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Bastardos Inglórios

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Direção: Quentin Tarantino.
Elenco/Vozes: Diane Kruger, Daniel Brühl, Mike Myers, Michael Fassbender, Julie Dreyfus, Omar Doom, Michael Bacall, Martin Wuttke, Jacky Ido, Til Schweiger, Mélanie Laurent, Brad Pitt, Samuel L. Jackson, Eli Roth, Samm Levine, B.J. Novak, Christoph Waltz, Paul Rust.

Falar do estilo Tarantino é o mesmo que chover no molhado. Tarantino é Pop e Cult ao mesmo tempo, e por isso, qualquer um se sente no direito de explicar as referências utilizadas pelo diretor. Seu estilo diferente vai desde a escolha da fonte nos créditos iniciais até os escalpos arrancados. Tarantino não tem medo de misturar, seja música clássica, faroeste, nazismo e apache. E toda essa mistura, aparentemente sem sentido, gerou mais uma obra-prima do diretor.

Embora com uma filmografia curta, Tarantino corre o risco constante de virar clichê da sua própria obra. Eu mesmo cheguei a pensar “ih, lá vem mais uma história de vingança”. Mas seria uma análise muito rasa, e bastou ver primeira cena para comprovar o quanto eu estava enganado. Um plano espetacular garantia uma fotografia muito bonita logo de cara, e dava o cartão de visitas “ei, Tarantino não é só diálogos”.

Por falar na cena inicial, não que seja uma pegadinha, mas guarde na memória, pois você vai precisar lá no meio do filme. Outra coisa que merece ser citada como espetacular e ainda na primeira cena é o tal do Caçador de Judeu. Que personagem, e que ator. O cara simplesmente dá um show, e rouba a cena sempre que aparece. Óbvio que o Brad Pitt é o protagonista e também não faz feio, e é responsável pelas cenas mais cômicas. Um baita humor negro.

Tarantino abriu a caixa de ferramentas: diálogos geniais (destaque pra comparação entre um rato e um esquilo), trilha sonora bacana como sempre, violência estilizada, roteiro amarrado e inovador. Quem nunca quis tirar escalpos dos nazistas? Hein? Genial, não? Tem por ai um filme do Tom Cruise que ele tem a missão de matar o bigodudo nazista, mas acaba sendo frustrante, pois o roteiro resolve ser fiel à história, e a gente sabe que a missão falhou. Tarantino não respeita sequer a quantidade de litros de sangue que temos no corpo, imagine a pobre e mal contada história. Ainda bem.

Já que o bigodudo nazista se matou quando soube que ia perder a guerra, a nossa única forma de vingança é usando a arte. Filmes e mais filmes foram feitos retratando essa época e as cenas insanas dos berros da criatura, e Tarantino também resolve usar o cinema como arma, obviamente numa forma menos poética da que estamos acostumados a ver.

Nota dos Leitores para “Bastardos Inglórios”

19 Votos
Nota média: 4.74

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14 Comentários para “Bastardos Inglórios”

  1. Karoline disse:

    Estou doente para assistir Bastardos Inglórios. Como não se trata de um filme de terror, acho que dá pra levar em consideração o Jedi diz. De qualquer forma, essa análise aumentou meu apetite…

  2. Max disse:

    Muito bom o filme.Adorei também a trilha sonora. As pessoas saem da sala de cinema com um sorriso enorme no rosto. Tarantino com poucos filmes, já conseguiu formar um legado cinematográfico. A death a Proof seu filme anterior que eu vi há mais de dois anos nem aportou por aqui.

  3. Roberto Moutinho disse:

    Dou 1/2 estrela para esse vagabundo metido a diretor. Só otário para gostar dos filmes deste imbecil. Para vocês, idiotas: Assistam os filmes do Sérgio Leone, que esse panaca não para de copiar em seus (ARGH !) filmes.

  4. Max disse:

    prefiro dizer que é uma homenagem aos filmes de Sergio Leone, já que o mestre italiano está morto e enterrado.

  5. Rafael disse:

    Realmente Tarantino erra muito feio nesse filme. Bastardos Inglórios poderia receber o Oscar de pior filme de 2009. Isso seria mais do que justo para uma grande produção dessas e um grande diretor que errou feio dessa vez

  6. Gustavo Portugal Guimarães disse:

    Enquanto “Operação Valquíria” só lhe proporciona frustração, “Bastardos Inglórios” lhe infunde na alma o alívio de extravasar a fúria.

  7. Alexandre O G disse:

    O melhor de Tarantino. Elenco impecável. Fotografia original. Trilha sonora genial.

  8. Priscila disse:

    Isso é verdade: todo mundo sai do cinema com um sorrisão na cara, acho que é uma vingancinha interna. O filme é muito muito muito bom, assisti ontem e até hoje não passou o efeito, e mais: melhor que Kill Bill. Matança, sangue jorrando, diálogos maravilhosos…o cara é foda!

  9. Jorge Ernesto Couto de Castro disse:

    Eu não gostei muito de Bastardos Inglórios, porque eu acho que um filme sobre a segunda guerra mundial não pode mudar o resultado dela, como acontece nesse filme, a não ser que seje ficção científica ou sobre realidades alternativas.
    Mas para quem como eu gosta de filmes de ação, como eu esse filme é um prato cheio, porque tem muita violência.
    Mas tem muitos absurdos, um deles é existirem apenas dois soldados para guardarem toda a cúpula do terceiro reich, outro absurdo, e esse eu considero imperdoavel é todos eles se reunirem num cinema e serem massacrados, se isso tivesse acontecido realmente, não teríamos o julgamento de Nuremberg e a segunda guerra mundial terminaria mais cedo. Indico esse filme para pessoas que gostem de muita violência e não liguem para detalhes e principalmente que odeiem nazistas.

  10. Antonio disse:

    A melhor obra de Tarantino leva as produções de guerra atuais a buscar novos caminhos, não se prendendo tanto aos fatos históricos.
    Admirável trabalho que interpreta o caçador de judeus (Cristopher Waltz), o inesperado bom trabalho da atriz Diane Kruger, e a atriz Mélanie Laurent que interpreta a personagem Shosanna é uma belissima surpresa, não apenas pelos seus dotes físicos, mas também interpretativos.
    Assim ao meu ver os dois pontos pricipais que torna o filme tão memorável são o seu excelente roteiro e as impecáveis atuações do elenco.

  11. Laura disse:

    Menos poética ou menos romântica?

  12. monica camargo neves disse:

    Tarantino e seu filme Bastardos Inglórios é obra prima de inteligencia!Ví o filme tres vezes na semana que estreiou,e ainda não passou o deslumbramento.Ele não ganhará o Oscar pois tem o Avatar.São obras completamente diferentes,e ele sairá perdendo.Perfeição.

  13. Roberto Monteiro disse:

    Na minha opinião o pior filme do Tarantino. A cena do coronel e o fazendeiro francês, no início, é longa demais. Aquela que se passa no porão é terrivelmente longa e chata… Deveriam ser mais curtas ou o Tarantino deveria editá-las,dividindo-as em cenas intercaladas, uma de suas habilidades. Brad Pitt está caricatural como mau ator que sempre foi. Salvam-se as músicas e diálogos – com a ressalva das cenas longas e chatas. Um mau passo do mestre Tarantino… :-)

  14. davi hoefling disse:

    tarantino é um genio, nao há sombra de duvida quanto a isso. seus filmes sempre constroem personagens, destroem conceitos, brincam com a logica, nos apresentam facetas da personalidade humana ,que preferimos que fiquem escondidas, de uma forma totalmente despojada e, por muitas vezes, caricatural.
    bastardos inglorios nao é diferente, a nao ser pelo fato de que ele tenta brincar com tudo isso e falha miseravelmente.
    temos dois filmes em um só aqui, e um acaba por prejudicar o outro, poque enquanto acompanhamos o desenvolvimento demasiadamente lento do drama de Shosana, somos confrontados com os bastardos em si por uma vez ou outra durante a projeção. o que falar a cena, por exemplo, em que o agente ingles é introduzido na historia, vemos um longo planejamento de como ele vai descer em territorio alemão, tudo isso narrado por Mike Mayers, e ao fundo vemos Winston Churchil. eu vejo essa cena, como muitas outras, como um exercicio pretensioso de tarantino para simplesmente dizer que pde botar Mike MYers sem fazer alguma estupidez em um filme ou que leu um livro ou dois de historia na vida. ou então as redundancias narrativas das cenas. todos sabemos que tarantino é um mestre nos dialogos, e por isso eles tem um peso enorme em suas produçoes, mas aqui vemos como ele se atrapalha ao renarrar com dialogos coisas que ja aconteceram em cena, como por exemplo quando uma das personagens diz: “hitler irá na estreia” ao que corta a cena e o proprio hitler fala para goebbels: “eu irei na estreia”.
    mas falando em cenas, a cena inicial eu acredito que poderia ser uma das melhores ja criadas pelo diretor, seus quase vinte minutos são um deleite para os fãs de tarantino, sem falar na atuação barbara do caçador de Judeus, oscar merecido!
    brad pitt se mostra talentoso como sempre ao compor um personagem raso como uma colher de sopa, assim como todos quase todos os outros bastardos. e ai que reside o problema principal do filme, ja que ele desenvolve duas tramas paralelas em separado na maior parte da projeçao, ele nao consegue, nem de longe desenvolver as duas de maneira satisfatoria. ambas as tramas estariam muito melhor servidas em dois filmes singulares. afinal, como disse anteriormente, a lentidão da trama do cinema contrasta de forma prejuicial com o ritmo alucinante que os bastardos exigem do roteiro, algo que, principalmente pelo tempo de projeção acaba prejudicando, por exemplo, a entrada de “little man” no final do filme. esse personagem passa despercebido a historia inteira, e quando somos apresentados a ele só o que vemos eh um homem sem nenhum motivo para fazer as loucuras que faz junto com seus companheiros.
    claro, reforçando mais uma vez a qualidade inegavel da atuaçao do caçador de judeus e a violencia grafica que o filme apresenta, sem falar nas esparças, porem eficientes, cenas de ação que permeiam o longa, devo dizer que é um filme insatisfastorio em suas mais de duas horas e meia de duração, devido, talvez, ao proprio ego que o diretor possa estar amaciando com todo o prestigio que vem recebendo desde sua estreia com cães de aluguel. ou vai ver que ninguem mais tenha coragem de dizer-lhe quando parar e revisar seu roteiro para ver a estupidez que está escrevendo.

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