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Anjos da Noite 2 - Evolução

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Direção: Len Wiseman.
Elenco: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Tony Curran, Derek Jacobi, Bill Nighy, Steven Mackintosh, Shane Brolly.

Infelizmente para o diretor Len Wiseman, e nós, apreciadores do estilo, a maravilhosa beleza e sensualidade de Kate Backinsale não é o suficiente para fazer de “Anjos da noite 2” um grande filme. O resultado alcançado aqui, apesar dos melhores efeitos visuais,maquiagem e produção, é inferior ao alcançado no primeiro filme, e “Anjos da noite 2” não passa de mais um enlatado descartável, cinema pipoca em sua expressão máxima (que com certeza ainda agradará a muitos).
O filme inicia com uma pequena apresentação dos principais vilões da continuação. O primeiro, o vampiro Marcos Corvino, o segundo, William Corvino, irmãos de sangue que seriam os primeiros transformados em vampiro (Marcus) e lobisomem (Willian). Em uma emboscada, William é aprisionado pelos vampiros em um local secreto. Voltando para o presente, a história retorna ao exato momento em que terminou o primeiro filme, a destruição de Viktor, o início do despertar de Marcus como híbrido e a fuga de Selena e Michael Korbin. A trama se prende na busca de Markus por seu irmão gêmeo com o intuito de libertá-lo de sua secular prisão.
Como já comentei, os efeitos visuais do filme superam (e muito) os do seu antecessor, o que salva o filme do desastre total. Desastre que ocorreria devido ao fraquíssimo roteiro, com mais buracos que a Br 116 e com mais “mini flash backs” que todos os episódios de “Os normais” juntos (o que deveria explicar melhor a história, serve apenas para quebrar o seu ritmo).Tudo bem que não tinha muito o que ser feito a partir da história original, mas não acho isso desculpa para o preguiçoso e frio roteiro escrito por Danny McBride.
Mas realmente, os efeitos visuais servem para encobrir um pouco essas falhas, já que a série de lutas, tiroteios, explosões e criaturas monstruosas que aparecem a todo o momento, acabam tornando o filme, pelo menos uma boa diversão para os apreciadores do estilo ou espectadores menos exigentes. Agora é só esperar o fim da trilogia para ver no que vai dar a saga de vampiros e lobisomens criada por Wiseman.

Terra Fria

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Direção: Niki Caro.
Elenco: Charlize Theron, Frances McDormand, Sissy Spacek, Woody Harrelson, Sean Bean, Richard Jenkins, Jeremy Renner, Michelle Monaghan, James Cada, Elle Peterson, Thomas Curtis.

Houve uma época em que as mulheres sofriam caladas. Medo, preconceito, insegurança era um sentimento comum. Isso acabou? De forma alguma, ora, de vez em quando nos deparamos com escravidão. Já pensaram? Escravidão! Tratar gente feito bicho. Imagine séculos de uma sociedade patriarcal. Não dá para se livrar de uma década para outra. A diferença é que a mulher hoje denuncia. Grita, expõe o rosto na capa da revista se for preciso. Histórias absurdas de abuso e violência aconteciam e acontecem todos os dias. E Terra Fria é uma dessas histórias. Pode-se louvar a história e a intenção, mas como filme é fraquíssimo. Não quero entrar no mérito do quanto aconteceu de verdade, pois a idéia que se passa é de um filme caricato demais. Dava aquela sensação de ver um filme que tem cenas na prisão. Guerra entre negros e brancos, homossexualismo, todos são inocentes. Enfim, toda a velha história que sempre vemos nos filmes. Isso é bem chato. Juntar todos os elementos machistas e jogar num filme. Foi isso que fizeram com Terra Fria.

Memórias De Uma Gueixa

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Direção: Rob Marshall.
Elenco: Zhang Ziyi, Michelle Yeoh, Ken Watanabe, Gong Li, Koji Yakusho.

Agora fica fácil escrever já sabendo o resultado do Oscar 2006. Memórias de uma Gueixa levou quase tudo visual: fotografia, direção de arte e figurino. O que nos leva a crer ser um filme bonito de se ver. Sem dúvida é. Mas é chato também, lento e clichê. Seria muita exigência minha que um filme sobre Gueixas usasse a linguagem japonesa? Todo aquele cenário japonês e atrizes chinesas, essa mistura não ficou muito bom. Rolou até uma pequena polêmica por atrizes chinesas interpretarem japonesas. Devem ser escassas atrizes com feições orientais, pois mais uma vez temos Zhang Ziyi que a partir de hoje será conhecida como Aquela-que-faz-todos-filmes-com-orientais. Quanta falta de criatividade ou opção? Sempre fui um apreciador da cultura japonesa, e apesar de tantas falhas, Memórias de uma Gueixa tem roteiro interessante inspirado no livro homônimo de Arthur Golden. Uma forma de apresentar ao mundo o que era ser uma Gueixa, e posteriormente toda sua degradação com a chegada das grandes guerras. Criou-se uma visão deturpada de que gueixas eram prostitutas. Mas nesse ponto o filme é competente. Fora isso não tem muito que aproveitar, mais uma história de amor impossível. Mas como diz o poeta: toda história de amor é igual porque não existe outro amor.

Domino - A Caçadora De Recompensas

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Direção: Tony Scott.
Elenco: Keira Knightley, Mickey Rourke, Jaqueline Bisset, Lucy Lyu , Christopher Walken, Edgar Ramirez e Mena Suvari.

Baita elenco, não é? Mas sinceramente, sem rodeios, não vale a pena. Keira continua linda até com cabelo curto, mas acho que vale mais a pena esperar pela careca de Natalie Portman, se é que V-ocês me entendem. Filme B atualmente é conhecido como filme ruim, mas o correto conceito de filme B é um filme feito com pouco orçamento, independente de ficar bom ou ruim. Domino se encaixa na idéia errada que temos hoje de filme B. Lembrava de longe, bem de longe, roteiros de Tarantino e câmeras de Guy Ritchie. Mas nada tão original assim. Mas é um filme sobre o que? Sempre lembro da resposta do Veríssimo quando perguntado “Titanic é sobre o que?”, e ele responde: um homem, uma mulher e uma pedra de gelo. Então, utilizando a mesma técnica, Domino é sobre uma menina rica que perde o pai e um peixe dourado, e resolve virar caçadora de recompensas. Só isso? É, só isso. Alguns lampejos de originalidade e um final politicamente correto.

O Galinho Chicken Little

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Direção: Mark Dindal.
Vozes: Zach Braff, Joan Cusack, Katie Finneran, Don Knotts, Garry Marshall, Amy Sedaris, Jeremy Shada, Steve Zahn.

Papel e caneta na mão, anotem a receita de como pegar milhões de trouxas:

- Crie um personagem de animação bonitinho, fofinho, daqueles que quando virem façam um sonoro “ohhhhhh”;
- Faça o mesmo com os personagens secundários;
- Pegue uma música animada do momento e faça um trailer;
- Escolha um roteiro qualquer, isso não é importante;
- Gaste milhões com marketing, e pronto, temos um filme de sucesso.

Eu deveria guardar essa resenha, pois será usada em muitos outros filmes. Já estou até me cansando de sempre escrever a mesma coisa. Não adianta continuar fazendo animações apenas para crianças. Onde ficou aquela bonita lição de moral dos desenhos antigos? A lição de moral dessa animação é mostrar que se você fizer algo de errado ou vergonhoso, só vão esquecer se você fizer algo nobre, ou provar que você estava certo. Ou seja, nele diz que você é culpado até que prove que não é. Essa é a grande lição de moral do filme. Mas acho que existe uma outra lição de moral: não gaste seu dinheiro com qualquer filme. Talvez essa seja a grande lição de moral do filme.

Harry Potter e o Cálice de Fogo

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Direção: Mike Newell
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint , Emma Watson , Ralph Fiennes, Maggie Smith, Robbie Coltrane, John Hurt, Jason Isaacs, Brendan Gleeson, Frances de la Tour, Robert Pattinson, Clemence Poesy.

Decepção total, foi o que eu senti após longas e tediosas duas horas e meia, ficou mais critíco pelo fato de eu não ser fã, simplemente fiquei remoendo na poltrona. Parece que o livro segue o mesmo ritmo sendo um dos mais parados e o filme não consegui superar adaptação orginal. Afinal é o mais sinistro, sendo primeiro filme da série a ter censura 13 anos nos EUA. Os três primeiros tiveram censura livre.
Agilidade foi a solução encontrada pelo diretor britânico Mike Newell para resumir mais de 700 páginas de “Harry Potter e o Cálice de Fogo” em cerca de duas horas e meia de cenas. O filme dá a impressão de ser mais curto que os outros da série, embora tenham todos mais ou menos a mesma duração. Passagens enormes do livro de J.K. Rowling ficaram de fora, o que deve decepcionar alguns fãs leitores.”O Cálice de Fogo” mostra a que veio em suas primeiras cenas, sombrias. Voldemort (Ralph Fiennes) ainda não aparece, mas é ouvido conversando com dois seguidores antes de atingir um homem que o espiona com a “Avada Kedavra”, a maldição da morte. Só então aparece Harry Potter (Daniel Radcliffe), que vai com Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson) e a família Weasley ver a Copa do Mundo de Quadribol. O estádio, mais imponente que o Senado de “Star Wars”, dá uma noção da grandiosidade das imagens que vêm pela frente.A tão esperada aparição de Voldemort dificilmente decepciona quem aguardou esse tempo todo tentando imaginar como ele seria. Ralph Fiennes dá uma boa expressão para o maior desafeto de Harry Potter. Mas a grande batalha entre os dois está só começando.
Fazendo um contraponto mais leve, há uma divertida e interessante subtrama que envolve os problemas “insolúveis” da pré-adolescência. Harry, Hermione e Ron, que podem ser imbatíveis quando o assunto é magia, mistérios do desconhecido ou quadribol, pela primeira vez se vêem às voltas com o apavorante baile escolar, atividade que envolve o aprendizado da dança, o convite a pessoas do sexo oposto e – claro – a tão temida introdução ao mundo adulto. Tudo isso regado com o maravilhoso espetáculo visual que esta série de filmes proporciona desde 2001. Direção de arte, figurinos, cenários, concepções visuais, tudo, incluindo os efeitos digitais, está cada vez mais apurado em Harry Potter, digamos que sejam os pontos fortes do filme.
Aproveite e curta ou fuja do Harry Potter e o Cálice de Fogo nos cinemas. Mesmo porque Harry Potter e a Ordem da Fênix só deve chegar aos cinemas em 2007, e vamos torcer para que seja melhor, quem leu diz que é, caso você não queira aguardar, desligue a tv e vá ler o livro.

Jogos Mortais 2

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Direção: Darren Lynn Bousman.
Elenco: Beverley Mitchell, Tony Nappo, Glenn Plummer, Shawnee Smith, Emmanuelle Vaugier, Donnie Wahlberg, John Fallon.

A fórmula utilizada nessa continuação é quase a mesma que consagrou o primeiro. Desvirtua-se um pouco a história original e seu personagem principal (Saw deixa de ser o assassino dos enigmas e passa a ser o assassino das armadilhas), coloca um ou outro ator do anterior, aumenta estrondosamente o número de vítimas e a violência cometida pelo psicopata e tchãn nã nã, está pronto o filme.
O primeiro filme do psicopata do quebra-cabeça (saw), foi uma ótima surpresa para os fãs do estilo. Com um elenco praticamente desconhecido, poucos recursos, mas com uma boa história (o principal), tivemos um dos melhores suspenses da década, um filme que deu uma revigorada nos filmes com psicopatas, mas que de forma alguma nos fez esquecer Seven, o melhor filme do estilo, como o infame cartaz nacional sugeria.
Então, com o sucesso absurdo de bilheteria do primeiro filme, principalmente em relação ao quanto foi gasto, continuações não tardariam a vir.
Não é um filme realmente ruim, mas com certeza deixa bastante a desejar. Particularmente esperava uma trama no mínimo tão bem elaborada quanto a do filme anterior, mas de bem elaborado nesse, somente algumas novas armadilhas, o resto, inclusive o final, não passa de uma repetição macaqueada do anterior, mas com vítimas diferentes e policiais diferentes.

A Lenda Do Zorro

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Direção: Martin Campbell.
Elenco: Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones, Giovanna Zacarías, Adrian Alonso, Pedro Armendáriz Jr., Michel Bos, Nick Chinlund, Michael Emerson, Shuler Hensley, Rowley Irlam.

Seria fácil simplesmente dizer que A Lenda do Zorro é tosco, clichê e brega. Mas o Zorro tem todo um legado, um significado na infância de muita gente. Será mesmo que queríamos ver um Zorro estilo Neo? Um Zorro 007? Com uma historia que não seja sobre a tirania, a defesa dos menos favorecidos? Seria Zorro? Claro que não. O que eu to querendo dizer é que tem coisa que não pode mudar. Lembrem-se do mal que fizeram com o filme do Garfield. Zorro é e sempre foi uma história tosca, clichê e brega. Isso quer dizer que é ruim? Tecnicamente o filme é ruim, óbvio. Mas eu consigo imaginar que alguém possa gostar, e a entendo. Da mesma forma que muitos guardam um carinho especial pelos filmes dos Trapalhões. E dessa vez, além de Elena, sua linda esposa, Zorro tem também seu “zorrinho”, um desses meninos que fazem todos do cinema soltar um “ouwww” quando aparece em cena (essa é mais uma coisa clichê). Pra variar, Zorro luta pela libertação da Califórnia, na luta pra tornar o estado parte dos Estados Unidos da América. Vilões caricatos, malabarismo sobre telhados e em cima do seu cavalo Tornado, são ingredientes que compõe a obra. Junte isso com uma história de amor que todos sabem o final e pronto. Seguindo a linha de Homem-Aranha e Batman Begins, Zorro também acaba tendo seu disfarce revelado, praticamente pelo mesmo motivo do Batman. No fim das contas temos um filme fraco, mas pelos motivos que tentei justificar, é o filme de maior bilheteira nas duas últimas semanas.

Tudo Acontece Em Elizabethtown

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Direção: Cameron Crowe.
Elenco: Orlando Bloom, Alec Baldwyn, Jéssica Biehl, Judy Greer, Kirsten Dunst e Susan Sarandon.

Mania feia essa das distribuidoras brasileiras de sempre mudar de forma ridícula os títulos dos filmes. Não sei qual o problema do título ter ficado apenas Elizabethtown. E que dupla de protagonistas mais sem sal escolheram. Orlando BOOM e a mulher do homem-aranha. Não sei o que viram nesse ator, será que foi o pós Senhor dos Anéis? Não pode. O cara tem a sorte de participar de grandes blockbusters: Tróia, Cruzadas, Piratas do Caribe. Deve ser o QI alto, o famoso Quem Indique. Kirsten Dunst coitada, não pode fazer nada, sonha em ser a Natalie Portman, mas passa longe. Incrível como Alec Baldwyn consegue ser canastrão em poucos minutos de aparição. Ta na cara que não é um filme de atuação. Mas certamente é um filme feito com sensibilidade. Verdade que nada original, mas é bem feito e bastante emotivo. Diria ser uma mistura de Em Boa Companhia e Hora de Voltar, mas pior do que ambos. Longo demais pros padrões do gênero. Mas tem lá seus momentos interessantes, com um destaque especial pro final. Enfim, apenas mais um desses encontros românticos que só acontecem no cinema, mas não custa nada sonhar, é pra isso que serve o cinema.

O Coronel e o Lobisomem

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Direção: Maurício Farias.
Elenco: Diogo Vilela, Selton Mello, Ana Paula Arósio, Pedro Paulo Rangel, Tonico Pereira, Andréa Beltrão, Othon Bastos, Marco Ricca, Francisco Milani e Lúcio Mauro Filho.

Antes de começar a descer a lenha no filme, eu gostaria de enaltecer o cinema brasileiro que finalmente mudou seu foco e passou a utilizar nossa rica literatura como inspiração para criação de filmes, deixando de lado a pobreza e a violência extremamente explorada ao longo dos anos. Como sempre (na maioria), dizem que o livro é muito melhor, mas cá entre nós filme é filme, e livro é livro. Como não li o livro (homônimo ao filme), então não devo entrar no mérito da adaptação do roteiro. Vendido como “o novo Auto da Compadecida”, mas quem compra, compra gato por lebre. O filme está longe de atingir o humor do Auto da Comparecida, e o seu andamento é lento, ora bastante monótono, chato e sem graça. As atuações não estão ruins, pelo contrário, Diogo Vilela está muito bem, e Selton Mello pode está vestido de Papa, que continua com aquela mesma entonação de Auto (…) e Lisbela, mas não faz feio. Mas quem rouba a cena mesmo é Pedro Paulo Rangel, mostrando toda sua experiência e versatilidade, um espetáculo de interpretação. Apesar de tantos pontos fortes individuais, quando se junta tudo o resultado é insatisfatório. Andam falando em trilogia, afinal é a palavra do momento, tudo hoje em dia vem em três antes de ter pelo menos um, mas pra ter uma trilogia é preciso fazer um outro filme fraco como este e como Lisbela, pois Auto da Compadecida está muito acima desses outros dois.

 
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