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Amor Sem Escalas

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Direção: Jason Reitman
Elenco: Anna Kendrick, Danny McBride, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, George Clooney.

Trata-se de mais um filme clichê sobre romances (possíveis e impossíveis), desentendimentos amorosos e um tanto de auto-ajuda
embutida em quase todos os diálogos. É o estilo que se convencionou chamar de “comédia romântica”.

O filme não chega a ser tão ruim, mas também não empolga. Clooney vive um cara que passa a maior parte do tempo viajando por conta do seu trabalho: demitir pessoas. Seu maior hobby é colecionar milhas, em busca de um grande número mágico de milhas que lhe dará benefícios ultra especiais (e eternos) na empresa áerea. Lógico que por conta desse vai-e-vem interminável ele não tem lar fixo, em todos os sentidos do termo, mas não liga muito pra isso, já que se mostra também uma pessoa avessa a relacionamentos que o possam prender em terra firme.

Claro que essa rotina vai ser quebrada por uma série de eventos, incluindo aí um romance feito de encontros em hotéis. E claro que isso também vai se tornar uma… Bom, é melhor parar por aqui sob pena de contar o filme todo em um único parágrafo e atrapalhar a diversão daqueles que acham que tem alguma diversão nesse tipo de filme.

Do mesmo diretor de Juno, o filme chega a ter algums momentos legais, como a sequência introdutória onde o diretor usa de ótimos recursos para mostrar a rotina do personagem em mais uma de suas inúmeras viagens. Mas é só.

Uma coisa que incomoda um pouco é a questão do marketing da empresa áerea. Eles não perdem oportunidade de fazer jabá da empresa, do seu modus operandi, da sua relação com os clientes que voam muito e etc. No começo parece legal, já que se trata de um dos objetivos de vida do personagem de Clooney chegar ao topo do mundo das milhagens, mas com o tempo se torna desnecessário. Faz pensar que o filme foi comprado, literalmente.

Por conta da presença do George Clooney as mulheres vão dizer que vale a pena ver o filme de qualquer jeito. Bom, gosto não se discute mesmo.

9 – A Salvação

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Direção: Shane Acker.
Vozes: Elijah Wood , John C. Reilly , Jennifer Connelly , Crispin Glover , Martin Landau, Christopher Plummer, Fred Tatasciore, Alan Oppenheimer, Tom Kane, Helen Wilson.

O mercado de filmes de animação tem crescido muito nos últimos tempos. Primeiro porque é uma mercado focado basicamente em crianças, que hoje em dia são os reis do consumo mundial. Elas adoram ir ao cinema para ver os desenhos animados na tela grande e dar muitas risadas.

Segundo porque a tecnologia atual permite filmes belíssimos, com animações perfeitas e ricas em detalhes. A cada novo filme de animação uma nova tecnologia é incorporada e isto permite uma nova experiência nas telas do cinema. Mas este lado do mercado está mais focado nos adultos, mais exigentes quanto aos detalhes e quanto a estória, mais sedentos por filmes complexos.

São muitos os bons exemplos em cada uma destas vertentes, mas o problema é quando aparece um filme que não está de lado nenhum. Ou seja, não agrada nem às crianças nem aos adultos. Apresento-lhes “9 – A Salvação”. Não agrada às crianças porque não é um filme bonitinho, feito para rir e divertir. Os personagens são feios, travam diálogos complexos e vivem aventuras que não estimulam os sentidos dos pequenos. E não agrada aos adultos porque, apesar da parte tecnológica bem feita, tem uma estória simplória, um roteiro sem grandes pretenções, diálogos extremamente chatos e visual bonitinho demais.

Mesmo contando com Tim Burton na produção (seja lá o que isto signifique) o filme não consegue empolgar. A sensação é de que o filme todo é simples demais, muito curto, e explora muito pouco a estória. Como são apenas 79 minutos de animação poderíamos pensar em um filme maior mas não dá pra acreditar que seria melhor. Acho que seria até mais chato já que o filme é muito repetitivo se atendo a momentos de emoção previsíveis.

O lado sombrio da animação, que foi uma das características muito alardeadas no trailler e estaria associada à presença de Tim Burton nos créditos, simplesmente não existe. O mundo onde vivem os bonecos de pano é um mundo destruído mas nem por isto é um cenário de botar medo em alguém. Os próprios bonecos acabam sendo visualmente muito simpáticos, o que mata qualquer pretenção que o roteiro tivesse de ser sombrio, ou coisa parecida.

Em resumo é uma animação fraca que, na minha opinião, pecou por não ter se aprofundado na estória e não ter dado uma visão realmente adulta aos personagens. Podemos dar um desconto pelo fato de ser a estréia de Shane Acker na direção e pelo fato do filme ser uma extensão do curta metragem que o diretor apresentou como projeto de final de curso na faculdade de cinema.

Substitutos

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Direção: Jonathan Mostow.
Elenco/Vozes: Rosamund Pike, James Cromwell, Ving Rhames, Radha Mitchell, Bruce Willis.

Alguns roteiristas esquecem que uma ficção científica não precisa necessariamente ser um filme de ação. Que não basta vomitar as leis da robótica e chamar o Will Smith pra dar bordoadas e tiros. Depois não entendem porque Blade Runner vem sendo cultuado durante tantos anos. Uma boa ficção científica precisa levantar questões e impactos sobre a humanidade e o universo, ir além de sua simples premissa de ir ao futuro e imaginar cenários.

E olha que a premissa desse filme não é ruim. Muito pelo contrário, bem interessante. E seus desdobramentos não são dos piores. A humanidade vive numa época que é possível controlar membros mecânicos com o poder da mente. E esse poder vai além de braços e pernas, as pessoas podem controlar um robô inteiro. O que isso implica? As pessoas ficam em casa controlando seu avatar.Obviamente todos escolhem versões melhoradas (mais jovens e mais bonitas), destaque para o cabelinho nojento do Bruce Willis. A violência diminui consideravelmente, e outra série de conseqüências ocorre.

Por falar em violência, entra o impasse causado pela morte de dois operadores através da morte de seus robôs. E de repente temos um filme de ação com todos os seus possíveis clichês. Willis vive um policial deprimido pela morte de filho (oh!). As reviravoltas do roteiro são fracas, e os estereótipos rolam soltos. Em nenhum momento empolga, e não passa de uma fic-ação pseudo-científica.

Os Estranhos

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Direção: Bryan Bertino.
Elenco/Vozes: Liv Tyler, Scott Speedman, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis, Alex Fisher, Peter Clayton-Luce, Glenn Howerton.

Que eu não gosto de filme de terror é notório. Não é nem que eu não goste, mas alguém deve concordar comigo que grande parte dos filmes desse gênero não vale uma pipoca molhada. Então o que poderia me fazer assistir um filme assim? Provavelmente saber que tem a Liv Tyler no elenco, e não somente pela sua beleza, mas pela mórbida curiosidade de ver aquele rostinho elfo num filme de terror.

Infelizmente o filme cai no clichê de todos os outros, peca na falta de história, seria uma crítica sobre a violência gratuita e sem sentido? Ou seria apenas isso mesmo? Difícil imaginar a primeira opção, muito menos quando começa dizendo que é baseado em fatos reais, o que não muda em nada minha opinião.

Tentando sempre assustar aumentando o volume do som, ou mostrando pessoas com máscaras por trás de suas vítimas, Os Estranhos não rende uma boa trama, e só assusta com esses cenários citados. Nem sei se vale a pena fala do roteiro, mas resumidamente é um filme sobre nada, nada está acontecendo, sem razão alguma, e quando termina se confirma quanta bobagem tem no filme.

No fim das contas, esse tipo de filme só funciona pra ter raiva. Ficar a todo instante pensando “por que ele fez isso? Sai daí. Corre.”. Enquanto o roteirista/diretor tenta justificar as razões para que isso não aconteça. Mas é claro que eu posso estar totalmente errado.

Quebrando a Banca

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Direção: Robert Luketic.
Elenco/Vozes: Kevin Spacey, Laurence Fishburne, Kate Bosworth, Jim Sturgess, Masi Oka.

Bom, vamos logo separar aqueles que vão gostar do filme, daqueles que irão odiá-lo. Se você está interessado em uma comédia superficial (ou seria um drama?), repleta de clichês e com um roteiro sofrível, simplório e cheio de reviravoltas no final, então você está preparado para acompanhar as aventuras e desaventuras de Ben Campbell.

Ben é um aluno aplicado e inteligente do MIT, mas que precisa arrumar muito dinheiro para bancar a faculdade. Então ele se envolve com um grupo, capitaneado por um professor, que desenvolve um método matemático para jogar Black Jack (o famoso 21) nos cassinos de Las Vegas e aumentar a possibilidade de enriquecer.

Lógico que isto envolve se afastar dos seus amigos nerds, mentir para a mãe, se apaixonar pela gatinha do grupo, fazer besteira, ir ao fundo do poço, e voltar com tudo, depois de ter a ajuda dos seus verdadeiros amigos.

Mais clichê impossivel. A estória é baseada no livro “Bringing Down the House”, de Ben Mezrich, que foi inspirado em uma estória real, mas ganhou tons hollywodianos pelas mãos do diretor Robert Luketic, o mesmo de Legalmente Loira. Não dava para esperar mais que isto mesmo.

O único ponto que pode ser considerado interessante é o tal método desenvolvido por eles, que é baseado na contagem das cartas e em um complexo esquema de sinais. Além disto são usadas diversas pessoas na operação, com o intuito de que as vitórias, e os vencedores, passem despercebidas. E, apesar de ser uma atividade repreendida pelos cassinos, contar cartas não é considerada uma atividade ilegal.

Uma curiosidade: Jeff Ma, o Ben Campbell original, hoje proibido de entrar na maioria dos cassinos do mundo, faz uma ponta no filme.

Mais um cine-pipoca ao extremo. Vejam por sua conta e risco.

Antes de Partir

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Direção: Rob Reiner.
Elenco/Vozes: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Beverly Todd, Rob Morrow, Alfonso Freeman.

A sessão da tarde está repleta de filmes sobre estórias de personagens que lutaram contra uma doença grave e também sobre personagens completamente diferentes, potenciais inimigos, que acabam descobrindo que suas semelhanças são maiores que suas diferenças e se tornam bons amigos. E se depender do diretor Rob Reiner muitos outros filmes de sessão da tarde serão produzidos. Ele já foi responsável por “Dizem Por Aí…” e “Harry e Sally – Feitos um Para o Outro”, e agora surge com a mistura super batida de estória sobre doentes terminais e atores de peso.

Não é difícil imaginar que Jack Nicholson e Morgan Freeman salvam o filme. A atuação dos dois sempre foi excelente, e com este filme não poderia ser diferente. Mas vê-se em algumas cenas um certo desânimo, principalmente de Nicholson, com o enredo nada empolgante e cheio de clichês. Morgan Freeman interpreta seu papel de forma um tanto burocrática e é salvo apenas pelas situações e declarações engraçadas e inteligentes de seu personagem sabe-tudo. Mas até a questão do personagem de Freeman ser um mecânico que nunca cursou a faculdade mas que sabe muito sobre uma série de assuntos, principalmente cultura de almanaque, soa como um grande clichê.

Entretanto o drama sobre a doença terminal dos dois personagens, os dois com cancêr em estágio de metastase, acaba sendo aliviado pelo clima leve do restante do filme, pela diversão dos personagens em suas proezas adolescente e pela viagem de visita a lugares maravilhosos como a Muralha da China, o Taj Mahal e o Himalaia. E também pelo sarcasmo do personagem de Jack Nicholson. É um filme muito lugar-comum, muito água-com-açucar, mas serve como diversão leve e como motivo de choro, principalmente para as mulheres.

O ponto fortemente condenável do filme é o excesso do uso de chroma key. Eles fazem uma viagem de volta ao mundo mas não estiveram efetivamente em nenhum dos lugares mostrados. A cena nas Pirâmides do Egito, por exemplo, chega a ser hilária tamanha a montagem necessária. Fora a iluminação forçada tentando imitar o sol escaldante do deserto. Ridículo.

Dizem que o roteirista Justin Zackham demorou apenas 2 semanas para escrever o roteiro deste filme. Eu diria que ele demorou muito.

Jumper

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Direção: Doug Liman.
Elenco/Vozes: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Diane Lane, Jamie Bell, Rachel Bilson, Tom Hulce, Michael Rooker, Sean Baek, Katie Boland, Nathalie Cox, Teddy Dunn, Barbara Garrick, Meredith Henderson, AnnaSophia Robb, Max Thieriot.

Consegue enganar bem no trailer, mas é um filme muito fraco. Fica cada vez mais comprovado que esse ator que fez o Anakin não é bom, muito menos carismático. E olha que o filme tem uma história legal, sobre pessoas que teletransportam, os conhecidos “Jumpers”.

Começa bem divertido, mas depois as falhas e lacunas do roteiro bagunçam completamente o filme, que ora foge dos clichês, ora cai diretamente, demonstrando claramente inconsistência, além de uma fotografia limitada, insistindo em usar sempre as mesmas imagens.

L. Jackson vem caricato como Morgan Freeman em O Apanhador de Sonhos (que sobrancelhas!), um cabelo branco e bem tosco, mas também, depois de aceitar fazer um filme “judônico” envolvendo um avião cheio de cobras, a carreira de Jackson vai em zig-zag. Curioso que temos um novo confronto entre Mace Windu e Anakin Skywalker, dessa vez é um Jumper versus Paladino. Quase esqueço de falar nos tais Paladinos, caçadores de Jumper desde uma época bastante remota, e que o roteiro não se preocupa em explicar com cuidado a origem dessa classe.

Uma triste decepção, justamente quando eu tentava ser mais compreensível, Jumper não passa de um filme pra enganar adolescente bobo.

Hitman – Assassino 47

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Direção: Xavier Gens.
Elenco/Vozes: Timothy Olyphant, Dougray Scott, Olga Kurylenko, Robert Knepper, Ulrich Thomsen, Michael Offei, Henry Ian Cusick.

Mais uma vez a industria o cinema bebe da fonte dos jogos eletrônicos. Ultimamente essa é uma constante, talvez por falta de criatividade, ou apenas estrategia de trazer um público certo (provavelmente todo fã do jogo vai ver o filme, nem que seja pra ver como ficou). Eu apostaria em ambas!

Acredito que a adaptação nesse caso seja mais complicado do que as histórias em quadrinhos, levando em conta que os jogos são mais completos, possuem mais história (?), falas, e movimento. O que poderia parecer uma facilidade, mas eu vejo como dificuldade, considerando que muita coisa será modificada durante a adaptação para o cinema. Resultando em revolta dos xiitas, e na criação de mais um filme clichê. Enquanto isso, a HQ dá mais liberdade, e basta o roteirista encaixar uma fala igual a que existe na HQ que os xiitas vibram. Não sei como conseguem errar, mas o Joel Schumacher sabe.

Hitman traz um matador de aluguel estilo 007 + Jason Bourne, mas que não é nenhum e nem outro, muito menos a soma. Nada mais normal e clichê do que um assassino frio, imortal, andando com uma bela(?) mulher, planos mirabolantes. Resumindo é uma bom divertimento clichê pra quem adora “ver um filme que não precise pensar”.

A Lenda de Beowulf

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Direção: Robert Zemeckis.
Elenco/Vozes: Angelina Jolie, Ray Winstone, Brendan Gleeson, Crispin Glover, Anthony Hopkins, Robin Wright Penn, John Malkovich, Alison Lohman, Sebastian Roché.

Até agora fico pensando o que Beowulf tentou fazer, a não ser a inovação tecnológica. Não sei se ele quis ser um filme da Pixar, ou um Senhor dos Anéis, ou 300 de Esparta. Se bem que não importa muito, seja qual for, a tentativa foi equivocada. Eu só não fiquei tão decepcionado pois não participei de todo o processo de geração de expectativas: ver notícias, trailers, etc…

Talvez a preocupação visual tenha prejudicado o roteiro, ou a própria lenda não tenha a força necessária. Não sou responsável por ficar buscando justificativas para o sofrível Beowulf. A primeira metade é lenta e ruim, você olha para as caras dos atores e não sabe o que raios é aquilo, ou é ou não gente, ou é ou não é digital, sei lá, deixo essa bola para o pessoal do Oscar, se é que eles vão ter que se preocupar com isso.

Na segunda metade, o filme flui bem melhor, apesar das cenas bobas de ficar escondendo o bilau do Beowulf, que insiste em lutar nu para ficar equivalente ao seu oponente. Mas os diálogos são péssimos, e não tem uma frase de efeito para justificar tal fama de herói. Imagino o trabalho para a produção do filme, mas sinceramente não dá pra engolir, é muito ruim.

Jogos Mortais IV

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Direção: Darren Lynn Bousman.
Elenco/Vozes: Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen, Debra McCabe, Costas Mandylor, Betsy Russell.

Por que Jogos Mortais (JM) continua sua sequência? São filmes de baixo custo, com atores pouco conhecidos, milhares de litros de sangue, e que geram algumas dezenas de milhões de lucro. Não tem como não continuar fazendo, é uma máquina de ganhar dinheiro. Não pense no termo de forma pejorativa, mas seu público alvo é adolescente, não tem como negar. Tem um montão de violência (nem vou mencionar se é gratuita ou não), mortes “legais” e um roteiro parecido uma colcha de retalhos.

Desde o primeiro não consegui despertar interesse. Já falei um milhão de vezes que aquele roteiro é fraco, a premissa é fraca, mas admito que foi algo, na medida do possível, novo no cinema. Explicar o filme todo nos últimos dois minutos não tem nada de genialidade, chega a ser preguiçoso e desonesto com quem está assistindo. JM tá virando Faces da Morte de mentirinha, pois o que se aproveita (se é que tem proveito) são as mortes extremamente violentas e agoniantes. E olha que eu acreditava já ter visto muito coisa brutal no cinema, mas nada se compara com as mortes desses filmes.

O filme tem quase a mesma estrutura dos demais, isso não vai surpreender ninguém. A mesma historinha batida do psicopata que acha que tá fazendo o pessoal valorizar suas vidas, envolvendo policiais, armadilhas, brinquedinhos, formas horrendas de mortes, e tudo se explica no dois últimos minutos. Dessa vez eles vão tentar confundir, mas é a mesma besteira de sempre, nem precisa ver de novo.

 
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