Direção: Sydney Pollack .
Elenco: Nicole Kidman, Sean Penn e Catherine Keener.
Recheado de ganhadores do OSCAR, um grande elenco, mas uma trama bobinha e com razoáveis atuações. Será que Sean Penn só serve pra fazer drama no papel de doido ou mafioso? A todo instante eu imaginava que ele ia gaguejar (Lição de Amor). Uma coisa é o clichê de dois bonitões como protagonistas, outra é por um cara que não tem o perfil pro papel, e definitivamente Seann não tem. Nicole faz o de sempre, linda e, desculpem o trocadilho, não faz feio na atuação. A trama segue um paralelo chato, o famoso está ou não envolvida vai até o finzinho do filme, o que o torna quase um Filme Scooby Doo. Acho que o destaque do filme foi ter conseguido filmar dentro da sede da ONU, mas ainda metem uma frase de efeito do tipo: “isso não é território americano, é território internacional” (Pergunte isso aos iraquianos.). Resumo da história? Uma intérprete ouve que acontecerá um atentado contra um líder num encontro da ONU, e a partir daí começa a caçada pra evitar o atentado, pois “ele não pode ser morto em território americano” (não era internacional?). Sinceramente devíamos estudar mais os americanos e descobrir o que se passa (se passa mesmo) na cabeça deles, pois um filme meia-boca desse, ser líder de bilheteria é um absurdo. Economize seu dinheiro, cinema é caro.
Direção: Ridley Scott.
Elenco: Orlando Bloom, Liam Neeson, Eva Green, Nathalie Cox, Marton Csokas, Alexander Siddig, Brendan Gleeson, Jeremy Irons.
Realmente não tem jeito, depois da maravilha que Peter Jackson fez em sua trilogia, é impossível não comparar todos esses outros épicos com batalhas com as dos filmes da terra média. E até agora, todos os que vieram depois saíram perdedendo, e muito feio.
Tudo bem que Cruzada não se fundamenta apenas nas batalhas, já que é exatamente a tentativa de eliminá-las por parte do doente Rei Baldwin e as pessoas que se mantêm fiéis a ele e de Saladino, o rei mulçumano. Por outro lado temos um grupo extremista, liderado por Cavaleiros templários, que não aceita outra coisa, a não ser matar os sarracenos e tomar definitivamente Jerusalém para a cristandade. Jerusalém está sobre controle de cristãos que aceitam a sicronia religiosa, já que a cidade é sagrada para várias religiões.
Se apenas fosse contada essa história, se aproximando mais do que realmente aconteceu, talvez Ridley Scott tivesse feito um filme muito melhor. Mas não, a exemplo de seu outro épico (Gladiador), ele decide mostrar a vida do ferreiro Balian, que acaba de perder a mulher, mas em compensação recebe a visita do pai que não conhecia, que além de desejar se retratar chama seu filho para ir até Jerusalém, apoiar também o Rei Baldwin.
Talvez o maior erro do diretor tenha sido na escolha do seu protagonista, o que sentimos muito mais pelo maravilhoso elenco de coadjuvantes no filme. Orlando Bloom está longe de conseguir segurar as pontas de um papel dramático, o que torna Balian um personagem falso e irritante, mais um manequim de butique do que um homem cheio de dúvidas e arrependimentos. Até Keanu Reeves faria melhor.
Um filme que apesar de ser divertido, de possuir uma fotografia belíssima, e como falei antes, com grandes atores codjuvantes (matei quem era o Rei só pela voz, antes de saber o ator que o interpreta e que não é creditado no filme), na minha opinião conta novamente com um roteiro fraquíssimo, com várias alterações históricas desnecessárias. E se não utiliza o maniqueísmo estereotipado dos mulçumanos do mal (para felicidade de todos), escolhe a Ordem dos Cavaleiros Templários para Cristo (Não resisti) e os mostra como fanáticos extremistas, que preferiam a morte a respeitar a religião dos outros. Um filme com personagens bem definidos e sem nenhuma surpresa. Além do final claramente se tornar uma mensagem para os tempos de intolerância religiosa em que vivemos…
Não deixem de prestar atenção nos diálogos com o Rei, com certeza os mais interessantes do filme.
Direção: Kevin Rodney
Elenco: Bernie Mac, Ashton Kutcher, Jessica Cauffiel .
Para começar é uma refilmagem do sucesso de 1967, ‘Advinhe Quem Vem Para Jantar’, com Sidney Poitier.
A Família da Noiva é mais uma comédia que, ao tentar inserir fórmulas já bem-sucedidas nas telonas de outras produções, acaba não dando em nada. O filme afunda em piadas batidas, situações previsíveis e, principalmente, na insistência do diretor em direcionar praticamente todas as piadas da fita para a questão étnica.
É uma comédia genuinamente norte-americana e gira em torno da família (negra) Jones, que entra em parafuso quando uma das filhas do casal decide casar com um cidadão branco. Até aí, tudo bem. Os primeiros momentos do filme são bastante interessantes, como as engraçadas seqüências que sucedem a chegada do noivo à casa de seus novos sogros. Talvez a conversa de Simon (Ashton Kutcher) com Percy Jones (Bernie mac) no carro – após o mesmo ter expulsado o futuro genro de sua casa – seja uma das mais engraçadas cenas do filme. Um dos poucos momentos em que o roteiro da produção não deixou a desejar em relação as produções que este filme remete.
O que vemos aqui é uma atuação singular e boa de Bernie Mac (que interpreta Percy Jones, o pai da noiva) quando, de fato, deveríamos presenciar uma dupla relação (sogro-genro). Mac tem mais tempo em cinema que Kutcher e, talvez por isso, muito mais talento e presença de tela também. É ele quem rouba praticamente todas as cenas do filme e faz com que o mesmo não torne-se uma bomba relógio.
Se você procura um filme bem leve para uma simples diversão sem compromisso, esse é o filme, não espere nada além disso.
Direção: Jean-François Richet.
Elenco: Ethan Hawke, Laurence Fishburne, Gabriel Byrne, Drea de Matteo, Maria Bello, Ja Rule, Kim Coates, John Leguizamo, Matt Craven, Brian Dennehy.
Eu nem sabia que se tratava da refilmagem de um filme do John Carpenter. E acho que por isso alguns críticos gostaram tanto, mas isso não muda minha opinião, achei muito fraco. Uma delegacia está prestes a ser desativada, mas obviamente seu último dia, que coincide com último dia do ano, não será apenas de festa para convidados. Devido forte tempestade de neve, um ônibus que carrega alguns detentos, dentre eles um peixe grande para a polícia, recebe a ordem de passar a noite na tal delegacia, a 13ª. Até ai tudo bem, nada demais, preso nas celas, policiais comemorando a virada de ano, até que a delegacia passa a ser atacada. E é nesse momento que entra a boa razão de ver o filme, a trama acaba deixando mocinhos e bandidos do mesmo lado pra se defenderem do ataque. Extremamente bem bolado esse lance de bom e mau, mocinho bandido, variando de acordo com a situação, isso ficou muito legal. Seria um resumo legal da receita, mas o que estraga são os ingredientes: policial traumatizado que perdeu parceiros numa missão, secretária ninfomaníaca, policial se aposentando, policial corrupto, bandido que fala na terceira pessoa, Fishburne interpretando Morpheus, casal que se odeia (mas na verdade se amam). Ou seja, os maiores clichês do mundo. Misture isso a diálogos fracos e atuações medíocres, e o resultado é obviamente um filme fraco. Raros momentos que a parte técnica é extremamente bem feita, e só.
Direção: Marcus Nispel.
Elenco: Jessica Biel, Jonathan Tucker, Erica Leerhsen, Mike Vogel, Eric Balfour, Andrew Bryniarski, R. Lee Ermey, David Dorfman, Marietta Mariche e Heather Kafka.
Até que enfim estreou no Brasil esse fraco (mas nem tanto), remake de um dos mais tensos e brutais filmes de terror da década de 90. Tobe Hopper, diretor do clássico de 1974, produziu ali um filme onde o maior destaque era a forma em que foi filmado, que dava impressão de que o filme era um documentário, as ótimas atuações do seu elenco e a não preocupação em tentar explicar os motivos da loucura da familia. E é exatamente o elenco dessa refilmagem o pior do filme.
O que eles fazem no filme? Gritam, correm, choram, imploram e morrem, não necessariamente nessa ordem. Uma ordem natural a se seguir em filmes do estilo. Então o que se sucede no filme é sustos por bobagens, como aquele do animalzinho no armário, idiotices por parte dos futuros presuntos e sangue, muito sangue, já que o filme faz jus ao título. Sempre achei Leatherface um dos personagens mais legais de filmes de terror e o diretor Marcus Nispel respeitou bastante o personagem em seu filme.
Aqui, 5 jovens estão indo ver o show, quando dão carona a uma jovem visivelmente desequilibrada, que acaba cometendo suicídio na frente de todos eles. Resolvidos, apesar da relutância de alguns de comunicar as autoridades, eles acabam se envolvendo com a família doidera dos Hewitt. Enquanto os infindáveis gritos e o latente medo apresentados por Marilyn Burns em 74, o similar feito por Jéssica Biel nessa versão irritam sem pena nenhuma de quem está assistindo.
No clássico de 74, até os motivos dos jovens em ir ao Texas eram mais interessantes. E enquanto a família era composta por 4 homens, aqui vemos doidos de todas as idades e de todos os sexos, num total de 7 pirados (a cidade toda).
Esse Massacre foi uma tentativa até que razoavelmente bem sucedida de refilmagem de um dos maiores clássicos de Horror, e para quem não sabe, Leatherface foi o primeiro psicopata do estilo, depois vieram os Michels Myers, Jasons e Kruegers da vida. O filme foi rodado por 9 milhões de dólares e concorreu ao framboesa de ouro na categoria “Pior Refilmagem ou Sequência”.
Recomendado apenas para os grandes fãs do estilo, que adoram tomar sustos e ver mortes bem sangrentas. É FRAQUINHO, MAS ASSISTÍVEL. Há e antes que eu esqueça, a continuação já parece estar sendo produzida.
Direção: Frank Coraci.
Elenco: Jackie Chan, Steve Coogan, Jim Broadbent, Ian MacNeice, Adam Godley, Ewen Bremner, Cécile de France, Arnold Schwarzenegger, Luke Wilson, Owen Wilson, Kathy Bates, Mark Addy, ,John Cleese, Rob Schneider, Richard Branson.
A Exemplo da série Bater ou Correr, estrelada pelo malabarista das artes marciais Jack Chan, onde tínhamos um ocidental, em companhia de um oriental tentando fazer alguma coisa, mas passando por diversas dificuldades, chega aos cinemas essa nova adaptação do livro de Julio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Dias. Um filme que usa e abusa das coreografias mais legais de Chan e com várias participações especiais. Já falei antes que até mesmo clichês, quando colocados de forma que envolva o espectador e não sirvam apenas para tentar tirar risadas isoladas dentro da história, acabam sendo muito bem vindos. Na minha opinião o diretor Frank Coraci consegue fazer isso aqui. Na história, para quem não conheece, o personagem Phileas Fogg é um cientista inglês no final do século XIX, que aposta ser possível dar a volta ao mundo em 80 dias. Para provar isso e ganhar a aposta ele viaja, recebendo a ajuda de Passepartout e Monique de la Roche (pelo menos nessa adaptação).
Um filme que provavelmente foi odiado por quem conhece a obra, só assim para entender a crítica rabujenta do Vilaça, que na minha opinião exagerou muito. Trata-se de um filme fraco, repleto de clichês, mas que dependendo do seu estado de espírito, você pode até gostar e dar boas risadas.
Direção: Oliver Stone.
Elenco: Colin Farrell, Jared Leto, Val Kilmer Angelina Jolie, Anthony Hopkins, Christopher Plummer, Gary Stretch, Jonathan Rhys-Meyers, Rosario Dawson.
Acho que deve ter sito uma maldição, mas depois do Senhor dos Anéis não teve mais um filme épico que fosse bom. E Alexandre mantém a escrita. Até entendo que o filme seja longo, mas de que adianta ser longo se não explica muita coisa? Conheço poucos detalhes da história de Alexandre (O Grande), e talvez por isso tenha ficado mais decepcionado, esperando explicações que não vieram de um filme com quase três horas de duração. Comentava depois do filme com um amigo, e chegamos a conclusão de que trata-se de um filme pouco coeso, parecendo perdido muitas vezes, e não é pelo fato de não ser linear. Sempre escuto as façanhas do grande estrategista Alexandre, mas a cena do filme que tenta mostrar isso não foi, desculpe o trocadilho, grande coisa. Não esperem grandes (de novo) atuações. Colin está mal, Angelina é linda, mas aquele sotaque puxando o erre eu não entendi. Val Kilmer não convence, Hopkins não tem culpa alguma. Mesmo gostando e respeitando seus filmes anteriores, não tenho como não admitir que Oliver Stone errou, talvez pela grandeza da história, ou por exageros e preciosismo, não sei. Destaque para a belíssima cena em que Alexandre luta contra um homem em cima de um elefante. Sobre o homossexualismo, achei corajoso mostrar, mas se acovardaram em não mostrar cenas com Alexandre.
Direção: David R. Ellis.
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, William H. Macy, Eric Christian Olsen, Jessica Biel.
Me responda sinceramente. Se você por algum louco acaso do destino recebesse uma ligação de uma pessoa estranha, dizendo que havia sido seqüestrada e que você seria a sua única esperança de vida, o que você faria???
a) Faria de tudo para ajudar a pessoa, já que você é uma alma pura e sempre pronta a ajudar os necessitados.
b) Começaria a falar um monte de sacanagens com a dona pensando que aquilo era algum tipo de tara de alguém que tem o chip dos 31 anos da OI.
c) Mandaria a mulher pra baixa da égua, pois você odeia trotes.
d) Com certeza pensaria que era brincadeira e ia sacanear a mulher até ela desligar o telefone e ir encher o saco de outro.
e) Faria qualquer outra coisa, menos escolher a primeira opção, pois você com certeza não roubaria carros, enfrentaria policiais corruptos, pularia de cima de prédios enormes e etc, etc…
Bem, se você é uma das (1) pessoas no mundo que optaria pela primeira opção, com certeza você gostará bastante desse filme. Você provavelmente curtirá bastante as inúmeras cenas de tensão que um filme desse porte proporciona. Ele não é péssimo, mas é muito clichê e absurdo. Ninguém no mundo em que vivemos faria o que o personagem do Chris Evans faz aqui nesse filme. Mas sabem de uma coisa, o sempre ótimo ator William H. Macy (Fargo) faz um personagem tão legal nesse filme que até gera uma simpatia por parte de quem está vendo. Mas mesmo assim espere em DVD, com certeza a apreciação dessa fita no conforto do seu lar o deixará bem mais agradável.
Direção: Joseph Ruben.
Elenco: Julianne Moore, Dominic West, Gary Sinise, Alfre Woodard, Linus Roache, Anthony Edwards.
O que dizer de um filme cujo trailer tem a frase “o filme mais intrigante desde o Sexto Sentido”? Particularmente eu acho ridículo esse tipo de apelo comercial. Obviamente porque não diz nada, pelo contrário, faz o filme parecer um lixo e sem força alguma, como é o caso. Eu nunca vi uma atuação ruim de Julianne Moore, e não foi dessa vez. Ela faz muito bem o papel da “louca” que sofre e não consegue se recuperar da morte do filho de nove anos. Tudo começa muito bem, te deixa na duvida se realmente aquela mulher é louca ou está certa. Inclusive na cena da xícara de café, eu daria tudo para voltar o filme e saber se a xícara estava ou não lá. A primeira metade consegue te prender à trama, mas depois disso, o ritmo cai ladeira a baixo. Tentando dar reviravoltas mirabolantes tipo Scooby-Doo, o roteiro viaja na maionese, talvez querendo nos surpreender de qualquer forma, achando que somos tolos e vamos sair do cinema da mesma forma que saímos ao ver Sexto Sentido. Pobre desilusão. Ah, não posso deixar de mencionar uma batida de carro simplesmente espetacular, quase mata o povo de susto no cinema. Mas o resto, muito fraco, roteiro estúpido.
Direção: Nick Hamm
Elenco: Greg Kinnear, Rebecca Romijn-Stamos, Robert De Niro, Cameron Bright, Merwin Mondesir, Jake Simons.
Foi-se o tempo em que a presença de Robert De Niro era sinônimo de bom filme. De um tempo para cá o famoso, e já velho, ator vem se metendo em algumas frias, como este “O Enviado”. Além dos furos no roteiro, que já é bastante fraco, o que este filme tem de pior são as tentativas de assustar o espectador de qualquer forma e a qualquer custo, inclusive colocando as situações de “suspense e terror” em uma sequência ilógica e irritante. Em dado momento do filme somos “assustados” por duas vezes em menos de um minuto. Isto sem contar as péssimas reviravoltas que o roteiro dá deixando a todos, no máximo, confusos. A impressão que fica é que tentaram modernizar o excelente clássico “A Profecia”, já que os garotos são os protagonistas da estória de terror e a semelhança entre Cameron Bright e Harvey Stephens (o garotinho de “A Profecia”) é grande, misturando-o a outro excelente clássico, “Cemitério Maldito”. Mas, mesmo inserindo dois temas atuais e polêmicos (clonagem humana e células tronco), este filme não consegue sair do lugar comum em termos de supense e só serve para mostrar que De Niro anda mesmo caído em Hollywood.
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