Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson.
Martin Scorsese consegue definitivamente prender os olhos dos apaixonados por cinema com o seu mais novo lançamento que trata de uma adaptação do romance de Dennis Lehane (2003) que em minha opinião, já é sucesso: “Shutter Island” (em português: A Ilha do Medo).
Leonardo Di Caprio pode não ser mais o colírio dos olhos das menininhas, depois de ter ganhado alguns (vários) quilinhos, mas cada vez mais nos surpreende com atuações apaixonantes e verdadeiras. É realmente incrível a capacidade que ele tem de viver com força a realidade do seu personagem em questão. Peço licença para dizer que Leo Di Caprio é como vinho: quanto mais velho, melhor!
Durante semanas e semanas assisti ao trailer sonhando em ver o filme, e geralmente quando fico assim, acabo me decepcionando um pouco com o filme, pois fico esperando sempre mais do que um diretor pode criar. Dessa vez, isso não ocorreu. Não me decepcionei nem por um segundo, mesmo considerando que nos 20 primeiros minutos do filme eu já tivesse achado que havia entendido a idéia toda. Coisa que também não estragou o filme de forma alguma. Mesmo tendo uma noção do que já estava por vir, acabei me surpreendendo.
Tudo ocorre por volta de 1954, quando Teddy (Leonardo Di Caprio), um oficial da polícia, e seu companheiro Chuck (Mark Ruffalo) são chamados para investigar um suposto desaparecimento de uma paciente do asilo para criminosos que fica localizado na tal Ilha para onde eles são levados. O que mais intriga Teddy e os telespectadores é: como a tal paciente poderia ter escapado? Não há qualquer sinal de fuga, e os médicos e responsáveis pelo asilo parecem não querer cooperar com a busca. Como um bom policial que havia lutado e sofrido com a guerra contra os nazistas, Teddy não descansa e quer ir mais a fundo. É nessa busca incansável pela paciente que Teddy acaba descobrindo a verdadeira razão de ter sido chamado para a Ilha.
A dramaticidade e a escuridão das cenas dão um toque de terror e suspense que nos fazem ficar imóveis na cadeira, sem piscar. Quem possui um papel muito importante nesse filme é a natureza, que faz com que os acontecimentos se tornem mais tristes e profundos do que eles aparentam ser. A força do mar, do vento e da chuva são características importantíssimas de se observar, pois elas dão o toque essencial para a temerosidade dos fatos.
Shutter Island é intrigante e maravilhoso, assim como Taxi Driver (filme também de Scorsese lançado em 1976). Ao mesmo tempo em que Travis Bickle (Robert De Niro) representa o papel de um ex-veterano de guerra lutando contra sua própria mente em Taxi Driver, Teddy em Shutter Island passa muito tempo (mais do que o telespectador pode imaginar) buscando uma resposta que todos já sabem, mas que ele se recusa a ver.
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26/2/2010 às 21:12
Na verdade o nome do livro em português é Paciente 67. Acabei de ler, e achei espetacular. Obviamente já sabia que ia virar filme nas mãos do genial Scorsese. Se não me engano chega no Brasil ainda em Março, sem dúvida vale a ida ao cinema.
Abraço.
5/3/2010 às 02:17
Estou na espera desse filme já a algum tempo. Espero que eu não me decepcione tanto.
Parabéns pelo blog.
Abraços
6/3/2010 às 19:41
Assisti o filme em Portugal, é simplesmente fantástico, uma obra de arte quando você acha que já sabe o final do filme, que ta na cara o que vai acontecer muda tudo de figura. Incrível! envolvente do inicio ao fim.
12/3/2010 às 18:18
Acabei de assistir a “Ilha do Medo”. Filme constrangedor, quase saí no meio da sessão. Já havia me decepcionado com Scorsese com “Gangues de NY”, agora ele se superou, filme muito ruim, confuso, várias falhas de continuísmo, parece ter sido feito às pressas, e não vale o ingresso. Minha nota seria 2, pelo Scorsese e o Leonardo DiCaprio, mas dou nota 1, apenas pelo esforço do Leonardo DiCaprio.
15/3/2010 às 14:25
Assisti ontem Ilha do Medo e gostei, não é o melhor do Scorsese mas é intrigante, prende a sua atenção do início ao fim pela atmosfera do filme e múltiplos personagens pra confundir o espectador, sem falar na atuação brilhante de Leonardo DiCaprio vale o ingresso sem dúvida.
15/3/2010 às 16:21
Incrível!! É “O iluminado” da nova geração!
15/3/2010 às 16:47
Mais uma obra prima do Scorsese. Bela adaptção do Paciente 67. Cortou o que deveria cortar do livro. Um filme tenso, um suspense constante. Uma fotografia espetacular, bem como a iluminação. Destaque para as cenas que o personagem Teddy está sonhando.
15/3/2010 às 16:56
Acabei de assistir e achei ótimo, muito bom mesmo.
Merece 5 estrelas sem sombra de dúvidas. A tensão vivida pelo personagem conseguiu ser transmitida para os espectadores e isso dá mais valor ainda ao trabalho de Scorsese e DiCaprio.
17/3/2010 às 12:33
Excelente filme, excelentes diretor e ator! Leonardo de
Caprio já ha algum tempo tem feito que esqueçamos o nau
frágio do Titanic. É melhor que ele continue navegando nas águas de Shutter island…
Dou 5 estrelas para o filme!
18/3/2010 às 10:09
Filme lixo, sem pé nem cabeça
19/3/2010 às 17:58
Desculpe, Luciano Duarte, se voçê não entendeu o filme, não pode considerá-lo um lixo, Tente entendê-lo ou veja filmes tipo “seção da tarde”…
19/3/2010 às 18:07
continuo procurando um comentário que me satisfaça sobre o filme ” Ensaio sobre a cegueira”
O ´próprio escritor, Saramago, disse que escreveu a história com o intuito de nos “encucar”.Encucando ou não,Saramago éadmirável!
20/3/2010 às 18:25
acabei de assistir ‘um sonho possível”…O Oscar dado a Sandra Bulock deveria ser um sonho IMPOSSÍVEL!
Só reconhço o talento de um a atriz menor quando ela mostra capacidade para interpretar um papel diferente dos que habitualmente interpreta.E a miss Simpatia continua a mesma. Só que desta vez não torceu o pé…
E que filme chato!…
23/3/2010 às 15:02
estou indo agora assistir ao filme, tenho a certeza que não irei me arrepender, amanhã digo se gostei muito ou pouco, pois quando a união de duas pessoas como caprio e escocese é certeza de sucesso.
27/3/2010 às 13:02
Letícia parabéns !!! Concordo plenamente com seus comentários, inclusive sobre Leonardo, após o Aviador, está cada vez mais se tornando um excelente ator.
E Mel, você tem toda a razão, ainda bem que para que não entende, a Globo coloca a disposição a “Sessão da Tarde”.
Gostei muito deste site, com certeza vou visitar habitualmente. Abraços a todos que participam.
3/4/2010 às 19:46
Uma b… esse a Ilha do Medo. É de dar enjoos e querer sair no meio do filme mesmo. Foi o dinheiro mais mal empregado da minha vida…Se arrependimento matasse…
5/4/2010 às 11:50
Assisti ontem e achei realmente muito, mas muito ruim. Previsível, com encenações “over”, arrastado, com enredo fraquíssimo e batido – com certeza não é o primeiro filme adaptado que versa sobre delírio do protagonista – o que aliás fica bem evidente desde os 40 min. de filme.
Tive a sensação de que queria ir embora para casa com uma hora de filme, já que qualquer um da sala de cinema já sabia de quem era a realidade delirante. Aliado a uma fotografia kitsch regada a muitos vermelhos e pretos..
Enfim, nota 2.
5/4/2010 às 23:44
Filme ridiculo, pra mim a história seria bem melhor se fosse como a médica disse pra ele na caverna….
6/4/2010 às 12:41
Pessoal reclamão, assistam “Se eu Fosse você 2″, que deve ser mais adequado às suas necessidades, não exige nada do espectador, não precisa pensar, não cobra nenhuma emoção além das já conhecidas.
Abração.
9/4/2010 às 17:19
Não fiquei convencido de que ele era realmente doente.
Pense no filme do início ao fim…
O que acontece?
Ele realmente estava delirando? Ou ele era memo um federal e foi convencido de que era doente por estar tentando provar o que acontecia na ilha?
Muito bem, ele não achou provas de que aconteciam coisas ruins lá dentro… mas a suposta paciente desconhecida com quem ele falou na caverna – que na verdade era doutora – era uma alucinação?
Filme muito intrigante. Saí do cinema em dúvida e ainda estou.
14/4/2010 às 16:28
Este filme é demais. O Scorsese e demais, e nunca pensei que fosse dizer isso, o DiCaprio foi demai, kkkk!
15/4/2010 às 01:18
O final é óbvio e não é nada óbvio, por ser um filme psicológico esperamos que uma das possibilidades seja que ele seja louco (como vários filmes do genero) e, oras, este é o final. Mas o mais interessante e sutil do filme, que aí sim, constitui o final mais surpreendente é que ele, afinal, recobre o juízo. Ele se toca que matou a mulher e não pode suportar a dor. Então, no finalzinho, ele dá uma de louco e o medico faz um sinal de negativo, indicando que ele não se recuperou, mas aí a gente descobre que ele realmente voltou ao juízo, mas que ele nao suportará viver assim, sabendo do que ele fez e aí vem a frase mais sensacional do filme:Is it better to live as a monster or die a good man?” Enfim, SENSACIONAL!
15/4/2010 às 01:22
Ah, esqueci, a lobotomia é a forma que ele encontra de morrer como um homem bom. Agora sim: SENSACIONAL!
15/4/2010 às 12:47
Assisti e gostei, apesar de não ser o melhor de Scorcese. A história é boa, a filmagem criativa, e a direção segura do mestre faz com que o filme prenda a atenção do início ao fim. Desde “Alucinações do Passado”, surpreendente thriller que Adrian Lyne produziu no final dos anos 80, não tinha visto nada tão bom nesta linha. Vale o ingresso, com certeza.
19/4/2010 às 11:26
Concordo com o Vinicius Oliveira.
Continuo na dúvida, ele era ou não louco?
Pra mim, ele estava sendo persuadido de que era louco.
Impregnaram aquelas histórias todas de assassinato na cabeça dele, tendo em vista que ele encontrou a verdadeira Rachel Solano, a psiquiatra, que os médicos da ilha também tentavam persuadir de que era doida por não concordar com o que eles faziam ali dentro daquela prisão/hospício.
Tô confusa, se tiver o 2 talvez eu entenda.. kkkk
Alguém me dá uma luz?
19/4/2010 às 16:20
quando soube que mais um filme de Scorcese estaria disponivel para o deleite de todos fiquei muito entusiasmado. mal podia esperar para que ele chegasse aos cinemas. mas qual nao foi minha surpresa ao assistir um filme que tangencia a mediocridade e a genialidade? sai do cinema insatisfeito e frustrado, quase desacreditando todo o trabalho de um dos cineastas, e sem nenhum sarcasmo, mais vicerais e competentes da historia do cinema. mas pensando em casa e analizando o que eu senti, devido a previsibilidade e instabilidade do roteiro, percebi que surpreender não era o objetivo de Scorcese. seu filme é forte por suas atuações, direção precisa, clima arrebatador e principalmente pelas sutilezas (não para com a história, mas para com os personagens em si). por isso decidi rever minha opinião e trata-lo como um filme bom, mas que não chega nem perto de seus antigos trabalhos, principalmente porque o filme acaba realizando cenas que não levam a nada, tudo em detrimento do personagem principal, como na cena em que vemos ele combatendo nazistas em um campo de concentração, ou na cena em que acompanhamos um dialogo vergonhoso e desnecessario de Teddy e a tal medica da ilha numa caverna. são cenas que soam artificiais que estão presentes no filme somente para nos distrair e nos fazer ter esperanças quanto aquilo tudo que ja sabemos que vai acontecer realmente não aconteça, não ha nenhuma reviravolta, nada. por isso digo e repito, Scorcese é um genio, mas até mesmo ele tropeça de vez em quando. e acho q temos que esquecer os nomes nos creditos para avaliarmos verdadeiramente uma obra pelo que ela é.
21/4/2010 às 18:20
Simplesmente fantástico, emocionante e intrigante!
Tem um jogo psicológico extraordinário fazendo o telespectador se envolver do começo ao fim!
Mais uma obra prima de Scorcese!
6/5/2010 às 22:17
Juno, em resposta ao seu comentário,digo-lhe apenas uma coisa: foi uma pena não ter visto o filme até o final e não ter prestado atenção para entende-lo. O filme é genial, como foi comentado logo acima, muda de figura em seu fim, quando todos achamos que já sabiamos o que aconteceria. Fora o fato, de se ter uma “deixa” no fim do filme, quando ele – o paciente 67 – fala com seu psiquiatra. O páciente dá a entender que esta com sua outra personalidade.Embora, no fim de seu dialogo, fale: ” Este lugar me faz pensar. O que poderia ser pior ? Viver como um monstro ou morrer como um homem bom ?”. Segundo meu entendimento, Andrews recuperou sua memória, mas optou por ser lobotimizado, do que viver sabendo que matou sua esposa e que presenciou o assassinato dos filhos.
4/7/2010 às 18:29
Acabei de assistir, realmente tem muitas reviravoltas e quando a gente pensar q sabe o desrenrolar da historia ela nos supreende. Mais no maximo nota 3 por deixar muitas brechas.