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Amor Sem Escalas

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Direção: Jason Reitman
Elenco: Anna Kendrick, Danny McBride, Vera Farmiga, Melanie Lynskey, George Clooney.

Trata-se de mais um filme clichê sobre romances (possíveis e impossíveis), desentendimentos amorosos e um tanto de auto-ajuda
embutida em quase todos os diálogos. É o estilo que se convencionou chamar de “comédia romântica”.

O filme não chega a ser tão ruim, mas também não empolga. Clooney vive um cara que passa a maior parte do tempo viajando por conta do seu trabalho: demitir pessoas. Seu maior hobby é colecionar milhas, em busca de um grande número mágico de milhas que lhe dará benefícios ultra especiais (e eternos) na empresa áerea. Lógico que por conta desse vai-e-vem interminável ele não tem lar fixo, em todos os sentidos do termo, mas não liga muito pra isso, já que se mostra também uma pessoa avessa a relacionamentos que o possam prender em terra firme.

Claro que essa rotina vai ser quebrada por uma série de eventos, incluindo aí um romance feito de encontros em hotéis. E claro que isso também vai se tornar uma… Bom, é melhor parar por aqui sob pena de contar o filme todo em um único parágrafo e atrapalhar a diversão daqueles que acham que tem alguma diversão nesse tipo de filme.

Do mesmo diretor de Juno, o filme chega a ter algums momentos legais, como a sequência introdutória onde o diretor usa de ótimos recursos para mostrar a rotina do personagem em mais uma de suas inúmeras viagens. Mas é só.

Uma coisa que incomoda um pouco é a questão do marketing da empresa áerea. Eles não perdem oportunidade de fazer jabá da empresa, do seu modus operandi, da sua relação com os clientes que voam muito e etc. No começo parece legal, já que se trata de um dos objetivos de vida do personagem de Clooney chegar ao topo do mundo das milhagens, mas com o tempo se torna desnecessário. Faz pensar que o filme foi comprado, literalmente.

Por conta da presença do George Clooney as mulheres vão dizer que vale a pena ver o filme de qualquer jeito. Bom, gosto não se discute mesmo.

Shutter Island – A Ilha Do Medo

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Direção: Martin Scorsese.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson.

Martin Scorsese consegue definitivamente prender os olhos dos apaixonados por cinema com o seu mais novo lançamento que trata de uma adaptação do romance de Dennis Lehane (2003) que em minha opinião, já é sucesso: “Shutter Island” (em português: A Ilha do Medo).

Leonardo Di Caprio pode não ser mais o colírio dos olhos das menininhas, depois de ter ganhado alguns (vários) quilinhos, mas cada vez mais nos surpreende com atuações apaixonantes e verdadeiras. É realmente incrível a capacidade que ele tem de viver com força a realidade do seu personagem em questão. Peço licença para dizer que Leo Di Caprio é como vinho: quanto mais velho, melhor!

Durante semanas e semanas assisti ao trailer sonhando em ver o filme, e geralmente quando fico assim, acabo me decepcionando um pouco com o filme, pois fico esperando sempre mais do que um diretor pode criar. Dessa vez, isso não ocorreu. Não me decepcionei nem por um segundo, mesmo considerando que nos 20 primeiros minutos do filme eu já tivesse achado que havia entendido a idéia toda. Coisa que também não estragou o filme de forma alguma. Mesmo tendo uma noção do que já estava por vir, acabei me surpreendendo.

Tudo ocorre por volta de 1954, quando Teddy (Leonardo Di Caprio), um oficial da polícia, e seu companheiro Chuck (Mark Ruffalo) são chamados para investigar um suposto desaparecimento de uma paciente do asilo para criminosos que fica localizado na tal Ilha para onde eles são levados. O que mais intriga Teddy e os telespectadores é: como a tal paciente poderia ter escapado? Não há qualquer sinal de fuga, e os médicos e responsáveis pelo asilo parecem não querer cooperar com a busca. Como um bom policial que havia lutado e sofrido com a guerra contra os nazistas, Teddy não descansa e quer ir mais a fundo. É nessa busca incansável pela paciente que Teddy acaba descobrindo a verdadeira razão de ter sido chamado para a Ilha.

A dramaticidade e a escuridão das cenas dão um toque de terror e suspense que nos fazem ficar imóveis na cadeira, sem piscar. Quem possui um papel muito importante nesse filme é a natureza, que faz com que os acontecimentos se tornem mais tristes e profundos do que eles aparentam ser. A força do mar, do vento e da chuva são características importantíssimas de se observar, pois elas dão o toque essencial para a temerosidade dos fatos.

Shutter Island é intrigante e maravilhoso, assim como Taxi Driver (filme também de Scorsese lançado em 1976). Ao mesmo tempo em que Travis Bickle (Robert De Niro) representa o papel de um ex-veterano de guerra lutando contra sua própria mente em Taxi Driver, Teddy em Shutter Island passa muito tempo (mais do que o telespectador pode imaginar) buscando uma resposta que todos já sabem, mas que ele se recusa a ver.

Letícia Katz

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Um Olhar No Paraíso

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Direção: Peter Jackson.
Elenco/Vozes: Mark Wahlberg, Rachel Weisz, Saoirse Ronan, Susan Sarandon, Stanley Tucci, Nikki SooHoo, Michael Imperioli, Amanda Michalka.

Peter Jackson deixa de lado os mega projetos, como O Senhor dos Anéis e King Kong, e volta às origens, do tempo de Almas Gêmeas. Um Olhar no Paraíso é um dramalhão, e infelizmente me fez lembrar, em alguns momentos, aquele filme ruim com o Robin Williams, Amor Além da Vida. Principalmente pelos momentos psicodélicos empregados por Peter Jackson para mostrar o paraíso.

Paraíso esse, habitado pela protagonista do filme, aquela mesma menina estranha de Desejo e Reparação, por sinal uma boa atriz. Susie Salmon (como o peixe) é assassinada brutalmente logo no início do filme. “Morando” nesse tal paraíso, essa menina de 14 anos assiste todo o sofrimento que sua família (pai, mãe, irmã mais nova) atravessa devido ao fato ocorrido.

Sugerindo uma ordem natural das coisas, o roteiro apresenta várias transições de sentimentos durante o filme. Já falei sobre angústia, depois vem o desejo de vingança, perfeitamente natural nesse contexto. Mas diferente de outros filmes que focam apenas nesse sentimento e terminam extravasando, muitas vezes sem mostrar consequências disso, outra transição ocorre. E não é simplesmente o sentimento de perdoar. Soou mais como uma aceitação, junto da justiça/providência divina.

Falando um pouco das demais atuações, temos Mark Wahlberg sem graça como sempre. A charmosa Rachel Weisz nada pode fazer para ajudar, muito pouco usada. E ainda tem um surto e fica fora de casa um tempo. Por sorte, temos um psicopata bem feito por Stanley Tucci, que mesmo não sendo grandes coisas é uma das boas atuações do filme. Um personagem caricato, mas bom. Enfim, esperei bem mais do filme, e as expectativas não foram atendidas, mesmo assim é um bom filme.

Avatar

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Direção: James Cameron.
Elenco/Vozes: CCH Pounder, Peter Mensah, Lola Herrera, Matt Gerald, Sigourney Weaver, Wes Studi, Sam Worthington, Joel Moore, Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Laz Alonso, Michelle Rodriguez.

É inegável a contribuição de James Cameron ao cinema internacional. Exterminador do Futuro e Aliens foram uns dos seus primeiros filmes e serviram como cartão de apresentação. Exterminador II mostrou e feitos especiais jamais vistos, e que ainda hoje impressionam se você considerar a variável data. Mas obviamente o carro-chefe da obra de Cameron é o badalado Titanic, o filme mais caro (na época) e de maior bilheteria de todos os tempos. Que Titanic não é um bom filme todos sabemos, mas é inegável sua representatividade. Titanic é um marco no cinema mundial. James Cameron provou que mesmo gastando mais de 200 milhões seria possível lucrar. Cameron virou a menina dos olhos de todo estúdio.

Depois de um tempo “adormecido”, Cameron surge, mais uma vez, com o filme mais caro de todos os tempos, cerca de 500 milhões de dólares (estimativa). Seria o novo Titanic? Prefiro não pensar assim, pois Titanic é “só” um navio quebrando. Não se compara à criação de um planeta, um povo, uma linguagem. Avatar é uma das maiores e mais espetaculares experiências visuais do cinema de todos os tempos. E fica atestada a falta de tato que Cameron tem com um roteiro e seus diálogos. Definitivamente não é o seu forte. Mas isso não torna a experiência menos proveitosa, pois a beleza de Avatar elimina qualquer discussão sobre outras falhas. Avatar se alterna entre diálogos ruins, cenas brilhantes, roteiro clichê, e cenas brilhantes novamente.

Observem a cena que Cameron escolheu para explicar ao telespectador a razão da missão em Pandora. É ridícula. Ridícula pelo simples fato de que as pessoas envolvidas no diálogo, que provavelmente se conhecem há vários anos, não teriam aquele tipo de conversa primária. E por curiosidade, na versão brasileira 3D legendada tem uma falha na legenda, que troca milhões por bilhões. Anotem também uma das frases mais bobas que eu já vi no cinema, algo parecido com “Eles cospem na gente, e nem têm a decência de dizer que é chuva”. Misture isso ao personagem mais caricato de todos os tempos, o tal do Coronel. E todas as “referências” já conhecidas de filmes como Dança com Lobos, Pocahontas, Matrix, etc.

Mesmo com todas essas falhas e problemas, Avatar é espetacular e inovador. E os números já provam que James Cameron sabe fazer dinheiro. Quem sabe, se tudo ocorrer como planejado, nós pararemos de falar em Titanic como filme mais caro e de maior bilheteria. Só isso já seria um grande feito. Quem sabe também, ele irá mordiscar algumas estatuetas no Oscar, mas será difícil bater o recorde. Eu prefiro não ficar descrevendo cenas, prefiro recomendar que vejam com seus próprios olhos e tirem suas próprias conclusões, de preferência em 3D e legendado obviamente.

 
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