Cinéfilos » 2012 - Blog de cinema com críticas e comentários sobre filmes
Novidade! O Cinéfilos est no Twitter.
Siga o Cinéfilos em http://twitter.com/CinefilosBlog

A Pele Que Habito

Sem comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Loading ... Loading ...

Direção: Pedro Almodóvar.
Elenco/Vozes: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández, José Luis Gómez, Bárbara Lennie, Susi Sánchez.

Como sempre, um filme do Almodóvar é um filme aguardado e, como quase sempre, um filme do Almodóvar é um bom filme. Com esse não é diferente. “A Pele Que Habito” é um ótimo filme, no melhor sentido da palavra. Um filme que é bom de assistir, que é perturbador durante a exibição e que rende novas estórias, sensações e pensamentos quando termina. Na realidade, é um filme que não termina no acender das luzes. “A Pele Que Habito” é exatamente isso: um filme que não termina no final.

Pensei em escrever uma crítica longa, falar de tudo o que eu (acho) que vi e de tudo que senti durante o filme. Mas desisti. Vou falar pouco porque esse não é um filme para ficarmos contanto aqui. É filme para se assistir. Se você já leu alguma coisa por aí, principalmente uma reação contrária ou uma crítica ruim, esqueça isso e assista ao filme. Tire suas próprias conclusões, porque é assim que devemos lidar com uma obra desse porte.

As características da maioria dos filmes do diretor espanhol estão lá, como a questão de gênero, o sofrimento, o poder, a loucura, a vingança. Mas o filme em si é bem diferente dos últimos, principalmente no aspecto visual. Até pela particularidade dessa estória ela é contado em um tom mais frio e sóbrio, em oposição às cores vibrantes e o falatório escandaloso das demais obras de Almodóvar. Segundo declarações do próprio, a idéia era fazer um filme de terror sem gritos ou sustos. Deu certo.

A estória, que você já sabe, envolve os esforços de um cirurgião plástico para tentar criar uma pele artificial melhor que nossa própria pele. Um toque de ficção científica que não é comum ao diretor, mas que é bem explorado. Até porque, e você já deve imaginar isso, essa coisa de pele artificial é apenas acessória. Essa obstinaçao do tal cirurgião plástico, vivido por Antonio Banderas, reside no fato dele ter perdido a mulher por conta de um acidente de carro, onde ela morreu queimada. Ele imagina que essa super pele poderia tê-la salvado, e aí já começa a ligação com o drama, e a conseqüente loucura, do personagem.

O mote principal da estória não demora tanto tempo assim para ser revelado, e isso não denigre em nada o filme. Alias, na minha opinião, saber a real estória só nos faz ficar mais impressionados ainda com ela, e com seus desdobramentos. Tanto que a interpretação dos atores são boas, de forma geral, mas não são a parte mais importante do filme. Os próprios personagens o são.

E quando o filme chegou ao final eu não sabia direito o que pensar. Alias, até agora eu não sei direito o que pensar, e sigo imaginando o que aconteceu depois. Essa certa confusão mental causada por Almodóvar é o melhor do filme, com certeza.

Não vi o filme no cinema, mas li diversos comentários na internet sobre as pessoas que abandonaram a sala durante a exibição. É compreensível, uma vez que nunca é tão fácil digerir um Almodóvar. Esse, em especial, acho que é dos mais difíceis de ser aceito.

Então, fica a dica: assistam!

 
Layout & Icones by N.Design Studio
RSS RSS Comentários Login