Direção: Jason Reitman
Elenco: Anna Kendrick, Danny McBride, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, George Clooney.
Trata-se de mais um filme clichê sobre romances (possíveis e impossíveis), desentendimentos amorosos e um tanto de auto-ajuda embutida em quase todos os diálogos. É o estilo que se convencionou chamar de “comédia romântica”.
O filme não chega a ser tão ruim, mas também não empolga. Clooney vive um cara que passa a maior parte do tempo viajando por conta do seu trabalho: demitir pessoas. Seu maior hobby é colecionar milhas, em busca de um grande número mágico de milhas que lhe dará benefícios ultra especiais (e eternos) na empresa áerea. Lógico que por conta desse vai-e-vem interminável ele não tem lar fixo, em todos os sentidos do termo, mas não liga muito pra isso, já que se mostra também uma pessoa avessa a relacionamentos que o possam prender em terra firme.
Claro que essa rotina vai ser quebrada por uma série de eventos, incluindo aí um romance feito de encontros em hotéis. E claro que isso também vai se tornar uma… Bom, é melhor parar por aqui sob pena de contar o filme todo em um único parágrafo e atrapalhar a diversão daqueles que acham que tem alguma diversão nesse tipo de filme.
Do mesmo diretor de Juno, o filme chega a ter algums momentos legais, como a sequência introdutória onde o diretor usa de ótimos recursos para mostrar a rotina do personagem em mais uma de suas inúmeras viagens. Mas é só.
Uma coisa que incomoda um pouco é a questão do marketing da empresa áerea. Eles não perdem oportunidade de fazer jabá da empresa, do seu modus operandi, da sua relação com os clientes que voam muito e etc. No começo parece legal, já que se trata de um dos objetivos de vida do personagem de Clooney chegar ao topo do mundo das milhagens, mas com o tempo se torna desnecessário. Faz pensar que o filme foi comprado, literalmente.
Por conta da presença do George Clooney as mulheres vão dizer que vale a pena ver o filme de qualquer jeito. Bom, gosto não se discute mesmo.
Nota dos Leitores para “Amor Sem Escalas”
21 Votos
Nota média: 3.38
Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.



1/3/2010 às 11:45
Concordo. Filminho super valorizado. Em terra de cego… meia palavra basta…
20/3/2010 às 18:38
Concordo plenamente com a crítica. “Amor sem escalas”não tem nada para levar um Oscar.
Enfim, sempre é bom ver o Clooney e a Farmiga…
24/3/2010 às 13:48
Tem filme pra adolescente muito melhor.
29/3/2010 às 10:50
Bela resenha!
Aproveitando os 30 anos da morte do mestre do suspense Alfred Hitchcock, acesse e comente: http://www.osinvicioneiros.com.br/2010/03/alfred-hitchcock-30-anos-da-morte-do.html
1/4/2010 às 18:34
Realmente é um filme muito comentado que parece não ter agradado ao público. Diferente, por exemplo, do caso de Juno, que foi mto elogiado não só pelo público como pela critica. Até agora não entendo como este filme disputou o Oscar, e belos trabalhos como Inimigos Públicos sequer disputou alguma categoria. Enfim, vai entender… parabpens pelo espaço e pelo texto.
Visitem http://www.cinemaniac2008.blogspot.com
1/4/2010 às 18:35
Parabéns pela coragem de criticar um filme que foi muito exaltado…
7/4/2010 às 21:22
Pô, acho que é um filme que merece ser visto e não sou mulher. O Clooney é um bom ator, sem dúvida, mas a história do filme que é bacana e nada clichê ao meu ver.
31/10/2010 às 19:07
Vi os comentários e fiquei até um pouco surpreso com o que li. Acho que o filme foi valorizado, mas, fez por merecer. O filme está longe de ser uma comédia romântica. Pra mim, é um ótimo e engraçado estudo do comportamneto humano… tem romance, porém, não vi como sendo essa a proposta principal do filme. Aliás, o nome Amor Sem Escalas é péssimo!
Entre ótimas sacadas do filme, o George Clooney com o hobby de colecionar milhas é sensacional! Não é o melhor filme dos últimos anos, mas, está muito acima da média.
24/11/2010 às 08:48
Acho que a sua crítica é tão ruim e clichê quanto você diz ser o filme. =)
Não de trata de uma comédia romântica, e sim um retrato da superficialidade de relações que o protagonista estabelece em quase todos os âmbitos de sua vida, fruto da decadência pós-crise que o nosso mundo enfrenta hoje, e o impacto dela na vida do ser humano.
21/12/2010 às 15:02
Por ser do mesmo diretor de Juno esperava que fosse diferente das comédias românticas comuns, mas pela crítica parece que o filme não acompanhou essa lógica.
9/2/2011 às 02:52
ahuaha o filme não é clichê e a personagem da Anna Kendrick mostra isso, como ela deve ter crescido com filmes de comedia romântica achou que viveria de um jeito a vida correndo atras de um romance adolescente criado pelos clichês, e ao contrario está Clooney e Farmiga mostrando a realidade “desumana” a ela não só do amor como da vida e até do trabalho dela, mas que o filme foi valorizado foi.
9/2/2011 às 02:53
Eu só acei clichê aquele final de George Clooney. que eu ja vi em outros filmes.