Direção: Rob Reiner.
Elenco/Vozes: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Beverly Todd, Rob Morrow, Alfonso Freeman.
A sessão da tarde está repleta de filmes sobre estórias de personagens que lutaram contra uma doença grave e também sobre personagens completamente diferentes, potenciais inimigos, que acabam descobrindo que suas semelhanças são maiores que suas diferenças e se tornam bons amigos. E se depender do diretor Rob Reiner muitos outros filmes de sessão da tarde serão produzidos. Ele já foi responsável por “Dizem Por Aí…” e “Harry e Sally – Feitos um Para o Outro”, e agora surge com a mistura super batida de estória sobre doentes terminais e atores de peso.
Não é difícil imaginar que Jack Nicholson e Morgan Freeman salvam o filme. A atuação dos dois sempre foi excelente, e com este filme não poderia ser diferente. Mas vê-se em algumas cenas um certo desânimo, principalmente de Nicholson, com o enredo nada empolgante e cheio de clichês. Morgan Freeman interpreta seu papel de forma um tanto burocrática e é salvo apenas pelas situações e declarações engraçadas e inteligentes de seu personagem sabe-tudo. Mas até a questão do personagem de Freeman ser um mecânico que nunca cursou a faculdade mas que sabe muito sobre uma série de assuntos, principalmente cultura de almanaque, soa como um grande clichê.
Entretanto o drama sobre a doença terminal dos dois personagens, os dois com cancêr em estágio de metastase, acaba sendo aliviado pelo clima leve do restante do filme, pela diversão dos personagens em suas proezas adolescente e pela viagem de visita a lugares maravilhosos como a Muralha da China, o Taj Mahal e o Himalaia. E também pelo sarcasmo do personagem de Jack Nicholson. É um filme muito lugar-comum, muito água-com-açucar, mas serve como diversão leve e como motivo de choro, principalmente para as mulheres.
O ponto fortemente condenável do filme é o excesso do uso de chroma key. Eles fazem uma viagem de volta ao mundo mas não estiveram efetivamente em nenhum dos lugares mostrados. A cena nas Pirâmides do Egito, por exemplo, chega a ser hilária tamanha a montagem necessária. Fora a iluminação forçada tentando imitar o sol escaldante do deserto. Ridículo.
Dizem que o roteirista Justin Zackham demorou apenas 2 semanas para escrever o roteiro deste filme. Eu diria que ele demorou muito.



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