Direção: John Moore.
Elenco: : Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris ‘Ludacris’ Bridges, Chris O’Donnell.
Mark Wahlberg é um dos caras mais marrentos do cinema e essa marra vem desde a época que ainda se chamava Marky Mark, um rapper marrento. Enfim o cara é fera! Sou admirador do seu trabalho no decorrer desses anos e por isso agradeço por ele ter saido da música e se tornado um ícone pop do cinema.
Por ser um ator bastante adaptado a papéis fortes, violentos e marrentos, ele caiu como uma luva na pele de outro sujeito “esquentado”, Max Payne, e podemos ver seu desempenho em alguns filmes, como Uma Saída de Mestre e Quatro Irmãos.
Basta lembrar que em 2007 Mark Wahlberg foi indicado ao Golden Globe Awards e ao Oscar, por sua interpretação em “Os Infiltrados” e foi indicado a mais 4 premiações importantes pelo mesmo papel.
Max Payne tem uma história semelhante ao Frank “Justiceiro” Castle, mas com objetivos bem diferentes. No entanto, o seu sofrimento, a sua loucura e o seu desejo de vingança não deixam nada a dever ao nosso amigo Frank, pois ambos vivem com os dentes cerrados e armados com trabucos para lidar com a escória do mundo.
Um jogo de tiro em terceira pessoa que narra a história do policial Max Payne, que ao se infiltrar na máfia com o objetivo de investigá-la, vê a máfia e a própria polícia se voltarem contra ele. Isso o coloca numa vingança sem controle contra os fantasmas da sua vida. Isso mesmo, o filme é baseado nesse jogo! Confesso que após fazer minha pesquisa sobre o jogo e assistir ao filme, fiquei com vontade de jogá-lo…por enquanto só na vontade. Voltando ao filme, posso dizer que ele retrata bem o jogo, buscando ser o mais fiel possível. Mas conversando com algums viciados no jogo, fiquei sabendo que a voz do Mark Wahlberg não ficou muito boa. E ainda tem mais: os amantes do jogo ainda me disseram que o John Bravura é de origem européia e na adaptação para o cinema tornou-se um afro-americano interpretado pelo rapper chamado Ludacris. Também vemos o Fernando – Prison Break, bem diferente.
O filme usa muito o efeito “bullet time” que foi criado e muito explorado no filme Matrix, sendo o que o jogo usa muito mais do que o próprio filme. Outra coisa muito perceptível são as formas de coreografia dos personagens e movimentos de câmera que tornam-se um show à parte.
A história do filme é contada como num “film noir”(estilo de filme primariamente associado a filmes policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático – definição da Wikipedia), o que pode ser notado na moralidade do próprio Max Payne. Também é marcante no filme a presença de elementos da mitologia nórdica na forma de nomes como valquíria, aesir, e a noite sob uma terrível tempestade de neve em alusão ao ragnarok, o fim do mundo. Pode não parecer, mas é um filme policial com requintes sobrenaturais.
O enredo do filme é basicamente o mesmo do jogo, diferenciando-se por algumas adaptações, mas trata-se da história de Max Payne, um policial que estava se tornando bem sucedido. Tinha se casado, acabou de ter uma filha e via o sonho americano se realizando em sua vida. Tudo acabou no dia em que sua casa foi invadida por viciados pela droga Valquíria enquanto estava no trabalho, e acabam por assassinar sua esposa e sua filha.
Max Payne então disposto a tudo para ter uma vingança sem limites e sangrenta contra tudo e todos. Apesar do filme ter uma numerosa quantidade de beldades por metro quadrado, outro chamariz do filme.
Não pode deixar de falar desse filme sem falar do diretor John Moore, um irlandês responsável pelo remake de “A Profecia”, o cara fez e desfez de várias cenas , sempre procurando a melhor e inventando novas maneiras de fazê-la e armando tudo para a sequência, isso mesmo, Max Payne voltará. John Moore visa sempre a diversão do seu público, o cara ralou muito para deixar o filme interessante, mesmo porque ele também é jogador dedicado, juntou o útil ao agradável e buscou deixar o filme mais fiel possível.
Max Payne se resume da seguinte forma: Pegue um ator competente e marrento, um jogo alucinante, um roteiro inteligente e um diretor viciado em jogos de vídeo game e com uma boa pitada de efeitos especiais, aí parceiro: você tem um filme que vale a pena perder tempo em assisti-lo.
Fique até o final, após os créditos, pois se você gostar do filme e vai gostar, certamente ficará com água na boca após ver a surpresa.
“Não sei quanto aos anjos, mas é o medo que dá asas aos homens.” – Max Payne
Nota dos Leitores para “Max Payne”
22 Votos
Nota média: 1.95
Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.


11/12/2008 às 04:54
Cara gostei demais do seu blog. Vc escreve de forma simples e direta, e os posts ficam muito gostosos de ler. Li todos dessa página. Muito legal.
Sobre esse filme, como fã do jogo e do trabalho de Mark Wahlberg, concordo totalmente com suas colocações. Só acho que perdi essa cena final dos créditos. Vou procurar aqui. ;)
15/12/2008 às 19:24
No começo não gostava do Wahlberg, achava ele inexpressivo como ator. Mas agora, já o suporto. Sobre o filme, achei mediano, poderia ter sido melhor …
18/12/2008 às 15:03
O filme é ruim, o ator é muito bom, no filme Infiltrados, Mark esteve espetacular, em Max Payne, houve muita diferença do jogo para a adaptação do filme!!
24/12/2008 às 11:59
O filme é muito fraquinho… Tem até um visual legal, mas esqueceram do roteiro.
Wahlberg está melhor do que em Fim dos Tempos, mas não seria uma tarefa muito difícil mesmo!
Beijocas
30/12/2008 às 18:02
ate q enfim alguem q saiu daquela linha de so elogiar
Brad Pitt e george clooney Matt Damon e companhia.
eles tbem erram mas ninguem comenta pq e uma panelinha.
amo o Mark Wahlberg e estou cansada de so ler criticAS NEGATIVAS sobre seu trabalho.
5/1/2009 às 22:39
Wahlberg é marrento mas é um bom ator, e isso é que importa. Gostei muito dele em “Uma Saída de Mestre”, “O Atirador” e “Os Infiltrados”. Vou dar uma conferida em “Max Payne” pra ver se ele mantém a média.
10/1/2009 às 22:33
SObre o filme… realmente, acabei de ver o filme e quis jogar novamente o jogo depois de uns 3 anos (toh ateh baixando). Sei que pessoas que sao fas do jogo vao notar diferencas, mas nao tem com ser igual. Achei que este filme, relacionado ao tema jogos, foi o que se chegou mais perto. Eh inacreditavel. Eh surreal a originalidade que o Moore deu em relacao ao jogo. Ate o que foi improviso nao saiu da realidade, ele soh deu mais ar ao filme.
Simplesmente achei, desculpe a palavra chula, FODA!
16/1/2009 às 21:00
Ae, estão de férias ??
17/1/2009 às 20:25
Parece mesmo não é Hugo, mas a gente sempre acaba passando por estes hiatos, acabamos sempre sofrendo da crise de não ter o que escrever.
Mas aguarde para breve os novos filmes.
19/1/2009 às 09:25
Sinceramente o filme é ruim de roteiro, pois até agora naum entendi pq o Lupino(traficante) matou a Natasha(usuária)da droga, e nem pq o BB matou o Lupido antes que ele acabasse com Max, sendo que logo depois ele levou Max para tentar mata-lo afogado em vez de dar logo um tiro, BB ficou até parecendo vilão da série do batman, contou todo o plano, e deu uma chance para o heroi fugir.
20/1/2009 às 11:41
Sou fã do jogo, por isso não gostei do filme. Eles mudaram muito o roteiro: a maneira como max e mona se conheceram; a maneira como jack lupino morre; o final (no jogo, cai uma antena em cima de um helicoptero, no filme, max payne só da um tiro num cara, que nem é o principal vilão do jogo), a Horne morre no jogo, mas não morre no filme etc.
Entendo que não dá pra fazer um filme perfeitamente igual ao jogo, mas eles exageraram nas mudanças.