Direção: Julian Schnabel.
Elenco/Vozes: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Olatz Lopez Garmendia, Marina Hands, Max von Sydow.
O filme é baseado no livro homônimo e biográfico de Jean-Dominique Bauby, que conta a tragetória do próprio após ficar paralizado em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ponto principal da estória é que Jean-Dominique apresenta um quadro clínico raro após o AVC: uma paralisia completa. Chamada Síndrome de “locked-in”, que, como o nome faz entender, prende o paciente dentro do seu próprio corpo; este quadro clínico intriga os médicos e tira todos os movimentos de Jean-Dominique, que passa a poder movimentar apenas um dos olhos e sequer pode falar.
Jean-Do, como é conhecido pelos amigos, era o editor da revista “Elle” e também escritor. Separado e pai de três filhos, tinha uma bela e apaixonada namorada. Uma pessoa ativa que repentinamente é condenada a viver trancada em seu próprio corpo. Neste aspecto, a referência que o próprio Jean-Do faz ao escafandro é perfeita. Vemos claramente, principalmente no início do filme, a luta e a angustia do personagem frente a sua situação atual, e sua vontade de se ver livre das amarras.
Com relação ao filme, o diretor procura nos aproximar do dia-a-dia de Jean-Do, e da sua própria situação de vida, fazendo uso de uma visão subjetiva da estória. Durante boa parte do filme estamos vendo imagens de uma camêra que nos mostra a visão do protagonista. São incluídos aí efeitos que nos permitem presenciar as dificuldades que Jean-Do tinha de enxergar, o seu limitado campo de visão e os problemas advindos de sua total falta de movimentos. Principalmente no início do filme, esta visão deixa a estória ainda mais triste e melancólica.
Mas, ao contrário do que possa parecer, o filme não é triste o tempo todo. Jean-Dominique se revela uma pessoa bem humorada e muito cínica. Mesmo sem falar, ele passa o tempo as voltas com seus pensamentos mirabolantes e as vezes nos apresenta situações extremamente hilárias. Para ajudá-lo a se expressar, sua fonoaudióloga desenvolve um método baseado nas letras mais usadas nas palavras em francês e nas piscadas que o protagonista dá ao tentar se comunicar. Com isto Jean-Dominique passa a conversar “piscando”.
No momento em que decide não se entregar à doença, Jean-Do decide escrever um livro sobre sua vida. E passa a empreender um esforço gigantesco para ditá-lo. Para sorte do protagonista, o fato de ser escritor e de não ter perdido a lucidez, permite que ele não seja devorado pela situação. A imaginação fértil ajuda Jean-Do a viver o piores momentos e serve de inspiração e força para a tarefa de escrever o livro. Mesmo com todas as dificuldades, sua vontade de externar as idéias acaba vencendo suas limitações. E libertando-o.
* Globo de Ouro de Melhor Diretor e Melhor Filme Estrangeiro.
* Prêmios de Melhor Diretor e o Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes.
Nota dos Leitores para “O Escafandro e a Borboleta”
8 Votos
Nota média: 4.5
Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.


10/7/2008 às 22:53
Ótimo filme.
E interessante é a analogia da palavra Escafandro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Escafandro).
9/8/2008 às 23:28
Adorei,simplesmente muito especial de uma sensibilidade a toda prova.O amor vivido pela mocinha que lhe ajudou a escrever o livro é simplesmente apaixonante.o filme é realme
9/8/2008 às 23:29
o filme é realmente brilhante,vale a pena assisti-lo.
22/10/2008 às 18:46
Como faço para conseguir um DVD do “O ESCAFANDRO E A BORBOLETA”
Não consegui ver o filme e não tenho como baixar pela internete, caso isso seja possivel.
21/2/2009 às 10:46
o filme ê espetacular e um filme que da para pensar mias na vida e dar mais valor
31/12/2009 às 12:02
estou vivendo uma situação igual meu marido teve um avc seguido de uma parada faz 4 meses e não consegui este filme até hoje por favor alguem pode me conseguir este filme aguardo
12/4/2010 às 14:19
Extraordinário. Assisti ontem e já vou ler o livro. Pra quem acha que a vida é difícil…precisa assisti-lo.