complexos, como a dificuldade de aceitação de certos grupos pertencentes a “etnias diferentes”. O roteiro trabalha muito bem esse tema, abrindo uma interessante reflexão sobre a existência de diferenças entre e dentro desses grupos.
“X-Men: A Batalha Final” é um filme que deve ser visto e revisto, daqueles que deve ser comprado em DVD logo na pré-venda, independente do preço. Até o momento, sem dúvida alguma, o melhor filme de heróis já produzido. Méritos para todo o elenco (com certeza mutantes de verdade), os roteiristas e ao diretor Bret Ratner, que respeitou o trabalho iniciado por Brian Singer dando continuidade a ele e fazendo algo que talvez nem o próprio Singer conseguisse. O melhor filme do ano!!!

Vida Que Segue

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Direção: Brad Silberling.
Elenco: Jake Gyllenhaal, Dustin Hoffman, Susan Sarandon e Holly Hunter.

Tem gente que gosta de filme de Zumbi. Outros gostam de comédias românticas que começam e terminam do mesmo jeito. Alguns dizem: eu gosto de filme de violência. Todos temos aquele modelo padrão de filme. Aquele filme que só olhando a capa e lendo aquele pobre resumo nas costas já sabe que vai ser bom. Vida Que Segue é assim para mim. “De capa” vemos um elenco espetacular: Jake Gyllenhaal, Dustin Hoffman, Susan Sarandon e Holly Hunter. Nem mesmo o diretor (Brad Silberling) do aguado filme “Cidade dos Anjos” consegue estragar um filme assim. Eu que costumo criticar tanto as traduções acho que dessa vez foi feito um bom trabalho. “Vida Que Segue” ficou perfeito. Jake vive Joe, um jovem preste a se casar e sofre uma grande perda que muda todo o rumo da sua vida. Que mais parece não ter rumo. Joe se encontra perdido numa situação extremamente desconfortável. Tendo que parecer o que todos esperam dele. Até que Joe conhece uma outra paixão, uma mulher divertida, mas que também possui seus traumas. E dessa vez não só os opostos se atraem não funciona. Joe precisa dar rumo a sua vida, seguir em frente. Assim como sugere o título. E faz isso com maestria, que posso resumir na cena do tribunal.

A Máquina

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Direção: João Falcão.
Elenco: Paulo Autran, Gustavo Falcão, Euclides Pegado, Mariana Ximenes, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Lázaro Ramos.

O filme de Falcão é uma maravilhosa adaptação do livro de Adriana Falcão e da peça do próprio diretor do filme, e mais uma vez foca a vida simples, mas nunca simplória, do interior nordestino. “Antônio de Dona Nazaré” (Gustavo Falcão), é um jovem rapaz, que desde o dia que nasceu, já foi destinado a um papel muito importante no mundo.
Apaixonado desde sua infância pela bela Karina (Marina Ximenes), tem sua vida mudada quando para evitar que ela vá embora de sua cidade e se meta de cara no “mundo” em busca de melhores oportunidades de vida, decide ele mesmo ir em busca desse “mundo” para presenteá-la e assim tê-la para sempre.
“A Máquina” é uma belíssima história de amor com uma fortíssima veia de humor. Diálogos maravilhosos, remetem à própria cultura literária nordestina (as falas parecem recitadas de um livrinho de cordel). Atuações muito inspiradas, principalmente as do casal de protagonistas e a maravilhosa participação do Mestre Paulo Autran, como narrador da história. A direção de arte do filme é lindíssima, remetendo bastante ao teatro, já que quase não temos externas durante o filme, lembrando bastante a minissérie Global, “Hoje é Dia de Maria”. Essa característica deixa a história do filme ainda mais semelhante a uma fábula.
Um dos melhores filmes nacionais que já vi. As 5 estrelas são mais do que merecidas.

Capote

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Direção: Bennett Miller.
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood, Bob Balaban, Amy Ryan.

Truman Capote revolucionou a literatura moderna, ao recontar o chocante assassinato de uma familia inteira no estado de Kansas nos Estados Unidos, ocorrido em novembro de 1959. Seu livro “A Sangue Frio” uniu o jornalismo à literatura, mostrando que a não-ficção pode ser tão interessante para o grande público quanto a ficção. Depois de ver nos jornais o caso, Capote, com o apoio de sua revista “New Yorker” e acompanhado de sua grande amiga e pesquisadora Harper Lee, se dirigiu até a pequena localidade com um intuito de escrever uma matéria sobre o impacto do massacre na sociedade local. Cheio de trejeitos e afetações, excêntrico, egomaníaco e homossexual assumido em uma época e local completamente adversos a sua opinião sexual (E.U.A., década de 50), Capote vê que o material que caiu em suas mãos poderia dar-lhe muito mais do que ele imaginava, poderia tornar-se uma das maiores obras primas da literatura americana no século XX.
O que Capote com certeza não esperava, é que o aprofundamento no caso resultaria em algo quase tão destrutivo quanto a pena de morte recebida pelos assassinos.
O maior vigor do filme deve-se com certeza a grande atuação de Hoffman, que mostra o lado irônico, egoísta e egocêntrico de seu personagem, que não hesita em passar por cima das pessoas se utilizando de mentiras para alcançar seu objetivo maior, a concretização de sua obra-prima. Ao mesmo tempo, Hoffman preocupa-se em mostrar o lado mais humano de Capote, que sofre por saber (apesar de desejar) da proximidade da execução de um dos assassinos.
Muito bem dirigido por Bennett Miller e com uma soberba atuação do excelente Philip Seymour Hoffman (meu favorito na categoria de Melhor Ator), além do ótimo roteiro de Dan Futterman. Completam a obra a excelente trilha sonora do filme e a belíssima fotografia. Capote faz jus às suas indicações ao Oscar desse ano.

O Fim e o Princípio

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Direção: Eduardo Coutinho.

Depois de realizar alguns dos melhores documentários já feitos no Brasil, como “Cabra Marcado para Morrer” (seu melhor filme na minha opinião), “Edifício Master”, “Peões” e “Santo Homem”; Eduardo Coutinho decide por modificar seu estilo de entrevistas e cria um de seus trabalhos mais humanos e emocionantes. Optando por não fazer nenhuma pesquisa e nenhum tipo de roteiro de perguntas para os entrevistados, o diretor e sua equipe dirigem-se ao sofrido (geograficamente falando) interior paraibano e escolhe uma grande família em uma pequena localidade.
Coutinho entrega a condução das entrevistas a uma jovem, parente da família, que escolheu os membros mais velhos e experientes para entrevistar (acho que por isso o filme ganhou esse nome). Cria-se então, uma obra com um forte teor sentimental, uma pequena mostra da enorme diversidade cultural nordestina. Um povo que inventa e reinventa sua cultura, religião e modos.
Impossível não se divertir com a senhora que só se sente bem em frente as câmeras se estiver bem vestida, ou com o casal que afirma categoricamente nunca ter brigado e discutem em plena entrevista. Ao mesmo tempo, é impossível não se emocionar com a luta diária que cada um enfrentou ou ainda enfrenta, com a hospitalidade dos entrevistados que buscam com o maior prazer dividir o pouco que tem.
Traição, Catolicismo Popular, Erudição, Medo da Morte e outros temas são discutidos de forma única e peculiar durante as filmagens. Um dos melhores documentários que já assisti e que vale muito a pena ser visto por todos.

Wolf Creek - Viagem para o Inferno

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Direção: Greg McLean.
Elenco: John Jarratt, Cassandra Magrath, Andy McPhee, Kestie Morassi, Nathan Phillips, Peter Alchin, Guy Petersen.

O diretor/roteirista Greg Mclean, cria um dos filmes mais viscerais que vi na vida, onde realmente os personagens são realmente importantes e não apenas vítimas de mortes descartáveis, mas bem elaboradas, tão comuns nos filmes do gênero atualmente.
Na primeira hora de filme somos apresentados (quase intimamente) aos protagonistas da história (atuações bastante convincentes e naturais), em sua preparação para a viagem à cratera Wolf Creek. Mostrando as brincadeiras, as farras e até o tédio em alguns momentos, o diretor humaniza seus personagens, aproximando-os dos espectadores, o que torna os inevitáveis acontecimentos posteriores ainda mais dolorosos e assustadores.
Outro ponto alto do filme é com certeza sua parte técnica, dando destaques a belíssima fotografia e principalmente a assustadora trilha sonora, que como no excelente e magnífico “Madrugada dos Mortos”, aumenta ainda mais o clima de tensão e pavor necessários a história.
Mas é na criação do psicopata, uma mistura de Crocodilo Dundee com “Leather Face”, que “Wolf Creek” tem o seu maior destaque. A completa frieza e insanidade, misturada com um estranho e doentio humor do caipira Mick Taylor, dão o tom final a esse, assustadoramente real, filme de terror.
Com certeza, quem viu “Wolf Creek” vai pensar duas vezes antes de se arriscar em uma viagem por estradas desconhecidas. A desconfiança para com todo e qualquer estranho será uma das muitas fobias (parecido com o efeito “tubarão” do filme de Spilberg) que você ganhará ao ver esse filme. Sei que é clichê, mas não recomendo esse filme para crianças, pessoas com mais de 60 anos com problemas cardíacos e pessoas de estômago fraco.

Syriana - A Indústria do Petróleo

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Direção: Stephen Gaghan.
Elenco: George Clooney, Matt Damon, Amanda Peet, Willian Hurt, Chris Cooper, Nicholas Art, Alexander Siddig.

Mesmo que não leve nenhuma estatueta no próximo dia 5 de março, George Clooney já é com certeza “o cara” do Oscar esse ano. Não é todo dia que vemos uma pessoa receber tantas indicações importantes em uma mesma edição da premiação. Melhor Filme e Direção (em sua segunda vez como diretor) e Ator Coadjuvante. Clooney deixa definitivamente de lado o peso da bata do Plantão Médico e a capa do Batman para tornar-se um dos maiores astros da atualidade em Hollywood.
Então, se vimos seu amadurecimento como direto em “Boa Noite e Boa Sorte”, agora vemos um excepcional trabalho seu como ator em Syriana.
Em Siryana, Clooney é Robert Bear, um agente da CIA (Agência Central de Inteligência) que trabalha infiltrado no Oriente Médio investigando células terroristas. Quando a fusão de duas grandes empresas petrolíferas começa a ser investigada e ao mesmo tempo corre o perigo de perder grandes postos de perfuração para a China, Robert começa a perceber que o trabalho da CIA nem sempre envolve a conhecida, batida e hoje completamente desacreditada, “luta pelo bem”. Do outro lado, vemos o personagem de Matt Damon, um jovem analista de energia, que torna-se acessor do filho de um Xeque, candidato a rei do país que ameaça anular o acordo com os EUA e negociar seu petróleo com a China.
Escrito e dirigido pelo mesmo responsável pelo excelente “Traffic”, temos mais uma vez uma complexa história onde somos apresentados a vários seguimentos da trama que envolve a exploração de petróleo no Oriente Médio, sendo os mais chocantes o da influência do governo norte americano e a formação de grupos terroristas anti-americanos.

Ponto Final

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Direção: Woody Allen.
Elenco: Scarlett Johansson, Jonathan Rhys Meyers, Emily Mortimer e Matthew Goode.

Diga o que disserem, quando se trata de filme o final é o mais importante. Já vi muito filme ir muito bem e fazer feio no final. Com que opinião ficamos? “É um bom filme, mas aquele final estragou tudo”. É ou não é? Sejamos honestos e não banquemos os “pseudo-inteletualóides”, geralmente gostamos de ser surpreendidos, por isso o sucesso de filmes como Sexto Sentido, Os Outros e Clube da Luta. Observe o uso do termo geralmente. Pois bem, não conheço a obra completa de Woody Allen, mas não precisa ser um gênio para saber que esse filme não se enquadra no seu gênero mais comum. Primeiro que não é nem um pouco feito para rir, e depois não veremos Nova Iorque ao fundo. Qualquer cinéfilo relaxado como eu saberia disso. Temos um baita drama, convencional é verdade, mas com requinte digno de um suspense que causa claustrofobia. Dividindo o filme em 4 partes, temos as 3 primeiras bastante comuns, nada que qualquer diretor mixuruca não tivesse feito com uma penca de adolescentes turbinados. Porém, Allen é muito competente e a pesar de jovens atores na trama principal estão longe de parecerem adolescentes turbinados. Obviamente com um destaque especial para Scarlett Johansson, que convenhamos é uma das mais belas e sensuais mulheres do cinema atual, e segundo dizem tornou-se musa do Allen, inclusive está estariam em outro projeto juntos. No próprio filme tem um diálogo que explica perfeitamente o que eu acho da beleza dessa ótima atriz. Agora chega de falar, pois a minha namorada já ta com ciúme. Bem, como eu ia dizendo antes de abrir esse grande parêntese, o grande mérito do filme é o final, a quarta parte. Tem uma cena que chega a causar mal-estar de tão tensa, pois você fica perdido, sem saber exatamente o que vai acontecer, mas vai acontecer, enquanto ao fundo uma trilha sonora dá o tom dramático da cena e de quase todo o filme. Uma feliz surpresa, pelo menos para mim que vi um excelente filme, bastante controverso e relativo, que resumidamente fala de paixão e luxúria, mas principalmente de sorte.

 
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