Direção: Tomas Alfredson.
Elenco: Kare Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Peter Carlberg, Ika Nord, Mikael Rahm, Karl Robert Lindgren.
Não é de hoje que Hollywood vem perdendo espaço e moral em produções de cinema fantástico para outros países do mundo.
Nos últimos anos, por exemplo, surgiram filmes coreanos, franceses e espanhóis que se tornaram culto entre os cinéfilos. Grandes e promissores nomes foram cogitados para representar o futuro do gênero terror, suspense e fantasia, gênero que para os americanos parece ter se estancado de vez. Da França saíram obras nervosas e contundentes como A Invasora e Martyrs, os espanhóis mandaram ver em O Labirinto do Fauno e REC, e os coreanos mostraram em Espíritos – a morte está ao seu lado e outros filmes de fantasmas sua dose de medo. Isso só para fazer referência, pois há muito mais exemplares que nem sequerchegaram por aqui.
Dentre os países há também a Suécia, um país com um currículo cinematográfico respeitável, e que volta e meia revisita o gênero com muito louvor. É de lá que veio Deixa Ela Entrar, filme que mostra a amizade entre um garoto com fama de perdedor e uma menina muito estranha que logo se mostra uma vampira.
A idéia, não é novidade nenhuma. O assunto que envolve heroísmo e maldição já é do conhecimento do público, desde muito tempo, mas aqui o diretor Tomas Alfredson não pretende mesmo iniciar uma revolução no gênero, tampouco distorcer conceitos básicos conhecidos, mas sim contar uma história de romance e terror com uma sutileza fora do normal.
Oskar é um garoto de cabelos muito claro, que passa a maior parte do tempo sozinho. Sem amigos, o garoto é um saco de pancada para outros garotos na escola, e com um crescente desejo de vingar-se de seus algozes. Certo dia muda-se para o apartamento ao lado um senhor misterioso e uma garota chamada Eli, mais estranha ainda. Em sua ampla inocência, Oskar ignora o fato de Eli só sair de casa á noite, e em meio a paisagem gelada da noite, ela ser incapaz de sentir o frio.
Ao mesmo tempo, surgem na cidade vários assassinatos horríveis, e estão claramente ligados ao fota do senhor que acabou de se mudar com a menina andar com uma maleta cheia de acessórios estranhos. Eli tem doze anos e não se lembra quando faz aniversário e Oskar se sente atraído completamente por ela. E é aí que o filme ganha uma camada de sensibilidade, ao mostrar a passagem da adolescência contando a história de amor entre dois rejeitados. E mesmo sabendo do verdadeiro segredo de Eli, Oskar não foge dela, mas se aproxima mais “deixando ela entrar”, pois sua inocência e idade facilitam o elo com as fantasias. E esse é o ponto máximo de Deixa Ela Entrar, que vem conquistando platéias por onde passa, e a deixa refletindo por muito tempo depois, principalmente por suas estrondosas reviravoltas.
Os americanos, já de olho, trataram de colocar a sua versão, e tentar enganar os desavisados que trata-se de uma versão original. A refilmagem estará a cargo do diretor Matt Reeves que dirigiu Cloverfield.
Tenha medo, tenha muito medo !!!
Marcelo Ferreira
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Nota dos Leitores para “Deixa Ela Entrar”
20 Votos
Nota média: 4.25
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23/10/2009 às 15:57
Filme bacana. Boa crítica. Eu só teria poupado o leitor sobre a natureza da menina. Abraços.
23/10/2009 às 23:32
mas a natureza da menina está na sinopse do filme em todos os jornais ou revistas onde fora veiculado sobre o filme. A identidade dela pra mim foi um pano de fundo para a sensibilidade deste conto gótico prevalecer.
25/10/2009 às 15:08
Um excelente filme, ele é de uma doçura tão inocente que nos faz ficar maravilhados com o trabalho. Vale a pena!
26/10/2009 às 10:50
A natureza da garota Eli, faz parte da sinopse do filme que está em todos os jornais e sites, e não é o elemento chave do filme. Tão logo acredito não ter estragado nada..rs
26/10/2009 às 14:30
Sinopse? Aposto que a sinopse do filme é assim: um filme de vampiros como você nunca viu. Com crianças e muitas trapalhadas e confusões. Obviamente não é o elemento chave do filme, mas que tem um certo mistério, talvez até mais pro personagem do que pro espectador, tem sim. Também não acho que estragou, não estragaria pra mim, mas eu sempre penso que tem gente que não gostaria. Foi só uma pequena observação.
2/11/2009 às 15:52
Cheguei aqui hoje via google muito doido. Estou há um tempão lendo os posts e os comentários. Gostei muitíssimo do site! Parabéns pelo espaço que vocês abriram! Vou passar sempre por aqui pra checar o que o pessoal anda falando das novidades! =)
3/11/2009 às 13:41
Valeu Tha! Volte sempre :-)
1/12/2009 às 15:23
Ola
alguem poderia me dizer que banda é aquela que o garoto Oscar coloca pra tocar no vinil?
eu ja ouvi o soudtrack e é tudo instrumental
13/12/2009 às 22:51
O filme é absurdo e deveria vir na classificação indicativa : Destinado ao público EMO e afins.
O filme prega a amizade tudo bem, a depressão beleza, a violência ( isto é o terror na verdade) e a pedofilia? porr… o que há? uma criança-adulta, td sensual, semi- nua, e ainda despertam nesta inocência direta, o interesse sexual de ( sabe lá quem assiste) um pedófilo. A cena da vagina de uma menina de 12 anos ( pq de fato, ela o tem) é chocante!!!
No entanto, há quem goste, na sala onde assisti, todos saíram calados, pois se remoeram durante o filme, afins de gritar uma crítica, como ñ podiam, saíram sem graça, com pequenas risadinhas e com cara de : “Não acredito.”
Bem, será possível que o filme será bem falado por ter sido produzido por um diretor de renome, e por ser de um país bom em cinema. Ha, alowww, Holiwood tbm já produziu merdas!
Claro, entendo que o filme trata do problema psicológico ( a doença mais comum atualmente) da depressão. E isto sem dúvida se mistura com a criatividade de mostrar crianças deprimidas, sem a presença familiar e super-adultas e maduras… SURREAL!!
13/12/2009 às 22:52
ha, e tratem de aceitar as críticas tbm, ora, faz parte! seria horrivel se ñ aceitassem… ignorância até! ora, ora.
15/12/2009 às 07:11
[na sala onde assisti, todos saíram calados, pois se remoeram durante o filme, afins de gritar uma crítica, como ñ podiam, saíram sem graça, com pequenas risadinhas e com cara de : “Não acredito.” ]
só gostaria de saber baseado em quê você tirou esse comentário. das pessoas que estavam na mesma sala que vc?. E quem te garante que as emoções e pensamentos eram exatamente esses ?
caramba- mas que comentário mais pífio vc fez em garota!
16/12/2009 às 12:05
Assisti esse filme ano passado, e ler uma critica boa dele, esse ano, me faz lembrar porque gostei tanto desse filme.
E.. samara.. pelo que entendi você apenas não gostou do filme por uma cena.. meu deus, o filme é muito mais do que você citou, e eu também não gostei dessa cena, mas nada é perfeito e do jeito que ficou eu achei muito bom!
Amo esse filme *-* Altamente recomendado.
23/12/2009 às 11:07
GENTEEEEEEEE!!! PRA QUEM VIU O FILME…
A ELI ERA UM MENINO TÁ! AQUILO NÃO ERA UMA VAGINA, MAS SIM UM PêNIS CASTRADO… ISSO EXPLICA O POR QUE DESSA CENA ( NÃO FOI ATOA ) ESSE FILME É BASEADO NUM LIVRO E NO LIVRO ELI ERA NA VERDADE ELIAS QUE FOI CASTRADO QUANDO ERA MENOR, O SERVO DA MENINA, QUE ALGUNS PENSARAM SER O PAI ERA NA VERDADE UM EX PROFESSOR PEDÓFILO… NO LIVRO TEM TUDO ISSO… MAS O AUTOR DO LIVRO QUE TAMBÉM FOI QUEM DIRIGIU O FILME, ELE NÃO QUIS ABORDAR PROFUNDAMENTE ESSE TEMA, MAS DEIXOU SUBENTENDIDO NO FILME…
JUNTE A CENA DA NUDEZ DO ORGÃO SEXUAL DA “MENINA”
COM A FRASE QUE ELA DIZ DUAS VEZES A OSKAR…
” VOCE GOSTARIA DE MIM SE EU NÃO FOSSE UMA MENINA”?
“MAS OSKAR, EU NÃO SOU UMA MENINA” ( QUANDO ELE A PEDE EM NAMORO ELA DIZ ISSO )
ISSO FAZ AGENTE PENSAR QUE ELA NÃO É UMA MENINA, POR QUE É UM VAMPIRO E NA VERDADE ELA É VELHA,SÓ É MENINA NO CORPO, MAS NA VERDADE… TEM MUITO MAIS POR TRÁS DISSO… ELA É UMA MENINO
PESQUISEM MAIS SOBRE O LIVRO!!!
3/1/2010 às 14:52
Ariana, não li o livro, mas achei óbvia a cena e o diretor deixou clara a castração. Belíssimo filme. Fotografia maravilhosa. Sutil e delicado. Aborda temas atuais, como o bowlling (nem tinha nome em 1982, fase em que se passa o filme) e eternos (solidão, amor, companherismo) de forma criativa. Como bom filme europeu a camera pára um pouco demais nas personagens e paisagens, mas eu gosto. O filme é atual, tem suspense, tem ação, tem romance. As crianças são lindas e convincentes. Adorei! E Samara, críticas são ótimas, mas ser chata não dá, né?
4/1/2010 às 12:56
Gostei do filme mas podia ter sido melhor , akela cena dos gatos atacando a mulher foi muito estranha lol e a vampira pelada foi muito tosco
8/1/2010 às 12:31
Ariana querida….
vc conhece a tecla “capslock” ou você está esbravejando com alguém?
12/1/2010 às 08:37
Rsrsrsrsrsr….filme muito bom ….
alias Samara cade vc? era vagina ou penis?
kkk
23/1/2010 às 19:10
o mais sexy e o bernardo
2/2/2010 às 22:27
Espiritos é tailandes, e nao Coreano.
8/3/2010 às 11:38
bah cara. 4 estrelas ta de brincadeira.
esse filme merece 5 estrelas com louvor
14/4/2010 às 02:39
ótimo filme,5 estrelas é pouco para ele,a roupagem vampiresca é apenas um subterfúgio para se contar uma bela história de amor,pouco importa se eli na verdade era manino,se o garoto oskar vai se tornar um psicopata,isso na minha opinião só enrriquece o filme.agora samara!alowww ,vai ver lua nova!
19/4/2010 às 17:28
um filme para se ver mais de uma vez, com certeza. embora ja faça um bom tempo que o tenha visto, tentarei expor meus pensamentos sobre ele.
a obra começa um pouco devagar e intrucada, tem seus momentos de absurdo logico que servem apenas para aproximar os personagens (porque a vampira insiste em perseguir sempre o mesmo grupo de pessoas, só porque elas moram por perto? hm, acho que é mais um motivo para ela nao caça-los, afinal, não se cospe no prato em que se come).
fora esses pequenos pecadilhos o filme é arrebatador ao ponto de nos fazer repensar, talvez, a maneira em como vemos nossas crianças. afinal a obra nos mostra os sinais da sociopatia, loucura e depressao (os temas principais do filme na minha opiniao) surgindo nas criaturas mais inocentes que podemos conceber: crianças.
e o que falar do vassalo da vampira, aquele homem amargurado que recolhe o sangue para sua amada (que o roteiro deixa claro ser sua mestra)? ele, pra mim, define a vida na qual oskar está entrando sem ao menos notar, e nem o espectador, já que somente aos poucos percebemos que ele vai, inevitavelmente, substituir o velho vassalo da vampira.
mas sera que ela mesma nota esse futuro negro para seu novo “amigo”? afinal, somos levados a crer que suas intençoes com o menino são das melhores, e que a aproximaçao com ele, mostrada de forma muito organica e sincera, é uma necessidade emocional. sera que ela nota que alem de lhe fazer o bem, tambem lhe faz o mal? é essa discussao que creio ser a intenção do filme, já que para quem prestou atenção no longa (SAMARA NÃO INCLUSA) deve ter saido pensando em sua propria vida e nas analogias que sao apresentadas naquilo que acabaram de assistir que se encaixam com suas proprias experiencias. “sera que eu fiz bem em casar com minha namorada por pena”; “será que fiz bem em largar meu emprego por causa da minha familia” e por ai vai, afinal, todos acabamos fazendo mal ou nos deixando fazer mal, em um momento ou outro de nossas vidas em detrimento do que queremos para nós mesmos.
e é ai que entra o tema principal do filme, como eu havia comentado anteriormente. sera que a vampira sabe que está tranformando o pequeno Oskar em um sociopata sanguinolento apenas para satisfazer sua necessidade de se aproximar de alguem e não se sentir sozinha? e com quantos mais será que ela ja fez isso e com quantos mais ela fará?
20/4/2010 às 11:45
Alguém sabe o nome do livro original?
Pelo que andei procurando não foi publicado ainda aqui no Brasil.
Obrigada
20/4/2010 às 12:44
só uma pequena nota a mais:
deixa ela entrar pode ser posto, sem nenhum problema ao lado dos maiores filmes de vampiro da hitoria do cinema como: a entrevista com o vampiro, dracula, nosferatu de 1922 e a versao genial de Herzog, a sombra do vampiro etc…
22/7/2010 às 16:55
hum… assisti recentemente. Gostei do filme, muito mesmo, mas saí deprimida com a vida (como geralmente os filmes bons me deixam, são muito “realistas”). Só resolvi postar porque gostei do comentário do Davi Hoefling.