Direção: Ethan Coen e Joel Coen.
Elenco/Vozes: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Woody Harrelson, Stephen Root, Josh Brolin, Garret Dillahunt, Kelly Macdonald.
Logo de cara, o novo filme dos irmãos Coen mostra pra que veio, uma fotografia espetacular é exibida enquanto o prólogo do filme é narrado. Sem dúvida, uma das melhores fotografias e ângulos de filmagem que eu já vi. Pra variar, a tradução do título brasileiro é sensacionalista, como quase tudo nesse país, e não representa a essência do filme, que em inglês tem o título No Country For Old Men.
Interessante o ritmo empregado do filme, onde há momentos em que personagens entram em cena do nada, sem introdução alguma, apenas para conversar (diálogos muito bons) com os personagens principais. Fugindo com louvor do mundo clichê, Onde Os Fracos Não Têm Vez, apesar de alguns exageros, é um filme que soa realidade. Não sou bom em prever o futuro, mas acredito que esse vem pra levar Oscar.
Uma escolha primorosa de elenco, junto com uma direção impecável, que sem dúvida alguma, soube tirar de cada ator o seu melhor, mesmo que seja por 5 minutos de participação. Finalmente Javier Bardem surgiu para o mundo, brilhante atuação. Lee Jones faz o de sempre, e bem.
Era o que faltava para eu por os irmãos Coen na linha de frente dos bom diretores, além de roteiristas, claro. Impecável, sinceramente não conseguir achar algo que não gostasse. Só de escrever essa pequena resenha já sinto vontade de ver novamente.
Nota dos Leitores para “Onde Os Fracos Não Têm Vez”
15 Votos
Nota média: 4.4
Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.


7/1/2008 às 10:32
Sem dúvidas o que estou mais ancioso para assistir! Tô doido pra que lance logo. Sou fã dos irmãos Cohen - Fargo, Big Lebowski e O Brother, Where Art Thou, estão facilmente na lista de melhores dos últimos 10 anos. E não se preocupe com previsão de futuro, tudo indica que eles vão levar mesmo. Uma rápida olhada na lista das últimas premiações no IMDB (http://www.imdb.com/features/rto/2008/critics/) deixa bem claro o seu favoritismo.
9/1/2008 às 12:32
otimo blog e otimo texto, parabens !
22/1/2008 às 07:26
Ei! eu adorei o título sensacionalista. se captura ou não a essência do filme eu não sei, ainda não vi(to louco pra ver!). Mas é melhor que um desses “INs” genericos, os imperdoáveis, os intocáveis, os indomáveis… é um título estilo western antigo, tipo “Meu Ódio Será Sua Herança”, que tb não tem nada a ver com o original “wild bunch”… Ah, e os Coen tão na minha lista faz tempo! desde Big lebowski.
5/2/2008 às 10:50
putz…estou me sentindo meio mal, mas preciso falar. Fui ver o filme dos irmãos Cohen, mas confesso que não me empolgou. Acho que fiquei tão presa às cenas sangrentas que o principal passou “batido”. O forte, que são os diálogos, ficaram encobertos pelas cenas intensas de violência gratuita. Estou achando que não entendi o filme. Na verdade, entrei no cinema sem saber nada a respeito. Não havia lido nada sobre o filme. Será que isso prejudicou minha compreensão? Ajudem-me, por favor!!!
6/2/2008 às 15:24
É um filme complicado de ver este aí. Complicado de entender também.
O fato de não ter trilha sonora, por exemplo, é meio angustiante. Acho que isto torna ainda mais fortes as cenas que já são bem fortes.
Mas os personagens são ótimos. Acho que o Barden leva o Oscar fácil porque a atuação dele está impecável, muito boa mesmo.
E não desespera não cacau, este aí é complicado mesmo…
7/2/2008 às 09:52
O filme é sensacional mesmo. Excelentes diálogos, o roteiro é muito bom e a fotografia espetacular (em todo o filme).
Cacau, nem sempre os filmes são comédia romântica. A violência existe, mas não é chocante, nem gratuita. O personagem do Barden exige algo mais forte porque ele é quase um mito.
Filmão.
7/2/2008 às 12:01
Cacau,
Não se preocupe em entender, pois geralmente se entender errado mesmo. Essa bobagem de usar frases do tipo “o autor quis dizer…” geralmente dá em merda.
Não liga pra esse pessoal que acha que entende muita coisa, quando na verdade são apenas pessoas que lêem muito sobre os poucos que sabem alguma coisa.
Você pode tentar ler sobre os aspectos do cinema (categorias do Oscar por exemplo) e entender o trabalho que é feito. Ai você vai entender a dificuldade de uma boa fotografia, uma boa montagem, etc…
No fim das contas o que importa é gostar ou não de um filme, ser exigente não quer dizer nada, isso vem com o tempo. Reveja filmes! Provavelmente vai notar a diferença com o tempo.
Muitas vezes acho até que falo demais para quem só fica no sofá vendo o trabalho dos outros e dando notas. Quando no fim, repito, o que importa é gostar ou não.
8/2/2008 às 12:20
Não é o tipo de filme que eu gosto (violência) mas ao mesmo tempo, gosto daqueles que me perturbam e este foi demais!!! Vi na quarta e não páro de pensar desde então.
Muitas reflexões, sobre poder, livre arbítrio, realidade cruel, impotência, banalização geral das coisas que deveriam nos indignar etc etc etc.
Mas enfim… Uma dúvida… No final, ele matou a mulher, que não quis decidir seu destino no cara ou coroa??? As pessoas que estavam comigo garantem que ele não a matou. eu achei que sim. e vcs???
8/2/2008 às 14:31
Goretti, eu acredito que pelo que foi apresentado do personagem, certamente ele matou.
[]´s
9/2/2008 às 02:48
ops… spoiler detected
9/2/2008 às 14:14
Alguém ai leu o livro??? Alguém me disse que no livro é explicito que ele matou a mulher. É verdade?
10/2/2008 às 00:05
Tarso, não espero que os filmes sejam sempre comédias românticas. Aliás, as comédias românticas estão longe de ser meu estilo favorito. Acho que devo rever mesmo o filme, pois não entendi. Isso acontece. Estava esperando uma coisa diferente, não estava num bom dia, sei lá. Quanto ao personagem de Barden, concordo plenamente.
E jedi, adorei teu comentário. Valeu!
Abçs,
11/2/2008 às 12:01
Como ficou a mala de dinheiro?
12/2/2008 às 14:57
Legal a pergunta da mala, mas eu acho que não tem importância. Engraçado que o Tim Burton fez algo parecido no seu novo filme, simplesmente deixou de lado uma trama, que, na minha opinião, também não tem importância alguma.
13/2/2008 às 11:19
Oi Jedi, sei que a mala não é a mensagem principal do filme, mas sim o objeto de toda a trama, isto porque o filme trata de relações e instintos humanos, em especial a ambição humana. De qualquer forma, assim como as pessoas ficaram curiosas em saber se mataram ou não a mulher, fiquei curioso em saber aonde foi parar a tal mala, pois não sei se ficou na fronteira ou se ficou com alguém? Abs.
13/2/2008 às 11:32
Eu entendi cara, entendi sua pergunta, inclusive falei que era uma pergunta legal. Pelo que mostrou no filme acho que o assassino não sabia onde a mala estava.
13/2/2008 às 11:52
Também fiquei com essa impressão. Acredito que ele não sabia onde a mala estava e que ela ficou mesmo na fronteira.
13/2/2008 às 13:21
Fiquei com a mesma impressão. Ele não sabia onde estava a mala. Apesar disto não ter feito diferença no final do filme, a gente sempre fica na dúvida.
13/2/2008 às 19:10
Filme bom pra mim é aquele que me transmite sensações boas ou me deixa encafifada pensando.. às vezes dias.. e mudo de ‘opinião’ ao vê-lo novamente, em épocas diferentes. Não foi o caso este.
Tudo bem, gira em torno da “secura” (espécie de ‘frieza’) do faroeste, acentuada pela falta de trilha sonora. Os diálogos são fortes, mas acabam perdendo em quesito ‘prender a atenção’ quando a violência entra em cena. Tudo gira em torno do dinheiro. Matar e por em risco a própria vida por ele!!
Afinal, na minha opinião, ele matou sim a mulher e quem ficou com a grana foi o tal personagem do Tommy Lee, coisa que só é “explicada” através do que ele chama de sonho.. últimas falas do filme!
16/2/2008 às 11:59
Como assim mala com tommy lee??? E a relação com o sonho? Alguém me explica???
16/2/2008 às 19:19
Ahauhau nossa como tem gente burra aqui!Cacau vc é uma antinha!Violencia gratuita?Aonde?Toda violencia no filme é justificada por isso o trama é tao tensa! E danizinha, esse filme deixa muito a se pensar sim é só tentar fazer uma forcinha e botar sua cabecinha de jumento pra funcionar rs e pelo amor de deus, o dinheiro ficou com o assassino né (Javier Bardem) varias coisas dao a enteder isso!Agora achar que o dinheiro está com o personagem de tommy lee é demais ahuahau mta burrice de uma vez só! E o filme nao é nada complicado,só nao nos da uma conclusao aparente!Se vc prestar atencao nos detalhes terá sua conclusao!Isso que dá,todo mundo acostumado a filmezinho idiota com final felizinho e tudo e quando se depara com algo desse tipo nao entende nada,é a vida!Vai demorar a aparecer outro filme igual a esse,totalmente fora dos padroes!Foi genial!
18/2/2008 às 10:32
O filme até que começa bem. Depois, perde-se completamente. Tive ímpetos de telefonar para algum hemocentro. Quanto sangue desperdiçado! Merece o Oscar. O mundo merece o Oscar. Inverossímel. Uma espécide de “exterminador do futuro” passado no presente. Passado. Mal passado. Ruim de doer.
18/2/2008 às 13:47
Tiago, sua opinião é importante aqui, assim como a de todos os outros leitores do Cinéfilos.
Mas vamos ter modos ao se referir a outras pessoas ok? Cada um tem uma opinião sobre os filmes e cada um pode entender um dado filme da forma que quiser. Entendimentos diferentes só nos mostram que as pessoas, Graças a Deus, são diferentes.
Então, sem ofender da próxima vez.
18/2/2008 às 16:06
Bom, creio que nós como telespectadores temos que cada vez mais abstrairmos a idéia de “entender” os detalhes das tramas. O cinema há algum tempo chegou no estado de arte que ignora esses por menores. Os filmes dos irmãos Cohen são claros exemplos disso - não são feitos para serem entendidos, mas experimentados. A maioria dos filmes marcantes assim o são. Deixam pontos em aberto mesmo, coisas a serem discutidas e revistas, estendendo um pouco os minutos prometidos de duração - desta forma podem durar para sempre. Mas no final esses detalhes não importam. O que importa é a profundidade do filme, a qualidade visual e técnica, a temática, todo o resto. E principalmente no caso de “Os Fracos”, as cenas. Cenas fortíssimas.
Mas já que curiosidade é curiosidade, vale a pena ver no Wikipedia (em inglês) o resumo do filme. Esclarece muito esses pontos, é só entrar. Quanto a mala, eu não achei que ficou com o assassino de maneira alguma, nem muito menos com o policial (Tommy Lee Jones). Na cena de aproximação do motel, vemos claramente os mexicanos correndo após o tiroteiro. Apesar de não ver a mala, são muitos os mexicanos, e vem perseguindo o Moss há algum tempo. É mais fácil que eles tenham levado, do que que o assassino. E o policial aí pra mim é quase impossível, pois nesse caso o assassino teria matado-o e ficado com tudo. Mas salvo engano na cena em que o assassino supostamente mata a mulher de Moss, ele chega a comentar que nem mesmo ficou com a grana.
18/2/2008 às 16:51
Opa, desculpem a postagem dupla, mas terei que me corrigir :). Na verdade continua tudo na base da opinião, e o filme difere um pouco do próprio livro, mas pensando melhor concordo na idéia de que o próprio assassino ficou com a mala. Primeiro fica claro (quem quiser pode procurar o roteiro do filme) que o Moss pega a mala, ela não fica na fronteira. Nenhuma dúvida aí, ele inclusive fica preparado para entregar a mala para a mulher dele e seguir o plano. Mas no tiroteiro aparentemente os mexicanos não pegam a mala. O assassino pega a noite no mesmo momento que o policial chega, o que explica inclusive o porque dele não matá-lo - já cumpriu sua meta.
Para os mais curiosos, aparentemente no livro ele vai atrás da mala pela pura vontade de deixar as coisas como eram, normalizar tudo, e inclusive nem fica com o dinheiro (entrega para os donos originais). Ele se considera uma ferramenta do capitalismo, algo do tipo. Só lendo mesmo :).
19/2/2008 às 01:18
Me desculpem pelo post anterior, eu nao tava num dia mto bom rsrs :) Bodao, eu nao sei mas a cena em que o javier ta dentro do quarto do motel escondido no escuro eu acho que é um flashback de quando ele pegou o moss ou entao foi quando ele voltou pra pegar o dinheiro msm.Eu preciso rever o filme para constatar algumas coisas.Vou fingir que nao li os comentarios desse jorge,se nao aguenta sangue entao pq foi ver o filme ahaha, exterminador do futuro??haaa??
20/2/2008 às 09:54
Olá, cheguei ao site por indicação da Fabíola. Parabéns pela qualidade do textos. Ainda não vi o novo dos irmãos Coen, mas sobre seu texto tenho uma dúvida: Como assim Javir Bardem só chegou “ao mundo” neste filme? E “Mar adentro”? E “Carne trêmula”? E “Antes do anoitecer”? Todos foram suficientemente badalados para garantir a projeção de Javier Bardem.
20/2/2008 às 12:03
Bem, sobre as cenas que acredito que deixaram o publico mais perplexos, principalmente no final, vamos a reflexao:
Revelação do sonho do xerife: É que ele é muito incompetente para prender os bandidos e salvar as pessoas, então o negocio é viajar na maionese mesmo,porque aquele sonho foi totalmente sem sentido algum no filme.
A mala so pode ter ficado com os mexicanos, o que me arremete a crer que havera o episodio II - Onde os Mexicanos não tem vez.
Sobre a esposa de Moss, nao importa se ele a matou ou não..Aquilo foi so pra estigar ainda mais a reflexão do espectador. Tipo: Puxa vida, o cara é mais cruel que o Guiodai..rs
Lembra que durante o filme foram gastos varios minutos mostrando simplesmente a crueldade e o terror do assassino com personagens que nem eram importantes na trama? (o cara do bar, a coroa esquisita q nao deu noticias do paradeiro de Moss ao assassino, o guarda logo na primeira cena, etc)
Sobre o acidente do assassino no final: É a velha historia - vaso ruim não quebra.
Apesar de ser uma coisa meio óbvia, creio que os autores estavam mto mais interessados exatamente em passar essa reflexão das relações humanas - crueldade extrema, vida conjugal tosca, mortes por motivos “futeis”, ambição, etc.
O filme é 10.
20/2/2008 às 14:47
Poxa galera..abortaram meu comentario… Assim enfraquece a amizade… achei que era livre pra fazer comentarios…. Ele chegou a aparecer na tela, agora sumiu… Ajuda ai garotada…
20/2/2008 às 15:20
Apesar de ter dois amigos que postam aqui, to conecendo o blog agora… e parabéns pessoal, muito bom.
Quanto ao filme, sem palavras, é só falar que já vi 3 vezes.
21/2/2008 às 20:30
[Márcio] esses filmes que vc citou são realmente ótimos e expressivos, mas esse foi “em inglês” e bem mais abrangente, não tem comparação, foi isso que eu quis dizer. []´s
[Guidai] calma cara, é só proteção de spam. Mas já que eu aprovei uma vez, agora vc ja pode comentar sem aprovação. []´s
[Avonvonvon] valeu :-)
22/2/2008 às 12:29
Os irmãos Cohen se superaram. Ainda é cedo para dizer se este é um novo “Fargo”, mas eles foram demais.
Foi talvez o filme do ano… e ainda estamos em fevereiro!!!
Impressionante como mesmo sem terem uma única cena juntos, Brolin, Barden e Jones fizeram grandes interações. Todos estão bem no filme… não dá pra dizer o que foi melhor.
22/2/2008 às 15:37
vixi… foi mal de mais jedi… esse imediatismo estupido acaba com a paz dagente…rsss. achei q a parada era burocracia sabe…tipo mandar copia autenticada pro papa.. passar pelo crivo do Lula.. enfim.. hehe.
desculpa a afobação…mas tava querendo mmtto fazer comentario desse filme… Aposto oscar nele total…
Abraços…
25/2/2008 às 12:59
Um lixo de um filme!
25/2/2008 às 18:34
Aí Galera,
Tem uma coisa que ficou no ar também: No início do filme Tommy Lee afirma dá falta de necessidade de armas na região. Afirma que não portava armas, inclusive pq seu avô (que era xerife) e seu pai, nunca utilizaram.
Pois bem, Barden não portava arma de fogo e no diálogo final Tommy Lee afirma que a lembrança de seu pai (em complemento a conversa com o velho com os gatos) era de uma pessoa de +/- 20 anos. Daí se revermos desde o início como tudo surgiu (o modo de matar e as deduções rápidas que ele tinha dos crimes, além de ter isentado Moss desde o início e tentado ajudá-lo desde o início, também a certeza o que ele encontraria no quarto do motel e a falta de interesse de Barden com ele) podemos crêr que a narrativa foi feita pela ótica das deduções de Tommy Lee e que Barden era um velho conhecido (seu pai). PT, ele fôra a casa de seu irmão ou tio para falar que estava fora porque ele descobrira quem havia feito tudo. (no country, for old men) E olha que isso é a cara dos Coen,
Abraços,
25/2/2008 às 19:16
Não gostei. Maçante, me fez cochilar várias vezes na poltrona do cinema. Ao menos tem boas atuações. Barden está fenomenal, como de costume. A única cena que vale o ingresso é a do cara ou coroa com o velhinho no posto de gasolina de beira de estrada. Prefiro Sangue Negro.
26/2/2008 às 11:28
Duda do ceu… Que confusao é essa?? Essa mistureba ai confundiu tdo na cabeça… Ce ta querendo dizer que o assassino (Barden) é o pai do xerife (Jones)? hahahha…
Daqui a pouco vc descobre que o cara que tava com a mala era irmao do assassino.. hehe..(com todo respeito ao seu comentario.. nao tenho a intenção de fazer critica destrutiva).
Prefiro continuar com a proposta de final incoerente para estigar o publico a refletir na estupidez das reações e relações humanas.. E te falo mais, na minha opinião este filme é mmmttooo melhor do que qquer concorrente ao oscar viu..Nem Diamante Negro supera o Onde os Homens…
Pra mim a academia acertou em cheio desta vez..
Ate mais ver..
26/2/2008 às 18:45
É Duda, acho que você viajou um pouco demais também! ehhehe. Foi até interessante a ligação, mas nem acho que seja verdade da história, e nem acho que esse tipo de coisa seja a cara dos irmãos Coen - além de tudo, o roteiro é baseado em um livro, a história não é original deles.
Guiodai, adorei o filme também, o melhor deles sem dúvidas. Mas Sangue Negro é simplesmente melhor. :)
P.S: Diamante Negro? ehhe. Confundiu Sangue Negro com Diamante de Sangue? Ou é a vontade de comer chocolate?
29/2/2008 às 18:55
Pra quem não entendeu quem ficou com o dinheiro aí vai a resposta: Note que quanto o Tommi Lee chega a noite para visitar a cena do crime (quarto onde o Moss foi morto pelos mexicanos)a fechadura da porta tinha sido arrancada por aquela arma esquisita do assassino (uma que dava tiro de ar comprimido). Observe também a silhueta do bandido dentro do quarto (pela luz q entra pelo buraco aberto). Depois que o Tommy entra, ele olha para o trinco da janela aberta (por onde ocorreu a fuga). Depois que o Tommy senta-se, ele olha para uma espécie de duto de ventilação com a tampa desparafusada (o mesmo tipo de esconderijo onde o Moss colocou a mala pela primeira vez). No final, percebe-se claramente q o bandido estava endinheirado (pela quantia generosa q ele pagou ao menino da camisa). O filme é demais e abre um leque de possibilidades nas demais tramas, diálogos e cenas. Pra quem não entendeu o filme, não critique sem antes assistilo mais algumas vezes(prestando bastante atenção). Um abraço a todos.
29/2/2008 às 19:35
Filmaço.O fato do filme esconder certas coisas é uma das coisas que fez o filme ser tão bom. É uma história contada sem frescuras. Não é apelativo. É de bom gosto. A violência não é gratuita, como alguém disse. Ela aparece porque tem que aparecer. E as vezes nem aparece. Por exemplo; (spoiler—>)não lembro de ter visto uma gota de sangue quando o personagem do Javier Bardem mata o personagem do Woody Harrelson (não lembro o nome dos personagens).
Cada um tem sua opinião, mas quem não gostou desse filme bom sujeito não é. hehehe.
abs
1/3/2008 às 11:34
O pessoal fica se perguntando sobre a mala e esquecendo coisas mais importantes. O destino da mala simplesmente não é importante. No livro é o assassino quem fica, e ele devole para os donos que o haviam contratado (pasmem!) - de fato ele nem se preocupa muito com dinheiro, fica só com a comissão e com a “honra” de ter terminado o trabalho. O filme não deixa tudo isso claro, mas porque ele quer (tenta) confundir mesmo :).
Mas pra mim existem algumas perguntas bem mais importantes do que “ele fez isso?”, “quem ficou com aquilo?”, “ele matou mesmo”, etc. O importante do filme é se perguntar alguns porquês. Por que ele não matou o Tommy Lee Jones? Por que ele fez o jogo da moeda com o dono do posto? Por que ele matou o personagem do Woody Harrelson? Por que o personagem do Woody não andava armado, nem reagiu? E por aí vai.
Essas são perguntas mais importantes :).
1/3/2008 às 15:41
Excelente filme, porém com um título em portugues completamente distorcido e sem sentido (quem colocou este titulo ou não entendeu nada do filme ou é muito cínico mesmo - o titulo em portugues deveria ser “onde os velhos não tem vez”). O filme ilustra de forma perfeita a decadência e a crueldade da sociedade ocidental hiper-moderna. É um retrato frio e pessimista do predomínio de um nova ordem corrupta e amoral (que tem na figura central do psicopata a sua representação máxima, não desprezando porém todo um séquito de coadjuvantes, de
traficantes e veteranos gananciosos a jovens corrompidos por US100), em contraste e às custas dos sonhos e esperanças de toda uma geração (os “velhos”). Destaque para três cenas: (a) dialogo entre o psicopata e o “velho” balconista (cena da moeda), (b) menino que não entende porque o psicopata acidentado quer “comprar”
sua camisa e (c) cena final - memorável (síntese do filme).
2/3/2008 às 22:16
Me desculpem mas de todos os oscar nunca vi filmes tão fraco.
3/3/2008 às 12:15
Ricardo, não me encomodei tanto com o título, mas realmente poderiam ter mantido o contexto original. Bom que você tenha feito paralelos com as questões socio-psicológicas.
Rabelo, não poderia descordar mais de você. Foi um Oscar raríssimo em termos de qualidade de filmes e coragem por parte da academia. Finalmente focaram em filmes sérios, alguns independentes, e bem longe do estilo clichê e “estrelar” que o Oscar em alguns anos focou. Se você é mais do estilo “Shakespeare Apaixonado” e “Chicago”, e acha que são filmes que realmente batem por exemplo “Resgate do Soldado Ryan”, tudo bem. Gosto é gosto. Mas em termos de sétima arte, o Oscar dos últimos anos vem melhorando constantemente (veja a opinião dos críticos) e esse ano foi um dos melhores.
Pra completar, vou listar aqui alguns. Se você realmente acha esses filmes fracos, aí é melhor ficar longe de premiações, pois o Oscar (e Globo de Ouro) são o mais clicherizados dos prêmios. Veja um Urso de Berlim ou Cannes, por exemplo, e você pelo visto vai odiar. Filmes: Onde Os Fracos Não Tem Vez, Sangue Negro, O Gangster, Juno, Desejo e Reparação, Jogos de Poder, Zodiaco, Natureza Selvagem, Conduta de Risco, Sweeney Todd, e é só pra começar. Mil desculpas, mas qualquer um desses filmes merece 10x mais o Oscar do que exemplos como Titanic (1997), Shakespeare Apaixonado (1998) ou Chicago (2002).
Então muito pelo contrário - esse ano os fracos não tiveram vez :).
3/3/2008 às 14:28
Rabelo,
Diz um exemplo aí de filme bom.
3/3/2008 às 19:16
Sobre a dúvida de que ao final o assassino matou a mulher, que não quis decidir seu destino no cara ou coroa, acredito que sim, porque ao sair da casa o assassino verificou se suas botas estavam sujas (que no caso poderiam estar sujas de sangue).
A partir dessa cena se pode fazer uma analogia com a cena em que, em outro assassinato aquele ao matar, coloca as penas em cima cama com o intuito de nao se sujar de sangue(oq leva a crer a tamanha repugnância ao matar).
No mais, o filme é ótimo pelo simples fato de dar margem a tamanhas discussoes e interpretacoes díspares.
3/3/2008 às 21:56
Gostei do filme. Fiquei pensando depois e se eu fico pensando depois, é porque o filme é bom.
9/3/2008 às 20:54
FIlme muito bom, digno dos Coen!!!O duro é ver que para entrar no México por aquela fronteira basta ser um bêbado, ainda que todo ensanguentado e ferrado.e para fazer o caminho contrário, se for um “herói” de qqr guerra, ainda que não se tenha roupas, pode entrar. Ótimo retrato do cenário atual.
10/3/2008 às 16:07
Angelita, legal você ter reparado nisso, mas vale salientar que como o filme é ambientado nos anos 80, hoje em dia a coisa mudou. As políticas estrangeiras dos EUA estão bem mais complicadas ehhe. Basta ver o BABEL. Enfim, teria sido bem diferente. Na época do filme ainda dava para resolver as coisas “no papo” :). Mas foi realmente um foco legal do filme.
12/3/2008 às 00:09
Que filminho ruim…Se isso virar tendência acabou o cinema comercial. Pelo visto, é o que a maioria quer, pois ganhar o Oscar é ridículo. Ai vai ter um monte de doidão viajando nos filmes. que beleza…..
13/3/2008 às 13:04
Acabar o cinema comercial? Putz, tá longe. Só o que tem é “porcaria” comercial por aí. Não é difícil de achar :). O problema são os mal informados que vão para filmes sem saber do que se trata. Você escolheu mal colega, só isso, mas tem uma dúzia de filmes para você ver no cinema e gostar, não se preocupe :).
E como os Coen disseram quando ganharam o Oscar: “agradecemos a Hollywood por deixarem nosso cantinho na caixinha de areia para brincarmos”. Com os pequenos espaços que o cinema “comercial” deixa para filmes sérios e artísticos como os desse ano, já vale a pena!
17/3/2008 às 11:07
Na humilde opinião deste que escreve o final é uma simples referência ao título original do filme, quanto a suposta morte da personagem confesso que o modo como a cena é exposta faz ser impossível saber o que aconteceu, sobre a mala a hora em que o xerife olha para o chão e vê a saída do ar condicionado aberta é proposto que qualquer um dos principais protagonistas da história pode ter ficado com o dinheiro, a respeito do filme, achei o inicio espetacular muito auxiliado pela soberba fotografia (em especial a visão aterrorizante do deserto à noite) porém as coisas ficam mornas ao longo do filme, não mantendo o clima do início. Direção e atuações impecaveis, muito mais merecedor do prêmio principal da academia que seus antecessores, Crash, e os Infiltrados.
19/3/2008 às 01:34
Oh Tiago! Não ofenda os outros chamando a todos burro!
O estúpido é vc que falou e não explicou nada! O filme tem mensagem e é bem distinta do que vc pensou (alias: nada)
Um sonho, um crime sem culpados, um sapato limpo na soleira de uma casa, a moeda, o xerife e seu passado texano decadente, vai juntando….os irmãos judeus construiram um caledoscópio; onde você monta as cenas e cai no final…igual para todos: a mesa, a mulher, o café, a aposentadoria, o sonho e a frustração. Ta bom né..Bobão.Não ofenda os outros. Tu deves ser paulista!
28/3/2008 às 13:27
Gostei do filme também! É bem instigante ver o jogo de cenas que te leva ao raciocinio constante para entender a trama. O personagem de Bardem é simplesmente fantástico. O cara é muito objetivo e faz com as pessoas respondam o que ele quer saber sem que elas saibam. A cena do posto de gasolina com o velho foi agonizante. A discussão referente a quem ficou o dinheiro é relevante. Creio que a mensagem do filme é sobre a relação do poder. Os fracos não tem vez contra a frieza de um assassino, não tem vez contra a crueldade, a inocência do policial não tem vez e das pessoas que deram carona e não revidaram também não. Até mesmo o frio assassino poderia morrer num acidente de carro, em um dia tranquilo de um bairro familiar. Intrigante o filme. Muito bom!
29/4/2008 às 05:48
Cara, realmente o título correto é “Onde os velhos não tem vez”, como o amigo acima ressaltou… Soaria pesado para os brasileiros. O autor do livro é Cormac McCarthy, um dos mais respeitados escritores vivos dos Estados Unidos, junto de Roth e Pynchon; vencedor do Pulitzer do ano passado por “The Road” e sério candidato ao prêmio Nobel de literatura. O homem é bom. Pois é, há um comentário acima que foi de Duda e que foi muito mal esclarecido e entendido. A questão de quem ficou com a mala é irrelevante ao propósito do filme, assim como se a mulher no final morreu ou não. Mas nas entrelinhas descobrimos que acima de tudo é de uma relação entre pai e filho. Talvez mais que carnal: uma parábola religiosa, mística. O velho policial no fim declara à mulher ter sonhado com o próprio pai aos vinte anos; mas solitário num deserto à lua cheia, fazendo uma fogueira e com dois chifres na cabeça. Imagem espantosa! O próprio Satanás! Isso explica porque o policial não se interessou em prendê-lo nem o assassino em matar o velho quando teve oportunidade. O único que ele perduou. Alegoria de Deus e Satanás, da eterna luta do mal com o bem, que, na visão do autor, o mal, além de ter surgido primeiro, com a imagem do sonho do velho em que vê o pai na figura do filho, vence a disputa… Grande filme. A ausência de qualquer efeito sonoro parece exacerbar a crueza da violência. E, à propósito, o livro com que McCarthy venceu o Pulitzer de 2007, “The Road”, é sobre uma longa viagem por uma estrada hostil entre um pai e seu filho.