Direção: Doug Lefler.
Elenco/Vozes: Collin Firth, Sir Ben Kingsley, John Hanna, Aishwarya Rai, Kevin McKidd.
Tem certos filmes com crianças que eu realmente odeio. Lógico que muitos casos se salvam, mas quando falamos de um filme de ação onde a criança é “protagonista” e não refém fica nitido que alguma coisa está errada. Até hoje acredito que o sucesso de Senhor dos Anéis no cinema não foi repetido por que todos os protagonistas dos filmes são crianças. Com exceção de alguns casos, como a cinesérie Harry Potter (apesar do primeiro ser muito bobo) a maioria, incluso nesses casos este “A Última Legião” é de uma chatisse e de uma falsidade no desenvolvimento da criança que é impressionante.
O filme conta a história do herdeiro de Cesar, que devido a instabilidade de Roma naquele periodo vai ficar sob a guarda do general Aurelius (Colin Firth) para que seu crescimento seja preservado e que se torne o imperador. Além disso conhecemos seu tutor, interpretado por Sir Ben Kingsley, que é o guardião do segredo de uma espada secreta, feita para Julio Cesar de metal vindo do espaço.
Como pode se esperar tudo da errado, o jovem é sequestrado e deve ser resgatado pelos soldados sobreviventes de Aurelius, gerando a partir dai uma viagem até a Britania, a visita a muralha de Adriano e o encontro com a ultima legião do filme. A, esqueci de contar, esse filme é feito para contar a história da lenda de Excalibur, e não necessáriamente do rei Arthur como esta escrito de forma estranha no poster nacional do filme (“O surgimento da lenda do rei Arthur”).
Com personagens chatos, todos aparentemente desinteressados, e algumas interpretações estranhas o filme parece uma montanha russa de acontecimentos e situações clichês, algumas delas que eu vou comentar aqui. A personagem de Ben Kingsley (sem nome) em um momento da trama será “expulsa” de Roma por que é necessário que desempenhe um papel fundamental na sobrevivência do jovem César em um futuro próximo, porém o relacionamento dele com o pai do menino é ridículo, me
fazendo pensar que o pai era o vilão do filme, já que aparece sempre brigando ou afastando o filho do seu tutor. Não seria mais interessante para o menino que o pai fosse uma pessoa boa, e que o seu tutor após ter ensinado tudo o que podia se afastar para continuar pela busca da espada. A coincidencia seria até melhor e sentiriamos o efeito do ataque contra a vila de Cesar de uma maneira mais pessoal.
Outro clichê idiota é a cena do ataque contra a muralha de Adriano no último ato do filme, e foi nessa cena que eu tive vontade de matar Cesar. Ele sai de dentro da muralha, onde estavam ocorrendo lutas naturalmente, porém era um ambiente mais seguro do que ele ir para fora e ficar no meio do exército inimigo, sendo necessário esse subterfúgio sem explicação nenhuma somente para que houvesse a famosa luta final.
Já malhei bastante o roteiro então sigo para as interpretações. Colin Firth discursando para seu exército em cena imortalizada e copiada inumeras vezes depois de Coração Valente me deu vontade de chorar, só comparável ao Batman sem voz de Val Kilmer. Se ele fosse meu comandante com aquele pulso que ele demonstra em cena eu teria certeza que perderiamos a batalha. Será que é necessário passar por isso por alguns dólares, ou sera que a pessoa que seleciona o elenco e o diretor não consegue enxergar que ele não serve para filme de ação, pelo menos para esse tipo.
Ben Kingsley como o mágico tutor está no padrão normal de salvador e guia, papel imortalizado ultimamente por Lian Nesson, porém não prejudica mais o que já esta muito ruim. Por último Kevin Mckidd que interpreta exatamente Lucios Vorenos da telesérie Roma, porém dessa vez do lado dos nórdicos, vilão e com mais barba.
Não tem o que falar desse filme, a não ser que gastei dinheiro a toa. Só como curiosidade Aurélia, o feminino de Aurelius, é o nome da personagem portuguesa que Colin Firth se apaixona no filme Simplemente Amor.
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7/3/2008 às 10:11
Só uma perguntinha:Onde foi que você viu que os protagonistas da trilogia “O Senhor dos Anéis” eram crianças?
¬¬
7/3/2008 às 16:02
Bruno, acabei me expressando mal, na verdade os outros filmes não fizeram sucesso por que utilizam crianças como protagonistas, ao contrário de Senhor dos anéis.
7/3/2008 às 16:36
OK Augusto tá explicado.Continue com suas críticas leio todas Abraço!
13/3/2008 às 11:57
Olá, muito boa a crítica. Não entendo que o filme pareça tão ruim, achei a história boa apesar de ser um pouco clichê, agora do mundo antigo. Enfim, a crítica está interessante e bem fundamentada. Frequentei este blog há um tempo e agora estou voltando!
abraço!
14/3/2008 às 10:46
Bom retorno então Robson!
E o Portal Cine já consta como um dos amigos do Cinéfilos em retribuição ao link no seu site.
Abraços
1/4/2008 às 22:29
Horrível filme
Como desinformação histórica dá para comparar com um outro filme mais antigo em que Abraão e Noé eram a mesma pessoa!…
Existe um filme dos anos 70, 80 que conta de maneira melhor e mais elegante o papel da lendária espada na unificação da Inglaterra. Tem no elenco Liam Neesom e Patrick Stewart em papéis secundários. O nome é óbvio: Excalibur.
Abraço
7/4/2008 às 08:36
Olá, eu estudo jornalismo e estou fazendo uma reportagem sobre um filme que será lançado em maio, Speed Racer e queria uma opsição de alguem como crítico, expectativas, comentários, uma coisa bem rápida e simples. Que tal? Aguardo resposta. Obrigada desde já.
31/3/2009 às 19:37
oi eu sou gisele, por favor estou me cima da hora voces podem me passar um site pra mim ver um resumo sobre o filme a ultima legião. aguardo respostar bjão fui!!!!!