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O Caçador de Pipas

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Direção: Marc Forster.
Elenco/Vozes: Khalid Abdalla, Homayon Ershadi, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada, Shaun Toub, Nabi Tanha, Ali Dinesh, Saïd Taghmaoui, Atossa Leoni, Abdul Qadir Farookh, Maimoona Ghizal, Abdul Salam Yusoufzai, Elham Ehsas, Ehsan Aman, Vsevolod Bardashev.

Ainda não li o livro homônimo que deu origem ao filme, mas já havia ouvido falar que era bem pesada a atmosfera do enredo. E realmente tem um clima pesado, e até mesmo o final não deixa tantas esperanças de melhoria. A história se passa no Afeganistão, próximo da época da invasão russa, invasão essa que tem grande importância no enredo do filme. Não sei o que tem de auto-biográfico no livro, visto que o auto é afegão, mas isso serviu, sem dúvida alguma, para a riqueza de detalhes do filme.

A trilha sonora é um ponto alto do filme, deixando de lado o ritmo puramente popular, mas sem perder as raízes da cultura da região. Gostei bastante da atuações dos garotos, principalmente do menino pobre. Ambos fazem parte de um história de uma amizade quase do nível de intensidade entre Frodo e Sam, porém com características um pouco diferentes, e bem mais complexas.

Não pude deixar de notar o recurso usado nas câmeras acima das pipas, até agora não imagino como aquilo foi feito, talvez um recuro de CGI, mas é extremamente bem elaborado. A fotografia também não deixa desejar, alias, tecnicamente o filme é muito bom, exceto por uma edição com cortes bruscos que não tem como deixar de notar, um corte de uns 10 anos no mínimo, sem explicação ou suavização alguma.

Apesar dos problema eu gostei bastante, e acho que vale sim a pena uma conferida. Quem sabe aprendemos um pouco sobre amizade, idealismo, e a importância de quem somos e de onde viemos. Curiosamente lembrei de Persépolis em alguns momentos, inclusive tem um momento em que a protagonista diz algo como “as pessoas devem achar que somos apenas um bando de loucos que atiram bombas uns nos outros”. Comunicação e tolerância com as diferenças parece ser ainda os ingredientes básicos para um mundo melhor.

Nota dos Leitores para “O Caçador de Pipas”

18 Votos
Nota média: 3.39

Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.

13 Comentários para “O Caçador de Pipas”

  1. Toddynho disse:

    Vergonha comprei o livro EM JANEIRO (começo) e NÃO LI ATÉ HOJE …. ta la na minha “cabeçeira” …..

    mas com certeza vou ver o filme antes ….

    \../

  2. leandro menezes disse:

    Bom dia, meu nome é Leandro e falo de São Paulo, sou cinéfilo também e gostaria de dar uma sugestão, existe a possibilidade de fazer-se criticas de filmes europeus, clássicos, cult? Ou só lançamentos no grande circuito? Eu como um bom e generoso cinéfilo coloco minha coleção de 2.000 títulos a disposição de voces, tenho de filmes russos do inicio do século 20 a coleções de Zé do Caixão. Um abraço. (e-mail retirado pela moderação)

  3. Bodao disse:

    Leandro,

    Não sou oficialmente do Cinéfilos, mas qualquer um pode mandar contribuições e com o tempo virar “crítico” constante. É só mandar (veja que na página inicial existem algumas chamadas). Na verdade fazemos críticas sobre os mais diversos temas, nada impede que você faça de filmes mais cult ou arte, eu por sinal gosto muito. Mas me empolgo mais para fazer de filmes lançados recentemente, acho que a maioria aqui é assim, por isso ainda não atacamos tanto esses outros gêneros. De qualquer forma você pode contribuir como quiser. P.S: Filmes russos do início do século 20? Está me cheirando a Eiseinstein :)

  4. jedi disse:

    É isso mesmo Bodão!

  5. Lucas sanabio disse:

    Grande Juca, ainda não vi o filme por questões de paternidade e essas coisas. Já li o livro e achei muito bom, vale a pena. Um livro diferente, muito bem escrito. Abraços e parabéns pela crítica do filme.

  6. jedi disse:

    Valeu Lucas!

  7. Lídia Maria de Melo disse:

    Não assisti ao filme, mas se a atmosfera do Afeganistão é retratada com detalhes, certamente isso tem a ver com o livro, escrito por um médico afegão e que migrou para os Estados Unidos. Muito da história deve ter relação com a vida dele ou com a história de pessoas que ele conheceu ou ouviu falar. Talvez o mérito não seja do roteirista nem do diretor, mas do autor do livro, Khaled Hosseini. O livro é excelente, assim como é ótimo o conto ”O Segredo de Brokeback Mountain”, de Annie Proulx, que deu origem ao filme homônimo. Nesse caso todo mundo só enaltece o trabalho de Ang Lee. Quando o filme faz sucesso, ninguém se lembra do autor do livro. Por isso, entendo o debate levantado por Guillermo Arriaga, escritor e autor de roteiros como ”21 Gramas”, ”Amores Brutos” e ”Babel”. Os louros vão sempre para o diretor, mas Arriaga quer que a autoria seja rediscutida e atribuída também ao roteirista e autor de livro. Certo ele. Tudo isso, certamente, se aplica a ”O Caçador de Pipas”. Um abraço.

  8. nat disse:

    eu tenho que fazer um trabalho sobre o filme
    alguem saberia me dizer quais os comflitos eticos que o filme passo ?

  9. diego santiago de lima disse:

    eu gostei bastante!!! ha riqueza de detalhes do filme. d+, o livro homônimo que deu origem a este filme.

  10. Níkolas disse:

    Não li o livro, mas descordo completamente do site e penso que o filme é horrível. Ele é completamente previsível, linear, e fica a todo tempo passando diálogos diretos com liçõezinhas de morais. Eu sinceramente entrei na sala do cinema esperando o pior e o filme não frustrou minhas espectativas.

  11. isabella disse:

    vamu fla a verdade!
    kk ‘
    eu nunca li esse livro !!
    mas gostariia de ver o filme!!
    na miinha idade a gentii nun gosta muito de livros!
    eles parecem cansativos e que nunca acabam!!
    sinceramente!
    prefiiro o filme! =D
    hasuhaus!!

    Mais pra vcs!….

    boa leitura!!

  12. cleia meurer disse:

    Achei o filme muito interessante. Porém algumas coisas ficaram no ar. Por exemplo: Quando o garoto questiona o pai sobre bebida alcoolica, a explicação que o pai dá sobre pecado e da hipocresida que o pai diz sobre quem? só pode ser os mulçumanos. É isso?
    E o garoto pobre com seu pai, tão fiéis, por quê? porque tanta fidelidade… mais que isso, sacríficio? Tem haver com religião? Ou será que tem haver com ignorãncia? Uma vez que são analfabetos? Por que o pai de Amir questiona sua religião e política porém o pobre do Rassan e seu pai não?
    oK ! uM ABRAÇO!

  13. Tereza disse:

    CLEIA, NAO SOU NENHUMA EXPERT EM CULTURA AFEGA, MAS ME PARECEU QUE A FALTA DE QUESTIONAMENTO DE HASSAN E SEU PAI, ALI, SE DEVE AO FATO DE QUE ELES PERTENCIAM A UMA ETINIA QUE, POR RÍGIDA TRADIÇAO LOCAL, ESTÁ CONDENADA A TRABALHAR COMO SERVIÇAL, MAIS OU MENOS COMO OS INTOCÁVEIS DA ÍNDIA, E, PARA MIM, ESSA RÍGIDA ESTRATIFICAÇAO SOCIAL JÁ É MAIS DO QUE SUFICIENTE PRA ME TIRAR QUALQUER VONTADE DE CONHECER ESTES PAÍSES, POR MAIS QUE VENHAM ME DIZER QUE A ÍNDIA É A PÁTRIA DA ESPIRITUALIDADE, TÁ BOM, CONTA OUTRA… E OLHA QUE ESSA DISCRIMINAÇAO COM A ETINIA DO HASSAN JÁ EXISTIA ANTES DA CHEGADA DOS TALIBAS AO PODER. EM TODO CASO, GOSTEI BASTANTE DA LEITURA DO LIVRO E ACHEI O FILME OK.

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