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A Última Legião

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Direção: Doug Lefler.
Elenco/Vozes: Collin Firth, Sir Ben Kingsley, John Hanna, Aishwarya Rai, Kevin McKidd.

Tem certos filmes com crianças que eu realmente odeio. Lógico que muitos casos se salvam, mas quando falamos de um filme de ação onde a criança é “protagonista” e não refém fica nitido que alguma coisa está errada. Até hoje acredito que o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema não foi repetido por que todos os protagonistas dos filmes são crianças. Com exceção de alguns casos, como a cinesérie Harry Potter (apesar do primeiro ser muito bobo) a maioria, incluso nesses casos este “A Última Legião” é de uma chatisse e de uma falsidade no desenvolvimento da criança que é impressionante.

O filme conta a história do herdeiro de Cesar, que devido a instabilidade de Roma naquele periodo vai ficar sob a guarda do general Aurelius (Colin Firth) para que seu crescimento seja preservado e que se torne o imperador. Além disso conhecemos seu tutor, interpretado por Sir Ben Kingsley, que é o guardião do segredo de uma espada secreta, feita para Julio Cesar de metal vindo do espaço.

Como pode se esperar tudo da errado, o jovem é sequestrado e deve ser resgatado pelos soldados sobreviventes de Aurelius, gerando a partir dai uma viagem até a Britania, a visita a muralha de Adriano e o encontro com a ultima legião do filme. A, esqueci de contar, esse filme é feito para contar a história da lenda de Excalibur, e não necessáriamente do rei Arthur como esta escrito de forma estranha no poster nacional do filme (”O surgimento da lenda do rei Arthur”).

Com personagens chatos, todos aparentemente desinteressados, e algumas interpretações estranhas o filme parece uma montanha russa de acontecimentos e situações clichês, algumas delas que eu vou comentar aqui. A personagem de Ben Kingsley (sem nome) em um momento da trama será “expulsa” de Roma por que é necessário que desempenhe um papel fundamental na sobrevivência do jovem César em um futuro próximo, porém o relacionamento dele com o pai do menino é ridículo, me
fazendo pensar que o pai era o vilão do filme, já que aparece sempre brigando ou afastando o filho do seu tutor. Não seria mais interessante para o menino que o pai fosse uma pessoa boa, e que o seu tutor após ter ensinado tudo o que podia se afastar para continuar pela busca da espada. A coincidencia seria até melhor e sentiriamos o efeito do ataque contra a vila de Cesar de uma maneira mais pessoal.

Outro clichê idiota é a cena do ataque contra a muralha de Adriano no último ato do filme, e foi nessa cena que eu tive vontade de matar Cesar. Ele sai de dentro da muralha, onde estavam ocorrendo lutas naturalmente, porém era um ambiente mais seguro do que ele ir para fora e ficar no meio do exército inimigo, sendo necessário esse subterfúgio sem explicação nenhuma somente para que houvesse a famosa luta final.

Já malhei bastante o roteiro então sigo para as interpretações. Colin Firth discursando para seu exército em cena imortalizada e copiada inumeras vezes depois de Coração Valente me deu vontade de chorar, só comparável ao Batman sem voz de Val Kilmer. Se ele fosse meu comandante com aquele pulso que ele demonstra em cena eu teria certeza que perderiamos a batalha. Será que é necessário passar por isso por alguns dólares, ou sera que a pessoa que seleciona o elenco e o diretor não consegue enxergar que ele não serve para filme de ação, pelo menos para esse tipo.

Ben Kingsley como o mágico tutor está no padrão normal de salvador e guia, papel imortalizado ultimamente por Lian Nesson, porém não prejudica mais o que já esta muito ruim. Por último Kevin Mckidd que interpreta exatamente Lucios Vorenos da telesérie Roma, porém dessa vez do lado dos nórdicos, vilão e com mais barba.

Não tem o que falar desse filme, a não ser que gastei dinheiro a toa. Só como curiosidade Aurélia, o feminino de Aurelius, é o nome da personagem portuguesa que Colin Firth se apaixona no filme Simplemente Amor.

Augusto

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Duro de Matar 4.0

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Direção: Len Wiseman.
Elenco/Vozes: Bruce Willis, Timothy Olyphant, Maggie Q, Justin Long, Jeffrey Wright, Mary Elizabeth Winstead, Andrew Friedman, Cliff Curtis, Maggie Q.

Bem que poderia ser Duro de Assistir. Sem dúvida alguma o pior filme que eu vi esse ano, disparado o pior. E olha que eu tenho até certo carinho, apesar de não lembra mais de nada, do primeiro filme da série. Mas não deu, foi duro, difícil, um problema que eu tive que dividir pra terminar. Pra eu não assistir um filme de uma só vez, ou é muito ruim ou eu estou exausto, muito exausto.

Um caldeirão de clichês, explosões, coisas sem nexo, história batida, e mais um monte de defeitos que podem ser apontados pelo menos exigente cinéfilo. Resumidamente isso é Duro de Matar 4.0. Um filme que você não acredita que gastou seu tempo pra assistir, mas já “pagou o ingresso” e agora é ir até o fim, antes que a paciência acabe.

O que me admira é ver Bruce Willis entrar numa roubada dessas. Eu até queimei minha língua com Rocky VI, então não custava nada dar uma chance ao careca. Mas foi um fiasco, e é triste ver Bruce Willis aceitando um projeto desse nível, visto que de grana ele não deve precisar, então poderia aprender com Jack Nicholson sobre como envelhecer bem no cinema.

E para total azar do filme, a grande trama fala sobre computadores, hackers, invasões, etc. Azar porque eu conheço um pouco dessa área, e de definitivamente, nem o mais futurista, apesar do filme ser no presente, poderia imaginar um cenário como o exibido. Onde adolescentes com computadores na mão conseguem criar o caos absoluto nos EUA. Um simples dedilhar apagava a luz de todos os EUA, outro dedilhar e acessa a câmera do elevador de um prédio, meu medo era que alguém digitasse CTRL ALT DEL.

Desde o início do filme você já sabe o final, então é só esperar e ver. Filme burocrático feito repartição pública, longe do humor sarcástico do primeiro filme, cenas de ação desconexas até com a própria mentira, se é isso é possível, foi duro, de assistir, de matar, de escrever essa resenha, dureza. Só resta deixar como sugestão a criação da categoria Zero para número de Estrelas na nota.

Superman II, A Aventura Continua

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Direção: Richard Lester.
Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Ned Beatty, Jackie Cooper, Margot Kidder, Valerie Perrine, Terence Stamp, Sarah Douglas, E.G. Marshall.

A idéia inicial consistia em filmar os dois primeiros filmes da série juntos, como Peter Jackson fez na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Problemas com a produção acabaram afastando Richard Donner da direção e colocando Richard Lester em seu lugar. Apesar de perder um pouco da profundidade nessa segunda parte, os produtores não mudaram quase nada e seguiram o que já estava previsto, inclusive aproveitando a maioria das cenas já realizadas por Donner. E é exatamente por isso, que essa continuação perece muito mais com um segundo ato de uma obra maior, do que um outro filme.
Logo no início do primeiro filme, quando éramos apresentados a Jor El (Marlon Brando), acompanhamos o julgamento de três Kryptonianos, liderados pelo temível General Zod (Terence Stamp sensacional, com sua maravilhosa frase: “Ajoelhe-se perante ZOD!”), condenados pelo Conselho de Anciãos de Krypton, por tentarem realizar uma revolução no planeta, a passar a eternidade em um terrível local chamado “Zona Fantasma”. Jor El, decisivo em suas condenações é então, ameaçado de vingança por Zod. Muitos anos se passam e ao salvar mais uma vez o mundo de uma catástrofe nuclear e atirar o devastador artefato no espaço, Superman, sem querer, acaba libertando os kryptonianos de sua prisão. Chegando à Terra, os três iniciam uma grande destruição e tentativa de dominar o mundo sob ordem do General Zod e a ajuda, bem pequena diga-se de passagem, de Lex Luthor (Hackman), que nessa continuação torna-se definitivamente, e infelizmente, o personagem cômico do filme, distanciando-se ainda mais do arquiinimigo do Homem de Aço, tão perigoso nos quadrinhos.
Em Superman II, vemos ainda um grande aprofundamento da relação entre Clark (Reeve ainda mais confortável no papel) e Lois (Kidder) e seu dilema em continuar como herói ou abdicar de seus poderes e tornar-se uma pessoa “comum”, podendo assim viver tranqüilo ao lado de sua escolhida. Já Zod assume aqui o papel de grande vilão da história, já que possui os mesmos poderes do Super e ainda descobre que o mesmo é Kal El, filho de seu odiado algoz. Poderia então, Zod aproveitar-se das dúvidas do Superman para assim derrotá-lo e humilhá-lo, vingando-se assim, de Jor El.
Apesar de não possuir a carga dramática que o primeiro possui, essa continuação aposta nas cenas de ação para segurar o filme. E acerta em cheio ao mostrar um herói com poderes mais limitados, com combatentes a sua altura e que juntos poderiam até chegar a derrotá-lo, necessitando o herói, utilizar artifícios paralelos à sua força bruta. Cenas impressionantes, como a invasão da Casa Branca (quase idêntica à cena da invasão de Noturno em X-Men 2) e a grandiosa luta no centro de Metrópolis.
Mesmo sendo latente a ausência de Richard Donner, os responsáveis conseguiram segurar as pontas, mantendo todo o ufanismo (o filme termina com Superman colocando de volta a bandeira dos Estados Unidos na cúpula da Casa Branca e prometendo nunca mais abandonar o seu povo) a ingenuidade e inocência de seu antecessor, fazendo mais um filme memorável do herói.

Superman, O Filme

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Direção: Richard Donner.
Elenco: Marlon Brando, Gene Hackman, Cristopher Reeve, Margot Kidder, Ned Beatty, Valerie Perrine, Glenn Ford.

O filme segue a maioria dos filmes de heróis no que diz respeito a sua primeira parte. Busca mostrar as origens do personagem, mandado ainda bebê, por seu pai Jor El, do moribundo planeta Krypton, que está prestes a ser destruído devido a extinção de seu sol. Ao chegar a nossa terra, o menino Kal El, recebe de seus pais adotivos, Jonathan e Martha, o nome de Clark Kent e recebe todo o tratamento e educação de uma criança comum até a morte de seu pai adotivo. Essa tragédia familiar o leva a buscar respostas para as muitas perguntas que seu passado e sua natureza única, sempre trouxeram, e acaba levando-o ao encontro de toda sua história ao ter acesso a uma impressionate reconstituição física de seu planeta natal, local conhecido como Fortaleza da Solidão. Vários anos de reclusão e treinamentos se passam até que Clark encontre-se pronto para retornar ao mundo que o adotou. O local escolhido para esse retorno, é a grande cidade de Metrópolis, onde assume a profissão de repórter em um dos maiores jornais da cidade, o Planeta Diário. Em sua primeira aventura, além de se apresentar ao mundo e conseguir a sua aceitação, Superman tem que manter a vida de seu alter ego (como disse o personagem Bill no filme do Tarantino, Clark Kent é apenas um alter ego criado por ele, para viver com pessoas que não compreenderiam, nem aceitariam suas diferenças) separada da sua e enfrentar o que há de melhor e pior no ser humano, representado na figura do egocêntrico e megalomaníaco Lex Luthor (Hackman).
Luthor é um excêntrico vilão, que busca na especulação imobiliária, uma lucrativa forma de se tornar milionário e reconhecido pelo mundo. Para isso, ele compra uma grande quantidade de terras em desertos que circundam o Estado da Califórnia. A segunda etapa do plano, consiste em roubar bombas atômicas e explodi-las em um determinado local que levaria ao fim de toda a atual costa americana, transformando suas terras recém adquiridas em um novo litoral para o país. E logicamente, só uma pessoa pode evitar a morte de milhões de inocentes e barrar os sonhos insandecidos desse simpático vilão.
O Superman de Donner também pode ser visto como a representação máxima da idealização do americano perfeito no período de guerra fria, um homem que luta pela “paz, liberdade e pelo jeito americano de viver”, segundo palavras do próprio personagem em sua primeira entrevista para a repórter Lois Lane (Kidder). Inclusive, o excesso de patriotismo sempre foi uma característica da personagem (como o Capitão América da Editora Marvel), e nada melhor para representar uma ufanista nação do que um homem perfeito, que não mente, não fala palavrão e nem namora em pé.
Não é a toa que Cristopher Reeve se tornou um ator reverenciado mesmo fazendo tão poucos filmes importantes. Reeve encarna o último filho do planeta Kripton de forma definitiva. Criando um personagem que nos faz acreditar que o impossível pode se tornar possível. É maravilhosa a diferença que ele cria entre Clark Kent e Superman. Kent é excessivamente tímido e desajeitado, além disso, Reeve busca consegue realizar uma impressionante mudança de postura quando o interpreta, que acaba tornando-o mais baixo, além de esconder mais seu rosto, diferença que é completada por um penteado diferente, um enorme par de óculos e uma significativa alteração na forma de falar. O restante do elenco mantém o alto nível da obra, apesar de não achar Margot Kidder suficientemente bonita (não quero ser mal educado chamando-a de feia) para interpretar Lois Lane e achar que o Luthor de Hackman poderia ser um pouco mais sério, deixando o lado cômico apenas para os coadjuvantes. A presença de Marlon Brando como Jor El, é marcante do início ao fim, e com certeza deu o tom de seriedade necessária a um filme dessa natureza. Seus ensinamentos através de hologramas na Fortaleza da Solidão, são fundamentais para o desenvolvimento de Kal El e para a aceitação de sua missão na terra, a de nos proteger, principalmente de nós mesmos.
A trilha composta por John Willians dispensa comentários. O tema de Superman é um dos mais marcantes da história do cinema. Emoção e empolgação nas medidas certas. E é no roteiro, escrito a partir de uma história criada pelo escritor Mario Puzo (o mesmo do Poderoso Chefão), que se encontra a maior força do filme. Uma ótima trama, uma envolvente história de amor, com grandes atores e personagens muito bem desenvolvidos. Tudo devido a mais uma excelente condução do senhor Richard Donner.
Apesar da ingenuidade da história em alguns momentos (nada de mortos em um filme que envolve armas nucleares e poderes inimagináveis e ilimitados como os do herói) e do exagero na abordagem dos poderes do Kryptoniano, que até poderia prejudicar futuros filmes do herói (não tem como não achar estranho a limitação dos poderes do Super nos outros filmes, já que no final do primeiro ele chegou a alterar a realidade através da absurda mudança do sentido de rotação do nosso planeta – isso é que é amor), e a forma rápida de como as informação são jogadas no filme (como Luthor ter descoberto que os resíduos do planeta natal do Super seria altamente tóxico para ele, tornando-se sua única fraqueza, e inclusive chamando esses resíduos de Kryptonita como algo comum de se ver), “Superman – O filme”, é, sem dúvida, um marco do cinema de aventura e uma revolução em efeitos especiais, além de uma das melhores abordagens de um personagem de histórias em quadrinhos no cinema até os dias de hoje.

A Pantera Cor de Rosa

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Direção: Shawn Levy.
Elenco: Steve Martin, Kevin Kline, Beyoncé Knowles, Jean Reno, Emily Mortimer, Jason Statham.

Não tenho a menor dúvida que depois que esse remake da “Pantera Cor de Rosa” foi lançado, Petter Sellers deu um Triplo Twist Carpado dentro de seu caixão que faria uma inveja mortal (ops!) a nossa Dayane dos Santos.
É fácil fazer uma lista de culpados para o fracasso dessa empreitada. Em primeiro lugar os estúdios que liberaram o sacrilégio, em segundo a direção e o roteiro (pelo menos para quem não ri mais apenas com piadas de peidos e escatologias do tipo), mas o pior, se encontra principalmente no intérprete do personagem principal da obra original de Blake Edwards, o exageradamente chato Steve Martin (que também assina o roteiro). Martin aposta erradamente nesse seu estilo chato e insuportável de fazer comédias para compor o Inspetor Closeau, com uma caracterização esdrúxula (para não usar um palavrão) e caricata, o inverso da feita pelo gênio Peter Sellers.
Piadas envolvendo flatulências e quedas já saíram do prazo de validade desde a série “Corra que a Polícia Vem Aí” e também servem para tentar esconder o roteiro muito mal escrito e a péssima direção, digna dos atuais filmes do Renato Aragão. Impressionante os filmes ainda se utilizarem desses tipos de recursos, como se essas fossem a forma mais garantida de fazer rir (teoria infelizmente comprovada através da observação da reação de algumas pessoas nos cinemas).
O elenco, além do insuportável Steve Martin, conta com o inadequado Jean Reno (pelo menos o Jackie Chan seria mais parecido com o Sato) e a insossa Beyoncé Knowles (que como atriz, não presta nem como cantora). Por último Kelvin Kline, que nem fede nem cheira.
A história do filme se dá quando o diamante que dá nome ao filme é roubado e o responsável pelas investigações, o Inspetor-Chefe Dreyfus, chama o mais incompetente policial da França (Clouseau) para tomar conta do caso e tirar as atenções da verdadeira investigação liderada pelo Inspetor-Chefe. O resto da história todos já conhecem (ou pelo menos imaginam), já que final surpresa é algo que passa bem longe desse remake feito para espectadores com idade mental inferior a 5 anos.
PS: A nota dada não condiz com o filme, mas por falta de menor, fica essa mesmo.

Dizem Por Aí

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Direção: Rob Reiner.
Elenco: Jennifer Aniston, Kevin Costner, Shirley MacLaine, Mark Ruffalo, Mena Suvari, Mike Baldridge, Jennifer Bini Taylor e Gabriel Jarret.

Mais uma “comédia romântica”. Ruim, para variar. São os famosos filmes de quem diz que “é apenas por diversão” ou “quero um filme para não pensar em nada”. Realmente não tem o que pensar basta esperar acontecer o que até uma criança sabe que vai acontecer. O tipo de “humor” é o mesmo sem graça de sempre, ou seja, sem graça. Realmente é muito engraçado quando uma porta bate na cara de alguém, muito. Quem sabe atirar umas tortas também? Quem sabe um peido na cara? Todos iam morrer de rir no cinema. Ainda bem que não fizeram isso. Nos deixaram presos à grande trama que existe numa comédia romântica. Que alias o único mérito é referenciar A Primeira Noite De Um Homem, pois esse sim é um ótimo filme, sem contar uma ótima trilha sonora. A qual esse filme também usou um pouco. “Baseado num rumor verídico” é o lema do filme. O roteiro é sobre os bastidores, na verdade os personagens reais que inspiraram ser escrito o livro que deu origem ao filme A Primeira Noite De Um Homem. Confuso? Nem tanto, devido à profundidade rasa do roteiro. Segue a linha de um casal feliz que passa por momentos de indecisão, confusão, brigas, mas no final, ah o final… digno da Disney, feliz e sem mortes.

Se Eu Fosse Você

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Direção: Daniel Filho.
Elenco: Glória Pires, Tony Ramos, Thiago Lacerda, Danielle Winits, Lavinia Vlasak, Patrícia Pillar.

A nova empreitada global nas telinhas chega aos cinemas com história boba, super manjada, que no máximo tirará apenas um ou outro sorriso amarelo dos mais exigentes que não forem fãs de novelas da Rede Globo. O famoso mais do mesmo que poucos agüentam. “Se eu Fosse Você” se parece muito mais com um episódio de uma das inúmeras Sitcons apresentados pela emissora a cada final de ano do que com um filme em si. Filmes que abordam trocas de corpos e situações engraçadas ocasionadas por esse fenômeno já saturaram desde os anos 80, quando foram moda em filmes de comédia.
Tony Ramos é o extrovertido Cláudio, publicitário casado com Helena, tímida professora de música de uma escola religiosa. Ambos enfrentam os problemas comuns do dia-a-dia e da relação (falta de sensibilidade) até uma briga que acaba levando a troca de seus corpos devido ao alinhamento dos planetas no sistema solar (fala sério!!!). E tudo isso ocorre quando Cláudio corre o perigo de ter sua agência de publicidade vendida pelo sócio e na véspera da apresentação do coral de Helena. Não precisa nem perder tempo vendo o filme pra saber o que vai acontecer, concordam?
Mesmo assim, não quero apontar o filme como uma porcaria total. Confesso que o carisma de alguns atores que já fazem parte de nossa cultura televisiva evitam com que a antipatia ao filme seja ainda maior (mesmo que Tony Ramos faça tudo pra acabar de esculhambar tudo com seu personagem chatíssimo), diminuindo um pouco o estrago no resultado final. Mas venhamos e convenhamos, conseguir fugir de Thiago Lacerda, Lavinia Vlasak entre outros na televisão para vê-los fazendo a mesma coisa nos cinemas, é dose até para mim, apreciador de filmes ruins.

O Casamento de Romeu e Julieta

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Direção: Bruno Barreto.
Elenco: Luana Piovani, Luis Gustavo, Marco Ricca, Martha Mellinger, Mel Lisboa, Leonardo Miggiorin, Berta Zemel, Renato Consorte, Cybele Jacome, Rafael Golombek, Zé Vasconcelos e Marina Person.

É por causa de bombas como essa que eu digo que o cinema brasileiro não vai pra frente. Os bons diretores acabam indo fazer filme “lá fora”. Essa mania asquerosa de querer ser o país do futebol, da violência e das novelas, já está enchendo o saco. Um dos piores filmes que vi nos últimos tempos, sem duvida nenhuma, não tem nada de bom. Atuações caricatas, dignas de novela, um roteiro que tenha paciência (melhor não baixar o nível). Coisas absurdas, sem nexo, como por exemplo, eu to pensando até agora pra que serviu a personagem de Mel Lisboa. Usando a política do circo, imaginaram que só falando de futebol já seria motivo de lotação nas salas de cinema pelo país. A história já não é das mais originais, Romeu e Julieta seja em qual for a época, não, não é original. Dessa vez ainda meteram o futebol no meio, e agora as famílias inimigas são de palmeirenses e corintianos, BLERGH! Um sábio uma vez disse: quanto mais eu cresço, menos eu me importo com futebol. E sustentado por essa verdade, eu ficava com nojo de ver aquelas historias de fanáticos por futebol, BLERGH! Química nenhuma entre o casal, e convenhamos que mostrar um cara broxar pra Luana Piovani é sem sentido, podia ter a calcinha do Flamengo e cocha de cama do Fortaleza que não dava pra broxar. Broxar mesmo só da qualidade do filme. Ah, eu não esqueci a nota não, é zero mesmo. Nem sei se pode por zero, mas foi o primeiro.

A Ilha

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Direção: Michael Bay.
Elenco: Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Sean Bean, Djimon Honsou, Michael Clarke Duncan, Steve Buscemi.

O que esperar de um diretor que adora explodir as coisas? Perdoe o trocadilho, mas só pode se esperar uma bomba. Até admito que tem uma ótima idéia e dois bons e carismáticos atores no elenco. Mas infelizmente só isso não foi o bastante. Acredito que era pra ser uma ficção cientifica, mas acabou se tornando Bad Boys III. O filme não tem preocupação nenhuma em surpreender, e quem viu o trailer sabe do que estou falando. Muito previsível, longo, e até as explosões se tornam chatas, pois se repetem quase da mesma forma. Um festival de estilhaços de vidros e metal pra todo lado, e nada mais. Ora lembrava Matrix, ora lembrava Admirável Mundo Novo, e apesar da idéia coerente e bastante plausível, a coisa parecia não se encaixar bem. Pra falar do roteiro preciso contar um pouco além do que devia, mas garanto que não vai estragar a surpresa (?). Um grupo de pessoas vive numa sociedade controlada por um médico. Para essas pessoas o mundo foi contaminado e o único lugar onde estarão seguros é na tal Ilha que dá nome ao filme. Ser escolhido para ir pra Ilha é como ganhar na loteria, literalmente. Tudo ia bem, até que algumas pessoas da sociedade começaram a questionar além do que deviam. Um homem acaba descobrindo a verdade, e que a tal Ilha não existe (isso dá pra saber no trailer). E para minha surpresa, saber disso não tem impacto nenhum no filme. Seria o mesmo que contar sem preocupação nenhuma o final de Sexto Sentido, Os Outros, Clube da Luta. E meu amigo, a partir daí tudo vai pelos ares. O filme explode tanto que até o roteiro ficou cheio de buracos. Bem que eu queria ter visto Hora de Voltar…

O Chamado 2

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Direção: Hideo Nakata.
Elenco: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Sissy Spacek, Emily VanCamp, Daveigh Chase.

Rachel e seu filho Aidan (Ô Muleque chato!!!), vão embora depois de quase serem mortos por Sâmara e o seu vídeo escroto que mata quem o assistiu em apenas 7 dias. Depois de uma trama muito louca onde a resposta para a salvação seria copiar a fita e passar a desgraça pra frente, vem a prova de que o dinheiro (Ops, o mal) não desiste tão fácil. 6 meses depois do ocorrido, já se adaptando e vivendo tranqüilamente em uma cidade pequena, Rachel tem um susto louco (e nós também) quando vê que “a cabeluda afogada” voltou à ativa, e o pior, procurando por ela e seu estranho filho.
Se o primeiro já foi bem sem graça (onde já se viu um fantasma atacar por um vídeo cassete, principalmente com os avanços do DVD? Hehehe), tendo como única salvação o seu personagem do além (gostei, porque a caracterização de Samara me lembrou muito a assustadora personagem Reagan, feita por Linda Blair, no Exorcista) e os diversos e muito bem elaborados sustos. Nesse, mesmo tendo o mesmo diretor dos Rings originais (Acho que todos sabem a origem nipônica dessa série), a história não deslancha e a impressão que nos dá, é que toda essa seqüência deveria apenas constar como final alternativo no DVD do primeiro filme, pois não é nada mais nada menos do que mais uma e completamente diferente explicação para enorme matança cometida pelo espírito “malígrino” de Samara (História essa, que com certeza será descartada na próxima continuação).
Mas mesmo assim, se você é daquelas pessoas que adora ir ao cinema para pensar pouco, se envolver apenas no clima do filme e tomar uma porrada de sustos cheios de clichês, mas impossíveis de resistir, pode ir ver O Chamado 2 sem medo (o medo você vai ter na exibição).
Agora torçam para não ter o mesmo azar que eu tive e ir em uma sessão cheia de adolescentes que passaram mais da metade do filme gritando, gemendo, latindo, atendendo celular, jogando pipoca… Enfim, tornando impossível para qualquer ser humano normal um envolvimento mais profundo com o filme.

 
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