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Busca Implacável – Taken

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Direção: Pierre Morel.
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Jamssen, Xander Berkeley, Katie Cassidy, Anjul Nigam, Goran Kostic, Holly Valance.

De James Bond à Jack Bauer e Jason Bourne, a linha JB de agentes secretos foi ficando cada vez mais massante e menos explorada. É fato que todos agente secreto tem seu próprio estilo, habilidade e jeito de resolver as coisas, mas Bryan Mills (Liam Neeson) tem o ‘que’ que estava faltando em um agente: Aposentadoria.

-Que?!

Bryan Mills é um Ex-agente do Governo que se aposentou para poder dedicar mais tempo a sua filha Kim (Maggie Grace). Após ter se mudado para perto da cidade onde ela vive, com sua mãe Lenore (Famke Jamssen) e seu padrasto Stuart (Xander Berkeley). Após o aniversario de Kim, ela recebe um convite para ir à França com sua Amiga Amanda (Katie Cassidy). Bryan, acostumado a ver o mundo de sua própria maneira, dá um celular para Kim para que ela ligue sempre para ele, assim podendo estar ciente da segurança de sua filha. Mal sabia ele que, logo no primeiro dia, sua filha e amiga seriam vítimas de um grupo de Albaneses, que comandava o tráfico de mulheres pela Europa.

Cheio de personalidade, Bryan é uma mistura de Daniel Craig com Kiether sutherland munido apenas de conhecimento e uma postura ainda mais revoltada. A ação no filme é repleta de pausas dramáticas, prendendo o espectador do começo ao fim. Mas como todo bando possui seu patinho feio (que não vira Cisne), Taken não é exceção. As atuações de terceiros deixam a desejar, principalmente da filha em questão, que com seus 17 anos, age como se tivesse 12. E fake Jamssen, a eterna Fênix, cada vez mais decaindo em sua carreira, onde seu papel apagado de Mãe de Kim ainda fica meio falso e sem algum apego ao personagem.

O cenário é meio apagado, como toda boa Europa tende a ser, e o jogo de câmeras é o que torna o filme mais empolgante (assim como todo filme de ação), porém, o que realmente chama atenção é o desenrolar da historia, que acaba surpreendendo a cada atitude inesperada do protagonista Liam Neeson.

Enfim, é um ótimo filme de ação para quem gosta do gênero, não há genialidade ou subliminaridades, apenas uma hora e meia de olhos travados na tela tentando entender como uma pessoa só consegue fazer tanta coisa sem ajuda alguma, coisa que Bond, Bauer e Bourne tem de sobra.

Iuri Genovesi

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O Curioso Caso de Benjamin Button

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Direção: David Fincher.
Elenco/Vozes: : Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton, Julia Ormond, Elle Fanning, Elias Koteas, Jason Flemyng, Taraji P. Henson, Josh Stewart.

Apesar de inevitável, e inerente à natureza humana, a velhice raramente é tratada com preocupação, e talvez nem deva, mas não custa nada refletir um pouco sobre como ficar velho. A frase mais simplória e comum que podemos ouvir sobre O Curioso Caso de Benjamin Button (Benjamin) é que se trata de “uma fábula sobre o tempo”, e os adjetivos não foram escritos com o intuito de diminuir, convenhamos, é difícil resumir um filme em uma única frase.

Benjamin é baseado no conto de Scott Fitzgerald, e conta como seria viver de trás pra frente. Particularmente nunca li o conto, e pra ser sincero achava que essa idéia era de outra pessoa, inclusive recebi algumas vezes por e-mail uma história parecida. Provavalmente você já percebeu que quando um texto é engraçado vem com a “assinatura” do Veríssimo ou do Arnaldo Jabor, independente de quem seja o autor de verdade.

Ao longo dos seus 166 minutos, Benjamin narra a saga de Benjamin Button, uma criança que nasceu diferente, rejeitada ao nascer, que encontra amor e a carinho numa espécie de abrigo/hotel para idosos (o que torna ainda mais interessante o roteiro). Alias, a palavra “curioso” se encaixa perfeitamente em quase todas as situações do filme, como por exemplo, o fato de um recém-nascido não conseguir andar, assim como um idoso no auge dos seus 80 anos. Interessante como existem outras semelhanças entre essas duas fases da vida (!). Grande parte do filme trata sobre como seria viver uma vida normal, porém com a inversão entre cabeça e corpo em relação ao tempo de vida. Praticamente todas as situações são tratadas, desde a virgindade até a demência.

Alguma obras são ditas “definitivas” e/ou “completas” por tratarem um assunto com tamanha segurança e amplitude que pouco temos à acrescentar. Benjamin é assim, e vai além do roteiro, toda a parte técnica é impecável, inclusive efeitos especiais e maquiagem, indispensáveis para o que se propõe o filme. Brad Pitt e Cate Blanchett estão impecáveis, independente de qual seja a fase da vida. Apesar de longo, o filme flui com naturalidade e mantém a linha de interesse do expectador até o fim, mesmo que já saibamos o que vai acontecer.

Benjamin é poético, reflexivo e dramático, sem dúvida um belíssimo trabalho de direção. E as indicações aos prêmios provam isso. Provavelmente um dos grandes favoritos ao Oscar. Visita obrigatória aos cinemas. Como dica sobre o tema fica o livro Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez. Bem, como uma coisa puxa outra, esse livro é citado em outro excelente filme sobre passagem do tempo, chamado Shi Gan (em inglês virou Time, não sei em portguês), do diretor Ki-duk Kim.

 
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