Direção: Lars von Trier.
Elenco: Bryce Dallas Howard, Danny Glover, Willem Dafoe, Isaach De Bankolé, Lauren Bacall, Jean-Marc Barr, Jeremy Davies, Chloë Sevigny.
“Manderlay” é parte da trilogia proposta por von Tier para desmascarar o estado americano e toda a mediocridade dos habitantes do país, e chamada por ele de “USA - Land of Opportunities”. Mas não é tão forte como seu antecessor, “Dogville”. Acho que faltam algumas coisas a este novo von Tier. Falta Nicole Kidman, com certeza. Bryce Dallas Howard faz uma nova Grace, que parece mais jovem ou pelo menos se comporta como alguém mais jovem e mais revolucionário. Mas falta talento a Bruyce, e isto é inegável. Falta também novidade a este filme. Lógico que isto é fruto do mundo que vivemos hoje. Um diretor independente inventa uma nova forma de fazer cinema, totalmente diferente, totalmente teatral, com cenários imaginários e outras coisas mais; mas quando repete isto em seu próximo filme tudo soa meio repetido. Outro dia mesmo estávamos espantados com a ousadia de “Dogville” e hoje já estamos achando pouco impressionantes os cenários de “Manderlay”. Mas ainda é um von Tier, ainda é contestador, ainda mostra o lado negro das pessoas e do sistema que nos cerca. Uma coisa importante aqui é que enxerguei neste filme uma contra-crítica, ou algo parecido, que não vi em “Dogville”. Se por um lado existe uma crítica ao sistema escravagista, em todos os sentidos, existe também uma crítica ao escravizado, que parece ter se adaptado a viver desta forma e insiste em não querer ser libertado. Faz pensar, com certeza.



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