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Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

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Direção: Tim Burton.
Elenco/Vozes: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Jamie Campbell Bower, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Jayne Wisener.

Antes um aviso: se você não suporta musicais, não gosta de filmes sombrios ou não se dá bem com sangue, fique longe de Sweeney Todd. Digo isso porque vi, por cima, uma dúzia de casais se retirando da sala de cinema na estréia. Metade quando notaram que era um musical. Metade quando o sangue começou.

Por outro lado se você no mínimo atura musicais e suportas crueldades e violências, Sweeney Todd será uma das experiências cinematográficas mais maravilhosas deste ano. O musical, que faz jus ao gênero tragédia clássico e tem fortes toques de terror e comédia, é um dos mais originais já vistos, entregando com maestria o que promete. Tudo no filme é feito com perfeição: os cenários, sombrios e bizarros no melhor estilo Tim Burton (Ed Wood, Peixe Grande); o elenco, com nomes de destaque em excelentes atuações; a fotografia, propositalmente acinzentada mas que destaca sempre que possível belíssimas cores; a história, trágica e cruel, mas que prende o interesse por toda sua duração. E o filme não deixa a desejar como musical, mostrando dignas interpretações pra as belíssimas canções da peça da Broadway.

Na história, Benjamin Barker (Johnny Depp, de Piratas do Caribe) é um barbeiro condenado injustamente à prisão por um juiz que planeja tomar sua esposa. Quinze anos depois ele retorna à Londres sob o nome de Sweeney Todd e o motivo claro de se vingar do juiz e externar o ódio que possui por todos daquela cidade. Outros grandes nomes participam do elenco, como Alan Rickman (Harry Potter), em uma interpretação magnífica do juiz Turpin, e Helena Bonham Carter (Noiva Cadáver, Harry Potter), esposa do diretor que interpreta papéis sempre semelhantes, mas convincentes.

Apesar da presença de Johnny Depp, em mais uma excelente atuação, a direção de Tim Burton e os trabalhos técnicos acabam sendo os destaques do filme. Depp faz um ótimo, de fato demoníaco Sweeney Todd, mas é um papel um tanto já visto no cinema, o que acaba diminuindo seu destaque. Por outro lado os magníficos cenários do filme, a direção mais ousada e sofisticada de Burton e a fotografia sombria que procura sempre cores para destacar (oferecendo cenas de tirar o fôlego daqueles que puderam prestar atenção nos detalhes), tornam Sweeney Todd um dos grandes filmes do ano. A montagem e edição de som são também excepcionais, proporcionando cenas fortíssimas e precisamente coordenadas. Misturam-se vozes com navalhas, lenços com espumas de barbear, e no fundo a intenção sempre clara e odiosa de Sweeney Todd. Tudo isso sob um clima sombrio, cruel e sangrento, mas sem deixar de lado a essência do delicado gênero musical, obtendo surpreendentemente sucesso ao manter a história interessante e repleta de belas canções (destaque aqui para o esforço dos atores já que a maioria não havia feito musicais).

Um musical trágico, violento, sombrio, que executa com perfeição todos seus atributos técnicos, exibe um elenco de primeira linha e traz algo a mais do que vemos normalmente no cinema. Acima de tudo um filme com cenas fortes que não serão facilmente esquecidas. Seja pela violência e crueldade mostrada, seja pelas belíssimas cenas de cenários ou cores destacadas (raras vezes vi um mar ou céu tão belo), seja pela trágica história ou pelas intensas canções, Sweeney Todd deixará marcas inesquecíveis.

Bodão

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Nota dos Leitores para “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

15 Votos
Nota média: 3.4

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18 Comentários para “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

  1. Toddynho disse:

    Muito bom mesmo o filme …. vou ser se descolo as musicas pra escutar em casa … deve ser bem massa …

    com certeza a melhor parte é o “dueto” entre o Todd eo Juiz Turpin …

    \../

    * realmente o filme soa meio estranho no começo por ser musical , mas depois q vc “absorve” a ideia fica bem legal ….

  2. Bodao disse:

    Que bom que você tambem gostou. Eu adorei, foi em cima talvez até superou as expectativas. Senti falta de duas indicações (Oscar) naturais para Sweeney Todd: fotografia e mixagem de som. Como falei na resenha, são realmente muito boas.

  3. jedi disse:

    Gostei bastante também. Só não gosto do desleixo que o Tim faz com a montagem e o roteiro, causando descontinuidade de uma trama importante do filme, bem como a falta de surpresa do final. Os demais ponto eu concordo plenamente com o Bodão.

    []´s

  4. Toddynho disse:

    O final realmente é meo “obvio” …. mas não compromete não ..

    \../

  5. Bodao disse:

    Vi outros comentários sobre essa questão da trama em paralelo que não foi concluída. Sei exatamente qual é mas confesso que não encomodou. É como a discussão da mala do “Onde Os Fracos” :). Não era importante deixar claro como acaba. O final eu gostei bastante por sinal, não achei tão óbvio não. O final, dada a questão das duas mulheres (quem viu sabe do que estou falando), pode até ser um pouco previsível, mas longe óbvio. Que pena que o Depp vai ficar mais esse ano sem Oscar ehhe. Daniel leva com louvor.

  6. Tarso disse:

    Olha aí, só quem escreve nos cinéfilos. Eu gostei também do filme e concordo com os senhores com relação a trama que ficou no limbo. Revi a lenda do cavaleiro sem cabeças recentemente e percebi que o Tim reciclou bastante coisa, algumas passando da fotografia até a direção de arte.

    Coisas boas, mas o barbeirão a beleza visual é maior.

    Esse foi o primeiro musical que gostei, acho que pelo fato das músicas não terem tanta cara de clássica ou ópera.

    Se o Daniel não levar, o que acho bem difícil, o Depp até que poderia levar a estatueta.

  7. Tarso disse:

    “Digo isso porque vi, por cima, uma dúzia de casais se retirando da sala de cinema na estréia. Metade quando notaram que era um musical. Metade quando o sangue começou”

    Bando de bobocas. Como ousam sair em um filme do Tim Burton?

    A massa é burra.

  8. Bodao disse:

    Hehehe Tarso foi no mínimo engraçado, mas já estou acostumado. É comum na época do OSCAR ver isso. Pessoas mal informadas que vão assistir filmes sem saber história, estilo, nada disso, e acabam indo ver algo que odeiam. Gosto é gosto afinal de contas, mas ir pensando em assistir “Vestida para Casar” e acabar trocando por Sweeney Todd ou Sangue Negro é engraçado.

    Em 2006 foi ainda pior. Vi quase 1/3 do cinema sair da sessão de Boa Noite Boa Sorte assim que começou, pois não gostam de filme preto e branco. Cheguei até a ouvir alguns sussurros de reclamação ehhehe. Na mesma semana fui assistir o Broke Back Mountain, e sairam mais pessoas ainda. Os que suportaram o estilo calmo e reflexivo do filme, desistiram quando começou o homossexualismo hehe.

    Toda época de Oscar é assim. Adolescentes, desinteressados e outros estilos indo assistir o filme porque está sendo comentado, mas sem ter nenhum tipo de intimidade com o gênero. Faz parte.

  9. Tiago disse:

    Sempre que Tim Burton e Johnny Depp se juntam não dá outra coisa senão um excelente filme!!Todos filmes do Tim Burton acabam virando uma referência, assim como os do Johnny Depp, e dos dois juntos entao…nem se fala né!
    Achei o filme fantástico!Sinceramente nao sei o que vcs estao achando ruim no roteiro.Descontinuidade?Final óbvio?Aonde?O final do filme me surpreendeu e muito,confesso que nao esperava e nao tem nada,absolutamente nada de obvio no roteiro do filme. Eu só acho que o filme poderia ter mais uns 20 minutos e mostrar Sweeney Todd ainda na prisao e como ele retornou a Londres.E assino em baixo do que disseram:A MASSA É BURRA MESMO,MUITO BURRA!É SÓ PEGAR OS EXEMPLO DE “ONDE OS FRACOS NAO TEM VEZ” um excelente filme que grande parte do publico nao teve boa receptividade por causa do final nao convencional.

  10. jedi disse:

    cara, eu matei fácil o final… sem pensar…

  11. Tarso disse:

    Tiago,

    Eu matei quem era a véia assim q apareceu. Aí ficou apenas em esperar o modo que o Tim ia mostrar isso no filme. Não deixei de gostar do filme, mas de certa forma o interesse pelo que vem a seguir diminui.

    Marcelo, esse povo que sai assim é acostumando com tramas bobas, pregadas por essas novelas da globo.

    Outro dia, tava lanchando e vi uma parte daquela minissérie nova da globo. Queridos amigos. De repente dois personagens começaram a brigar e a trilha sonora ficou um sambinha e tudo se torna engraçado.

    Que patético não?! É esse pessoal que tem oportunidade aqui no Brasil. Esses filhos incompetentes de diretores igualmente incompetentes. Nada novo na TV. Bloqueio intelectual.

    Incompetência mesmo é aquela novela da Record, “Não sei o que do coração”. A que imita heroes em alguma coisa. Atuações péssimas, efeitos péssimos, direção lixo, closes de dar risada.

    Só falta a trilha do sambinha, pra matar o espectador de tanto rir.

  12. Bode disse:

    Lanchando né? Tava era assistindo Queridos Amigos e esperando a espiadinha do Big Brother né Tarso? ehhehe. Admita logo!

    Que nada, tenho minhas críticas severas aos trabalhos de TV do Brasil também, mas no geral de alguma forma essa disseminação ajuda na busca de talentos. São atores, atrizes, diretores, técnicos (arte, iluminação, som, montagem) aparecendo todos os dias. O próprio Fernando Meirelles nessa temporada “internacional” adora levar técnicos brasileiros para suas produções americanas/britânicas, defende a qualidade única do trabalho deles. E sem contar os que mal ouvimos falar mais estão lá dando duro. De alguma forma as novelas e minisséries daqui aumentam o espaço e quantidade para esse tipo de talento, que passam rapidamente pela TV e entram com força no cinema. Em qualquer perspectiva, existe um lado bom :).

  13. Tiago disse:

    É acho que fui só eu que me envolvi demais com o drama do personagem de Johnny Depp e meti na cabeça que a esposa dele tinha se envenado mesmo nao tinha mais volta rs pra mim nao foi tao obvio assim nao ate pq a velha nao tinha nada a ver,nada,com a esposa dele ne….enfim acho que quem matou de cara é pq fica o tempo todo com aquela paranóia de acabar com o misterio do filme e nao mergulha no drama que o filme passa,cada um é cada um…

  14. Paula Regina Garcia Tuono disse:

    Fui ao cinema, confesso sem saber o q assistir, perguntei à moça da bilheteria: O FILME COM JOHNNY DEEP É TERROR? perguntei pois não é um estilo que eu goste, a moça disse NÃO, NAO É TERROR, É UM MUSICAL
    bem, eu quase morri afogada em tanto sangue, mas tudo bem, nada q uma viradinha de rosto não resolvesse kkkk
    gostei da hist´roia, o filme é ótimo, mas é q eu nao gosto mesmo de sangüeira.
    Quando começou a abertura do filme, aquele sangue pingando e tal, na hora eu lembrei de um filme q eu vi umas duas ou tres vezes na tv há alguns anos, nao lembrava o nome, mas eu sabia q tinha a ver e fiquei meio chateada porque o fator surpresa foi embora pq eu já sabia +- o q ia acontecer posto q eu hja havia assistido outro filme com a mesma história e a comparação foi meio inevitável em minha cabeça. Mas eu realmente gostei do filme, e claro q ganha de mil do outro filme q eu vi. a diferença é q esse outro q eu vi, contava da perspectiva de uma outra pessoa q meio q investiga o sumiço de pessoas naquela regiao e nisso acaba descobrindo sobre o barbeiro e a “torteira”. JOHNNY DEEP É MARAVILHOSO, ele é tão bom q mesmo quando mostra só seus olhos dá pra saber o q ele está sentindo e pensando, exalou o ódio da personagem so com o olhar
    Muito muito bom, e como disse o Bodão, cheio de adoslescentes dormindo, reclamando e dizendo q o dinheiro do ingresso foi pro lixo, DISCORDO, achei ótimo e olha q eu nem sou chegada nesse tipo de filme

    BJS galera

  15. Bodao disse:

    Opa, mais uma pessoa que gostou. Eu adorei. Minha namorada também adorou, mas aí é covardia, pois ela é fã incotestável do Johnny Depp, e adora filmes violentos hehehe.

    P.S: Não sei exatamente de qual filme você está falando, mas pela similaridade provavelmente é algum filme baseado de alguma forma na peça da broadway já que, como mencionei na resenha, Sweeney Todd foi inicialmente um peça, que dizem ser excelente por sinal.

  16. Chaves disse:

    Caras… realmente eu me surpreendi. Jedi, Bodão e Tarso ja me ouviram falar que musical e eu, nada a ver. Mas definitivamente esse foi o melhor musical que eu assisti. Digo isso pq ja tentei assistir Noiva Cadáver do mesmo diretor e durmi. Três vezes.
    Sweeney Todd conseguiu passar uma trama com uma continuidade muito boa e as canções não são cansativas. Gostei mto das imagens tb. O sangue não é aquele sangue de um Jogos Mortais da vida, é um sangue bem teatral que, na minha opinião, mesmo quem não gosta de filme sanguinário não chegou a sentir aversão das cenas mais nefastas.
    Tim Burton mais uma vez mostrou q eh fera e Johnny Depp tb mostrou q a parceria é forte. Muito bom o filme.

    PS: Falei q era o melhor musical, mas agora fiquei na duvida se ganha de Happy Feet… enfim, ta empate blz?

  17. Bodao disse:

    Acho que esse é mais estilo musical do que Happy Feet. Alguns desenhos tem canções, mas nem por isso é musical. Happy Feet tem muito diálogo e muita história também, é um desenho típico. Sweeney sim é musical, um musical sangrento e trágico, mas um musical :).

  18. Paula disse:

    O filme é excelente, maravilhoso em todos os sentidos: músicas, cenários, figurinhos, história, fotografia, atuações, tudo!

    Senti falta em todas as resenhas que li de algum cometário sobre o pequeno ajudante (Toby, né?). Deus do Céu, como esse moleque canta!

    Comprarei a trilha sonora e o DVD com certeza pra guardar de lembrança!

    Parabéns pela resenha! ;)

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