Agora você pode dar sua própria nota para os filmes comentados no Cinéfilos.
Clique nas estrelas à direita, dê sua nota e aproveite para
deixar um comentário justificando sua opinião.

Persépolis

Comentários fechados     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi.
Elenco/Vozes: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes Benites.

Dessa vez temos um forte concorrente para acabar com a hegemonia da Pixar no Oscar. Persépolis não tem o carisma e nem as cores dos desenhos da Pixar, mas consegue ser mais poderoso visualmente, mesmo sendo, na sua grande maioria, feito de preto, branco e cinza.

Persépolis é dublado em francês pelas principais atrizes francesas, e conta a história, na visão de uma criança, do Irã e sua revolução, bem como sua guerra contra o Iraque. É nesse plano de fundo que acompanhamos o crescimento de uma engraçada e curiosa menina iraniana.

O filme não possui grandes efeitos, mas usa com maestria e sensibilidade suas imagens, criando momentos espetaculares durante sua exibição. Definitivamente simples e extremamente poderoso, não consigo imaginar outras palavras. Sem deixar o humor de lado, muitas vezes até pesado, Persépolis brinca na hora certa.

Além de tudo isso, Persépolis tem ótimas sacadas para demonstrar a passagem do tempo, explicando através de música e filmes de cada época. O filme mostra também a formação de uma cultura, e a importância de não esquecer de onde somos. Uma mensagem forte, simples e poderosa, sem perder o tempo de fazer humor.

Conduta de Risco

8 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Tony Gilro.
Elenco/Vozes: George Clooney, Tom Wilkinson, Tilda Swinton, Sidney Pollack.

Michael Clayton (Clooney) é um especialista em resolver e cobrir problemas em uma grande firma de advocacia. Enquanto a empresa em que trabalha negocia a junção com uma multinacional bilionária, um dos casos mais críticos envolvendo ambas as empresas é posto em risco quando Arthur Edens (Wilkinson), um brilhante advogado que vinha astuciosamente defendendo uma empresa herbicida, tira sua roupa em um tribunal em sinal de protesto contra o caso e possivelmente loucura. Resolver o problema de Arthur e encerrar o caso passa então a ser o principal foco de ambas as empresas, um trabalho complicado e sujo que cai nas mãos de Michael. Mas pouco a pouco a loucura de Arthur mostra-se fundamentada, sua sanidade cada vez mais forte e dedicada a um novo propósito. Enquanto Clayton desconfia das reais causas do problema do amigo e da ética das empresas envolvidas, sua própria vida vai se mostrando cada vez mais vaga, seus problemas financeiros, familiares e pessoais aparentes, e as palavras de Arthur cada vez mais encaixadas na sua realidade. Mas o envolvimento de pessoas interessadas em resolver o problema de forma rápida e crua pode colocar a vida de Clayton e outros em risco.

Com esta inteligente trama, Michael Clayton destaca-se como um dos melhores filmes deste ano. Apesar de não ser um filme rápido ou com grandes pretensões, tudo no drama é tratado com maestria. A direção do estreante Tony Gilroy é brilhante – em poucos minutos o clima tenso, sombrio e reflexivo do filme é estabilizado, as cenas altamente marcantes, tudo isso complementado por uma ótima (e indicada ao Oscar) trilha sonora. As atuações são todas fortíssimas, merecedoras das 3 indicações. Clooney está muito bem no papel e o elenco complementar é um dos grandes destaques. Tilda Swinton, em sua interpretação da executiva Karen Crowder, faz sem dúvidas a melhor das atuações, logo acima do mais uma vez excelente Tom Wilkinson. Além disso, o roteiro é claramente o ponto mais forte do filme, fazendo jus ao imenso currículo de roteiros que Tony Gilroy possui, que conta com Advogado do Diabo, a trilogia Bourne e muitos outros.

Mas este filme torna-se um dos maiores nomes do ano pela sua importante trama – inteligente e politicamente envolvida. Um filme no melhor estilo Syriana e Jardineiro Fiel, melhor ainda que o primeiro e tão bom quanto o segundo. Um drama tão excelente que nos lembra de honrar estes que continuam batalhando para fazer filmes sérios e marcantes, mesmo que pouco lucrativos. Clooney já é um dos maiores ativistas destes dramas políticos, mas ao ver a lista de produtores executivos vi o quão independente e interessante essa produção foi. Nomes como Steven Soderbergh, Anthony Minghella e dois atores do filme, Clooney e o também diretor Sidney Pollack, são alguns dos listados. Não é surpresa então ver como o filme evita clichês e toda aquela superficialidade hollywodiana, desenvolvendo fortemente seus personagens e mostrando cenas realistas e pesadas, mas altamente marcantes. O tipo de filme que fica na sua mente por diversos dias, seus personagens e frases constantemente lembrados, e sua brilhante trama inconscientemente revisitada. Um filme que busca mudar o espectador e o mundo em que vivemos, trazer a tona alguns dos nossos maiores problemas, e tratar com sinceridade e seriedade o ser humano. Um filme idealizado e realizado pelos reais defensores da sétima arte.

Bodão

Você também pode ter sua crítica publicada no Cinéfilos.
Basta deixar um comentário ou enviar um e-mail para Email.

Meu Nome Não é Johnny

14 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Mauro Lima.
Elenco: Selton Mello, Cleo Pires, Júlia Lemmertz, Cássia Kiss, André di Biasi, Eva Todor, Ângelo Paes Leme, Rodrigo Amarante, João Guilherme Estrella.

Mais um filme brasileiro de sucesso e mais uma vez um filme relacionado ao submundo, ao tráfico e à violência. A estória de João Estrella mostra uma realidade comum na classe média brasileira: drogas, festas e diversão. Estão todos o tempo todo vivendo no limite entre a “simples” diversão e o envolvimento com o crime. Pelo que mostra o filme o envolvimento de João neste mundo acontece por acaso. As coisas vão acontecendo, crescendo, sem muito domínio. A vida levada sem rédeas. O próprio João Estrella fez questão de reforçar em entrevistas que a coisa aconteceu assim mesmo, bem no estilo viva e deixe viver.

Quanto ao filme em si, Selton Mello volta a fazer uma interpretação muito boa, dando um ar de malandragem e despreocupação fundamental para caracterizar o personagem. A facilidade que Selton tem de lidar com as palavras, seu jeito rápido de falar, complementam João Estrella nas telas. Ele é, com certeza, ator principal e grande motor da película.

Por outro lado a atriz Cássia Kiss, famosa e com diversos filmes na carreira, é responsável pela pior interpretação do filme ao encarnar a juiza que condena João Estrella. Alias as cenas do julgamento são de longe as piores. Parece que não existe ali a mesma energia presente no restante do filme, os atores parecem estar gravando aquilo de forma burocrática, obrigatória, sem emoção. Nem Júlia Lemmertz, no papel de mãe, consegue chorar com emoção durante o julgamento. E Júlia engrossa a lista de boas atrizes com interpretação decepcionante.

Quanto a Cleo Pires, além da beleza ela não acrescenta muita coisa ao filme. Não sei se podemos chamá-la de atriz.

O filme conta ainda com a excelente, mas pequena, participação de Eva Todor, uma simpática velhinha que realiza transações não tão simpáticas assim, e com as aparições de Rodrigo Amarante do Los Hermanos, na pele do personagem que forneceu o primeiro baseado da vida de João Estrella, e do próprio João Guilherme Estrella que aparece como um dos enfermeiros do manicômio.

Como qualquer filme de sucesso, principalmente filme brasileiro, “Meu Nome Não é Johnny” tem recebido duras críticas por parte da imprensa especializada. Mas por outro lado temos que levar em conta que o filme é baseado em fatos reais. Então não acho correto dizer que as cenas na cadeia procuram imitar “Carandiru” ou que as cenas de manicômio tentam copiar o sucesso de “Bicho de 7 Cabeças“. Se tudo isto aconteceu a João Estrella tem que estar no filme, e não está lá para copiar ninguém. Está lá porque aconteceu.

Concordo que alguns personagens, na cadeia principalmente, são estereotipados. Mas isto tem se tornado lugar comum em filmes nacionais. Se o filme fosse rodado no Nordeste veríamos muito mais “tipos brasileiros” em cena com certeza. Uma pena por um lado, garantia de diversão por outro. Outra coisa ruim é a insitência em contextualizar a época do filme através da citação direta de algumas referências. É desnecessária a fala forçada do personagem que diz que preferia ficar em casa vendo Magnum e comendo Mirabel a estar na rua aquela hora. Teria sido mais fácil e elegante escrever “1980″ no canto da tela.

Concluindo eu acho que o filme pode ser considerado mesmo um filme divertido, tornando o cinema um ótimo programa para o domingo, e se não fosse o excesso de cocaína e viciados em tela seria também candidato a tela quente.

Juno

8 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Jason Reitman.
Elenco/Vozes: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Olivia Thirlby, J.K. Simmons, Allison Janney, Rainn Wilson, Lucas MacFadden.

Um novo gênero de filme vem surgindo. São filmes estilo Pequena Miss Sunshine, tipo comédia, com pitadas de drama, meio cult, alternativo, trilha sonora legal, diálogos sobre músicas, filmes, e todas as coisas legais da vida. Resumidamente filmes sem grande compromisso, e não menos importantes.

Ellen Page vem agradando bastante, com sua carinha de MeninaMá.com, dessa vez vive uma adolescente e tem que lidar com o fato de ter ficado grávida. Em breve, ele se torna uma Natalie Portman da vida. Ellen faz dupla com Michael Cera, que mais uma vez (Superbad – É Hoje) vive um adolescente meio diferente (!), bobão, mas tem seu carisma e se encaixa perfeitamente no papel. Sempre pensei o que torna um ator canastrão é o mesmo que o torna lembrado por determinado papel, e por isso acaba fazendo mais filmes. Melhor parar antes de gerar um paradoxo.

A gravidez só não é atípica pois sabemos como a maioria engravidam, mas não deixa de ser curiosa, e principalmente inesperada. E quando pensamos que tudo vai desabar num dramalhão, eis que tomam outro rumo, e surgem boas risadas. Claro que o drama é inevitável, mas não te deixa pra baixo nunca.

Apesar de previsíveis, adolescentes nunca vão deixar de ser assunto, principalmente pela sua imprevisibilidade dentro do previsto (sabia que eu ia criar um paradoxo), aquela mistura de adulto com criança, de achar que já conhece o mundo apenas lendo livros ou ouvindo música, se rebelando contra si próprio. Essa gangorra de emoções são bem apresentadas no filme.

Pronto, agora é torcer pra esse novo gênero pegar de vez, pois ele gera ótimos filmes.

Desejo e Reparação

4 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Joe Wright.
Elenco/Vozes: Keira Knightley, James McAvoy, Romola Garai, Saoirse Ronan, Vanessa Redgrave.

Apesar dos elogios da crítica, devo admitir que esperava pouco de Desejo e Reparação, no máximo um Razão e Sensibilidade, esse inclusive eu nem consegui terminar. Óbvio que é um filme arrastado, de época, com momentos que dão sono. Mas em compensação vem junto de uma série de características técnicas e atuações que não só vale a pena ver como me deixou em dúvida de qual será o escolhido como melhor filme no Oscar 2008.

No início a trilha sonora incomoda um pouco, parecia algo Tom Zé com Björk, aquela coisa experimental que mistura sons com música mas depois tudo se encaixa e fica mais natural. A fotografia é outro item técnico que vale a pena gastar algumas palavras, pois é simplesmente fantástica, de tirar o fôlego, confesso que pausei algumas vezes, imaginando um belo quadro. Continuando o “passeio” técnico, se você acha que Os Filhos da Esperança tem uma tomada sem corte excepcional, e realmente tem, espere pra vez a tomada mais longa e bela que eu lembro ter visto num filme, angustiantemente interminável.

E por último o roteiro, que flui normal e sem grandes falhas durante quase todo filme, até que vem um daqueles finais com uma sacada fenomenal (e é o máximo que eu posso dizer), que para mim, depois disso torna-se um roteiro excepcional. Pois o final é como se fosse a consumação do grande truque do mágico, que esconde a surpresa até o último momento sem se entregar, quando então chega o instante em que o coelho sai da cartola, e agora basta se encurvar e receber os aplausos.

Hitman - Assassino 47

Comentários fechados     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Xavier Gens.
Elenco/Vozes: Timothy Olyphant, Dougray Scott, Olga Kurylenko, Robert Knepper, Ulrich Thomsen, Michael Offei, Henry Ian Cusick.

Mais uma vez a industria o cinema bebe da fonte dos jogos eletrônicos. Ultimamente essa é uma constante, talvez por falta de criatividade, ou apenas estrategia de trazer um público certo (provavelmente todo fã do jogo vai ver o filme, nem que seja pra ver como ficou). Eu apostaria em ambas!

Acredito que a adaptação nesse caso seja mais complicado do que as histórias em quadrinhos, levando em conta que os jogos são mais completos, possuem mais história (?), falas, e movimento. O que poderia parecer uma facilidade, mas eu vejo como dificuldade, considerando que muita coisa será modificada durante a adaptação para o cinema. Resultando em revolta dos xiitas, e na criação de mais um filme clichê. Enquanto isso, a HQ dá mais liberdade, e basta o roteirista encaixar uma fala igual a que existe na HQ que os xiitas vibram. Não sei como conseguem errar, mas o Joel Schumacher sabe.

Hitman traz um matador de aluguel estilo 007 + Jason Bourne, mas que não é nenhum e nem outro, muito menos a soma. Nada mais normal e clichê do que um assassino frio, imortal, andando com uma bela(?) mulher, planos mirabolantes. Resumindo é uma bom divertimento clichê pra quem adora “ver um filme que não precise pensar”.

Eu Sou A Lenda

34 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Francis Lawrence.
Elenco/Vozes: Will Smith, Alicia Braga, Thomas J. Pilutik, Salli Richardson, Charlie Tahan.

Eu já vi em outros filmes uma cidade deserta, mas nada se compara com as imagens desse filme. Não sei como conseguiram filmar isso, ficou simplesmente fantástico. Mas, além disso, não vi grandes novidades, nem mesmo aperfeiçoamento de uma mesma e batida história (incrível como Os Outros conseguiu depois de O Sexto Sentido).

Não consigo desprender a imagem que eu tenho do Will Smith fazendo aquele seriado bobo metido a engraçado (com risada ao fundo), mas tudo bem, o cara agora é Galã, e eu diria o mesmo adjetivo que usei para o Tom Cruise, um cara esforçado, não faz feio.

Quando se assiste muito filme você acaba vendo combinações entre os filmes. Pensando assim, eu vejo Eu Sou A Lenda como uma mistura de Residente Evil e Extermínio. Que, resumindo, vem a ser mais um filme sobre zumbi. Até tem um gancho legal, um apelo interessante, que eu não quero falar muito para não estragar.

Onde Os Fracos Não Têm Vez

64 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Ethan Coen e Joel Coen.
Elenco/Vozes: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Woody Harrelson, Stephen Root, Josh Brolin, Garret Dillahunt, Kelly Macdonald.

Logo de cara, o novo filme dos irmãos Coen mostra pra que veio, uma fotografia espetacular é exibida enquanto o prólogo do filme é narrado. Sem dúvida, uma das melhores fotografias e ângulos de filmagem que eu já vi. Pra variar, a tradução do título brasileiro é sensacionalista, como quase tudo nesse país, e não representa a essência do filme, que em inglês tem o título No Country For Old Men.

Interessante o ritmo empregado do filme, onde há momentos em que personagens entram em cena do nada, sem introdução alguma, apenas para conversar (diálogos muito bons) com os personagens principais. Fugindo com louvor do mundo clichê, Onde Os Fracos Não Têm Vez, apesar de alguns exageros, é um filme que soa realidade. Não sou bom em prever o futuro, mas acredito que esse vem pra levar Oscar.

Uma escolha primorosa de elenco, junto com uma direção impecável, que sem dúvida alguma, soube tirar de cada ator o seu melhor, mesmo que seja por 5 minutos de participação. Finalmente Javier Bardem surgiu para o mundo, brilhante atuação. Lee Jones faz o de sempre, e bem.

Era o que faltava para eu por os irmãos Coen na linha de frente dos bom diretores, além de roteiristas, claro. Impecável, sinceramente não conseguir achar algo que não gostasse. Só de escrever essa pequena resenha já sinto vontade de ver novamente.

Black Snake Moan

2 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Craig Brewer.
Elenco: Samuel L. Jackson, Christina Ricci, Justin Timberlake, S. Epatha Merkerson, John Cothran Jr., Son House.

O mote do filme é simples mas um pouco retrógado para os dias de hoje, é verdade. Um fazendeiro conservador e religioso tentando “curar” uma jovem fogosa não daria um filme interessante em quase lugar nenhum. A não ser que a estória se passasse no sul dos Estados Unidos (lugar de gente extremamente racista), o fazendeiro fosse negro (Samuel L. Jackson), a guria fosse uma baita ninfomaníaca (Christina Ricci), e o cara mantivesse ela acorrentada pelo pé dentro de casa. Aí já começou a ficar melhor. Some-se ainda o fato de que o tal fazendeiro negro é também um ex-guitarrista de blues, e que o filme tem a participação do incrível bluzeiro Son House, via vídeos da época; e você já tem uma ótima diversão para a noite de sábado.

No geral o filme não chega a ser um primor e se deixa cair facilmente em uma série de lugares comuns provocativos só para aumentar a audiência. A própria questão do negro que “escraviza” uma branca é uma boa pontada na cultura sulista americana, mas também parece muito forçada às vezes. Lazarus tinha mil formas de “curar” Rae. Mas lógico que poucas delas dariam pelo menos um bom filme.

Para se redimir de alguns deslizes, Craig Brewer nos premia com a ótima cena em que Lazarus volta a empunhar sua guitarra de blues e promove uma catarse coletiva em um bar local. O som leva os presentes ao delírio, incluindo aí a “quase curada” Rae. Dá vontade de estar no bar, tomando uma cerveja e curtindo o som.

Mas no fundo, Black Snake Moan é uma estória de amor e superação. Com direito a final feliz e tudo mais. Devo dizer que não sou chegado a filmes com estória de amor mas este me convenceu. Deve ser culpa da Christina Ricci de calcinha acorrentada pelo pé…

 
Layout & Icones by N.Design Studio
RSS RSS Comentários Entrar