Direção: José Padilha.
Elenco/Vozes: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Fernanda Machado, Maria Ribeiro, Fernanda de Freitas, Milhem Cortaz, Suzana Pires, Paulo Vilela e Fábio Lago.
Lá vem o Brasil em busca do Oscar de filme estrangeiro, e o carro chefe provavelmente deve ser esse mesmo. Pena que o filme vazou antes de chegar ao cinema, inclusive vazou pela empresa que estaria colocando as legendas em inglês. Tanto, que a versão que corre solta por ai, que inclusive eu vi, está com cara pra gringo ver, além de mal acabada. Sinceramente eu acho que esse polêmica toda deve gerar mais bilheteria que o normal, eu mesmo vou ver novamente no cinema (eu já vi duas vezes).
Já soube até que rolou ou tá rolando umas apresentações em São Paulo, isso porque o Oscar exige que o filme seja apresentado nos cinemas até no máximo no final de Setembro (desculpem a falta de precisão e de fonte de notícias). Só espero que depois de toda essa confusão e polêmica o filme volte a ser comentado e badalado pelo motivo certo, que é seu excelente roteiro, montagem, edição e atuações. É isso mesmo, mais um “Cidade de Deus” produzido pelo cinema brasileiro, nas suas devidas proporções.
O filme tem um ar de documentário, e o roteiro é baseado em depoimentos de pessoas que fizeram ou fazem parte do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE. A história gira em torno do Capitão Nascimento, vivido de forma impecável por Wagner Moura (é, o Olavo da novela), sua rotina na polícia, em casa, treinamentos e na tensão e estresse vivido pelos participantes dessa polícia, dita no filme como “melhor” que o exército israelita. Na verdade o BOPE nem deveria ser considerado um tipo de polícia, é realmente um exército em ação. Não tem como negar um certo orgulho e patriotismo ao ouvir tantos elogios e cenas que exaltam o tal esquadrão de elite, mas o outro lado da história é um verdadeiro tapa na cara da sociedade brasileira. A final de contas de quem é culpa pela situação?
Essa, e outras perguntas são respondidas e bem explicadas numa sequência de cenas marcantes durante todo o filme. Talvez até seja injustiça minha citar uma única cena, além de estragar o impacto que vai causar em quem não assistiu ainda. Não posso deixar de falar também no diretor José Padilha, responsável também pelo excelente documentário Ônibus 174, que dirige de forma brilhante, dando uma aula pra esses diretores de novela que insistem em fazer filmes (Olga), apesar de uma insistência, acredito que proposital para dar ar de documentário, em mostrar muito os rostos dos atores. Mas quando abre o plano o faz com maestria, retratando uma fotografia totalmente condizente com o filme.
A polêmica da pirataria tá solta, mas o reflexo vamos ver no cinema, e eu não sou hipócrita de pedir pra você não ver a versão pirata, porém acho que vale a pena ir ao cinema, nem que seja pra prestigiar, além do fato que essa versão pirata não estava bem finalizada, e segundo o próprio diretor, existem mudanças significativas da versão que vai ao cinema, inclusive mensurável: 1 milhão a mais.
Nota dos Leitores para “Tropa de Elite”
8 Votos
Nota média: 4.63
Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.


26/9/2007 às 08:40
Olá meninos,
Gostei do blog de vocês!!!!
26/9/2007 às 14:44
Tropa de Elite é um filme brasileiro que eu considero estar entre os Top 5. Acho legal a associação com Cidade de Deus. Dizem que CdD mostra o começo do narcotráfico no Rio de Janeiro. TE mostra exatamente onde foi parar essa questão. A batalha nas favelas, corrupção na polícia, o temido BOPE e o envolvimento das diferentes classes sociais com o crime.
Ao assistir a cópia pirata eu me comprometi a assistir no cinema, se possível na estréia, por motívos óbvios, prestigiar o exelente trabalho e o fato que depois da cópia pirata ainda foram investidos mais de 800 mil em edição e tratamento de imagem, acrescentando ainda mais 5 min de filme.
Os atores realmente impressionam com ótimas atuações, destaque para Wagner Moura que está muito bom no papel de Capitão Nascimento, como ator nada deve a Selton Melo ou Rodrigo Santoro. Gostei muito também do André Ramiro, o Matias, que apesar de estreante, perfez com extrema competência a transição de personalidade pela qual o aspirante Matias passa.
O cenário perfeito, não podia ser melhor, já que é realmente ali que a história é contada, nos morros das favelas.
É isso aí mesmo Jedi, 5 estrelas com gosto, e na torcida para o Academy Awards, apesar do filme não ser de um perfil que agrada aos membros, temos que tb ver quem será os concorrentes. Como Cidade de Deus, pode ser que caiba outras indicações também.
1/10/2007 às 21:33
ola…!!!
Este filme veio trazer a tona uma realidade que mts ainda tentam e vao esconder: corrupcao, trafico de drogas e de armas etc.
Os defensores dos direitos humanos estao arrepiados e sem dormir. Querem a paz mundial, mas quem naum a deseja?
Com certeza quem lucra com armas e equipamentos de guerras, e nestas favelas o que acontece é uma guerra.
Direitos humanos sao p seres humanos e como dizem alguns integrantes do BOPE q conheco: “esses traficantes não sao seres humanos, sao demonios capazaes de estuprar a filha de um colega q n pg pela venda de qtidade infima de droga, 5 reais; ou de um fogueteiro que n viu a policia entrar; ou a familia inteira de um integrante do trafico que perdeu a droga p outra facçao…” eles torturam qq um pelo motivo mais insignificante que pode existir, ou seja, dinheiro e lucro.
Entao surgem os utopicos dos defensores dos direitos humanos mais revoltados que xiitas….
Claro que eles merecem tratamento humanitario, mas isto ja foi tentado e ate hj naum deu certo… Matar nunca é a melhor solucao, mas sem tortura esses policiais nunca irao achar o que procuram numa operacao na favela, pq la todos saum “manos” e ninguem delata, a naum ser sob uma grave tortura…Se tivessemos estabelecimentos penitenciarios como nos EUA as coisas seriam diferentes, pq esse tipo de gente n teria alternativa pq ou apodreceriam na cadeia ou se ressocializariam e ficariam na duvida de se voltam ou naum p o trafico, pq se for reincidente de la n saem mais. Aqui ja acontece o oposto, se ficam presos logo voltam p trafico, c certeza pq os garanhos da favela sao esse tipo de gente….
Entao, ate o sistema mudar o BOPE irá trabalhar do jeito eficiente que eles possuem… que esta dando resultado isso esta, pq esses traficantes naum temem a PM, PC exercito, marinha ou aeronautica, mas o BOPE…..
Quem tem filhos sabem de uma coisa: ao fazer uma arte, que o nivel de reprovacao vai aumentando c a idade, primeiro conversa, informa q é errado e as consequencias; depois se continua insistindo se passa p os castigos, tipo n deixar jogar um jogo, sair c os amigos; e se insiste ou tenta uma surra; normalmente naum passam dos castigos mas se passar das surras, tem o BOPE.
3/10/2007 às 11:49
Arte mais uma superou a realidade, a partir do momento que assistimos a este filme como uma obra de arte, temos a certeza da maturidade artística dos cineastas brazucas, em contraponto temos a retratação, pela visão da polícia, de todos problemas que as comunidades vivem, todos os incômodos, toda corrupação policial, que ainda temos no nosso dia, não importa que seja no Rio ou no DF.
A visão realística do filme mostra a qualidade da formação do bope.
3/10/2007 às 21:34
Assisti ao filme e fiquei perplexa com a realidade que ele passa. No entanto, é um filme maravilhoso e não perco a estréia nos cinemas de jeito nenhum. Acho que o filme só mostra, como Cidade de Deus, a verdade dessa guerra interminável entre traficantes e polícia, entre traficantes e traficantes e entre polícia e polícia…
Não acho errada a atitude do BOPE não, pois se tivéssemos um sistema penitenciário melhor não seria necessário um esquadrão como esse, porém nossas cadeias são apenas parquinhos de diversão pra os grandões do tráfico, qd presos, darem as ordens aos seus comandados pra atacar ônibus, queimar, matar…
E o filme mostra bem isso…
é real!
11/10/2007 às 21:06
“Tropa de Elite” é realmente um espetaculo de filme. Cinemao de alto nivel com um enredo bastante bem trabalhado e conhecido pela maioria de nós brasileiros. Perfeita a comparação com “Cidade de Deus” e o comentario sobre o excelente diretor José Padilha. Vagner Moura tb se destaca, criando no viceral Capitão Nascimento seu ápice no cinema até o momento (depois de Selton Melo, Moura é para mim atualmente, nosso melhor ator). 5 estrelas mais do que merecida nesse filme que vale a pena ser visto varias e varias vezes, tanto no cinema (infinitamente superior) como no piratão, que com certeza 99% dos leitores desse blog devem ter.
Nota: O representante brasileiro a uma vaga no Oscar é o simpático, mas insoso “O dia que meus pais sairam de ferias”. =(
13/10/2007 às 23:26
Finalmente assisti. Espetacular.
O som do filme no cinema é fantástico, pena que o iguatemi tá se especializando em chatear os clientes.
Qualquer dia eu bato na cara do gerente e chamo ele de muleque.
15/10/2007 às 09:00
Assisti no cinema. Valeu a pena evitar a versão “pirata”, a experiência na telona foi sensacional. Um orgulho ver mais um filme brasileiro de qualidade inquestionável. Impressionante como não somente a história e o comprometimento social são impecáveis, mas também os aspectos técnicos. Há um bom tempo não vemos um filme brasileiro com técnica tão apurada. A edição de som e a montagem (bem americana, por sinal) são dois dos pontos mais marcantes do filme, lado a lado com a atuação do Wagner Moura e o estilo marcante (até chocante) do filme. Alguns chegam a dizer que é melhor do que Cidade de Deus - eu realmente não acho - mas independente disso é filme pra se ver, rever, e o mundo todo levar a sério. Se o Oscar fosse uma premiação mais justa, certamente teríamos umas 3 ou 4 indicações aí, apesar do de melhor filme estrangeiro não ser representado pelo tropa. Mas melhor ator, edição de som, roteiro adaptado e direção são algumas das nomeações que seriam, no mínimo, justas. A edição de som principalmente, porque foi usada brilhantemente como uma forma artística de fazer cenas mais chocantes e fortes ainda. Incrível.
17/10/2007 às 20:56
Filme pirateado não é legal, ainda mais vendo na minha TV. Assisti hj no cinema. Gostei mto em todos os sentidos. Porem, nao sei se nao percebi por estar tao intertida no filme, mas tive a impressão de poucas musicas que marcam os momentos assim, náo sei se a idéia foi uma espécie de documentário. É que musica me chama atençao e acho fator fundamental na marcaçao de cenas…
O que me deixa bastante indignada é que é REAL. Isso me entristesse mto e também o fato de como as pessoas acham que estáo fazendo o bem….. como fazer o bem é relativo em varias situaçoes no filme. Fazer o bem a quem ? Em todos os casos as justificativas para roubar eram para fazer o bem. A questao que mais me deixou irritada foi a mesma e que acredito fielmente: quem financia toda essa situaçao sáo as pessoas esclarecidas, e que acham que um baseadinho nao faz mal, sendo que por tras disso é só desgraça…como sempre, esses filmes me deixam indignada com as pessoas e com o país…
18/10/2007 às 01:42
Mais uma vez, mostra-se que os vagabundos da classe média-alta são os verdadeiros financiadores do tráfico. Sem nenhuma leveza, o filme mostra a verdadeira face de uma sociedade hipócrita que vive às sombras do submundo, financiando-o e fazendo passeatas pela paz quando o tiro sai pela culatra. O Bope deveria matar maconheiros classe média-alta também, estaria fazendo o mesmo efeito que se estivesse matando um chefe de morro.
18/10/2007 às 09:11
Gomide,
Realmente não notei a “ausência” de trilha sonora como você mencionou, mas tentando lembrar das músicas do filme lembro de poucas mesmo. Tirante a música homônima do Tihuana, que por sinal eu não gostava mas ficou muito bem no filme, lembrei de poucas (alguns mais chegado ao rap/funk no morro, e acho que tem um tipo de bossa nas cenas mais amenas, acho que as na casa do Capt. Nascimento).
Mas o mais provável é que isso seja apenas uma consequencia deles terem dado tanta enfâse na edição de som. Como as balas, armas, tapas, conversas, tudo é tão bem “reforçado” sonoramente, acabaram tendo que pegar leve na música de fundo ou tiraria a atenção. Talvez seja isso…
18/10/2007 às 13:42
Não sei se ainda estou empolgado com o filme, mas esse, com certeza, é um dos melhores filmes que assisti. Além de todas as coisas que vocês todos já falaram aqui, o que mais me chamou a atenção no filme foi a forma tão bem feita que o autor conseguiu colocar o usuário de drogas como um sócio do traficante e ainda enfatizando ao citar a maioria daquelas pessoas nas caminhadas a favor da paz (não que eu seja contra), sendo que provavelmente muita delas também financiam o tráfico.
Uma coisa de gostei de ver tanto no post do meu amigo Juca, como nos comentários é o prestigiar o filme nacional indo ao cinema, por essa consciência, tenho certeza de quem assistiu o filme pirata aqui, com certeza ou baixou da internet ou copiou de um amigo, pois senão, simplesmente pode estar fazendo assim como esses maconheiros do filme, financiando os traficantes!
Abração a todos!
18/10/2007 às 16:46
Participo de uma lista de discussão de filmes com alguns amigos, e compartilhei algumas idéias baseadas na entrevista do diretor José Padilha ontem na Marília Gabriela. Vou postar aqui pra gerar um pouco de polêmica hehe :).
Ele se mostrou muito revoltado com o fato de muitas pessoas que assistiram o filme terem achado que o filme é “pró-BOPE”, e a favor de tudo aquilo. Ele inclusive falou que quando exibiu o filme no exterior (EUA e Canadá), todos adoraram o filme mas ficaram revoltados com ambas as polícias (civil ou bope), achando toda aquela situação absurda. Já o Brasileiro não, por já ter tanta aversão aos marginais, acabam “escolhendo” lado e tratando o BOPE como o herói da história, quando na verdade não podemos esquecer que é um herói que tortura, mata inocentes (quem viu a criança de 4 anos morta ontem na ação do BOPE?), e age de forma pesada a situação. Ele falou inclusive que detestou fazer as cenas de tortura (o que é interessante, porque ficaram boas mesmo sem ele gostar – puro sinal de profissionalismo).
Por favor não leiam isso e achem que é a minha opinião! É a dele, ok? Mas vendo ele falar isso refleti um pouco mais sobre o assunto e acabei caindo na real mesmo. Não adianta acharmos que aquilo tudo é lindo, são os salvadores, etc. É um policial que age como age por causa da situação, isso é verdade, e dada a situação é provavelmente melhor ter o BOPE do que num ter – mesmo se não fizer diferença grande, dá um gostinho de vingança. Mas o fundamental é vermos que é uma situação cruel, tão horrenda que mesmo os heróis são pessoas, violentas, manipuladas e que sofrem lavagem cerebral. São tão heróis como os nazistas ou os militares da ditadura brasileira, a única diferença é que nesse caso nós e o BOPE temos um inimigo em comum e esse é muito odiado.
Enfim, mudar a situação é que é o ponto principal do filme, e não essa onda “Pró-BOPE”, “quero ser BOPE”, “BOPE é massa” que ta surgindo no mundo “teen” que viu o cinema. Melhor cair na real.
18/10/2007 às 17:58
ótimos comentários. Tanto o da trilha sonora como esse último do BODE (que rima com BOPE) :D
Mais estranho sobre a trilha é que ouvi que a trilha em CD já está saindo à venda.
Realmente essa onda de “O BOPE é LEGAL” tá sendo exagerada, aqui não é legal, é uma solução pra situação,. mas já pensou torturar um inocente?
Esse filme ainda tem muito o que falar, mas o que deixa no ar é vontade de ser do BOPE mesmo :D
Faca na caveira! Vou ver no cinema HOJE! Só aspiras!
19/10/2007 às 11:32
Depois comenta as diferenças da versão pirata e cinema :). Disseram que foram poucas, mas ouvi boatos de que a pirata é ainda mais violenta. É vero?
19/10/2007 às 12:00
Pronto, vi no Cinema. Percebi pouca coisa de diferença da versão pirata pro cinema, na verdade uma pequena cena que nem influi em nada, que o Neto fala sobre suborno com um outro policial, nada demais que afete a versão pirata. Agora o que não tem comparação é o que o Tarso falou, o som é muito melhor, bem mais dividido, tecnicamente perfeito, exceto as partes narradas que estavam muito graves, dificultando um pouco o entendimento.
Prestei muito atenção na trilha e tem mais música do que a gente pensava. Além do funk e da música do Tihuana, tem uns reages dos preibois, R.E.M e Titãs na hora que estão dançando, e no final ainda rola um Rappa na exibição dos créditos.
[]´s
20/10/2007 às 18:18
Sou educadora - não sei a real “intenção” do filme. O que estou assistindo é como a população estudantil está interpretando essa versão pirata: a polícia tem que ser violenta;consumidor de droga é mal cidadão;favela tem que ter “chefe”. Ah e agora está sendo feita uma comparação entre o filme e a novelinha da Globo: Sr. Antena. Vai sobrar para nós educadores: tentar trabalhar essas cenas imagéticas que já estão impregnadas no inconsciente coletivo do grande público brasileiro.
2/11/2007 às 01:58
A narração tb sofreu uma alteração na versão final (cinema). Ela é mais resumida, enquanto na primeira versão era mais extendida, portanto mais explicativa. O som na versão final é absurdamente superior. E concordo ai com quem falou que a ausencia de trilha sonora se deve a forte caracteristica documental do filme, somando a isso a utilização do chamado “câmera na mão”, muito utilizado pelo grande diretor irlandes Paul Greengrass (Domingo Sangrento).
2/11/2007 às 02:00
O proximo filme do Jose Padilha, será sobre corrupção na politica. Segundo o diretor o filme seguirá o mesmo estilo do “Tropa”, misturando ficção com fatos. Podemos esperar mais coisa boa ai.
2/11/2007 às 09:26
é o filme!
7/11/2007 às 08:35
òtimo o filme ,não só pela performance de Wagner Moura e do estreante André Ramiro , como pela sensação de realidade , de verdade passada. Parabéns, assisti três vezes . O BOPE não é o ideal, mas infelizmente do jeito q. andam as coisas com essa bandidagem tomando conta das instituições , não tem outra alternativa. Diálogo com traficante, com sementinha do mal, não dá !!!!!!!!!! cai na real.
7/11/2007 às 08:41
Filme maravilhoso. Pois é, porcausa do filme , o meu marido quer entrar pro BOPE rsssssssssssssss. Coitado!!!!!!!!!!não tem as mínimas condições , morre na primeira incursão .
11/11/2007 às 19:28
Toda Tropa é de Elite?
Tropa de Elite é o Estado com calça curta e barriga de fora.
Desde o dia em que vazou e começou a correria pro camelô que a história é essa: na tela, a periferia se mistura com a classe média; o jornal anuncia o assassinato do casal, e, para os universitários, a polícia é quem paga o pato.
Parece que não adianta investigar pra descobrir quem é o culpado do problema brasileiro. A corrupção, sucesso em Brasília é prima-irmã do armamento pesado.
É o Brasil que tem ginga, malícia, molejo, rapper e uma quantidade de pessoas e políticos na bandidagem, com o elo perdido na ditadura militar.
O filme de José Padilha se tornou invasor da família. Exibe a gatunagem em casa, pra adolescentes, adultos, idosos e bebês a partir dos quatro, cinco anos de idade. Ninguém quer deixar de assistir ao roteiro de bandido e polícia pulverizado de sul a norte do Brasil.
Amigos, é o Rio pirata que passou em nossas vidas, mas corra que a história não acaba no cinema. Bang, Bang! Pruin, pruin!
Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas
dnv01@hotmail.com
12/11/2007 às 12:52
A mensagem passada pelo filme, não é nenhuma novidade, elém disso, no dia a dia das cidades grandes, nos deparamos com situações muito mais indignantes do que as mostrada no filme.
Quanto à obra, convesso ter ficado muito decepcionado. O filme não tem uma boa fotografia, muitas vezes não há foco nas cenas, a edição também não é boa, bem como o som. Em um momento o relato toma corpo de um depoimento, outras vezes de uma narrativa. Fora tudo isso, ainda há uma pretenciosa intenção de passar uma mensagem inédita dos mais variados corportamentos dentro de uma corporação cuja a cultura mescla-se com a mais absoluta falta de ética. De um modo geral, a obra é relativamente ruim.
13/11/2007 às 16:46
Putz. Fotografia não é boa? Edição não é boa? Edição de Som não é bom? :). Acho que fiquei meio tonto. hehehe.
Pouco me surpreenderia ver indicações para cerimoniais (e Oscar) para as estas exatas três categorias. Principalmente pelo fato da montagem ser totalmente ao estilo americano, e a fotografia também.
Não gostar da mensagem, da violência, etc, tudo bem. Mas querer criticar a parte técnica do filme, é bater com a cabeça na parede dura. Acho que nem o Rubens Ewald Filho teria a audaciosidade necessária. Faltou só falar mal da atuação do Wagner Moura. Se tivesse dito, ia perguntar se você tinha baixado o filme certo no eMule, talvez tenha sido o último capítulo daquela novela em que ele era o assassino :).
Abraços.
21/11/2007 às 10:49
oi meu nome e 02 da tropa de elite thiuana e o filme que eu fiz e muito duro
26/11/2007 às 12:43
Com certeza é um dos melhores filmes nacionais, finalmente nosso cinema esta chegando aonde deveria estar a uns 30 anos, TE parece aqueles filmes crus dos anos 70, violento mas com reflexão, achei a maneira de mostra os problemas nacionais fantastica, a comédia, pois ri que não acabava mais, as situações são tão absurdas (e tristes) que só rindo.
Agora nos temos um trilogia da segurança pública brasileira, Cidade de Deus,Carandiru e TE, só acho errado a maneira como estão transformando o Capitão Nascimento em herói, pra mim ele esta mais pro personagem do Charles Bronson em Desejo de Matar.
28/11/2007 às 16:38
O filme Tropa de elite retrata a corrupção da polícia brasileira, num país onde a maioria de população está desempregada e recebe um irrisório salário mínimo, e nem por isso, são corruptos ou maus profissionais que saem por aí roubando e praticando a desonestidade. Tropa de Elite possibilita uma série de interpretações, que visa mostrar a dificuldade dos policiais no dia-a-dia como os baixos salários, a corrupção dentro da própria corporação, o abuso de poder, etc. Nos convida a refletir sobre o modelo de polícia vigente no país. Além disso, mostra a relação dos estudantes de uma universidade com o tráfico com final trágico para os alunos envolvidos.
Tropa de Elite é um dos filmes mais comentados do momento e antes mesmo de estrear causou muita polêmica por razão da pirataria, mesmo com tudo isso o filme estreou nos cinemas com média de 1000 pessoas em cada seção e segundo pesquisa realizada pela DATAFOLHA, 80% dos entrevistados consideraram o filme como bom ou excelente. Devido a tanta repercussão, ninguém quer deixar de assisti-lo. Crianças, adolescentes, adultos e idosos, todos em busca do filme nos camelôs ou nos cinemas para quem tem acesso.
A conseqüência disso tudo cai de forma negativa sobre as crianças, que estão agindo de acordo com cenas do filme. Há depoimentos de mães apavoradas, dizendo que seu filho (a) tornaram-se mais agressivos com a família e colegas, bem como a introdução de gírias e frases que ficaram marcadas no filme e que submetem a criminalidade.
Com críticas e elogios, o filme se tornou este fenômeno de bilheteria. José Padilha fez um dos melhores filmes que o cinema brasileiro já produziu, apesar de seus efeitos negativos. Um filme que passa emoção e a realidade das favelas criminosas e a relação dos policiais com ela. Um filme com gostinho de “quero mais”, uma boa dica para os cineastas brasileiros.
3/1/2008 às 10:17
Oi,
meu comentário é tardio mas gostaria de partilhar a experiência. E de maneira sucinta.
Para mim o filme retrata muito bem a situação: o BOPE é um fenômeno sociológico, é a resposta incompetente e truculenta da sociedade, cujos membros mais abastados apreciam a droga mas não o convívio com o traficante. É a maneira de manter afastada a desagradável mas perigosa população da favela sem deixar de usufruir do que ela proporciona, no caso, a droga.
É isto.
Em tempo, a resposta da sociedade é incompetente, o BOPE não.
No mais, quanto ao filme: Caveira!! Um dos melhores que já vi.
Abraço
9/1/2008 às 14:44
Oi pessoal é minha primeira vez aqui, gostei muito dos comentários , pois também sou muito fã de um cinema.Vou fazer meu humilde comentário, eu achei Tropa de Elite ótimo! Falo isso, pois não curto muito cinema brasileiro que retrata realidades vivenciadas de perto por mim e tantos outros que vivem proximos ao tráfico de drogas.O Wagner Moura é 10, o André Ramiro convence, o Caio Junqueira sempre bem nos seus papéis.Mas na minha opinião se no Brasil tivesse uma categoria como no Oscar de ator coadjuvante ficaria com o ator que fez o cabo ou sargento Fábio.Ele sim teve uma atuação excelente, de um papel secundário seu personagem cresceu bastante, aparecendo mais até que outros personagens. É bom que saber que ainda existem bons diretores e atores nesse país onde qualquer um saindo do BBB pode ser ator ou atriz.
27/2/2008 às 18:10
Expõe nossas maselas sociais.
É triste ver as relações dentro de uma entidade tão importante como a Polícia.
Infelizmente não consigo acreditar que seja tudo mentira. Tenho a péssima impressão que a realidade é muito parecida com a retratada no filme.
É “o jeitinho brasileiro” institucionalizado.
:(
1/3/2008 às 15:47
meu eu adorei o filme pois mostra a realidade das favelas !
nossa eu to fazendo um trabalho do caçador de pipas e to comentando do tropa de eleite
6/4/2008 às 00:04
Antes de mais nada, quero parabenizar o diretor e toda a equpe, pelo belíssimo trabalho realizado! Destaco a sutileza do movimento da angústia no filme. A cena em que Nascimento, ao superar sua divisão entre ser pai de um filho, ou encarnar o Pai da Lei, na sociedade carioca, sustenta sua ética, e transfere a angústia para Baiano; evidencia para além dos conflitos sociais, a realção de cada um das personagens, as contradições das suas posições no mundo. É sutil, mas bonito para aqueles sensíveis`ao afeto que não engana.