Direção: Jason Reitman
Elenco: Anna Kendrick, Danny McBride, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, George Clooney.
Trata-se de mais um filme clichê sobre romances (possíveis e impossíveis), desentendimentos amorosos e um tanto de auto-ajuda
embutida em quase todos os diálogos. É o estilo que se convencionou chamar de “comédia romântica”.
O filme não chega a ser tão ruim, mas também não empolga. Clooney vive um cara que passa a maior parte do tempo viajando por conta do seu trabalho: demitir pessoas. Seu maior hobby é colecionar milhas, em busca de um grande número mágico de milhas que lhe dará benefícios ultra especiais (e eternos) na empresa áerea. Lógico que por conta desse vai-e-vem interminável ele não tem lar fixo, em todos os sentidos do termo, mas não liga muito pra isso, já que se mostra também uma pessoa avessa a relacionamentos que o possam prender em terra firme.
Claro que essa rotina vai ser quebrada por uma série de eventos, incluindo aí um romance feito de encontros em hotéis. E claro que isso também vai se tornar uma… Bom, é melhor parar por aqui sob pena de contar o filme todo em um único parágrafo e atrapalhar a diversão daqueles que acham que tem alguma diversão nesse tipo de filme.
Do mesmo diretor de Juno, o filme chega a ter algums momentos legais, como a sequência introdutória onde o diretor usa de ótimos recursos para mostrar a rotina do personagem em mais uma de suas inúmeras viagens. Mas é só.
Uma coisa que incomoda um pouco é a questão do marketing da empresa áerea. Eles não perdem oportunidade de fazer jabá da empresa, do seu modus operandi, da sua relação com os clientes que voam muito e etc. No começo parece legal, já que se trata de um dos objetivos de vida do personagem de Clooney chegar ao topo do mundo das milhagens, mas com o tempo se torna desnecessário. Faz pensar que o filme foi comprado, literalmente.
Por conta da presença do George Clooney as mulheres vão dizer que vale a pena ver o filme de qualquer jeito. Bom, gosto não se discute mesmo.



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