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As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda Roupa.

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Direção: Andrew Adamson.
Elenco: Georgie Henley, William Moseley, Skandar Keynes, Anna Popplewell, Tilda Swinton, Sophie Winkleman, James McAvoy, Jim Broadbent, Liam Neeson (Voz de Aslan).

Primeiramente, não pense que as histórias de Nárnia são parecidas com as da Terra Média (Tolkien), muito pelo contrário, os contos de C.S. Lewis (pelo menos esse adaptado) são especificamente direcionados ao público infantil, mas logicamente podem agradar, e muito, aos marmanjos que gostem de uma boa aventura. Pedro, Edmundo, Suzana e Lúcia, são quatro crianças que são enviadas para um castelo no campo, para fugir do bombardeio a Londres pelo exército alemão durante a segunda guerra mundial. Entediados, eles tentam inventar brincadeiras como forma de distração. Sem querer, Lúcia descobre, em um dos guarda roupas da casa, uma passagem para um estranho e diferente mundo, povoado por faunos e outras criaturas e onde os homens são chamados de “filhos de Adão” e as mulheres de “Filhas de Eva”.
Esse lugar é Nárnia, um território dentro de um mundo desconhecido, um local mágico onde seres da mitologia grega (faunos, centauros, dríades, grifos), dividem seus espaços com animais falantes e são governados pelo Leão Aslan (voz de Liam Neeson). Depois de uma ausência do saberano de Nárnia, a região é dominada por uma terrível bruxa, que domina Nárnia de forma assustadora, transformando todos os seus adversários em pedra e mudando drasticamente a região, tornando tudo um continente gelado. A possibilidade da concretização de uma profecia e o retorno de Aslan, levam a uma guerra entre as forças do bem e as criaturas do mal, que definirão o futuro de Nárnia. A obra de Lewis seria uma mistura de referências bíblicas (filhos de Adão e Eva; referência a traição, sacrifício e ressurreição de Cristo; alusão ao Leão como uma divindade) com elementos da mitologia greco-romana e Nórdica (até Papai Noel aparece no filme).
O lado técnico do filme está primoroso, com criaturas digitais beirando a perfeição (mais um excelente trabalho da WETA DIGITAL). Fotografia excelente (Nova Zelândia ajuda mesmo). Atuações seguras e uma ótima escolha em relação às crianças que ficaram com os papéis principais, principalmente Georgie Henley, intérprete de Lúcia Pevensie. Tudo isso, conduzido através da boa direção de Andrew Adamson, que tem aqui, a sua primeira direção com personagens de carne osso, já que até o momento ele havia dirigido apenas as aventuras do ogro verde Sherk.

Cidade Baixa

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Direção: Sérgio Machado.
Elenco: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Alice Braga, Harildo Deda, Maria Menezes, João Miguel, Débora Santiago, José Dummont.

Filmes como “Cidade de Deus”, “Amarelo Manga” e “Contra Todos”, juntamente com esse, são representantes de um estilo que tem como principal meta, fugir dos estereótipos das cidades perfeitas, dos pontos turísticos e históricos feitos para inglês ver, que servem na realidade como uma intransponível fachada para uma realidade cada vez mais triste e latente. Ao mesmo tempo, existe a preocupação de fugir dos estereótipos da marginalidade, onde na periferia as pessoas se dividem em bandidos e vítimas, nada mais.
Em “Cidade Baixa”, somos de cara apresentados a jovem Karinna (Braga), prostituta, meio menina, meio mulher, que querendo ir embora do interior para Salvador, acaba pegando carona, em troca de sexo, no barco dos amigos de longa data Naldinho (Moura) e Deco (Ramos), iniciando um tórrido e perigoso triângulo amoroso.
As atuações de Alice, Lázaro e Wagner, são com certeza pontos altos dentro dos filmes. Os dois atores, também grandes amigos fora das telas, fazem seus personagens com admirável paixão e ajudam bastante a quase estreante Alice Braga a fazer bonito perante eles e suas já grandes experiências. O filme ainda conta com uma pequena participação do, sempre excelente, José Dummont.
Um filme imperdível para os admiradores desse mais visceral, contundente e novo cinema nacional.

O Senhor das Armas

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Direção: Andrew Nicoll.
Elenco: Nicolas Cage, Jared Leto, Ian Holm, Ethan Hawke.

Não teria um momento mais oportuno para a estréia desse filme do que esse. Em tempos de Referendo Popular em relação ao porte de armas no Brasil, nada melhor que um filme sobre contrabando de armas.
Não estou aqui para dar minha opinião pessoal sobre a votação de domingo (23/10), mas é quase impossível, nesse andar da carruagem, já não termos a nossa decisão e opinião formada sobre o mesmo. O filme provavelmente servirá para reforçar sua idéia, independente da sua preferência.
Isso tudo devido à complexidade do tema, que é muito bem abordada pelo excelente Roteirista e Diretor Andrew Nicoll (responsável também pelos excelentes Gattaca e Show de Truman).
Nicolas Cage é Yuri Orlov, Ucraniano de classe baixa, criado nos EUA, que em sua juventude, após presenciar um atentado, decide se dedicar à venda ilegal de armas de fogo. Negócio extremamente lucrativo, que é contado através de vários anos, passando pelo período de Guerra Fria e chegando até os dias atuais.
Com um ótimo elenco, com destaque ao próprio Cage, como o ultra capitalista Orlov, sempre preocupado com o lucro de suas atividades e nunca com os males ocasionados por elas; com um ritmo sensacional, o que torna o filme ao mesmo tempo divertido, chocante e visceral; e o melhor de tudo, um roteiro sensacional, que não poupa nas críticas ao governo ultra conservador e armamentista de George W. Bush e das demais grandes potências mundiais, como Inglaterra, China e Rússia. Com certeza O Sr. das Armas torna-se um dos filmes mais contundentes e instigantes do ano, da mesma forma que Gattaca e O Show de Truman foram quando lançados.
Não perca de forma alguma esse maravilhoso filme, e se possível, vá ver antes de ir votar nesse domingo.

Os Irmãos Grimm

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Direção: Terry Gilliam.
Elenco: Matt Damon, Heath Ledger, Mackenzie Crook, Richard Ridings, Peter Stormare, Julian Bleach, Bruce MacEwen, Jonathan Pryce, Monica Belucci.

Nesse novo filme de Terry Gillian (12 Macacos), os irmãos Will (Damon) e Jake (Ledger) Grimm (os criadores dos maiores e mais conhecidos contos de fadas de todos os tempos, como A Bela Adormecida, Rapunzel, Branca de Neve, João e Maria, Chapeuzinho Vermelho), possuem uma forma de ganhar a vida bastante peculiar, o de livrar pequenos vilarejos germânicos, na época dominados pela França de Napoleão com todo o seu racionalismo Iluminista, de criaturas sobrenaturais. O problema, é que as supostas “ameaças sobrenaturais”, não passam de armações criadas pelos Grimm, e por eles sempre derrotadas, para assim tirar dinheiro das pequenas vilas que pagavam por seus serviços.
Mas o suposto desaparecimento de uma série de crianças na floresta de uma dessas vilas, acaba levando os irmãos, por obrigação das autoridades francesas que descobriram sua farsa, a enfrentar e descobrir o que anda por trás desses assustadores e misteriosos desaparecimentos.
O que dá vida ao filme, é com certeza a relação entre Will e Jake. Com personalidades bastante diferentes, ambos aprenderam a lidar com o sofrimento da pobreza na infância de forma bastante distinta. Enquanto Will acaba se tornando um embusteiro, como o homem que enganou seu irmão quando criança, trocando a vaca da família por supostas sementes mágicas de feijão; Jake nunca deixou de acreditar na possibilidade da existência do sobrenatural, sempre se preocupando em anotar todas as lendas e histórias populares que conhecia. É a dialética existente entre as personalidades de ambos a força motriz do filme, é o que nos leva a duvidar ou acreditar se o que acontece na história é real, ou não passa de mais um embuste como os muitos criados pelos irmãos.
É muito legal ir vendo aos poucos nos filmes, os principais elementos dos vários contos de fadas criados pelos Grimm reais (como Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, Os cabelos de Rapunzel, O beijo do príncipe que acorda a princesa etc), dentro dessa grande aventura dos Grimm da ficção.
Realmente uma mágica e excelente diversão!

O Jardineiro Fiel

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Direção: Fernando Meirelles.
Elenco: Ralph Fiennes, Rachel Weisz, Daniele Harford, Danny Huston, Hubert Koundé, Pete Postlethwaite, Bill Nighy.

Nunca duvidei da capacidade dos diretores brasileiros, eu sempre desconfiei foi do apoio e da grana investida nos filmes de produção nacional, de suas historias bobas com cara de novela e minissérie da rede globo. Sales já havia mostrado sua competência em Diários de Motocicleta, e agora é a vez de Fernando Meirelles, o aclamado diretor de Cidade de Deus, mostrar todo seu valor. Diga-se de passagem, não é das mais brilhantes e inovadoras histórias, mas é corajoso, é instigante, é pesado, e extremamente bonito, uma fotografia perfeita. É aquele tipo de história que todo mundo sabe ou desconfia que acontece, mas insiste em não querer ver, afinal de contas é uma barbaridade que não acontece perto de nós “pessoas de sorte”. Isso justifica o título de corajoso. É instigante pelo fato de te fazer pensar que aquilo pode (e deve) acontecer e ninguém se importa nem um pouco com isso. O filme é bem focado, sabe o que quer passar, e não usa a história como plano de fundo pra um casal apaixonado. Não há interesse algum em esconder nada do telespectador, tudo é mostrado de forma quase crua, o que muitas vezes choca, e talvez essa seja a idéia, ser pesado. Quebrando o clima pesado surgem belas imagens, tomadas aéreas fantásticas, com destaque para um vôo de pássaros vistos de cima pra baixo em formação, simplesmente perfeito. Dentre tantas outras belas imagens. Não chega a ser um filme de suspense, investigação policial, mas tem seus momentos de tensão, sem contar nos momentos Dom Casmurro.

Wallace e Gromit - A Batalha dos Vegetais

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Direção: Nick Park e Steve Box.
Vozes: Peter Sallis (Wallace); Helena Bonham Carter (Senhora Tottington); Ralph Fiennes (Lorde Victor Quartermaine); Peter Kay (PC McIntosh).

Pelo simples fato de ser do mesmo criador do A Fuga das Galinhas já valeria a pena ser assistido, só de crédito. Considero esse tipo de filme uma obra de arte, é fantástico o que esse pessoal consegue fazer com aquelas massinhas. Devo alertá-los que o título foi mais uma brilhante tradução da distribuidora no Brasil, na verdade nem existe “batalha de vegetais”, o titulo original diz “The Curse of the Were-Rabbit”, que gastando meu pouco inglês seria mais ou menos A Maldição do Coelhomem. O filme usa o famoso humor ácido inglês, alternando entre ótimas sacadas visuais e piadas legais. A historia é bem envolvente, havendo até um pequeno mistério, lembrando algumas vezes um filme de terror, e pra variar tem referencias a outros filmes. Wallace é um inventor, um cientista que gosta muito de queijo, e junto com seu cão Gromit são responsáveis por proteger os legumes dos “temidos” coelhinhos. Coelhos esses que quase chegam a roubar a cena como fizeram os pingüins de Madagascar, mas não chega a tanto. Abrindo um parêntese, por falar nos pingüins, a prova de fizeram tão sucesso foi que antes de começar o filme foi exibido um curta somente deles. Voltando ao filme, na minha humilde opinião o Gromit é o personagem do filme. Diferentemente da grande maioria dos animais dos desenhos, Gromit não fala, mas é impressionante sua expressão e principalmente seu bom senso. Desde Os Incríveis não me divertia tanto com um filme.

Quatro Irmãos

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Direção: John Singleton.
Elenco: Mark Wahlberg, Tyrese Gibson, André Benjamin, Garrett Hedlund, Terrence Howard, Josh Charles, Sofia Vergara, Shawn Singleton.

Sinceramente não esperava grande coisa quando entrei na sala para ver esse filme. Pra ser ainda mais sincero, só fui vê-lo por causa dos horários e por não ter tanta opção de escolha. E sendo quase um santo de tão sincero, o fato de ter no comando do filme o diretor de “+ Velozes + Furiosos” e como protagonista o Mark “sem expressão” Wahlberg, me fizeram tirar uma conclusão completamente precipitada a respeito desse filme. Esse é um daqueles filmes fodaços, com personagens excelentes, uma puta história, o maior clima de western (é o remake do western “Os Filhos de Ketie Elder”) e com a cara dos anos 70, além de uma trilha sonora muito legal.
O filme trata da história de quatro irmãos que se reúnem depois de um bom tempo, durante o funeral de sua mãe adotiva. Desconfiando dos motivos dessa bárbara morte, eles iniciam uma violenta investigação em busca de vingança, mesmo que para isso eles enfrentem a máfia local e a própria polícia.
John Singleton com certeza apaga aqui a má impressão deixada no seu péssimo filme anterior, nos entregando um dos filmes mais legais desse ano, com pelo menos uma cena já antológica (o confronto dos irmãos Mercer com os capangas de Victor Hoodlum em frente a casa deles). E não são apenas as cenas de ação os pontos fortes do filme, a fotografia também é muito boa, além das atuações dos intérpretes dos irmãos. A química entre os quatro é excelente, o que torna os personagens bem mais tridimensionais e críveis, o que é extremamente necessário para o filme. Singleton se preocupa em mostrar detalhes da relação entre eles, mostrando sempre a forma descontraída que todos se tratam. Como falei antes, me surpreendi bastante com o Mark Wahlberg, que interpreta Bobby Mercer e vem entregando em seus últimos filmes atuações bem melhores dos que as feitas em outros momentos, como na atuação robótica em “Planeta dos Macacos”, entre outros. Bobby é, com certeza, um dos personagens mais intensos e interessantes do filme, uma espécie de líder dos irmãos Mercer (característica nata dos bons e velhos westerns) e fio condutor da história, tanto que é o primeiro e último dos irmãos a aparecer no filme.
Se ainda estiver passando em sua cidade, faça como eu, vença o preconceito e vá ver esse filme.

O Virgem de 40 Anos

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Direção: Judd Apatow.
Elenco: Steve Carell, Paul Rudd, Catherine Keener, Romany Malco, Seth Rogen, Elizabeth Banks, Jane Lynch, David Koechner.

Pelo título parece um daqueles filmes antigos de comédia sobre sexo. Tem alguns ingredientes, mas é muito mais divertido e mais inteligente (Impressionante como um filme, tachado como comédia, tenha tantos diálogos inteligentes). Tantos, que se você pensar muito, talvez não ria da situação. Que situação? O título não mente, e não é uma das façanhas de tradução das distribuidoras, é realmente sobre um cara de 40 anos que ainda é virgem. E aparentemente vai tudo bem com a vida desse cara, curtindo sua vida de colecionador de brinquedos antigos, como por exemplo, bonecos de comandos em ação, e tantas outras coisas de NERD. Vidinha tranqüila, tudo sob controle, até que seus amigos do trabalho ficam sabendo da “novidade”. E aí adeus vida tranqüila. Obviamente a primeira reação é rir e tirar sarro. Depois vem a etapa de querer a todo custo “ajudar” o tal virgem a perder a tal virgindade. E é nesse contexto, de situações extremamente engraçadas, o roteiro se desenrola. Obviamente sem faltarem piadas, trocadilhos e brincadeiras machistas. Quando tudo vai parecendo obvio e previsível (não que não seja!) acontece uma reviravolta. Há uma inversão de papéis e vem a pequena parte séria do filme, e aquela famosa lição de moral. Todos os diálogos são bem elaborados, os relacionamentos substanciais, enfim, um excelente filme, um protagonista (Steve Carell) muito bem escolhido. Inclusive pra quem não sabe, é aquele cara que fez uma pontinha no filme Todo Poderoso, é ele que faz o papel de âncora do jornal e fica falando todo embolado. Certamente um dos melhores filmes do gênero que eu já vi.

Penetras bons de bico

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Direção: David Dobkin.
Elenco: Owen Wilson, Vince Vaughn, Will Ferrell, Rachel McAdams, Ellen Albertini Dow, Jennifer Alden, Stephanie Nevin, Christopher Walken.

É impossível ter mais de 25 anos, e sair da sala de cinema sem exibir um grande sorriso de um lado ao outro do rosto depois de ter visto esse filme. Em primeiro lugar por ser uma excelente comédia, com um humor que lembra as já clássicas histórias com personagens sem escrúpulos e com pitadas sexuais dos anos 80, como Os Cafajestes, Última Festa de Solteiro e os filmes da série Porky’s e em segundo lugar pela excelente química entre Owen Wilson e Vince Vaughn, que formam mais uma dupla memorável dentro dos filmes de comédia. Claro que facilita a amizade entre os atores, que formam um interessante grupo comediantes (e amigos), que ainda conta com os excelentes Will Ferrel (que faz uma ponta sensacional nesse filme) e Ben Stiller, além do irmão do Owen, Luke Wilson. Filmes como Starcky and Hurst, Dias Incríveis e Com a Bola Toda, são excelentes exemplos dessa parceria.
Em Penetras Bom de Bico (o título realmente dispensa mais comentários), John (Wilson) e Jeremy (Vaughn) são grandes amigos e companheiros de trabalho que tem como principal interesse, entrar como penetras em festas de casamento, com o intuito de conquistar as convidadas, já que para a dupla, esse é o melhor momento para ter sexo, devido a fragilidade emocional pela qual elas se encontram. Com essa idéia e seguindo uma espécie de código dos “Wedding Crashers”, eles usam a interessante tática de aparecer, para não serem reconhecidos como penetras, já que penetras são aqueles que tentam passar despercebidos. Em um desses casórios, os amigos se envolvem com as filhas do Secretário do Tesouro Americano (Walken), se metendo em uma série de situações hilárias em um fim de semana com a família.
Penetras Bons de Bico possui todos os elementos dos filmes desse gênero, como: o cara que esconde um segredo, mas no final se regenera, mas não antes de quase perder a mulher que ama, a família problemática da mulher que ele gosta, com direito a avó desbocada, mãe e irmãs ninfo e tudo mais, o noivo FDP e etc etc. E pra que melhor que isso? Quem falou que clichês quando bem utilizados não são bem vindos? Se você quer algumas horas da mais pura e completa diversão, além da sessão retro, não perca esse filme de forma alguma.

Team America - Detonando o Mundo

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Direção: Trey Parker.
Roteiro: Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady.
Elenco (Vozes): Trey Parker, Matt Stone, Kristen Miller, Masasa, Daran Norris, Phil Hendrie, Maurice LaMarche, Chelsea Magritte e Fred Tatasciore.

Team America é mais um excelente trabalho dos, com certeza pirados, Matt Stone e Trey Parker. Depois de criar o melhor desenho animado desde “Os Simpsons” (apesar de preferir o South Park, reconheço que sem os Simpsons, provavelmente eles nem existiriam) e a exemplo desses, fazer mais uma violenta, mas muito bem humorada, crítica ao governo estadunidense (com destaque aqui à política anti-terrorista absurda de G. W. Bush), esses dois norte americanos nos brindam com um filme que utiliza um recurso até então esquecido por Hollywood, o da utilização de marionetes em vez de atores de carne e osso, ou de animações. Os diálogos são de uma acidez única. Quem teria coragem de comparar as relações humanas atuais, com “p, xox e c” (com certeza os diálogos mais engraçados do filme)? Eu, pelo menos, não conheço ninguém.
Team America trata-se de uma homenagem ao clássico “Thunderbirds”, que também tinha marionetes como protagonistas do seriado e uma sátira aos filmes descerebrados de ação produzidos por Jerry Bruckheimer. E eles tem êxito nos dois quesitos.
Outro ponto muito positivo são os musicais que Matt e Trey desenvolvem em seus filmes, com em “South Park: maior, melhor e sem cortes”. As canções criadas por Marc Shaiman para esse filme, mantém a qualidade e são tão engraçadas quanto as criadas para o longa da turma do South Park. Impossível não se vibrar com o tema da equipe, não bolar de rir com a música detonando Michael Bay e a bomba Pearl Harbor “ (…)só consigo pensar no seu sorriso e naquele filme de merda, Pearl Harbor é uma merda (…)” e não se empolgar com a hilária Aids!Aids!Aids! Os musicais com certeza são pontos altos do filme e nenhum momento quebram o seu ritmo.
A atuação dos bonecos também é sensacional. Vê-los representando as mais famosas posições do Kama Sutra, nas cenas de sexo mais bizarras desde a masturbação de Chucky, em Brinquedo Assassino, e lutar como se estivessem sendo coreografados pelo “Yun Ping Pong” de Matrix, é de sentir aquela conhecida dor no estômago de tanto rir.
A produção não poupa nas cenas de ação, contendo o filme uma série de explosões e cenários dos mais diversos (a equipe vai dos EUA a Coréia, passando por Paris e Egito, representados de forma bastante inteligente e engraçada).
Mas com certeza, o que temos de melhor em Team America, é o seu lado crítico. Temos uma equipe anti-terrorista, que é muito pior do que qualquer tipo de terrorista. Eles são burros, ignorantes, etnocêntricos e não dão uma dentro, parecendo com o “John Mirolha, piloto do ONU”, do Casseta e Planeta, destruindo e matando muito mais do que cuidando e protegendo. O inimigo deixa de ser Saddan Hussein e passa a ser o norte-coreano Kim Jong II, para mim, uma interessante alfinetada a política do caipirão, que sempre terá um grande e perverso inimigo a enfrentar. Parker e Stone não ecomizam nas alfinetadas, avacalhando com o documentarista Michael Moore, Matt Damon (retratado como um imbecil que só sabe repetir o próprio nome) e Ben Afleck e Alec Baldwin, que parecem ser seus preferidos.
Esse é um filme que com certeza merece uma continuação, pois com certeza muito se tem a detonar por aí. Vida longa ao Team América.

 
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