Direção: Saul Dibb.
Elenco/Vozes: : Keira Knightley, Ralph Fiennes, Hayley Atwell, Charlotte Rampling, Simon McBurney, Dominic Cooper, Aidan McArdle.
E não é que a magrela de nome complicado, e até bonitinha, Keira Knightley tem o perfil ideal para esse tipo de filme, dito de época. Depois de Desejo e Reparação , Orgulho e Preconceito, Rei Arthur, e porque não Piratas do Caribe, agora vive a duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish, que viveu de 1757 a 1806. O roteiro, baseado numa história verdadeira, assim como o título do filme, tem como foco a vida da duquesa. Numa época em que as mulheres eram criadas pra casar com “grandes” homens e seus títulos.
O machismo, comum na época, permeia todo o andamento do filme, e provavelmente o público feminino sentirá repulsa; em contrapartida gostarão da história de bravura da tal duquesa. A história em si é interessante, e o roteiro flui tranqüilo e ao mesmo tempo instigante, se perde em algumas curvas, mas no fim das contas chega onde deveria. Claro que não passa de um baita dramalhão, mas o que se pode fazer se a história foi assim contada?
Deixando um pouco a Keira de lado, preciso falar sobre a atuação do Ralph Fiennes. Até agora eu não sei como classificar sua atuação, compreendo perfeitamente se alguém achar péssima, pois o cara não atuou, soprou suas falas o filme inteiro, e num lampejo de expressão ele quase sorriu, quase deu pra ver a covinha no rosto. Por outro lado, se você achar magnífica a atuação, e justificar que ele fez aquela cara, o filme inteiro, de propósito e que o personagem precisava daquilo, então ele vai ganhar o Oscar do Heath Ledger. Eu fico bem no meio dessas opiniões, até acredito que o personagem deveria ser insensível, mas não inexpressivo, são coisas totalmente diferentes. Além disso, eu nunca vi uma grande atuação dele, sempre tem essa cara de Paciente Inglês.
Um filme honesto, cumpre seu propósito, rodado na Inglaterra aproveita bem a bela paisagem e mostra uma excelente fotografia. Sua trilha não segue o embalo, é até bem chatinha pra falar a verdade, e repete todo instante, como se fosse se tornar um grande referencial no futuro. Seguindo a linha da supervalorização feminina, A Duquesa traz uma bela história de uma mulher que passa por maus bocados e ainda mantém sua dignidade e influência na medida do possível.
Nota dos Leitores para “A Duquesa”
6 Votos
Nota média: 3.83
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