Direção: Michael Bay.
Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, Rachael Taylor, Anthony Anderson, John Turturro, Kevin Dunn, Bernie Mac, Julie White, Jon Voight e as vozes de Peter Cullen e Hugo Weaving.
A crítica se dividiu. Para alguns é o filme de ação do ano, para outros é um filme para quem sofre de déficit de atenção. Eu como não sou bobo nem nada, prefiro o meio termo. Primeiro porque 300 ainda é o melhor filme de ação do ano, e depois eu não tenho problema nenhum em me concentrar em algo. Aparadas as picuinhas podemos falar um pouco sobre Transformers.
Transformers não tem um roteiro com monólogos existencialistas, também não explica os problemas do mundo, e não vai ajudar em nada matar a fome do universo. Transformers é um filme de Michael Bay, alguém sabe o que isso significa? Eu sei. Portanto não justifica esperar um filme sem explosões. Alguém espera um filme do Mel Gibson sem sadismo?
Transformers é a experiência visual de quem teve a infância assistido as aventuras dos robôs que viravam carros. É a eterna e manjada luta entre o bem e o mal, recheada de clichês, propagandas, mulheres bonitas, e reconhecidamente um roteiro com falhas. E daí? Filme é expectativa, e tem gente que gostou de Pearl Harbor (eu não). E foi então que eu percebi que pra você gostar de algo não precisa ser perfeito, basta saber se você se importa ou não com as falhas que o filme tem (Estranho, acho que isso também serve para seres humanos…).
Ninguém pode negar, mas Transformers tem um visual bacana, é engraçado, tem uma gata de cair o queixo que nem precisa atuar, tem uma história principal legal (ignore as subtramas mal exploradas), tem uma mensagem de fé na raça humana (e isso é sempre legal), as transformações são dignas de elogios, as cenas de ações são de tirar o fôlego (ignore algumas sem foco, com câmera tremida, e muito rápidas). E pode ser pretensão minha, mas eu acho que consigo saber algumas cenas onde tem o dedo do Spielberg (produtor executivo).
Porém, ao invés de notar as qualidades, você pode se apegar na cena que faz propaganda do VISA se preferir, ou se perguntar se uma loira bonita pode ser mais inteligente que os cientistas da NASA. Pode pensar também que não tem sentido robôs gigantes existirem. Pode também ler um crítico famoso e nem ir ver o filme. Pode pensar como um soldado dos EUA não tem o celular do Bush, ou na possibilidade de um soldado com um simples tiro derrubar um robô gigante.
É estranho, mas muitos estão me questionando, “como pode, logo você, que sempre foi tão exigente?”. Como se eu tivesse obrigação de ser um esses metidos que só gostam de filmes ditos de “arte”, como se eu não me divertisse vendo um filme pipoca, como se eu fosse ver um filme com papel e caneta na mão, definitivamente eu não sou assim. Não quero aparecer simplesmente por ser intolerante, na verdade eu prefiro ser como Raul, uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.
Nota dos Leitores para “Transformers”
13 Votos
Nota média: 3.15
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6/8/2007 às 19:05
Concordo com tudo o q vc disse, so q na minha opinião faltou falar um pouco do humor do filme, q eu gostei, e tb do carisma do protagonista, claro q num eh uma atuação explendida, e nem o filme exige isso dele, mas deu, muito bem, conta do recado.
7/8/2007 às 09:08
Concordo 100%. Assisto tudo que é tipo de filme, arte, Europeu, o que seja. E confesso que há algum tempo não ia ao cinema para ver blockbusters. Mas esse ano tive surpresas agradáveis nesse sentido, e Transformers foi quem sabe a maior delas. Mesmo pessoas bem mais “críticas” do que eu acabaram adorando Transformers. Relevando, como você disse, algumas falhas e problemas já constantes nos filmes do Michael Bay, o filme vale a pena e muito. A história é bem levada, existem algumas cenas engraçadas, e a ação é espetacular.
Destaco também a atuação do Shia LaBeouf, que foi muito bem nesse filme, mesmo nas cenas “fracas”. Agora uma coisa.. alguém mais não conseguiu reconhecer a voz do Hugo Weaving, ou foi só eu? E olhe que eu reconheci até a silhueta dele no V de Vingaça, mas nesse não reconheci mesmo…
7/8/2007 às 12:38
Como todos sabem sou fã do filme pipoca, e Transformers é o meu mega-combo com refil, sendo um pipoca grande e 900 ml de coca-cola. Foi um filme que me surpreendeu bastante, assisti por curiosidade, mas fiquei fascinado com os diálogos e cenas a la Michael Bay. Percebe-se claramente a mão do nosso amigo Steven. Por uma fatalidade de horário assisti a versão dublada e sinceramente gostei bastante, tanto é que tem alguns dubladores originais. De qualquer forma aproveitando minhas férias, verei a versão legendada. Auto-bots , TRANSFORMAR.
8/8/2007 às 16:43
Eita crítica versátil. :P
Para mim, excetuando a cena da cintura da Megan Fox, esse filme foi derrubado por todos os motivos que o Michel citou na crítica: Propaganda demais, Garota hacker medonha, Militar com celular do Bush, Agente do Setor 7 com ceroulas, roteiro ruim, piadinhas sem graça e etc. A chateação é do começo ao fim. É, eu realmente me importei com as falhas.
A minha preocupação é isso virar padrão para filmes de heróis. Quarteto Fantástico já segue a mesma premissa. Roteiro fraco, piadinhas sem graça, bobo e etc.
Eu curto muito filmes pipoca, meus preferidos são os de heróis, mas tudo tem um limite. Também não sou metido que gosta de arte. Nem no cinema cultural daqui eu vou.
Faltou foi paciência mesmo.
Michel, seu desgraçado, nem venha citar o Raul. Seu poser! :D Huahuahauha.
8/8/2007 às 17:00
HEhehe.. Na verdade deveríamos discutir filmes numa mesa de bar, mas não Transformers, de filme. Hehehe.
Abraços.
8/8/2007 às 17:42
TOCA RAUL!!! Hehehehe
A gente sabe que você não gostou por causa do acento :D
A resenha tinha que ser assim, pois eu sabia que a galera ia cair em cima. Mas até agora só você…
8/8/2007 às 17:48
Umas das coisas que o século XXI trouxe de bom e me deixou muito animado foi a onda de filmes baseados em HQs que se esforçam para serem fieis aos personagens. Eles têm histórias legais, boas tramas, desenvolvimento psicológico dos personagens, ação na medida e com inteligência, etc.
Mas quando fui ao cinema e me deparei com Transformers, me senti de volta aos idos de 1997 com o famigerado Batman e Robin (Nada contra quem gosta, só não curto filmes como ele). Tendo inclusive uma semelhança tragicômica com a propagando do cartão de crédito com bandeira e tudo mais. Vão retomar aquela onda de filmes bobos de heróis!??
“Quando eu recebi a ligação de Steven Spielberg me convidando para dirigir o filme, minha reação inicial foi recusar. Imediatamente imaginei o projeto como um filme bobo de bonequinhos… … Mas bastou desligar para que eu novamente começasse a achar que seria uma bobagem.” (Michael Bay, que deveria ter seguido a intuição dele e não ter feito um filme BOBO… rsrsrs.)
My two cents!
10/8/2007 às 11:47
Michael Bay seguir a intuição dele e não fazer um filme bobo? hehehe. Os filmes dele são bobos por natureza. Se ele fosse seguir a intuição que você quer que ele siga, ele teria que sair do cinema :).
Mas, enfim, não senti isso não. Acho que estou muito bem no sentido de relevar defeitos e besteiras e conseguir curtir o que o filme tem de bom. Nem todo consegue fazer isso, e eu confesso que durante muito tempo eu era o primeiro a “não conseguir”, mas recentemente estou mais light :). Gostei do filme sim…
10/8/2007 às 19:28
É isso mesmo Grande Bode, tem gente que quer se sentir enganado mas sabia exatamente o que ia assistir. Agora vem com a cara de tacho dizer que o filme é ruim. Bull Shit! Esperar um filmaço do Michael Bay é o mesmo que esperar Ben Assfleck atuar bem. Não adianta esse papinho de “ai, fui enganado, eu achei que ia ser bom :(“. Novamente BULL SHIT
28/8/2007 às 10:13
Esse filme nem é comédia, nem é ficção, não serve nem para vender leite. A pior desculpa é dizer que foi feito para a família. Família o cara$$$.
Eu jamais achei que fosse ser bom, só não esperava uma babaquice do começo ao fim.
Uma porcaria, sem dúvidas. Jamais quero ver essa bomba de novo na minha vida.
29/8/2007 às 14:43
Acho que o Tarso tava torcendo pelo Megatron…
5/9/2007 às 13:07
Não é que não concorde com a crítica, só que para um fã dos Transformers, principalmente de Lider Optimus,um dos melhores personagens dos desenhos, fica difícil engolir que quem derrota Megatron seja o tal do Sam. Nesse caso me sentir assistindo a SamsFormer, pois o cara se tornou o protagonista de um filme onde as estrelas deveriam ser os robôs (com personalidades marcantes, nos desenhos, pelo menos o núcleo principal). Quem assitiu a Transformers: O Filme (animação de 1986) esperava mais da luta final entre Optimus e Megatron no cinema. Entendo o aumento do papel de Sam no filme, mas acho que exageraram e por isso retiraria mas uma estrela da nota do filme.
1/8/2009 às 19:50
Não entendi por que fizeram um filme de Transformers. Se for só para mostrar uma bela fotografia e cenas mirabolantes, que é só isso que o filme tem, poderiam continuar nos desenhos. Transformers se resume em uma única cena. Um garoto, no terraço de um prédio, fugindo de um robô que voa e poderia destruir exércitos, mas que, mesmo assim, não consegue atingi-lo.