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Shutter Island – A Ilha Do Medo

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Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson.

Martin Scorsese consegue definitivamente prender os olhos dos apaixonados por cinema com o seu mais novo lançamento que trata de uma adaptação do romance de Dennis Lehane (2003) que em minha opinião, já é sucesso: “Shutter Island” (em português: A Ilha do Medo).

Leonardo Di Caprio pode não ser mais o colírio dos olhos das menininhas, depois de ter ganhado alguns (vários) quilinhos, mas cada vez mais nos surpreende com atuações apaixonantes e verdadeiras. É realmente incrível a capacidade que ele tem de viver com força a realidade do seu personagem em questão. Peço licença para dizer que Leo Di Caprio é como vinho: quanto mais velho, melhor!

Durante semanas e semanas assisti ao trailer sonhando em ver o filme, e geralmente quando fico assim, acabo me decepcionando um pouco com o filme, pois fico esperando sempre mais do que um diretor pode criar. Dessa vez, isso não ocorreu. Não me decepcionei nem por um segundo, mesmo considerando que nos 20 primeiros minutos do filme eu já tivesse achado que havia entendido a idéia toda. Coisa que também não estragou o filme de forma alguma. Mesmo tendo uma noção do que já estava por vir, acabei me surpreendendo.

Tudo ocorre por volta de 1954, quando Teddy (Leonardo Di Caprio), um oficial da polícia, e seu companheiro Chuck (Mark Ruffalo) são chamados para investigar um suposto desaparecimento de uma paciente do asilo para criminosos que fica localizado na tal Ilha para onde eles são levados. O que mais intriga Teddy e os telespectadores é: como a tal paciente poderia ter escapado? Não há qualquer sinal de fuga, e os médicos e responsáveis pelo asilo parecem não querer cooperar com a busca. Como um bom policial que havia lutado e sofrido com a guerra contra os nazistas, Teddy não descansa e quer ir mais a fundo. É nessa busca incansável pela paciente que Teddy acaba descobrindo a verdadeira razão de ter sido chamado para a Ilha.

A dramaticidade e a escuridão das cenas dão um toque de terror e suspense que nos fazem ficar imóveis na cadeira, sem piscar. Quem possui um papel muito importante nesse filme é a natureza, que faz com que os acontecimentos se tornem mais tristes e profundos do que eles aparentam ser. A força do mar, do vento e da chuva são características importantíssimas de se observar, pois elas dão o toque essencial para a temerosidade dos fatos.

Shutter Island é intrigante e maravilhoso, assim como Taxi Driver (filme também de Scorsese lançado em 1976). Ao mesmo tempo em que Travis Bickle (Robert De Niro) representa o papel de um ex-veterano de guerra lutando contra sua própria mente em Taxi Driver, Teddy em Shutter Island passa muito tempo (mais do que o telespectador pode imaginar) buscando uma resposta que todos já sabem, mas que ele se recusa a ver.

Letícia Katz

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Nota dos Leitores para “Shutter Island – A Ilha Do Medo”

59 Votos
Nota média: 4.44

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95 Comentários para “Shutter Island – A Ilha Do Medo”

  1. jedi disse:

    Na verdade o nome do livro em português é Paciente 67. Acabei de ler, e achei espetacular. Obviamente já sabia que ia virar filme nas mãos do genial Scorsese. Se não me engano chega no Brasil ainda em Março, sem dúvida vale a ida ao cinema.
    Abraço.

  2. Raphael Camacho disse:

    Estou na espera desse filme já a algum tempo. Espero que eu não me decepcione tanto.
    Parabéns pelo blog.
    Abraços

  3. Jaison adriano Darem disse:

    Assisti o filme em Portugal, é simplesmente fantástico, uma obra de arte quando você acha que já sabe o final do filme, que ta na cara o que vai acontecer muda tudo de figura. Incrível! envolvente do inicio ao fim.

  4. Juno disse:

    Acabei de assistir a “Ilha do Medo”. Filme constrangedor, quase saí no meio da sessão. Já havia me decepcionado com Scorsese com “Gangues de NY”, agora ele se superou, filme muito ruim, confuso, várias falhas de continuísmo, parece ter sido feito às pressas, e não vale o ingresso. Minha nota seria 2, pelo Scorsese e o Leonardo DiCaprio, mas dou nota 1, apenas pelo esforço do Leonardo DiCaprio.

  5. Alexandre Dias disse:

    Assisti ontem Ilha do Medo e gostei, não é o melhor do Scorsese mas é intrigante, prende a sua atenção do início ao fim pela atmosfera do filme e múltiplos personagens pra confundir o espectador, sem falar na atuação brilhante de Leonardo DiCaprio vale o ingresso sem dúvida.

  6. Monique disse:

    Incrível!! É “O iluminado” da nova geração!

  7. jedi disse:

    Mais uma obra prima do Scorsese. Bela adaptção do Paciente 67. Cortou o que deveria cortar do livro. Um filme tenso, um suspense constante. Uma fotografia espetacular, bem como a iluminação. Destaque para as cenas que o personagem Teddy está sonhando.

  8. Chefe disse:

    Acabei de assistir e achei ótimo, muito bom mesmo.

    Merece 5 estrelas sem sombra de dúvidas. A tensão vivida pelo personagem conseguiu ser transmitida para os espectadores e isso dá mais valor ainda ao trabalho de Scorsese e DiCaprio.

  9. Mel disse:

    Excelente filme, excelentes diretor e ator! Leonardo de
    Caprio já ha algum tempo tem feito que esqueçamos o nau
    frágio do Titanic. É melhor que ele continue navegando nas águas de Shutter island…
    Dou 5 estrelas para o filme!

  10. Luciano Duarte disse:

    Filme lixo, sem pé nem cabeça

  11. Mel disse:

    Desculpe, Luciano Duarte, se voçê não entendeu o filme, não pode considerá-lo um lixo, Tente entendê-lo ou veja filmes tipo “seção da tarde”…

  12. Mel disse:

    continuo procurando um comentário que me satisfaça sobre o filme ” Ensaio sobre a cegueira”
    O ´próprio escritor, Saramago, disse que escreveu a história com o intuito de nos “encucar”.Encucando ou não,Saramago éadmirável!

  13. Mel disse:

    acabei de assistir ‘um sonho possível”…O Oscar dado a Sandra Bulock deveria ser um sonho IMPOSSÍVEL!
    Só reconhço o talento de um a atriz menor quando ela mostra capacidade para interpretar um papel diferente dos que habitualmente interpreta.E a miss Simpatia continua a mesma. Só que desta vez não torceu o pé…
    E que filme chato!…

  14. ricardo disse:

    estou indo agora assistir ao filme, tenho a certeza que não irei me arrepender, amanhã digo se gostei muito ou pouco, pois quando a união de duas pessoas como caprio e escocese é certeza de sucesso.

  15. juan carlos de villani disse:

    Letícia parabéns !!! Concordo plenamente com seus comentários, inclusive sobre Leonardo, após o Aviador, está cada vez mais se tornando um excelente ator.
    E Mel, você tem toda a razão, ainda bem que para que não entende, a Globo coloca a disposição a “Sessão da Tarde”.
    Gostei muito deste site, com certeza vou visitar habitualmente. Abraços a todos que participam.

  16. Guille disse:

    Uma b… esse a Ilha do Medo. É de dar enjoos e querer sair no meio do filme mesmo. Foi o dinheiro mais mal empregado da minha vida…Se arrependimento matasse…

  17. Carlos disse:

    Assisti ontem e achei realmente muito, mas muito ruim. Previsível, com encenações “over”, arrastado, com enredo fraquíssimo e batido – com certeza não é o primeiro filme adaptado que versa sobre delírio do protagonista – o que aliás fica bem evidente desde os 40 min. de filme.

    Tive a sensação de que queria ir embora para casa com uma hora de filme, já que qualquer um da sala de cinema já sabia de quem era a realidade delirante. Aliado a uma fotografia kitsch regada a muitos vermelhos e pretos..

    Enfim, nota 2.

  18. Jo disse:

    Filme ridiculo, pra mim a história seria bem melhor se fosse como a médica disse pra ele na caverna….

  19. Apolo disse:

    Pessoal reclamão, assistam “Se eu Fosse você 2″, que deve ser mais adequado às suas necessidades, não exige nada do espectador, não precisa pensar, não cobra nenhuma emoção além das já conhecidas.

    Abração.

  20. Vinicius Oliveira disse:

    Não fiquei convencido de que ele era realmente doente.
    Pense no filme do início ao fim…
    O que acontece?
    Ele realmente estava delirando? Ou ele era memo um federal e foi convencido de que era doente por estar tentando provar o que acontecia na ilha?
    Muito bem, ele não achou provas de que aconteciam coisas ruins lá dentro… mas a suposta paciente desconhecida com quem ele falou na caverna – que na verdade era doutora – era uma alucinação?
    Filme muito intrigante. Saí do cinema em dúvida e ainda estou.

  21. Luke disse:

    Este filme é demais. O Scorsese e demais, e nunca pensei que fosse dizer isso, o DiCaprio foi demai, kkkk!

  22. Fer disse:

    O final é óbvio e não é nada óbvio, por ser um filme psicológico esperamos que uma das possibilidades seja que ele seja louco (como vários filmes do genero) e, oras, este é o final. Mas o mais interessante e sutil do filme, que aí sim, constitui o final mais surpreendente é que ele, afinal, recobre o juízo. Ele se toca que matou a mulher e não pode suportar a dor. Então, no finalzinho, ele dá uma de louco e o medico faz um sinal de negativo, indicando que ele não se recuperou, mas aí a gente descobre que ele realmente voltou ao juízo, mas que ele nao suportará viver assim, sabendo do que ele fez e aí vem a frase mais sensacional do filme:Is it better to live as a monster or die a good man?” Enfim, SENSACIONAL!

  23. Fer disse:

    Ah, esqueci, a lobotomia é a forma que ele encontra de morrer como um homem bom. Agora sim: SENSACIONAL!

  24. Mario Quevedo disse:

    Assisti e gostei, apesar de não ser o melhor de Scorcese. A história é boa, a filmagem criativa, e a direção segura do mestre faz com que o filme prenda a atenção do início ao fim. Desde “Alucinações do Passado”, surpreendente thriller que Adrian Lyne produziu no final dos anos 80, não tinha visto nada tão bom nesta linha. Vale o ingresso, com certeza.

  25. Monique Galvão disse:

    Concordo com o Vinicius Oliveira.
    Continuo na dúvida, ele era ou não louco?
    Pra mim, ele estava sendo persuadido de que era louco.
    Impregnaram aquelas histórias todas de assassinato na cabeça dele, tendo em vista que ele encontrou a verdadeira Rachel Solano, a psiquiatra, que os médicos da ilha também tentavam persuadir de que era doida por não concordar com o que eles faziam ali dentro daquela prisão/hospício.
    Tô confusa, se tiver o 2 talvez eu entenda.. kkkk

    Alguém me dá uma luz?

  26. davi hoefling disse:

    quando soube que mais um filme de Scorcese estaria disponivel para o deleite de todos fiquei muito entusiasmado. mal podia esperar para que ele chegasse aos cinemas. mas qual nao foi minha surpresa ao assistir um filme que tangencia a mediocridade e a genialidade? sai do cinema insatisfeito e frustrado, quase desacreditando todo o trabalho de um dos cineastas, e sem nenhum sarcasmo, mais vicerais e competentes da historia do cinema. mas pensando em casa e analizando o que eu senti, devido a previsibilidade e instabilidade do roteiro, percebi que surpreender não era o objetivo de Scorcese. seu filme é forte por suas atuações, direção precisa, clima arrebatador e principalmente pelas sutilezas (não para com a história, mas para com os personagens em si). por isso decidi rever minha opinião e trata-lo como um filme bom, mas que não chega nem perto de seus antigos trabalhos, principalmente porque o filme acaba realizando cenas que não levam a nada, tudo em detrimento do personagem principal, como na cena em que vemos ele combatendo nazistas em um campo de concentração, ou na cena em que acompanhamos um dialogo vergonhoso e desnecessario de Teddy e a tal medica da ilha numa caverna. são cenas que soam artificiais que estão presentes no filme somente para nos distrair e nos fazer ter esperanças quanto aquilo tudo que ja sabemos que vai acontecer realmente não aconteça, não ha nenhuma reviravolta, nada. por isso digo e repito, Scorcese é um genio, mas até mesmo ele tropeça de vez em quando. e acho q temos que esquecer os nomes nos creditos para avaliarmos verdadeiramente uma obra pelo que ela é.

  27. Milene Rizzardi disse:

    Simplesmente fantástico, emocionante e intrigante!
    Tem um jogo psicológico extraordinário fazendo o telespectador se envolver do começo ao fim!
    Mais uma obra prima de Scorcese!

  28. Antonio Nunes disse:

    Juno, em resposta ao seu comentário,digo-lhe apenas uma coisa: foi uma pena não ter visto o filme até o final e não ter prestado atenção para entende-lo. O filme é genial, como foi comentado logo acima, muda de figura em seu fim, quando todos achamos que já sabiamos o que aconteceria. Fora o fato, de se ter uma “deixa” no fim do filme, quando ele – o paciente 67 – fala com seu psiquiatra. O páciente dá a entender que esta com sua outra personalidade.Embora, no fim de seu dialogo, fale: ” Este lugar me faz pensar. O que poderia ser pior ? Viver como um monstro ou morrer como um homem bom ?”. Segundo meu entendimento, Andrews recuperou sua memória, mas optou por ser lobotimizado, do que viver sabendo que matou sua esposa e que presenciou o assassinato dos filhos.

  29. João Paulo disse:

    Acabei de assistir, realmente tem muitas reviravoltas e quando a gente pensar q sabe o desrenrolar da historia ela nos supreende. Mais no maximo nota 3 por deixar muitas brechas.

  30. Roger disse:

    Um dos melhores filmes de Martin Scorsese , adorei, parabens tambem para a interpretação ótima do Leonardo de
    Caprio.é pra quem gosta de filmes pra quebra a cuca.

  31. Norah disse:

    Queridos companheiros, amantes do cinema e da arte como eu. Talvez tudo o que eu diga aqui seja mentira, talvez seja verdade, talvez seja verdade parcial ou verdade mentirosa. Deixo ao encargo de vocês toda a reflexão. Mas quero deixar aqui minha análise sobre o filme, e que cada um tire suas próprias conclusões.
    Desde o princípio dos tempos sempre existiu a máfia opressora, seja na política, seja na educação, seja em qualquer dos meios de vida que conhecemos. Essas máfias opressoras precisam que seja, senão fácil, ao menos não tão difícil, convencer as pessoas de fazerem o que elas querem que essas pessoas façam.
    A ilha é um opressor e assim como o personagem de Leonardo diCaprio nós também estamos na ilha com ele. Só nos deixarão ver o que querem que vejamos. O filme também quer nos confundir, quer embaçar a verdade ou ao menos ofuscá-la sob camadas obscuras. A verdade está ali e nós também a estamos buscando com diCaprio, mas, qual é a verdade? Será que estaríamos prontos para descobri-la? Será que nossos olhos estão abertos o bastante para percebê-la e nossas mentes preparadas para aguentá-la? talvez o filme seja mais além do que nós na nossa reflexão superficial e momentânea conseguimos perceber. Me lembra a caverna de Platão: a verdade dói. Mas, qual é a verdade absoluta? Existe uma verdade única e indiscutível?
    O filme quer permear entre os caminhos e os limites do real e do não-real, o mundo das idéias e o mundo concreto. Se você se dá conta, você também é um detetive enquanto vê o filme, porque você precisa estar atento a cada detalhe da sua investigação e não confiar em ninguém até que tenha dados o suficiente para concluir o que precisa concluir. Você só tem pistas. Mas, em quais pistas podemos confiar?
    Na primeira cena, Teddy reclama que não encontra seu cigarro, e seu companheiro oferece um do seu maço. A partir dali, ele só fuma os cigarros do seu companheiro e toma pastilhas dadas pelo diretor do hospício. Um pouco suspeito, não? Se você percebe bem, a cada vez que ele toma as pastilhas e fuma os cigarros as suas alucinações vão ficando mais intensas e a capacidade de percepção da realidade vai sumindo.
    Uma outra pista, é quando ele e seu parceiro chegam molhados e lhes são oferecidas roupas do hospital aos dois. O parceiro também põe a roupa do hospital.
    No começo está evidente a irritação de diCaprio ao ver que todos parecem querer esconder algo dele. Se ele tivesse louco, será que deixariam ele entrevistar outros pacientes? Será que ele estaria andando solto pela ilha e falando com médicos e enfermeiras livremente e fazendo interrogatórios? Por que deixariam? Por que deixariam um louco ficar interrogando todo mundo com um bloco na mão?
    E Mark Ruffalo, o parceiro, por que falaria com ele chamando-o tempo todo de chefe e concordando com ele em tudo? Estaria o médico alimentando a loucura do seu paciente? Ou será que Bufalo era realemente parceiro de diCaprio,mas depois os diretores do manicomio convenceram de que seu chefe estava louco e por isso ele colaborou com eles?
    Há uma cena importante em que Bufalo diz a diCaprio que provalvemente eles haviam descoberto as investigações e desconfianças de diCaprio sobre aquele lugar e o haviam levado para ali para prende-lo. Se ele fosse psquiatra, diria isso ao seu paciente? Para quê? Com que intuito?
    A morte da mulher de dicaprio está sempre associada ao fogo. Por que na última cena ele aparece matando-a com uma arma?
    A melhor forma de calar alguém é chantangea-la, exercendo poder sobre esse alguém.
    No final dicaprio concorda com tudo que dizem a ele e confessa que matou sua mulher, que é um paciente da ilha e etc. Mas, o que alguém seria capaz de dizer sobre tortura?
    E se o chantagearam? E se disseram: diga tudo isso e não te torturaremos mais com alucinógenos, choques, etc.?
    Será que diCaprio estava realmente louco ou fazer-se de louco era a única saída para manter-se vivo?
    E Bufalo: será que era um psiquiatra o tempo todo ajudando a enlouquecer dicaprio ou era apenas um homem coagido e atuando por medo de também ficar preso na ilha com seu chefe?
    Ele era inteligente, tinha um histórico violento. Um elemento perfeito para as experimentações psquiátricas. Tão inteligente, que talvez tenha sido o único a desconfiar que aquele lugar era uma máfia e por isso havia pedido para se encarregar do caso do desaparecimento e aproveitar para descobrir a verdade sobre a ilha.
    Mas, o tempo na ilha é desconhecido, não sabemos quanto tempo havia passado desde sua chegada ali. Será que em alguns meses eles não haviam conseguido, através de tantas estratégias macabras, convencer ao detetive Teddy de que ele era uma assassino e de que deveria permanecer na ilha? O que ao menos, haviam conseguido fazê-lo parecer louco para que quando denunciasse a ilha ninguém desse crédito ao que ele dizia?
    Será que Bufalo não era realmente seu parceiro e logo depois de ver que não poderia salvar seu chefe resolveu também fingir que estava de acordo com tudo?
    O filme deixa outras pistas: como por exemplo: a primeira noite de Teddy na ilha, Bufalo dorme na cama abaixo dele numa beliche. Por que um médico dormiria com um paciente louco no mais alto nível da loucura? Não seria um grande risco? Mas pode ser que Bufalo fosse também um médico da ilha, fingindo passar por parceiro de Teddy para ter a confiança dele e assim ser mais fácil ainda introduzir as idéias confusas em sua mente.
    Quando dicaprio vai a ala c, um conhecido seu lhe diz tudo:
    lhe diz que ele estava ali numa cilada, que nunca havia existido nenhuma investigação, que tudo não passava de um jogo para “prendê-lo num laberinto”. Laberinto que me lembra a caverna de Platão, onde não se pode ver a verdade, onde só se pode ver focos de luz nos buracos das paredes.
    No final, leo dicaprio parece se lembrar de toda sua história e dar-se conta de que era realmente um paciente da ilha. Mas, será que ele realmente se lembrou ou fingiu se lembrar? Ou será que ele simplesmente estava convencido da realidade que haviam mostrado a ele e já havia perdido o foco de sua missão? Em nenhum momento se diz concretamente nada ao espectador, estamos todos submersos em ondas de abstração, realidades não confiáveis, elementos distorcidos e mentes em colisão.
    Talvez o detetive Teddy nunca tenha perdido o foco. Talvez o tempo todo ele soubesse muito bem o que estava fazendo ali e porque. Talvez em sua última conversa com Bufalo, ele tenha se entregado. Por que Bufalo acena com a cabeça para os policias e o diretor fazendo que “não”. Seria, ele não está curado, ou seria, ele não está convencido da realidade que criamos para ele? Para onde vai dicaprio, caminha para a liberdade ou para a prisão? Já não leva a roupa branca de paciente. O iriam matar por que ele confessou ao parceiro que o tempo todo fingiu estar de acordo com a história que inventaram? Ou Iria fazer uma lavagem cerebral para curar-se ou para esquecer de seu passado?
    Ele diz que Andrew matou sua mulher: será que não foram os mafiosos da ilha que mataram sua mulher para perturbar-lo e atraí-lo ainda mais para a ilha?
    As palavras finais deixam claro que não é uma charada, e sim, duas ofertas dadas a nós. O filme não se explica porque realmente não quer explicar-se, ele quer que nós mesmos reflitamos e escolhamos o que quisermos escolher como desfecho, quer que nós mesmos escolhamos que realidade queremos ver.
    O próprio dicaprio oferece essas duas ofertas a seu médico/parceiro (como você quiser chamar), ao dizer:
    - Estive pensando: é melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?

    Será que ele naquele momento não havia decidido sua própria sentença. Ou seja, ao conversar com Bufalo a sós, ele deixou claro que não estava convencido do que disse diante dos outros, e voltou a falar que estava acontecendo algo muito estranho naquela ilha, e que iria descobrir o que era, e que iriam sair dali. Será que ele não estava ironizando com o destino que lhe esperava: a morte. Ora, a morte também é uma liberdade, morrendo, ele iria sair da ilha, sua alma sairia. Ele estava negando-se a viver como o monstro que haviam criado para ele ser: um monstro que deixou sua mulhe rmatar seus filhos e que matou sua mulher. Ele estava escolhendo morrer como quem ele realmente era e não vender sua dignidade a troco de continuar vivo. Se ele dissesse a Bufalo que era Andrew, um assassino,estaria assinando sua carta de alforria, poderia talvez sair da ilha porque lá fora estaria dado como louco e nada do que ele dissesse sobre a ilha seria levado a sério. Viveria como um louco brutal em liberdade. Mas há outras formas de libertar-se que não peçam em troca a sua dignidade. Talvez ele tenha escolhido essa outra forma.
    O filme não trata da loucura desontrolada, mas da insanidade humana. O extermínio nos campos de guerra era insano, se realmente ailha era uma farsa os verdadeiros insanos eram os diretores, os médicos, e todo o mundo que trabalhava ali. Talvez Teddy fosse o único que estava conseguindo enxergar a insanidade daquele lugar. Mas como na caverna de Platão, aquele que enxerga a realidade e quer contá-la aos outros é morto.
    Mas, e se Teddy fosse realmente apenas um paciente da ilha? Será que ele chegou ali já como um paciente ou tornou-se um paciente com o passar dos dias, oprimido pela insanidade dos que queriam corrompê-lo?
    Toda corrupção é insana!
    E você, já escolheu? Vai viver como um monstro (alguém que aceita a realidade que querem que aceite por interessesmaiores e obscuros e abre mão dos próprios ideais por interesses corruptos) ou vai morrer como um homem bom (alguém que é consciente de seu papel na sociedade e não está disposto a colaborar com o mal)?

  32. Adriana disse:

    Adorei o filme, nota 10 mesmo.
    O Final me deixou confusa, pois depois voltei o filme e assisti como se estivesse louco mesmo e como se ele estivesse sendo enganado por saber de mais sobre o local e o que fez mais sentido p mim eh que levaram ele p lá para confundir sua cabeça e ele ficar por lá.. tipo queima de arquivo.

  33. Eduardo disse:

    # Antonio Nunes disse:
    6/5/2010 às 22:17

    Juno, em resposta ao seu comentário,digo-lhe apenas uma coisa: foi uma pena não ter visto o filme até o final e não ter prestado atenção para entende-lo. O filme é genial, como foi comentado logo acima, muda de figura em seu fim, quando todos achamos que já sabiamos o que aconteceria. Fora o fato, de se ter uma “deixa” no fim do filme, quando ele – o paciente 67 – fala com seu psiquiatra. O páciente dá a entender que esta com sua outra personalidade.Embora, no fim de seu dialogo, fale: ” Este lugar me faz pensar. O que poderia ser pior ? Viver como um monstro ou morrer como um homem bom ?”. Segundo meu entendimento, Andrews recuperou sua memória, mas optou por ser lobotimizado, do que viver sabendo que matou sua esposa e que presenciou o assassinato dos filhos.[2] Essa postagem explica td !

  34. euziha disse:

    Até agora estou intrigada com o descfecho deste filme. vou ter que assistir outra vez e prestar dupla atenção nos detalhes. Minhas pesquisas baseadas nos comentários apontam Di Caprio como sendo louco… ainda estou na dúvida. Estou chegando a conclusão de que tenho que entrar em contato com o diretor do filme para saber do final. rsrsrsr

  35. Berto disse:

    Ao assistir a esse grande filme, fiquei com a impressão que o dr. Cawley esta tentando fazer a Dolores esquecer o terrivel crime que cometeu: afogar os proprios filhos. Pois o verdadeiro Teddy morreu como heroi de guerra( foi assassinado pelo oficial nazista que aparece com uma arma ensaguentado ao chao). A mulher que surge algemada proxima a um enfermeiro, é uma auto imagem p/ Dolores( o enfermeiro era quem cuidava dela). A mulher que aparece no dialogo da caverna é a Dolores qdo fizeram-na acreditar que seria Raquel. Apos sofrer vertigens,o “detetive” é acamado junto com mulheres. Na cena do cemiterio Dolores diz: tenho certeza que ele( Laeddys)não está na Ala B( ala feminina) e portanto só pode estar na ala C( ala p/ os criminosos mais perigos); portanto, primeiramente Dolores foi internada na ala B e devido ao comportamento violento foi p/ ala C. Conclusão Dolores prefere morrer como um heroi( Teddy) do que conviver com fato de ter assassinado os proprios filhos.

  36. jidiel disse:

    este filme è muito bom!mas berto,vc n entendeu o filme leia os comentarios acima…

  37. Angela disse:

    Assisti o filme ontem, gostei muito, mas fiquei intrigada como a maioria, acho que a intenção de Scorcese foi mesmo de deixar a dúvida em nossas mentes. Ele é muito inteligente, e DiCaprio é muito bom em tudo de faz.
    No começo, acreditando que ele era mesmo um delegado, às vezes acreditando que ele era o louco, e depois que as alucinações eram por causa dos cigarros e remédios que davam pra ele. Aí apareceu aquela médica para termos certeza de que todos na ilha eram manipulados pelos médicos, mas ao mesmo tempo fiquei pensando como aquela médica poderia sobreviver escondida em cavernas sem alimentação. E no final tudo parece explicado quando o médico diz que era tudo imaginário. Mas nunca poderíamos achar que ele havia matado sua esposa, visto que no começo se falara em incêndio, inclusive aparece em uma de suas alucinações. Essas respostas teriam que ser dadas pelo diretor, afinal nós merecemos uma explicação para tanta confusão.

  38. naoiluminado disse:

    Norah! o senso critico mais perfeito nesta pagina. e todos cegos naun enxergaram – assim somos nóis todos desse planeta dominados não enxergamos o qui existe por trás de tudo, não enxergamos aqueles que estar no topo da cadeia alimentar pagamos por coisa que Deus deixo como cortezia da casa.
    ótimo Filme !

  39. clarah disse:

    Norah, não estamos na era do gelo sua louca! Não existe “sistema”. Essa é a verdade que você não quer enxergar.

  40. Fabiano disse:

    Filme realmente com uma trama intrigante e fiquei realmente maravilhado com a riqueza de detalhes que criaram para chegarem ao veredicto final.
    Quanto as críticas dos internautas que não acreditam que o personagem do Di Caprio é realmente um paciente com delírios psicóticos, eu sou realmente obrigado à discordar. Eu já lidei com pacientes com quadros parecidos, não exatamente com os mesmos traumas nem com quadros tão agudos quanto ao personagem, mas quando estamos tratando de delírios psicóticos a mente é poderosa na criação de pessoas, situações ou mesmo trazer a presença de antigos ou novos integrantes na nossa vida.(vide o caso de John Nash, em “Uma mente Brilhante”, que sofria de Esquizofrenia aguda).
    Quanto à trama do filme é simples ver como não existe conspiração, dou uma dica: preste atenção nas expressões do suposto parceiro, na segunda vez que eu assisti o filme, verifiquei que ele realmente sempre está com um ponto de vista clínico para o personagem do Di Caprio, como Médico/Paciente. Outra deixa é quando ele sonha com a esposa após ter se reunido pela primeira vez com os dois psiquiatras e o suposto parceiro no começo do filme, ela fala que Rachel e Laeddis ainda estão lá e que ele precisa à deixar ir. Finalizando seria impossível existir qualquer conspiração nazista nos EUA na década de 50 com o financiamento do governo.
    Filme realmente feito para ser assistido mais de uma vez, coisas do Scorcese.

  41. Nia disse:

    Esse filme tinha tudo para ser bom, mas deixou muito a desejar!

  42. dio disse:

    NorAH VC FUMOU CRACK COM O BERTO ANTES DE FAZER ESTE COMENTARIO … VAI SE CUIDAR … VAI PARA ILHA TBM

  43. Aquiles disse:

    Realmente uma enigmatica, pois tal frase sobre p monstro e o homem bom foi muito forte para fortalecer a ideia que realmente aquilo aconteceu.

    Porem o que confirma que tudo aquilo era algo a ser plantado na mente do Leonardo é que o Chuck o chama de TED ao se despedir no final do filme.

    O que ficou nas entrelinhas que convenceram o pareceiro do Leonardo que ele era louco e que ele precisava ajudar a trata lo.

    E baseado no que o Leonardo lhe disse e pela falta de provas que ali fazia se coisas horrivel com as pessoas ele ajudou os medicos a tentar plantar essa ideia na cabeca do Leonardo.

    No entando ele sabe que nao aconteceu aquilo e finge para nao ser drogado no farol porem em sua ultima conversa com Chuck a qual ele fala a frase do filme “que é melhor morrer como um homem bom a viver como um monstro”.

    Para mim ele se referia ao Chuck e aos medicos aonde o Chuck ve que ele fez uma besteira e o chama pelo verdadeiro nome Ted. Porem nao deve ter o ajuda lo temendo a represaria.

    Merece o 2 para terminar essa historia muito bem contada no filme atraves de um suspense e enigma.

  44. Roberto disse:

    PESSOAL… VOCÊS SE ESQUECERAM DO INÍCIO DO FILME? QUANDO ELES CHEGAM À ILHA? OU ESTA PARTE NÃO TEM NADA A VER COM O DESENROLAR DO FILME?

  45. Luara disse:

    Roberto, é claro que o começo tem a ver com o desenrolar do filme. Ele estava indo para ilha investigar o caso da mulher que supostamente havia desaparecido na ilha, o que o autor mostrou claramente que não ocorreu, a assassina dos próprios filhos nunca sumiu, foi tudo armado para pegarem o Dicaprio. O parceiro dele também fazia parte do manicômio, ele o conheceu no caminho para ilha, não era amigo dele. Dicaprio sabia demais sobre aquele lugar e o prisioneiro que ele encontrou na Ala C confirmou tudo isso. A verdade é que em momento nenhum ele ficou louco, ele mesmo diz em uma cena que tem que jogar o jogo deles, e é o que ele fez. Sabendo que não sairia mais daquela ilha entrou no jogo deles. A mulher dele morreu num incêndio e ele não tinha filhos, o remédio e cigarro tinham alucinógenos e quando ele soube disso tudo se clareou. No final, o que aquele homem estaria fazendo naquele farol sozinho, com guarda armado lá fora? e o parceiro dele chega do nada na sala, tudo armado, eles sabiam que ele iria lá por achar que as experiências aconteciam lá. porque teria aquele quadro com os nomes tampado, a arma dele, as fotos das crianças? Era uma cilada p ele, e ele não caiu. Acho que é um filme inteligentíssimo e dá a capacidade de cada expectador entender como quiser. Não existe certo ou errado, cada um interpreta a sua maneira. Na minha opinião ele não era louco, era uma mente inteligente que eles quiseram fazer a experiência de implantar loucura e no final o parceiro que nao era parceiro acena para os outros que eles nao conseguiram, que ele nao se convendeu de que estava louco. O detetive prefere morrer como um bom homem que viver naquele lugar como um monstro. Parem de se julgar melhores que os outros e criticarem as opiniões alheias!!

  46. Filipe disse:

    Um filme ótimo, muito bem elaborado, intrigante, que faz refletir se aquilo era mesmo loucura de Teddy, ou realmente era uma conspiraçao contra ele e sua mente inteligente

  47. Juliana disse:

    Laura concordo VEEMENTE COM VC!
    ACHO Q É O COMENTÁRIO MAIS PRECISO.
    e SOBRE A FASE NO FINAL!!
    acredito que ele preferiu morrer sendo ele mesmo, do que viver através de uma mentira MONSTRUOSA, que no caso seria a invenção dele ter matado sua mulher.
    Concordo, quando vc diz q é um filme intelígentissimo.
    é muito ambíguo,mas prefiro ver desta forma, pq um filme de Scorsese não seria tão obvio. A ponto do final esclarecer a história toda. Definitivamente,acho q ele realmente não era louco.
    Um dos melhores filmes que ja assisti.
    Leonardo Di caprio ainda é um colirio para mim.Além,claro de ser um GRANDE ATOR. amo quando dão closers em seu rosto. Ele tem muita expressão. Ele sabe fazer isso muito bem. 200 P/ ELE. 10 P/ FILME. AMEI.

  48. Bruno Mello disse:

    Realmente não tem como ter certeza, o final é aberto a interpretação, e eu prefiro acreditar na versão que a Laura explicou.

    Na verdade fica bem claro pra mim quando penso no começo do filme, com eles chegando a Ilha. Toda a suposta realidade que ele criou durante todo o filme, não alterava o cenário ao seu redor, ou seja, contradiz com a ideia de que ele também imaginou estar num barco em alto mar, e tendo uma visão completamente frontal da Ilha.

    Outro ponto que me leva a acreditar na manipulação é ele supostamente ter enxergado a enfermeira como a paciente desaparecida… se a intenção era faze-lo enxergar a realidade, porque eles alimentariam ainda mais a alucinação? Uma coisa é o psiquiatra não contradize-lo… outra é armar uma situação de forma tão fria. E não me convenço de que ele enxergou a funcionária como a paciente desaparecida Rachel, porque haviam outras pessoas na sala, que interagiram com ele. Ele não estava sozinho para podermos dizer que se tratava de uma alucinação.

  49. Leticia disse:

    Nossa!
    Realmente esse filme eh incrivel!!
    Sinceramente nao sei no que acreditar… xD
    Se ele era louco realmente ou nao…
    tem uma coisa q ainda nao entendi…
    se ele era realmente louco e era um paciente da clinica,
    e o começo do filme, o navio e tudo mais?
    Mais eu concordo com os comentarios de q o filme nao deixa reamente claro a verdade!
    cabe a cada um interpretar da sua maneira!
    Muito legal…

  50. Renato Santos disse:

    Para quem classificou essa maravilha de Scorsese como lixo sem pé nem cabeça, conforme li em posts anteriores, recomendo assistir à programação da sessão da tarde da Globo. Provavelmente lá encontrará exemplares de filmes mais compatíveis com sua capacidade intelectual e estética. A Ilha do Medo é excelente em diversos aspectos. Maldizer esse filme é um ato lamentável de insensibilidade e mau gosto.

  51. Rosemay disse:

    NÃO ASSISTAM ESSE FILME É RIDICULO, ESTOU COM VIROSE E PAREI PARA ASSISTIR O FILME DEITADINHA E QUANDO ACABOU O FILME MINHA VIROSE PIOROU. DE TÃO RUIN QUE É.

  52. Alessandra disse:

    Concordo c/ a Luara…
    tbém entendi o filme assim…
    ainda completo:
    Lembra a cena q. Teddy e Chuck vão interrogar uma senhora
    e apos o Chuck se levantar ela da um bilhete escondido
    ao Teddy,fica claro ali q. Chucky não era parceiro de Teddy e q. aquela Sr. já o conhecia!
    Deixo aki um comentário genial q. adorei…

    A grande ironia do Scorsese foi a seguinte: Tentaram convencer o Teddy de que ele era louco, e acabaram convencendo quase toda a platéia do cinema, menos o próprio Teddy.
    (Cristiano Nogueira )

  53. @willmaciel_ disse:

    cara, depois do que a Norah mencionou, eu entendi totalmente o filme .confesso que estava com preguiça de ler, mas ao começar, fui me envolvendo em seu comentário! Norah, você é escritora?

  54. Epóxi disse:

    Já tinham me dito que o filme é ótimo, com a crítica fiquei mais curiosa e concordo com a afirmação: Leo Di Caprio é como vinho: quanto mais velho, melhor!

  55. tanii marcos eduardo felipe disse:

    nossaaa…..a laura me clario agora,eu tbm estava com esse mesmo sgnificado em mennte mais meus amigos que tbm asistiu o filme,ficaru me falando nao ele era loco,era loco ,era loco ,acabei q taaa ele era loco entao porra kk mais agora vi que nao so loco ; D!!

  56. junior ribeiro disse:

    Sim….Juliana…(23.10.2010).também acho que Leonardo é demais…e o charme dele como ator impressiona por justamente ter uma expressão que casa perfeito com o close de cinema!!!
    Um filme estupendo!!

    Junior

  57. Juliana disse:

    concordo com a opinião da Norah( e confesso que achei brilhante o comentário) e da Laura.
    Ele não era paciente da clínica e nunca acreditou na farsa.
    outro argumento: Todos falavam que no farol ocorria uma ‘cirurgia’ que manipulava o paciente..oque realmente ocorria era uma lavagem cerebral, através da persuasão;. A versão eh sempre a mesma para todos: que eles mataram seus filhos. Mas eh muita coincidencia a suposta Rachel e diCaprio terem três filhos.

  58. helem disse:

    Entendi o filme como a Laura entendeu, nao estou convencida de que ele era louco.

  59. Sidartha disse:

    Car@s, penso que o filme PODERIA ter sido ótimo ou brilhante, mas algumas coisas atrapalharam. Uma delas: o excesso de flashbacks do personagem de Di Caprio quando soldado, em Dachau etc. Uma justificativa para tais memórias dos nazistas seria reforçar no agente a crença de que ele luta contra a reedição de experimentos com humanos etc. Outra justificativa seria um paralelo com sua própria história pessoal: ele não “chegou a tempo para salvar” os prisioneiros de Dachau assim como não chegou a tempo de salvar os próprios filhos. Em qualquer uma das justificativas, a fluência do argumento fica atrapalhada pela possibilidade da outra justificativa existir. Em outras palavras: há fantasmas demais assombrando o personagem de Di Caprio – prisioneiros dos nazis, filhos mortos, uma esposa morta, outra (e falsa) esposa morta (falsa porque era uma enfermeira) -, o que torna muito pesado e “congestionado” o desenrolar da história.
    Parece que Scorsese cedeu um pouco à tentação de manter críveis as duas possibilidades (a do “Di Caprio louco contra a conspiração falsa” e a do “Di Caprio não louco contra a conspiração verdadeira”), a fim de gerar interesse e debates entre os espectadores. Se foi isso que quis, acho que não funcionou, porque ficou parecendo que as duas hipóteses ficavam brigando e se alternando no filme, deixando-o muito “travado”. Haveria então um problema de roteiro.
    O resultado foi a impressão de um filme “quase” bom, em que a sempre competente execução e direção do Scorsese (realmente ótimas imagens, takes, trabalho com luzes, fotografia e trilha sonora) fica atrapalhada pelos problemas da história e do roteiro, que não se decide e impede, portanto, que a trama se desenrole com fluidez. No lugar da fluidez, peso e excesso de informação e de digressões, o que deixa o filme meio chato em diversos momentos (as duas horas de projeção parecem bem mais longas).

  60. Lucas disse:

    Se quiser entender entender o filme por completo, recomendo que o assista DUAS vezes, no mínimo.

  61. Elaine disse:

    Filme muito bomm…
    ao meu ver ele era louco,um paciente o tempo todo procurando uma válvula de escape,a lobotomia pra nao aceitar que matou a sua mulher,assim tenta o tempo todo provar que ali faziam esse tipo de cirurgia…..mas nao consegue nada,assim quando o doutor o convence de que ele matou sua própria mulher, ele se torna consciente novamente,mas no final por nao suportar viver com isso da a entender ao seu psiquiatra que nao se recuperou e diz a frase”Viver como monstro ou morrer como um homem bom”dando a entender que nao suportara viver sabendo que matou sua própria mulher optando pela lobotomia….para apagar suas memoriais e viver como um homem bom….
    simplesmente perfeitoooooo……

  62. qualquer disse:

    concordo com o Dio… kkk

  63. Seu Jorge disse:

    Alguém saberia dizer o que significou a velhinha fazendo sinal de silência pro Di Caprio? Isso foi bem na hora que ele e seu parceiro estavam entrando nas alas da ilha (apareceu uma senhora – velha – bem feinha e fez sinal pra ele ficar quieto).

  64. Acm disse:

    Vcs saberiam me dizer o significa de, ao entrarem na ilha, uma senhora (velha feia pra caramba) fazer um sinal pro Di Caprio ficar em silêncio?

  65. Rober disse:

    Àqueles que se acham expert em filmes e que entenderam perfeitamente: se há dupla interpretação (quanto a ele ser louco ou não), então não critiquem aqueles que ficaram na dúvida e não os mandem assistir a sessão da tarde, pois, realmente, fica a pulga atrás da orelha a respeito do final do filme.

  66. Elias Soares disse:

    Olha, acabei de assisti o filme, uma “porcaria” fazer suspense sim, mas não desta maneira, o filme não teve fim, fiquei sem saber se o cara era mesmo maluco, ou o Dr. era o que pensávamos dele no início do filme, quando a tela ficou preta, eu me perguntei, não acredito que o filme acabou…Quase quebrei o DVD, não quebrei por que teria que paga-lo para a LOCADORA. Nota 0

  67. Elias Soares disse:

    Assisti o filme, e achei uma porcaria, e não aconselho ninguem a assisti, mas se quiserem perder tempo, fique a vontade, o final nos deixa louco de curiosidade e acaba assim, sem nos passar o que realmente é, qual o nome dele, por que ficamos sem saber, nota 0

  68. LEO disse:

    Prefiro Cronicas de nárnia

  69. Carillo Baldan disse:

    Amigos, ao meu ver ele não era louco….
    Na minha concepção a frase do final do filme fala tudo…
    Leonerdo di caprio diz ao seu “parceiro”:
    E você, já escolheu? Vai viver como um monstro ou vai morrer como um homem bom?
    Ele leonardo di caprio joga a responsabilidade(conciencia) pra seu “parceiro”, e ele leonardo di caprio se entrega para a cirurgia, nesse momento o seu “parceiro” levanta em desespero meio que querendo que leonardo di caprio não se entregue e o chama de Teddy (nome de Policial) e não Andrew nome do louco assasino.
    Pra mim é obvio….

  70. Gabriela disse:

    Na verdade Leonardo Dicaprio é um dos meus atores favoritos, por ele dar tanta vivacidade e realismo aos seus personagens, acho ele um ator muito esforçado e não deixou o rótulo de galã atrapalhar seu trabalho, muito pelo contrário, ele supera a cada dia. Foi assim em Os Infiltrados e Gangues de Nova York, os dois de Martin Scorsese, eu acho o trabalho dele muito interessante. É tudo muito real. Martin Scorsese parece que faz os papéis exclusivamente para Dicaprio, pois ele os interpreta com tanto entusiasmo que parece que aquilo realmente faz parte da vida dele. Adoro o Leo Dicaprio, Adoro Martin Scorsese (apesar de meu diretor favorito ser Alfred Hitchcock, mas Martin tem suas características especiais) e adorei a Ilha do Medo. Obra fantástica. Para quem ainda não viu, vale a pena assistir. É um misto de medo, mas ao mesmo tempo de curiosidade para saber o que tem de tão intrigante naquele ilha estranha. Adorei!!!!!!!

  71. Leice Pavão disse:

    Andrew saca que é louco, percebe quem é, e o que fez, com esse peso, finge que voltou a ficar doido,e se entrega a “lobotomia” , pq prefere ser um vegetal do que encarar a realidade que viveu.

  72. Renata disse:

    O interessante do filme é mostrar as camadas do nosso inconsciente, que mesmo sem querermos pode nos dominar… o visual e a música colaboraram muito!!
    Falando em homem bom, assistam “A vida dos outros” e vejam a transformação de um perverso em um bom homem.

  73. Laura Kim disse:

    Filme demais, muito bom, recomendo! Para ser assistido mais de uma vez… Fabiano (comentário 40) deixou-nos uma reflexão sensata, uma opinião ponderada de quem entende do riscado! Valeu gente por compartilhar esse filme! Abraços

  74. sergio disse:

    Deliciosa discussão! Li quase todos os comentários com muito interesse… Bem, mais ou menos uns do q outros. Mas por isso mesmo dá pra dizer que ninguém comentou um dos primeiros diálogos do filme q torna todo o contexto mais intrigante. É quando Di Caprio fala ao colega policial como se fora uma apresentação: “Então você será o meu parceiro?” Ora, como dois policiais selecionados para investigar um caso tão cabeludo iriam se apresentar um ao outro já em alto mar, a meio caminho do ancoradouro?

  75. icaro disse:

    No começo ele chega de barco a ilha falndo com o seu novo parceiro, logo ali ele começa a fumar o cigaro que não era dele, ou seja, acredito que ele foi drogado
    e o proprio diretor criou uma pista falsa

    numero 67, querendo disser que ali existia mais um louco
    que no final o diretor dis ser ele, porem, em todo o decorer do filme é implantado memorias ao detetive…
    e na hora do interogatorio, porque a mulher fez questão de falar so para o detetive, Corra/fuja(run), isso demonstra que o parceiro dele esta aliado ao hospicio.

    porque ele tem recordaçoes de ter estado nos compos de concentração, se para o louco ele nunca teria estado la

    filme muito bom, não costumo assistir filmes do genero de terror, porem este pode ser considerado como Suspense e talves drama … desculpe a falta de acento o teclado esta bem velho

  76. Leo disse:

    Pessoal, independente de gostarem ou não do filme, entendam antes de opinar. Quanto ao final se ele se recuperou mas preferiu morrer a viver sabendo o que havia acontecido, só podemos conjecturar. Mas para os que se perguntam se ele realmente estava louco, é provado no filme que sim. Vejam os anagramas: Dolores Chanal/Rachel Solando, Edward Daniels/Andrew Laeddis. Obviamente 2 dessas pessoas eram frutos da imaginação dele.

  77. Silas disse:

    Pessoal, eu acho que o filme tem mais significados abstratos do que se pode imaginar, realmente a última frase deixa a entender o que é mais viável para os que torcem para o mocinho, mas todas asopniões ão prováveis, até a do fato de que Leonardo DiCaprio estaria fazendo o papel do feminino que pensar ser um heroi da segunda guerra.

  78. Pedro disse:

    Filme expetacular, coisa de gênio! no final do filme, vc vai se dar conta da grandiosidade da trama.

  79. Patricia disse:

    Na verdade……… Na verdade, a mente genial é do magnífico Martin Scorsese, que além de conseguir nos prender frente à tela, ainda gerou e nos deixou dúvidas sobre a real sanidade do personagem. Enfim….. eu tenho a minha opinião e vocês a de vocês. Já vimos que realmente esse filme foi feito para cada um tirar suas próprias conclusões.

    GRANDE MARTIN SCORCESE….. GENIALLLLLLLLLLLLL…….!!!!!

  80. Hahaha disse:

    Eu adoro ler esses comentários pejorativos de pessoas que assistem sessão da tarde, e acham os filmes ótimos!
    Se não consegue entender a complexidade/genialidade, não critique, apenas escreva: “Não entendi, por isso não gostei.” É mais fácil, mais sincero e mais coerente do que falar qualquer asneira negativa apenas pra deixar CLARO que você entendeu porcaria nenhuma da proposta do roteiro.
    (:

  81. Sérgio disse:

    Este é o filme mais podre que eu já vi na história do cinema, filme sem pé nem cabeça. Scorsese devia ir plantar batata, ele quer ser inteligente e é mais retardado do que todos dakele hospício.
    Pra gostar de um filme desses tem que tomar uma pinga antes.
    Se fosse o Chuck Norris no lugar do viadinho do titanic, ele tinha dado uma camaçada de pau naquela galera toda e saido da ilha nadando de costa.

  82. arlan disse:

    taloko,,eu ja vi de tudo mais esse filme foi pakaba,,,prefiro olha a bunda de um cachorro

  83. Fernanda disse:

    Concordo com oque foi dito pelo Vinicius, Monique e Dorah…
    E inclusive estive pensando sobre oque Dorah falou em relação aos cigarros que ele fumava desde o momento em que estava chegando na ilha…
    Cheguei a assistir o filme duas vezes para tentar chegar em uma conclusão, mais ainda estou na duvida, pois tem cenas que me dão a certeza que ele naum é louco, mais fica a duvida pela hora que ele ve as fotos dos filhos que é exatamente a menina com quem ele sonhava…
    Na minha opinião…mesmo sem conclusão nenhuma, ele foi confundido com medicamentos alucinógenos, entrando na história que ele estava investigando na ilha…
    Continuo pensando muito sobre o filme porque foi uma coisa que me deixou confusa, e assistirei mais algumas vezes para tentar chegar em uma conclusão…porque afinal…não sabemos oque era feito com ele enquanto ele dormia supostamente dopado por medicamentos.

  84. isa disse:

    Sinceramente não entendo como alguém possa gostar e se supreender com esse filme, estórinha mais tarimbada essa hein… aff!!
    Infelizmente já chegamos em um ponto que aparentemente não há mais nada pra criar ou de pessoas desprovidas de imaginação.

    O mistério das duas irmãs traz o mesmo tipo de enredo.

  85. Vinicius Rodrigues disse:

    então, um filme surpreedente, e não e surpresa minha escutar alguem falar que não gostou do filme, por ser um filme exige uma atenção especial nas “entre linhas”, mas quem não entendeu o filme ou não o achou interessante, veja novamente: um policial federal esta enternado numa ilha a 2 anos, onde esta sendo feita experiencia de um metodo de tratamento psiquiatrico onde pegão o paciente em pior estado e mais perigoso por ja ter recebido trenamento militar que no caso e Teddy ( DiCaprio ) e pela segunda vez simulão estar todos dentro da realidade pregada por ele, esposa morta em um incendio e nunca tinha tido filhos, assim para testar se ele volta ao real mundo onde sua esposa em estado de insanidade estrema matou seu treis filhos afogados em seguida teddy tira a vida de sua mulher, a pedido dela propria, apos ele apaga por opção pripria que tinha filhos e todo o acontecimento vivendo apenas com lembranças que o pertubava…sendo que eles conseguem o colocar na realidade novamente, e ele por opção propria faz a escolha de continuar cimulando o irreal que o trazia menos dor, “qual voçe prefere, viver como um monstro ou viver como um heroi”. fim

  86. Patrik disse:

    Louco(no bom sentido) é o Scorsese. O filme é ótimo, o expectador acredita no final que convem a ele. Assim como dá todos os sinais que ele era louco, não quer dizer nada pois podiam estar há meses trabalhando para que ele ficasse louco. Quando os doutores tentam “revelar a verdade” a ele, primeiro um deles disse que a mulher provocou o incêndio onde ela morreu, mas depois mostra na cabeça de “Teddy” ele a matando. E também após “revelar a verdade”, “Chuck”(o doutor) o chama pelo nome de Teddy. Enfim, cada um usa sua imaginação como quiser, essa é a beleza do filme.

  87. Clarinha disse:

    Acho que a Norah foi muito feliz em seu comentário…é isto, que cada um fique com uma reflexão, uma escolha. Tbm acho que foi esta a intenção do autor. Vi, amei e recomendo. Valeu!

  88. Vinícius Soares disse:

    Galera, vamos prestar atenção ne…

    O DiCaprio espancou o George quando ele chamou-o pelo seu nome verdadeiro, certo? (segundo a versão da clínica)…

    DiCaprio conseguiu assumir a dor e a culpa que sentia pelo assassinato de seus filhos pela sua esposa… mas no final decidiu reincorporar a fantasia de que tudo era conspiração… PRA QUE que o Chuck iria chamá-lo de Andrew? Para ser espancado que nem ele fez com o George, e sendo ele o paciente mais perigoso da ilha?

    Não, Chuck prefiriu cair de novo na fantasia do DiCaprio e entrou na “brincadeira” novamente chamando-o de Teddy. Só que, claramente, o DiCaprio deixa uma “deixa” com a celebre frase do que é pior viver como monstro ou morrer como homem bom? Que claramente sinaliza a opção pela lobotimização. O DiCaprio NÃO ACEITOU a dor e a culpa pela morte de seus filhos. Inconscientemente, utilizou a loucura como recurso. Conseguiu trazer a loucura para a luz da consciência, mas mesmo assim NÃO ACEITAVA conviver com a dor, ele não soube lidar com essa dor. Então, utilizou um novo recurso: fingiu dessa vez ser louco, sim, para então ser submetido à lobotimização, e assim não SENTIR DOR NUNCA MAIS, pois é isso que a lobotimização faz…

    Não sentindo dor nunca mais, não iria trazer à sua consciencia a culpa pela morte de seus filhos, e assim ele enganaria a si mesmo fingindo que é um homem bom, normal, que não sente dor nem culpa, ou seja, como se nada tivesse acontecido. Se nada aconteceu, nessa perspectiva, ele então era um homem bom.

    Por isso ele solta: é melhor viver como um monstro (na VISÃO DELE ele era um monstro. Na nossa visão, ao menos na minha, ele não era um monstro hora nenhuma, apenas ficou cego pela paixão por sua esposa e prefiriu não enxergar que ela estava ficando louca, pois ele afirma que a ouviu dizer que havia um inseto em sua cabeça dizendo pra fazer coisas. Mas ele prefiriu fingir que nunca escutou isso. Se ele tivesse escutado, ele teria a afastado dos filhos, e a morte dos mesmos nunca teria acontecido. ESSA É A CULPA dele. Por isso ele se acha um monstro. Na concepção dele, ELE causou a morte dos filhos, ELE PODERIA ter salvado a filha que ele mais gostava, a Rachel, caso ele tivesse dado importância à primeira tentativa de suicidio de sua esposa, como foi mencionado no filme. Então, ele assume A CULPA TOTAL da morte dos mesmos. Então ele lança: é melhor viver como um monstro (na concepção dele) ou morrer como um homem bom? (ou seja, passar o resto da vida nâo sentindo dor nem culpa, fingindo, portanto, que a morte dos filhos nao aconteceu, ou se aconteceu, ele não teve nada com isso – afinal, ele sente culpa? Se nâo sente, então ele não se importa… então ele pode viver como um homem bom, de forma artificial. Sendo que a melhor maneira era tratar essa dor, ir a fundo nessa dor, descobrir as origens da culpa que ele sente, e então resolver essa questão. Afinal, TERAPIA não é para isso? Mas nesse ponto, a culpa è tão insuportavel que ele prefere tratá-la da maneira mais rápida, e “Fácil” que existe, que é a lobotimização, vivendo como um androide, um robô, sem sentir nada.

    Não é bem mais fácil do que submeter-se a uma terapia e encarar suas dores e seus medos de frente? Nesse ponto, ele é um pouco covarde por não querer encarar seus próprios medos, o seu lado obscuro…

    Galera, todo o filme é de cunho psicológico. Trata-se claramente de uma questão que ATINGE A QUASE TODOS OS SERES HUMANOS DA FACE DA TERRA, que é a de ignorar os nossos próprios medos, aflições, orgulho, ou seja, o nosso lado sombrio… todos nós utilizamos de artimanhas para esconder culpas e medos… TODOS… uma forma de lidar com esse lado obscuro é enxergá-lo de perto e ver a causa de cada dor e incomodo e tratá-lo. Outra é ignorar, fingir ou não suportar a sua existência a ponto de cometer loucuras, entre elas, a lobotimização CONSCENTIDA, no caso do Leonardo DiCaprio no filme!

    Seria muito menos profundo, muito mais raso e menos complexo se fosse tudo realmente uma conspiração…

    Quem já tratou de suas dores e medos sabe o que estou falando.

    Abraço a todos!

  89. Vinícius Soares disse:

    E outra galera… vamos juntar as peças e ver o filme COMO um TODO e não isolado ne…

    HORA NENHUMA o diretor enganou os espectadores com fatos enganosos…. ele simplesmente iniciou o filme na PERSPECTIVA de um LOUCO… louco acredita que pode ser o Napoleão, certo? Ou você acha que ele finge que é napoleao por brincadeira? Lògico que não, ele realmente TEM A CERTEZA de que é Napoleao, por isso ele é louco…

    Então, na perspectiva da loucura do personagem de DiCaprio, ele REALMENTE VIA pesssoas onde não estavam, como a enfermeira que ele encontrou na caverna. Ela simplesmente NÂO EXISTE, como de fato nenhum louco é Napoleão. O filme foi TODO ele até o final apresentado sob uma perspectiva, a de um louco… como que é a loucura na cabeça da pessoa. Ele realmente ACREDITA em seus pensamentos…

    Prova disso é que no final, quando ele entra no farol e encontra o diretor, o carequinha, quando começam a revelar a ele os fatos, ele pega uma arma na mesa e ATIRA no carequinha, E NA CABEÇA DELE INCLUSIVE SAIU SANGUE do carequinha…. NA CABEÇA DELE voou sangue nas paredes…

    E logo após tem a virada do filme, a virada da perspectiva, quando mostra que na realidade, O FATO REAL é que o carequinha não foi baleado, porque a arma era de MENTIRA. Isso prova quando o PRóPRIO LEONARDO QUEBRA a arma, que, na verdade, era de plástico. Isso é um fato isolado, do tipo que o diretor colocou essa cena para confundir a todos? Claro que nâo, é nessa cena que ocorre a virada da perspectiva da narrativa da história…

    Ou seja, parou-se de narrar e apresentar os fatos como o personagem louco via e passou-se a apresentar os fatos como é na REALIDADE.

    Agora, como que encaixa isso na versão de que era uma conspiração? Pode ser que foi tudo uma forma de confundir o Leonardo? Do tipo: ele atirou, ai tinha uma bolsinha de sangue escondida no casaco do careca, que explodiu de alguma forma misteriosa na mesma hora que o leonardo atirou, AI DE REPENTE, como NUM PASSE DE MÁGICA, o jaleco do cara fica branco, e a parede não está mais ensaguentada???? Tipo isso? Eles fizeram tal façanha para conseguir enganar o DiCaprio de que ele estava ficando louco?

    Náooo… apenas mudou de ponto de vista,da loucura para a realidade… e é a virada do filme, o ponto máximo, onde todo o filme faz finalmente sentido e que a unica coisa que o diretor fez pra enganar foi fingir que os fatos apresentados era a realidade e não do ponto de vista da loucura…

    Se o Martin tivesse posto no inicio do filme: TODOS os fatos apresentados nesse filme são da perspectiva da loucura do personagem principalmente, que não necessariamente condizem com a realidade.

    PRONTO. Não haveria enganos, e sim pontos de narrativas diferentes…

    Mas claro que ele não ia fazer isso, senão não faria sentido o filme sem suspense e drama…

    Abraços a todos!

  90. Mario disse:

    Resumidamente Leonado Dicapio é louco, e o Chuck (Mark Ruffalo) realmente é psiquiatra, é so observar no inicio do filme, quando o policial pede as armas, e o chuck não sabe tirar ela da bainha, e entrega com tudo desconfiado (pois ele não é um policial e não tem essas habilidades). E as pessoas que Chefe (como chuck o chama) entrevista são contradas, pois em uma parte do filme o Chefe entra em uma sala, onde as pessoas que ele entrevistou estão conversando com o pessoal da ilha. Qual a ideia geral do filme? os psiquiatras estão tentando uma forma diferente para curar o Chefe, sem ser pela lobotomia. e durante todo o filme eles tentam mostrar os fatos da vida real dele, para fazer com que ele lembre de tudo, e no final os psiquiatras já quase desistindo, tentam mostrar de uma forma bruta que ele matou sua esposa (a esposa do dicaprio que era louca, pois incendiou o prédio em que morava com ele e convenceu Dicaprio a morar no lago, onde ela matou os três filhos) e ai na discussão com os Psiquiatras no farol, Dicaprio realmente consegue lembrar do que aconteceu no passado. e o tratamento deu certo.
    Mas no final ele se finge que voltou a ser louco, quando ele começa a diz que precisa sair da ilha, mas na verdade ele estava brincando com Chuck (o psiquiatra) pois ele fala “O que seria pior, viver como um mostro ou morrer como um homem bom?” e ele sai juntos com os psiquiatras, o que me fez entender que ele vai fazer a lobotomia para morrer como um homem bom, e não viver como um mostro.

  91. Bruna disse:

    Vocês que não gostaram do filme realmente não devem ter entendido nada. Deve ser o mesmo tipo de pessoa que falou que cisne negro é uma bosta… É, vão assistir Harry Potter, saga de Crepúsculo e cia que vocês vão amar, mas não falem merda.

  92. Ana disse:

    Concordo com todos os que gostaram do filme. Um dos poucos filmes que sao feitos a partir de livros que o roteiro nao se perde e nao faz voce se perder. Mas eu fiquei com muita duvida. Qdo assisti o filme, saquei pela ultima frase que ele realmente estava se fazendo passar por louco para “aliviar a dor de viver com aquele peso do seu passado. Mas no livro, nao existe essa ultima frase, e agora nao sei se isso realmente aconteceu. No livro diz q ele acordou no quarto, nao na cela, e ele via tudo mais claramente, como se ele tivesse voltado a ser o menino de 8 anos de idade. E que ele sentia uma paz.O autor volta a falar como se ainda estivesse falndo sobre o Teddy e Chuck. Teddy viu qdo o Chuck acenou negativamente p o Psiquiatra-chefe, e somente diz: “Sera q eles nos sacaram? E o Chuck diz: Acho que nao, somos muito mais espertos que eles. E Teddy concorda. Nao sei mais em que conclusao chegar. Alguma ajuda?

  93. brendauana@hotmail.com disse:

    O que não entendi nada mas o blog e ótimo e por que não lir

  94. Rayson disse:

    O final é óbvio e não é nada óbvio, por ser um filme psicológico esperamos que uma das possibilidades seja que ele seja louco (como vários filmes do genero) e, oras, este é o final. Mas o mais interessante e sutil do filme, que aí sim, constitui o final mais surpreendente é que ele, afinal, recobre o juízo. Ele se toca que matou a mulher e não pode suportar a dor. Então, no finalzinho, ele dá uma de louco e o medico faz um sinal de negativo, indicando que ele não se recuperou, mas aí a gente descobre que ele realmente voltou ao juízo, mas que ele nao suportará viver assim, sabendo do que ele fez e aí vem a frase mais sensacional do filme:Is it better to live as a monster or die a good man?” Ah, e a lobotomia é a forma que ele encontra de morrer como um homem bom. Muito bOm o filme, quem ta falando mal tentem entender pelo menos…

  95. Liliana disse:

    Não fico surpresa com alguns comentários, sei que algumas pessoas não conseguem interpretar e criticam de forma ignorante um filme tão enigmático. Parabéns, o filme é intrigante.

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