Cinéfilos » 3 - Blog de cinema com críticas e comentários sobre filmes
Novidade! O Cinéfilos est no Twitter.
Siga o Cinéfilos em http://twitter.com/CinefilosBlog

Eu Sou A Lenda

51 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Francis Lawrence.
Elenco/Vozes: Will Smith, Alicia Braga, Thomas J. Pilutik, Salli Richardson, Charlie Tahan.

Eu já vi em outros filmes uma cidade deserta, mas nada se compara com as imagens desse filme. Não sei como conseguiram filmar isso, ficou simplesmente fantástico. Mas, além disso, não vi grandes novidades, nem mesmo aperfeiçoamento de uma mesma e batida história (incrível como Os Outros conseguiu depois de O Sexto Sentido).

Não consigo desprender a imagem que eu tenho do Will Smith fazendo aquele seriado bobo metido a engraçado (com risada ao fundo), mas tudo bem, o cara agora é Galã, e eu diria o mesmo adjetivo que usei para o Tom Cruise, um cara esforçado, não faz feio.

Quando se assiste muito filme você acaba vendo combinações entre os filmes. Pensando assim, eu vejo Eu Sou A Lenda como uma mistura de Residente Evil e Extermínio. Que, resumindo, vem a ser mais um filme sobre zumbi. Até tem um gancho legal, um apelo interessante, que eu não quero falar muito para não estragar.

Black Snake Moan

4 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Craig Brewer.
Elenco: Samuel L. Jackson, Christina Ricci, Justin Timberlake, S. Epatha Merkerson, John Cothran Jr., Son House.

O mote do filme é simples mas um pouco retrógado para os dias de hoje, é verdade. Um fazendeiro conservador e religioso tentando “curar” uma jovem fogosa não daria um filme interessante em quase lugar nenhum. A não ser que a estória se passasse no sul dos Estados Unidos (lugar de gente extremamente racista), o fazendeiro fosse negro (Samuel L. Jackson), a guria fosse uma baita ninfomaníaca (Christina Ricci), e o cara mantivesse ela acorrentada pelo pé dentro de casa. Aí já começou a ficar melhor. Some-se ainda o fato de que o tal fazendeiro negro é também um ex-guitarrista de blues, e que o filme tem a participação do incrível bluzeiro Son House, via vídeos da época; e você já tem uma ótima diversão para a noite de sábado.

No geral o filme não chega a ser um primor e se deixa cair facilmente em uma série de lugares comuns provocativos só para aumentar a audiência. A própria questão do negro que “escraviza” uma branca é uma boa pontada na cultura sulista americana, mas também parece muito forçada às vezes. Lazarus tinha mil formas de “curar” Rae. Mas lógico que poucas delas dariam pelo menos um bom filme.

Para se redimir de alguns deslizes, Craig Brewer nos premia com a ótima cena em que Lazarus volta a empunhar sua guitarra de blues e promove uma catarse coletiva em um bar local. O som leva os presentes ao delírio, incluindo aí a “quase curada” Rae. Dá vontade de estar no bar, tomando uma cerveja e curtindo o som.

Mas no fundo, Black Snake Moan é uma estória de amor e superação. Com direito a final feliz e tudo mais. Devo dizer que não sou chegado a filmes com estória de amor mas este me convenceu. Deve ser culpa da Christina Ricci de calcinha acorrentada pelo pé…

Os Indomáveis

1 Comentário »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: James Mangold.
Elenco/Vozes: Christian Bale, Vinessa Shaw, Russell Crowe, Ben Foster, Peter Fonda, Gretchen Mol, Alan Tudyk, Logan Lerman.

Não sou um profundo conhecedor do “gênero Faroeste”, na verdade eu não conheço nada além de Os Imperdoáveis, que por sinal dizem que foi o renascimento do gênero. Mas eu sei que todo faroeste é seguido por uma série de elementos, além de muita poeira, cavalos, xerifes e armas, faroestes são conhecidos pela audácia do “mocinho” e pela criação de mitos. E esse filme tem todos esses elementos citados.

Bale parece ser o cara do momento, vem enfileirando filmes, o mais esperado é o novo Batman que sai em 2008. Já Russell depois de perder seu título de troglodita do momento para Gerard Butler, resolveu entrar numas geladas, mas dessa vez ele se saiu bem. Bem, com os elementos certos, agora só falta um bom roteiro. E 3:10 To Yuma (nome original) tem um roteiro consistente, sem grandes reviravoltas, nem malabarismos, sem arriscar muito e nem ser tão clichê. Na verdade, estou tentando dizer que gostei mas não chega a ser um espetáculo de roteiro. Reafirmo, nada como Os Imperdoáveis.

Resumindo, tem tudo que um filme precisa para não fazer feio: elementos necessários, bons atores, e um roteiro e direção que não estragam os itens anteriores. Ah, e um bom final.

Curiosidades (fonte: http://www.adorocinema.com.br/):

- Russell Crowe foi a 1ª escolha do diretor James Mangold para o personagem Ben Wade, mas apenas pôde ser confirmado no papel após a desistência de Tom Cruise.
- Eric Bana esteve cotado para interpretar Dan Evans, quando Tom Cruise ainda estava envolvido com a produção.
- A escolha de Christian Bale foi decidida em conjunto por James Mangold, Russell Crowe e a produtora Cathy Konrad.
- As filmagens ocorreram entre 23 de outubro de 2006 e 20 de janeiro de 2007.
- A estória de Elmore Leonard na qual Os Indomáveis foi baseado foi publicada na revista Dime Western Magazine, em 1953.
- O nome de Russell Crowe não aparece nos créditos finais quando são citadas as pessoas que trabalharam com ele durante as filmagens. No lugar é sempre citado Ben Wade, nome de seu personagem no filme.
- Refilmagem de Galante e Sanguinário (1957).
- O orçamento de Os Indomáveis foi de US$ 50 milhões.

Mandando Bala

3 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Michael Davis.
Elenco/Vozes: Clive Owen, Paul Giamatti, Monica Bellucci, Stephen McHattie, Daniel Pilon, Sidney Mende-Gibson, Lucas Mende-Gibson, Ramona Pringle e Greg Byrk.

O trailer não engana, Mandando Bala é tão mentiroso que é engraçado. E qual o problema? Pra mim, nenhum. Clive vive Smith, um cara estiloso que adora bancar o Pernalonga. Já Paul Giamatti vive o Gaguinho inimigo do Pernalonga. Exatamente 100 pessoas morrem no filme. Smith deve usar a técnica do deslizamento umas 3 ou 4 vezes. O cara é uma mistura de Duro de Matar mais Jack Bauer, praticamente imortal. Além disso, o cara tem uma pontaria digna de medalha de ouro em olimpíada, ou seja, o cara é realmente “o cara”. Não chega a ter uma violência chocante, é mais engraçado e divertido do que violento. Nem pense em levar a sério, não faz o menor sentido com a realidade. Logo no trailer eu imaginei que era uma cópia do estilo do Tarantino, sendo mais POP claro. Fiquei receoso do filme não ter o estilo necessário para fazer aquelas cenas bizarras, pois existe uma grande diferença entre um filme bobo e e saber que ele é descartável, e fazer um filme bobo achando que ele é bom (vide Michael Bay). Boa surpresa, não dá pra ficar esperando sempre o Tarantino e sua gangue por filme legais e diferentes.

O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias

18 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Cao Hamburger.
Elenco/Vozes: Michel Joelsas, Germano Haiut, Daniela Piepszyk, Simone Spoladare, Eduardo Moreira, Caio Blat, Paulo Autran.

É certo que a maioria dos filmes brasileiros procuram retratar nossos problemas políticos e sociais como contrapartes às belezas do nosso país – O ano em que meus pais saíram de férias não é exceção. Mas poucos filmes são tão brasileiros como o do quase estreante Cao Hamburger, cujos primeiros trabalhos eram para televisão (geralmente infantil) e teve experiência única no cinema com Castelo Rá-Tim-Bum (1999). O Brasil é fortemente tratado nesse filme, que mais uma vez fala sobre a ditadura militar, mas desta vez por uma perspectiva diferente (superficial) e com estilo e história bem afastados dessa leva de filmes.

Mauro, jovem mineiro apaixonado por Futebol, é levado às pressas para São Paulo, onde passará um tempo com seu avô, enquanto seus pais supostamente viajam de férias. Ao chegar na sua temporária casa o garoto se depara com uma realidade difícil ao saber que seu avô não o receberá da forma esperada, seus pais não tem previsão para voltar e não conseguem entrar em contato, e as pessoas agora responsáveis por ele não estavam nem um pouco preparadas. Ele acaba então se aproximando de um velho judeu (Shlomo) e de um grupo de garotos que moram no mesmo prédio, criando amizades importantes mas frágeis, já que as únicas coisas que aparentemente alegram o menino são o futebol e a expectativa de que seus pais o levarão o mais breve possível para casa.

A produção obteve sucesso ao contar a história da maneira mais politicamente correta e familiarmente divertida possível. O retrato da empolgante copa do mundo de 1970 ao mesmo tempo em que a ditadura atinge elevados índices de repressão e o garoto passa por momentos difíceis da sua vida é marcante. A aflição da história que, desde o seu início parece ter um fim óbvio e trágico, é muito bem amenizada pelas paixões do protagonista, em especial o futebol, e sua aproximação com algumas personagens interessantes.

O desenvolvimento de alguns dos principais papéis, em especial o do teimoso Mauro (Michel Joelsas) e o da desinibida jovem Hanna (Daniela Pipeszyk), valem as curtas 1 hora e 40 minutos de filme. Mas é no complemento às personagens e tramas principais que o filme pode deixar a desejar. Muitos pontos interessantes deixam de ser melhor explorados (o misterioso namorado na moto, o amigo revolucionário do pai) enquanto que partes nem tão importantes arriscam diminuir a qualidade do filme. Temos a impressão de que todos os ingredientes foram bem escolhidos e inseridos, mas pouco trabalhados. A superficialidade da história acaba por inibir qualidades importantes, e a copa do mundo e as brincadeiras com os amigos acabam tomando um destaque especial mas levemente apelativo na trama.

Enfim, é um filme que supera com tranqüilidade outras obras nacionais do ano. Um filme família que contagia e diverte todos os gostos, que não deixa de destacar o orgulho de ser brasileiro, mesmo na difícil época retratada. É também um filme sobre povos e culturas, o que certamente facilitou sua aceitação em premiações. O retrato dos judeus, italianos e gregos catapulta as chances de “O Ano” ganhar prêmios e reconhecimento (Oscar?), mas fazendo um julgamento mais frio a obra não chega ao patamar de outros grandes filmes como Central do Brasil, Cidade de Deus ou Tropa de Elite. O último, esse sim, merecendo essa vaga e outra meia dúzia de indicações e prêmios – mas não é difícil entender o porque de ter perdido espaço para o mais correto, digerível e sentimental O Ano em que meus pais saíram de férias. Contudo, vendo por todas as outras perspectivas, é um filme que orgulhosamente representa o Brasil nos festivais do mundo, e merece nosso reconhecimento e torcida.

Bodão

Você também pode ter sua crítica publicada no Cinéfilos.
Basta deixar um comentário ou enviar um e-mail para Email.

Sunshine – Alerta Solar

25 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Danny Boyle.
Elenco/Vozes: Rose Byrne, Cliff Curtis, Chris Evans, Troy Garity, Cillian Murphy, Hiroyuki Sanada, Mark Strong, Benedict Wong, Michelle Yeoh.

Na linha do tempo da ficção científica temos os marcos: 2001 – Uma Odisséia no Espaço, depois Star Wars IV e Matrix mais recente. Muita coisa mudou da percepção sobre o tema. Não entendam mal, eu gosto de 2001, mas convenhamos que tem coisas mais-do-que-chatas. Queira ou não, é um divisor de águas, aclamado e duramente criticado é o nosso ponto de partida. George Lucas já está eternizado com os 6 filmes dele, fez uma obra-prima, colocou ação no gênero. Lucas nem precisava fazer mais nada, vai acabar se complicando com umas direções desastrosas. Matrix foi a última revolução do gênero, misturando filosofia, computadores e ação, simplesmente perfeito.

É com essa base histórica que surge Sunshine, indiscutivelmente “inspirado” em 2001 em alguns aspectos, que acaba vindo junto coisas boas e coisas ruins, mas tendo uma certa preocupação em não ser tão monótono e filosófico como sua “musa”. A premissa do roteiro é que o Sol está se apagando, e com ele a Terra não duraria muito, o que faz o maior sentido. A missão espacial é reacender o Sol (!), e para isso uma tripulação fica responsável por essa tarefa. Essa á a segunda missão arquitetada para resolver esse problema, pois a primeira, Ícaro I, perdeu a comunicação com a Terra, e aparentemente não atingiu seu objetivo. É a vez da Ícaro II entrar em ação.

Gostei muito do roteiro bem amarrado, da preocupação com os detalhes, e não se amarrou com datas para justificar o futuro, e sim com ações. Quando, por exemplo, no momento que um dos tripulantes precisa fazer um conserto fora da nave, e fica nervoso, um outro tripulante tenta acalmar dizendo: você já fez isso centenas de vezes na órbita da Terra. Comprovando obviamente que para atingir um objetivo como ir até o Sol era preciso ter um conhecimento bem maior do que temos hoje. Outro ponto interessante é a presença de asiáticos, cada vez mais firmados como um povo de tecnologia de ponta, e em constante evolução.

Um fato bem interessante, e que merece elogio, é a presença de um tripulante psicólogo. Imagine a sensação de chegar perto do Sol, o que não pode causar na mente de uma pessoa? A tripulação só sonha com o Sol. E o papel do psicólogo é tão essencial como um físico, ou a especialista em botânica. Realmente uma ótima sacada. Apesar de todos os elogios o filme tem suas falhas, que é copiar o lado chato e burocrático de 2001, e além disso, algo que talvez nem seja falha, o filme não tem um protagonista bem definido, isso até o finalzinho do filme. O papel principal é dividido aos poucos entre os tripulantes da Ícaro II, o que não é convencional, mas pra mim fez falta. Contudo, temos uma boa ficção científica, bem fundamentada, que inclusive tem a ousadia de mudar totalmente o rumo para um final pouco convencional, e acaba virando um filme tenso e de suspense (vale lembrar a repetição da dupla Danny Boyle e Cillian Murphy em Extermínio).

O Bom Pastor

5 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Robert DeNiro.
Elenco/Vozes: Matt Damon, Angelina Jolie, Alec Baldwin, John Turturro, Billy Crudup, Robert DeNiro, Michael Gambon, William Hurt, Joe Pesci.

Dentre os destaques do ano passado, esse foi um dos únicos que demorei a ver. Houveram algumas críticas negativas (oficiais e de amigos), o que acabou influenciando-me a não vê-lo com tanta pressa e expectativa, mas algo me dizia que eu não me arrependeria de assistir a este filme. Agora em DVD tive a oportunidade de assisti-lo, e não poderia deixar de registrar algumas palavras sobre este bom filme.

Antes de mais nada, não conhecia o trabalho de diretor de DeNiro, que tinha apenas um filme dirigido de fato por ele, e confesso ter me surpreendido. Desde o início vemos que ele conseguiu definir um estilo sério, com cenas fortes e intrigantes. Com isso ele conseguiu ser um pouco mais realista e artístico do que muitos dos diretores da atualidade, deixando alguns traços de filmes noir e dando um clima mais seco, sem exageros de emoção.

Na trama, Matt Damon interpreta Edward Wilson, um estudante de Yale que acaba ingressando na sociedade secreta Skulls & Bones, se destaca por diversas vezes como um excelente aluno, e é chamado para trabalhar na OSS, agência de inteligência americana na Segunda Guerra. Mostrando cada vez mais sua capacidade de contra-inteligência (espionagem) e sua esperteza, acaba crescendo em importância na carreira e se tornando um dos primeiros a fazer parte da recente criada CIA. O filme retrata diversos momentos da vida de Wilson, como a morte de seu pai ainda na infância, dois romances de sua vida, sua relação com seu filho e, finalmente, sua situação atual na CIA, participando de um visível fracasso na operação “Baía dos Porcos”, em Cuba. Durante este tempo, reveza o foco entre a capacidade e comprometimento do personagem com o seu trabalho, e seus defeitos pessoais, muitos deles agravados pela dedicação ao seu país.

O filme conta ainda com um excelente elenco, que é certamente o seu maior destaque. Ver Matt Damon em um convincente papel (apesar de frio demais), Angelina Jolie em uma ótima interpretação (a melhor dela em anos), e tantos outros excelentes atores (como o ótimo e envelhecido Joe Pesci) é o melhor ponto do filme. Mas é também no elenco que o filme apresenta seus primeiros erros. A dificuldade em envelhecer Matt Damon acaba deixando o filme confuso e algumas vezes irreal, e o fato do personagem principal ter tão pouco carisma pode deixar o filme sacal para muitos.

Ainda nos erros do filme, existe um mais marcante: a edição. Infelizmente esse ponto prejudicou-o seriamente, pois muitas cenas não estão bem posicionadas, existe um certo excesso de idas e vindas no tempo, e ainda por cima o filme é longo demais – são 2 horas e 40 minutos de filmes, pelo menos 30 minutos a mais do que o necessário. Mas isso não comprometeu por completo o filme, pois não deixa de ser um ótimo thriller de espionagem, altamente inteligente e intrigante, forçando o espectador a se envolver na trama, raciocinar e indagar em muitos momentos para acompanhá-la. Sendo razoavelmente inspirado em personagens e fatos reais (Edward Wilson é baseado em um agente verídico da CIA, assim como alguns outros personagens), é um daqueles filmes que nos dá vontade de pesquisar mais sobre o que aconteceu e quem realmente existiu, retratando ainda diversos momentos cruciais como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Civil.

Tem para mim tudo que um bom filme precisa ter, deixando algumas falhas mas que podem ser superadas. Boas atuações, uma história completa e convincente, muitas tramas e conflitos entre os personagens, surpresas constantes e uma emoção sutil, mas realista. Alguns personagens bem trabalhados, trechos históricos amplamente retratados, e uma direção que foge a mesmice de Hollywood. Pode não ser uma boa pedida para quem não suporta filmes lentos e detalhistas, mas é uma boa sugestão para quem gosta de filmes do gênero, e seria excelente não fosse pelo trabalho de edição e pela extensa duração.

Bodão

Você também pode ter sua crítica publicada no Cinéfilos.
Basta deixar um comentário ou enviar um e-mail para Email.

Ratatouille

8 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Brad Bird
Elenco: Ian Holm, Brian Dennehy, Brad Garrett, Peter O’Toole.
Vozes de Samara Felippo e Thiago Fragoso na versão dublada.

Apesar de correr o risco de ser repetitivo, de vocês já terem lido muito disto por aí, uma verdade deve ser dita: com Ratatouille a Pixar acertou a mão de novo! A empresa é hoje, sem sombra de dúvidas, a melhor e mais criativa criadora de filmes de animação. Foi a melhor compra que os Estúdios Disney poderiam ter feito.

Mas só que, na minha opinião, acertar a mão não significa fazer o melhor filme de animação dos últimos tempos. Nem de perto este Ratatouille supera os sucessos anteriores da Pixar, como Procurando Nemo e Os Incríveis. Claro que quando falamos em cinema de animação cada ano que passa, cada novo computador e/ou software e/ou tecnologia lançada melhora muito o desempenho dos desenhos. E neste sentido o filme é muito bom. Boa camêra, rico em detalhes, efeitos de animação incríveis e etcs.

Mas também é inegável que, cada vez mais, os filmes de animação pretendem agradar a nós, adultos, e não às crianças. Neste caso esta constatação começa pelo curta exibido antes do filme. Presenciei no cinema a dificuldade de um pai ao tentar explicar ao filho o que significava “abduzido”.

Como em todo filme do gênero, sempre existe uma lição a ser dada, um incentivo para aqueles que estão de cabeça baixa. No caso de Ratatouille o mantra ouvido o filme inteiro é: “Qualquer um consegue cozinhar”. Bom que eles não fazem disto um mote piegas e conseguem levar muito bem o enredo incluindo as tiradas, frases e situações necessárias para nos fazer acreditar que realmente qualquer um pode cozinhar. Mas, não é para crianças.

Bom, a estória é sobre um ratinho que sabe ler e sonha em ser chef de cozinha. E este pra mim é um dos pontos altos e mais engraçados do filme. Alguém aí já parou para pensar que os ratos são os animais mais odiados em uma cozinha? Que seria inconcebível imaginar que aquela comida deliciosa à sua frente foi obra de um chefe genial que, por descuido da natureza, também é um rato? Hilário.

As Torres Gêmeas

6 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Oliver Stone
Elenco: Nicolas Cage, Michael Pena, Maggie Gyllenhaal, Maria Bello, Connor Paolo, Stephen Dorff.

Devo confessar que dei pulos de alegria no dia em que o mundo conheceu a vulnerabilidade do país mais rico do mundo através do pandemônio arquitetado por Osama Bin Laden no dia 11 de setembro de 2001. Muito da arrogância e prepotência ianque ruiu juntamente com as torres do World Trade Center. Infelizmente, aquele velho ditado de que “pra se fazer uma omelete, tem que se quebrar alguns ovos” entra perfeitamente nesse caso e como em toda guerra, o pior sobra sempre para quem não tem nenhuma culpa no cartório. Muitos inocentes morreram (mais de 2.700 vidas foram tiradas nesse dia – nada comparado as mais de 600.000 ceifadas no Iraque desde a absurda e inconseqüente invasão dos donos do mundo), isso é um fato, mas o maior culpado por essas mortes, quem seria? Osama Bin Laden e sua Al Qaeda, ou os milhões de eleitores americanos, que colocaram em seu trono de ouro o inepto George W. Bush? Eu tenho uma opinião formada a esse respeito, mas voltemos ao filme em questão, que é o que realmente interessa.

Oliver Stone se redime de sua última bomba (o horrível “Alexandre”), em um bom filme a partir de uma história verídica, além disso, seu filme por ser visto como uma grande homenagem às pessoas que participaram diretamente da destruição causada pelo atentado terrorista ao WTC. Policiais, bombeiros, para-médicos e militares que arriscaram e perderam a vida tentando retirar as pessoas das torres mais famosas do mundo.

Os protagonistas são Nicolas Cage e Michael Pena que interpretam, respectivamente, os policiais John McLoughlin e Will Jimeno (que participaram diretamente na produção do filme, colaborando com seus intérpretes). McLoughlin e Jimeno foram enviados até as torres após o choque do primeiro avião com o prédio, com o intuito de retirar feridos e com total ignorância sobre o que estava realmente ocorrendo, os policiais tiveram seus planos completamente frustrados e passaram a lutar pela própria vida ao ficarem presos nos destroços da torre que desmoronou quando eles ainda se encontravam no saguão. Paralelamente, acompanhamos as reações de ambas as famílias e seus desesperos em busca de informações sobre os parentes. O roteiro de Andrea Berloff merece um grande elogio nesse momento, já que ele consegue realmente transmitir uma sensação de medo, tristeza e principalmente esperança, não caindo no erro de dar uma patriotada e destilar o conhecido veneno americano contra os executores dos atentados. Aliás, talvez essa seja a maior qualidade do filme de Stone, já que em nenhum momento somos apresentados a uma visão dos responsáveis pelos atos. Stone e Berloff se focalizam em mostrar apenas o lado dos policiais em suas lutas pela sobrevivência e suas respectivas famílias.

E exatamente onde se encontra a maior qualidade de “As Torres Gêmeas” (no caso, o seu foco), também encontramos seu maior defeito. O excesso na utilização de cenas dramáticas acaba tornando alguns momentos do filme um pouco piegas, melodramáticas. Duas cenas provam perfeitamente isso (e até podem ser entendidas como sutis alfinetadas do roteiro e direção à religião de Maomé, de onde a motivação para os atentados foi claramente tirada). A primeira é a cena em que o policial Will Jimeno, ainda nos escombros e já a ponto de perder as esperanças de ser resgatado com vida, tem uma visão de Nossa Senhora, a segunda é ainda pior, pois trata de um fuzileiro que vai até o WTC ajudar na busca de sobreviventes por ter recebido uma ordem do próprio Deus, e adivinhem quem encontra os protagonistas? Esses momentos podem até ser realmente verídicos, mas em minha opinião, completamente descartáveis.

O bom elenco do filme ajuda a dar veracidade á obra e aproximar-nos do sofrimento dos personagens envolvidos. É praticamente impossível conter as lágrimas em alguns momentos. Enfim, o novo trabalho de Oliver Stone possui muito mais acertos do que erros e inicia a provável avalanche de filmes relacionados a esse tema que ainda serão produzidos.

Dália Negra

6 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Brian De Palma.
Elenco: Josh Hartnett, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Scarlett Johansson, Mia Kirshner, Mike Starr, Fiona Shaw, John Kavanagh, Gregg Henry, Jemima Rooper, Rose McGowan.

Gostaria de entender e conhecer tanto de cinema quanto meus amigos e críticos que eu leio pela internet, mas infelizmente eu não sei fazer um resumo sobre Brian De Palma, justificando todas as suas características, qualidade e defeitos. O que posso dizer é que Dália Negra é um dos filmes tecnicamente mais perfeitos que eu já, algo que vai além da fotografia simplesmente, são ângulos, enquadramentos, uma aula de cinema nesses quesitos. Então no mínimo eu preciso reconhecer a qualidade do responsável por Scarface.

Um elenco de jovens promissores atores, porém apagados de certa forma, ou sem o impacto que um filme passado nessa época e dessa magnitude necessita. Não que eles atrapalhem o filme, mas merecia atuações melhores. O outro revés é o roteiro confuso, com muitas histórias paralelas e mudanças de rumo a todo instante. E o aguardado final, na hora de amarrar as pontas soltas do confuso roteiro, mais confusão ainda. Confesso que me sinto em dúvida até agora sobre algumas passagens do filme.

Resumidamente é isso, não estou aqui pra dar um selo de aprovado ou reprovado, então as cartas estão na mesa, cada um decide se deve ou não apostar.

 
Layout & Icones by N.Design Studio
RSS RSS Comentários Login