Cinéfilos » 2008 - Blog de cinema com críticas e comentários sobre filmes
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Cronicamente Inviável

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Direção: Sergio Bianchi.
Elenco: Cecil Thiré, Betty Gofman, Dan Stulbach, Daniel Dantas, Dira Paes.

Cronicamente Inviável, de Sergio Bianchi, apresenta histórias episódicas e discute aspectos das crises social e política do Brasil. Mas precisamente, critica a letargia da classe média e os mais diversos mitos de brasilidade decadente. Sua narrativa constróí uma espécie de simbiose entre ficção e domentário superficial, compondo, através de um histórico de cada personagem, fragmentos crueis de um humor ácido e inescrupuloso.

A partir dessa permeabilidade, o diretor alça vôos anárquicos filmando de Norte a Sul do país. E, por onde passa, tece comentários reveladores, sobretudo quando se dispôs a análizar os mitos da felicidade baiana e do trabalho sulista, apresentados como uma perfeita forma de afirmação autoritária. Já para os sambodromos dos desfiles carnavalescos, são colocados como currais onde oprimidos reverenciam opressores. O cineasta cutuca ainda a burguesia, cujo ideal progressista não resiste a uma camisa mal-passada pela empregada.

O filme foi rodado em 1999, possui uma estética obsoleta em sua fotografia, uma câmera insossa e um elenco que, embora composto por grandes atores, a exemplo de Cecil Thiré, Betty Gofman, Dan Stulbach, Daniel Dantas, Dira Paes e outros, suas atuações são de cárater limitado. Mas vale como pesquisa e discussão sociológica. Pois este tem pelo menos uma cena que poderia fazer parte de qualquer antologia do cinema brasileiro: a da mãe que diante do filho assaltado defende o infrator. Perturbadora, a sequência mostra como é difícil julgar num país inviabilizado pela injustiça.

Uma paráfrase do Brasil, Cronicamente Inviável pode despertar amor ou ódio. Indiferença, jamais.

Tito Oliveira

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Som do Coração

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Direção: Kirsten Sheridan.
Elenco/Vozes: Robin Willians, Keri Russel, Jonatham Rhys Meyers, Terence Howard, Willian Sadler, Freddie Highmore.

Freddie Highmore interpreta Evan, um garoto largado em um orfanato nos arredores de Nova Iorque que possue um dom especial, ele escuta música em todos os barulhos do cotidiano, desde o vento em um milharal até a tensão da energia passando nos fios do poste. Fruto de uma única noite de amor entre Louis Conneny (Rhys Meyers) e Lyla Novacek (Keri Russel), ele cantor, guitarrista e compositor de uma banda de rock ( Os irmãos Connely) e ela violoncista com crescente prestígio, o menino não conheceu os pais mais, porém acredita que pode ser encontrador por eles através da música.

Contemplando a clássica trama inicial de pai contra namoro e por ventura gravidez da filha o filme acompanha toda a aventura que a busca de Evan toma, desde sua chegada a cidade de Nova Iorque até seu batizado como August Rush, nome artístico idealizado pelo protetor do menino nas ruas, o “agente” de nome “Mago”, personagem ambiguo e perigoso vivido com um pouco de exagero por Robin Willians. Contando ainda com Terence Howard mal-aproveitado e até mesmo ínutil no papel de um funcionário do orgão protetor infantil nos Estados Unidos o filme dá ínumeras voltas sem parecer (muito) irreal.

Um dos pontos fortes do filme é a performance do menino Freddie Highmore, o menino se assemelha muito com a performance de Russel Crowe em A mente brilhante, salvo as devidas ressalvas lógico, já que demonstra uma fascinação tremenda pela sua paixão e foco da sua genialidade (matemática no filme de Russel Crowe e nesse filme a música) o que é extremamente necessário para criarmos a identificação com o protagonista, para quem a música é mais importante que comida.

Ainda assim o filme é muito esquemático, forçando um pouco as situações para que a história tenha continuidade e com cenas sem contexto dentro do plano geral mostrado no filme. Como a cena da pulseira de Lyla na discussão do pai o até mesmo na cena onde Louis conversa com a vizinha de Lyla em Chicago. Sem contar na motivação (ou a falta dela) para que o mesmo Louis volte a Nova Iorque.

Contando com uma história de perseverança e com uma mensagem clara de siga os seus sonhos (este blog faz parte do meu por isso vou continuar apesar dos periodos longe) o filme é sincero em seu material e não tem a necessidade de esclarecer o além da situação futura de Lyla, Evan e Louis, já que o importante é mostrar como a música, como o amor, nos une e nos torna felizes.

Melhor cena: Em homenagem ao dia dos pais, e por ser belíssima a entrega dos dois atores principalmente de Freddie Highmore, uma das melhores cenas do longa é a Jam session no Central Park entre Evan e seu pai Louis. Inclusive com o conselho que vai mudar a vida dos três personagens principais.

Augusto (Tio Verde)

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Batman – O Cavaleiro das Trevas

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Direção: Christopher Nolan.
Elenco/Vozes: William Fichtner, Christian Bale, Aaron Eckhart, Michael Caine, Gary Oldman, Heath Ledger, Eric Roberts, Morgan Freeman, Maggie Gyllenhaal, Nathan Gamble, Nestor Carbonell, Melinda McGraw, Michael Jai White, Joshua Harto, Beatrice Rosen, Chin Han.

Finalmente a contagem zerou e todos os fãs, e outros nem tanto, puderam ver o novo filme do Batman. Esperávamos o melhor, e tudo aconteceu como planejado, desde o roteiro à trilha sonora, passando pela atuação de todos. Podemos dizer que com um elenco desse nível não podia dar errado, coadjuvantes como Morgan Freeman e Michael Caine não são pra qualquer um, mas obviamente o trabalho do Nolan é fenomenal.

Nolan elevou o nível e espero que vire um exemplo para quem deseja contar outras histórias sobre Heróis e Vilões. Ele não hesita em gastar seus preciosos minutos tentando tornar todo aquele universo possível, acreditamos não só em Harvey Dent, mas que é possível ter um cara vestido de morcego combatendo o crime, atormentados por cada ação escolhida. Fugindo de personagens simplórios e unilaterais comumente visto, Nolan explora cada pedaço, seja bom ou ruim, da essência de seus personagens.

Por alguns minutos eu havia esquecido que o Heath Legder havia falecido, tamanha foi sua presença em cena, que em alguns casos, literalmente roubava a cena (se é que vocês me entendem). Porém, acabado esses poucos minutos, não tem como não pensar “que pena esse cara ter morrido”. Foi uma das poucas vezes que o exagero de todos os críticos se tornaram realidade, a sua atuação como Coringa foi estupenda, na falta de uma adjetivo mais forte podemos dizer única, eliminando o sentido óbvio da palavra. Junte isso a um roteiro bem escrito, com frases de dar um nó na cabeças dos mais pensantes. Realmente, é uma pena. Acredito que o mesmo foi dito do Coringa de Nicholson na época, e hoje tivemos o Ledger, então vamos esperar um pouco.

Além disso, o filme não se limita em ser simplesmente sério, há também momentos de homenagens e críticas. Críticas como no caso do aparato tecnológico usado na parte final do filme, pra variar foi um tapa na casa do atual presidente dos EUA. E homenagem, um sinal de “ei, respeitem o Batman do Tim Burton”, feita de Coringa pra Coringa. As comparações serão inevitáveis e frases como “esse Coringa deixa o outro no chinelo” serão ditas, mas acredito que seja uma grande bobagem, e essa mania que temos de esquecer os precursores é outra maior ainda. São épocas diferentes, propostas diferentes, não se pode esperar que pessoas diferentes contem a mesma história. Tim Burton é genial e tem seu valor, e eu arrisco dizer que todos já fomos fanáticos pelos primeiros filmes (I e II, claro).

Até agora, tudo que li foram boas percepções, mas sempre vai ter alguém que não goste. Esse malditos corvos até que são úteis, vamos esperar sua aparição. Eu poderia escrever muito mais sobre todas as características técnicas perfeitamente utilizadas, do roteiro com todas as arestas aparadas, das atuações brilhantes e na medida, da trilha sonora estonteante, mas seria parcial demais pra quem já viu duas vezes o mesmo filme, em apenas dois dias.

Quebrando a Banca

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Direção: Robert Luketic.
Elenco/Vozes: Kevin Spacey, Laurence Fishburne, Kate Bosworth, Jim Sturgess, Masi Oka.

Bom, vamos logo separar aqueles que vão gostar do filme, daqueles que irão odiá-lo. Se você está interessado em uma comédia superficial (ou seria um drama?), repleta de clichês e com um roteiro sofrível, simplório e cheio de reviravoltas no final, então você está preparado para acompanhar as aventuras e desaventuras de Ben Campbell.

Ben é um aluno aplicado e inteligente do MIT, mas que precisa arrumar muito dinheiro para bancar a faculdade. Então ele se envolve com um grupo, capitaneado por um professor, que desenvolve um método matemático para jogar Black Jack (o famoso 21) nos cassinos de Las Vegas e aumentar a possibilidade de enriquecer.

Lógico que isto envolve se afastar dos seus amigos nerds, mentir para a mãe, se apaixonar pela gatinha do grupo, fazer besteira, ir ao fundo do poço, e voltar com tudo, depois de ter a ajuda dos seus verdadeiros amigos.

Mais clichê impossivel. A estória é baseada no livro “Bringing Down the House”, de Ben Mezrich, que foi inspirado em uma estória real, mas ganhou tons hollywodianos pelas mãos do diretor Robert Luketic, o mesmo de Legalmente Loira. Não dava para esperar mais que isto mesmo.

O único ponto que pode ser considerado interessante é o tal método desenvolvido por eles, que é baseado na contagem das cartas e em um complexo esquema de sinais. Além disto são usadas diversas pessoas na operação, com o intuito de que as vitórias, e os vencedores, passem despercebidas. E, apesar de ser uma atividade repreendida pelos cassinos, contar cartas não é considerada uma atividade ilegal.

Uma curiosidade: Jeff Ma, o Ben Campbell original, hoje proibido de entrar na maioria dos cassinos do mundo, faz uma ponta no filme.

Mais um cine-pipoca ao extremo. Vejam por sua conta e risco.

Jogo de Amor em Las Vegas

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Direção:Tom Vaughan
Elenco: Cameron Diaz, Ashton Kutcher, Queen Latifah, Krysten Ritter, Zach Galifianakis, Lake Bell

Eu sou um assumido fã das comédias românticas, sempre que posso estou assistindo-as. É claro ou melhor é cristalino que comédias romãnticas são cheias de clichês, afinal são filmes leves, suaves que servem para deixar os casais mais apaixonados, envolventes e principalmente proativos (os homens).

Não tem uma comédia romântica bem feita que não explicita alguma dica (clichê) para os casais, eu já peguei várias e principalmente, coloquei-as em prática…..não é que funciona mesmo!!!!

Outra coisa que que percebo que em muitas enredos dessas comédias, vemos nossas próprias histórias ou parte delas e nos pegamos a pensar qual seria a consequência daquela determinada decisão.

Bem, minha história não chega nem perto a do filme, afinal ela começa assim: A trama gira em torno de Joy (Diaz) e Jack (Kutcher), que se conhecem em Las Vegas em uma noite de bebedeira e acordam casados no dia seguinte. Pra piorar as coisas, o casal ganha um prêmio de 3 milhões de dólares no cassino, forçando os dois a se manterem casados até conseguirem todo o prêmio só para eles.

A certeza que tenho é que Cameron Diaz e Ashton Kutcher até tentam trabalhar em outros gêneros, mas certamente eles têm comédia em seus dna´s e tornam-se sempre referências de sucesso nesses tipos de filmes.

Enfim, uma comédia para quebrar qualquer clima ruim ou pesado do casal, pois aprendi com essa comédia que nem tudo tem que ser levado tão sério que não posso se tornar engraçado, pois a alegria une muito mais o casal do que uma temida DR. >;-D

O Escafandro e a Borboleta

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Direção: Julian Schnabel.
Elenco/Vozes: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Olatz Lopez Garmendia, Marina Hands, Max von Sydow.

O filme é baseado no livro homônimo e biográfico de Jean-Dominique Bauby, que conta a tragetória do próprio após ficar paralizado em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ponto principal da estória é que Jean-Dominique apresenta um quadro clínico raro após o AVC: uma paralisia completa. Chamada Síndrome de “locked-in”, que, como o nome faz entender, prende o paciente dentro do seu próprio corpo; este quadro clínico intriga os médicos e tira todos os movimentos de Jean-Dominique, que passa a poder movimentar apenas um dos olhos e sequer pode falar.

Jean-Do, como é conhecido pelos amigos, era o editor da revista “Elle” e também escritor. Separado e pai de três filhos, tinha uma bela e apaixonada namorada. Uma pessoa ativa que repentinamente é condenada a viver trancada em seu próprio corpo. Neste aspecto, a referência que o próprio Jean-Do faz ao escafandro é perfeita. Vemos claramente, principalmente no início do filme, a luta e a angustia do personagem frente a sua situação atual, e sua vontade de se ver livre das amarras.

Com relação ao filme, o diretor procura nos aproximar do dia-a-dia de Jean-Do, e da sua própria situação de vida, fazendo uso de uma visão subjetiva da estória. Durante boa parte do filme estamos vendo imagens de uma camêra que nos mostra a visão do protagonista. São incluídos aí efeitos que nos permitem presenciar as dificuldades que Jean-Do tinha de enxergar, o seu limitado campo de visão e os problemas advindos de sua total falta de movimentos. Principalmente no início do filme, esta visão deixa a estória ainda mais triste e melancólica.

Mas, ao contrário do que possa parecer, o filme não é triste o tempo todo. Jean-Dominique se revela uma pessoa bem humorada e muito cínica. Mesmo sem falar, ele passa o tempo as voltas com seus pensamentos mirabolantes e as vezes nos apresenta situações extremamente hilárias. Para ajudá-lo a se expressar, sua fonoaudióloga desenvolve um método baseado nas letras mais usadas nas palavras em francês e nas piscadas que o protagonista dá ao tentar se comunicar. Com isto Jean-Dominique passa a conversar “piscando”.

No momento em que decide não se entregar à doença, Jean-Do decide escrever um livro sobre sua vida. E passa a empreender um esforço gigantesco para ditá-lo. Para sorte do protagonista, o fato de ser escritor e de não ter perdido a lucidez, permite que ele não seja devorado pela situação. A imaginação fértil ajuda Jean-Do a viver o piores momentos e serve de inspiração e força para a tarefa de escrever o livro. Mesmo com todas as dificuldades, sua vontade de externar as idéias acaba vencendo suas limitações. E libertando-o.

* Globo de Ouro de Melhor Diretor e Melhor Filme Estrangeiro.
* Prêmios de Melhor Diretor e o Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes.

Wall.E

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Direção: Andrew Stanton.
Elenco/Vozes: Fred Willard, Jeff Garlin, Ben Burtt, Kim Kopf, Garrett Palmer, Sigourney Weaver.

Antes de WALL.E começar, é exibido para os espectadores o sensacional curta “Presto”. Engraçado pra valer, quase do nível de “Para os Pássaros”. Mas o espetáculo ainda estava por vir… Vocês devem se perguntar de onde a PIXAR tira tamanha genialidade, e eu tenho a resposta: do coração! Animações feitas com coração é a fórmula do sucesso da PIXAR. Personagens marcantes, situações engraçadas, animações que agradam adultos e crianças. E sempre aquele ponto de qualidade que só a PIXAR consegue, e sejamos francos, a Dreamworks nunca conseguiu (Não chegou nem longe, foi mais distante que isso!) alcançar esse ponto (Nem com Shrek!!!)… Mas e então? WALL.E é bom?

Bom é pouco! É espetacular! Uma Obra-Prima! Sinceramente, não existe algum elogio que possa definir WALL.E! E não estou exagerando, pelo contrário! Estou sendo injusto com o filme… A PIXAR já demonstrou que não tem limites, e WALL.E é a prova disso. O personagem mais humano do século… Isso mesmo! O mais HUMANO do século é um robôzinho! Uma máquina com alma e coração… Essa é a definição certa de WALL.E!

Uma sinopse do filme: A terra ficou tão suja, que os humanos tiveram que partir e deixar aqui robôs que compactassem lixo para quando eles voltassem. WALL.E foi o único que sobrou deles, pois o resto pifou com o tempo. E esse tempo fez ele adquirir sentimentos humanos, se tornando um robô bem diferente. Sua única companhia é sua barata de estimação, Spot. E não revelo mais nada do roteiro, pois quem for ao cinema sem saber de nada é que vai se admirar com um espetáculo fora do comum.

WALL.E é um filme emocionante, belo, mágico, lindissimo… Posso continuar aqui a noite inteira, mas é melhor não fazer isso, né?! Se a PIXAR acertou de novo? Não apenas acertou, como fez o melhor filme do século! Conseguiu, em minha opinião, superar até mesmo Sangue Negro!

Não digo mais nada sobre esse filme, mas só sei que ele vai mudar a vida de muita gente. Um conselho? Olhe bem para o céu. Reflita. Depois corra para o cinema e assista WALL.E! Quantas vezes? Você que sabe! Só sei que vou ficar muito triste quando esse filme sair de cartaz…

Gabriel Costa

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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

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Direção: Steven Spielberg.
Elenco/Vozes: Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent, Igor Jijikine, Dimitri Diatchenko.

Há alguns anos atrás, eu imaginava como seria uma quarta aventura de Indiana Jones, o arqueólogo (E aventureiro!) que já enfrentou nazistas e cultos demoníacos. Pensava na possibilidade de vermos um Indiana Jovem, ou quem sabe o filho de “Indy” em ação. Enganei-me! Eis que Harrison Ford voltou em todo o seu esplendor! O resultado? Confira abaixo!

Assisti Indiana Jones no mês passado. O resultado? Foi ótimo! Muitos dizem que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal não é tão bom quanto os outros. Ah, vamos! Caveira de Cristal é melhor que Templo da Perdição! E não fica muito atrás de Caçadores da Arca Perdida e Indiana Jones e a Última Cruzada.

O novo Indiana Jones tem um enredo bem diferente dos outros filmes da série. Também, pudera! Passaram-se anos desde Ultima Cruzada. Ora, o Indiana já está velho! Mas, voltando ao assunto… A história do novo filme é a seguinte: Indiana está no seu canto, apenas trabalhando como professor de arqueologia. Sua ultima aventura teria sido um confronto com soviéticos, ou pelo menos, ele pensava que assim seria. Porém… um jovem pede socorro a Indiana, dizendo que a mãe dele (E segundo ele, conhecida do Indy) está em perigo e mandou chamar Indiana Jones para ajudar. O que Indiana ganha em troca? A Caveira de Cristal de Akator, um tesouro arqueológico de uma grandeza que nem Indiana Jones poderia imaginar.

A trama segue o caminho padrão dos filmes de Indiana Jones. E o espectador gosta disso! A cada descoberta feita por Indy, o espectador encaixa uma peça do quebra-cabeça, até chegarmos ao final óbvio, porém nostálgico e maravilhosamente “indiânico”.

Dizem que o filme deixa a desejar… Discordo! Só a sensação de ver Indiana Jones já é o suficiente. E claro, a vilã de Cate Blanchett está anormalmente maníaca. Conseguiu superar o arrogante Belloq na galeria de vilões de Indy. O que o filme tem de bom? Muita diversão e nostalgia… Os elementos certos para um filme-pipoca de qualidade!

E reclamam do final… Pois eu achei interessantíssimo! Usar aquilo (Não mencionarei o que é pois posso soltar spoilers, apesar de que quase todo mundo já viu o filme) foi uma boa sacada, no fim das contas, por mais que absurda. E sejamos sinceros, desde quando Indiana Jones se preocupa com o possível? Nada é impossível para o arqueólogo!

Gabriel Costa

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Agente 86

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Direção: Peter Segal.
Elenco/Vozes: Steve Carrel, Anne Hathaway, Alan Arkin, Dwayne Johnson, Terence Stamp.

Parece ser o ano dos acertos. Após fazer bem feito (como raramente havia) as adaptações de Homem de Ferro e Hulk, Hollywood parece continuar acertando suas produções. Sejam adaptações de quadrinhos, seriados antigos ou novas idéias, as super-produções hollywoodianas estão mais sérias, os atores melhor escolhidos, o estrelismo e a arrogância deixados de lado. Produções em que tudo deveria dar errado e que no final nos surpreendem.

Esse é o caso do excelente Agente 86 (Get Smart), adaptação para as telinhas do seriado do final dos anos 60 criado por ninguém menos que Mel Brooks, um dos gênios da comédia na TV e no Cinema. Não seja enganado pelo trailer ou pelo pessimismo, Agente 86 é um filme brilhante. Faz por merecer o trabalho da sua adaptação e foge em muitos pontos das adaptações e “oportunismos” hollywoodianos recentes.

Primeiro, e mais importante: é um filme engraçado. De verdade. Há muito tempo não ri tanto em um filme, nem vi tantos rindo (a maioria adultos, é verdade). Steve Carell parece ter nascido para o papel e está mais engraçado do que nunca. Suas caras e bocas são suficientes para alegrar qualquer espectador, valem o ingresso. Mas não para por aí. Tudo no filme é tratado com seriedade. As cenas de ação são convincentes. As coreografias das lutas muito mais reais do que vínhamos nos seriados antigos. Tirante uma ou duas mentiras extremas, que não deverão incomodar tanto pelo seu tom obviamente cômico, o filme sempre se sobressai.

No mais, o elenco é de primeira. Alan Arkin trabalha mais uma vez ao lado de Carell e convence no papel do Chefe, sendo responsável por algumas boas risadas no filme. Anne Hathaway é também uma excelente escolha. Fugindo da idéia de contratar super-estrelas Hollywoodianas ou modelos extremamente perfeitas, Hathaway oferece seriedade, meiguisse e beleza natural ao papel. Até mesmo Dwayne Johnson, o antigo The Rock, faz uma interpretação acima do seu nível e não falha. Outros grandes atores, como Terence Stamp (o eterno General Zod), James Caan e o brevíssimo Bill Murray, fazem participações, algumas curtas demais.

E para não deixar de lado o diretor, Peter Segal foi também brilhante. As cenas são muito bem levadas e montadas, o desenvolvimento sem grandes falhas, e um dos grandes sucessos do filme é sem dúvidas as referências diretas ou cinematográficas ao seriado. O diretor evitou cópias ou menções extremas, mas manteve sempre presente cenas, objetos e estilos que marcaram a produção original, incluindo-se aí impressões de corte mal feitos e descuido propositais. Isso sem contar as piadas, falas, e o próprio Carell, que representa com maestria Don Adams.

Confesso que temo o que outros mais jovens comentarão sobre o filme. Talvez os mais chegados a comédias “teens” e ao famoso besteirol americano não gostem tanto. Outros mais apegados a humor irônico, cabeça, podem considerá-lo tolo. Mas todos que sabem curtir um filme gostoso e engraçado irão adorar. Uma das raras comédias adultas dos últimos anos, um filme que acaba nos remetendo a boas comédias do passado, como Mr. Bean ou Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu. Um filme para se rir do começo ao fim e terminar com gostinho de quero mais. Que venha o segundo…

Bodão

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O Incrível Hulk

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Direção: Louis Leterrier.
Elenco/Vozes: Edward Norton (Bruce Banner/Hulk), William Hurt (General Thaddeus “Thunderbolt” Ross), Tim Roth (Emil Blonsky), Liv Tyler (Betty Ross), Tim Blake Nelson (Samuel Sterns/O Líder), Ty Burrell (Doc Samson), Christina Cabot.

Obviamente o filme anterior (Ang Lee) não agradou muito aos xiit… oops fãs e de quebra o pessoal da Marvel, a final de contas eles resolveram ignorar completamente. Fizeram a besteira de tentar explicar toda a origem do Hulk em 5 minutos, com flashes rápidos e cenas cortadas, ficou ruim.

Para nosso “orgulho” as cenas iniciais se passam no Brasil – Favela da Rocinha. Sem dúvida as mais belas cenas do filme. Fora isso, temos algo bem curioso para um roteiro, Bruce Banner (Norton) resolve se esconder (?) numa favela brasileira sem saber falar nada de português. Achei curioso também que algumas vozes de atores brasileiros darem aparência de ter sido dublada, curioso, muito curioso, pra não dizer estranho.

Hulk parece uma gangorra de emoções, e eu não posso deixar de elogiar a preocupação em tornar o filme próximo da realidade, gastando tempo para explicar o caso, por exemplo, da calça do Hulk não rasgar durante a transformação. E principalmente, quando Bruce treina (se não me engano é com o Rickson Gracie) para aprender a controlar sua raiva.

Outro ponto alto do filme é a esperada aparição do velhinho simpático e criador da criatura Stan Lee, bem como do eterno Hulk das nossas tardes de sessão aventura Lou Ferrigno. Depois disso não vejo grandes méritos do filme, e eis que surge uma série de clichês desnecessários e frases bobas, como por exemplo, “só eu vou conseguir” ou da cena com as mãos se separando, bem como aquele vilão maior que o Hulk.

O Hulk mudou de cor, saiu do verde Shrek pra um verde mais escuro, mais realista, é verdade, mas continua uma massa verde visivelmente “falsa”, ta na hora de procurar outras empresas. Certamente os que não gostaram da versão Ang Lee vão gostar desse, tem uma luta de CGI brutal, e o Hulk ta bruto como nunca, o que é sempre legal de ver. Tem gente que se contenta com pouco e só de ouvir “Hulk Esmaga” tem algum tipo de orgasmo. Enfim, é pagar pra ver. Ah, tem uma cena legal no final, mas não tem nada depois dos créditos.

 
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