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Superman – O Retorno

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Direção: Bryan Singer.
Elenco: Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, James Marsden, Frank Langella, Parker Posey, Sam Huntington, Eva Marie Saint, Kal Penn, David Fabrizio.

Pois bem, depois de um bom tempo fora das telas, roteiros jogados fora, diretores sondados, atores preteridos, finalmente o azulão está de volta. O ponto de partida considerado foi Superman II, que na minha humilde opinião é bem inferior ao Superman I, mas isso não vem ao caso. Na ocasião o Super havia derrotado Zod e sua gangue, feito amor com Lois, e no final usou o beijo do esquecimento, e a coitada da Lois não sabe mais que o Clark é o Super, ou vice-versa. Coloque uma janela de cinco anos, e pronto, podemos começar a falar de Superman – O Retorno. O Super havia passado todo esse tempo em busca de resquícios de seu planeta natal, Lois Lane se tornou mãe e está noiva do sobrinho do diretor do Planeta Diário. Lex Luthor está estranhamente em liberdade, por uma razão ainda mais estranha, e continua maquinando a mesma coisa de sempre. O esqueleto do roteiro, se é que usam esse termo pra roteiro, é quase idêntico ao do Superman I, o que tornou a história um pouco cansativa e obviamente repetitiva. Ao mesmo tempo eu banco o advogado do diabo e penso: como você faria para matar o Super? Todos sabemos a resposta. Não tem como fugir, é a fraqueza, o calcanhar de Aquiles do cara. O casting não foi dos mais felizes, atores jovens pro papel do casal principal. Mas pior que a aparência foi ver uma Lois sem um pingo de “eletricidade” da Lois de Superman II, uma Lois extremamente meiga, talvez seja a maternidade que mudou a vida dela, mas foi muito estranho essa mudança. O “destaque” dela é simplesmente ter um olho azul e outro verde. Brandon não chega a fazer feio, foi até bem demais, porém não conseguiu o mais importante em ser Superman, que é se dividir em dois, Clark e Superman, que obviamente vai bem mais além de um óculos e uma cabelo. Não chega a comprometer o filme, mas se você ver o Superman I perceberá o que estou falando. Singer tentou agradar à todos e reuniu características de tudo relacionado ao Super, obviamente os filmes anteriores, os famosos quadrinhos e, para minha grata surpresa, Smallville. Entendo a dificuldade de lidar com um ícone desse tipo, mas O Retorno não foi essa maravilha toda, apesar de todo seu aparato técnico de excelente qualidade, que pela grana gasta não poderia ser diferente, o filme fica devendo uma boa parte de aventura, como deve ser toda história de super-herói. Nada contra um Superman emotivo, eu inclusive gostei muito do Hulk do Ang Lee. Por causa da parte técnica excelente você pode sair do cinema com a idéia de ter visto um excelente filme, mas espere a adrenalina baixar, pense bem e deixe a razão dominar e vai perceber que é um bom filme, até melhor que Superman II, mas bem inferior ao Superman I. Recomendo que revejam os filmes anteriores, mesmo que isso apague um pouco o brilho da sua nostálgica lembrança de infância. Afinal de contas, coisas boas não envelhecem, mas infelizmente a maturidade é cruel e pode tornar algumas coisas que eram boas ruins.

Nota dos Leitores para “Superman – O Retorno”

5 Votos
Nota média: 3.2

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10 Comentários para “Superman – O Retorno”

  1. tarso bessa disse:

    Bem, eu assisti ao filme duas vezes. Confesso que esperei mais ação na primeira vez. Na segunda vez, fui sem ansiedade e curti mais.

    Vou cometer um clichê -> desde criança curto os filmes do super, tanto os da telona quanto os desenhos animados. Ha. Já vi muita história maluca, mas juro que não esperava um foco tão romântico pra esse filme. Acredito que por este motivo as mulheres tenham gostado tanto, pelo menos a maioria delas e os marmanjos gostado um pouco de menos.

    Agora falando do elenco do filme, eu gostei. Gostei da versão ruim do Lex. É esse Lex que eu quero ver nos próximos filmes da franquia. Não curtia muito o Luthor a la Gene Hackman, principalmente depois de assistir a Smallville e ver um Lex extremamente manipulador. Eu só acrescentaria: “Now Fly Filho da Puta”! Quem viu vai entender. Ah, gostei da “comparsa” dele, a Kitty. Realmente, concordo com vc, o motivo pelo qual ele foi solto é bizarro.

    Achei boa a atuação do Brandon, tanto como Clark quanto Superman. Achei engraçado algumas passagens do Clark. Precisava só mais um pouquinho de Clark no filme.

    A Lois é linda e meiga. Na cena do elevador onde clark a espia sozinha, ela tá uma deusa. Acho que faltou um pouco a “eletricidade” da Lois mesmo, mas pode até ser dado um desconto levando em consideração o contexto do filme. Vamos ver no próximo. :)

    Falando mal agora, teve uma coisa que me incomodou muito: o menino da Lois. Ahhh. Pra que? Só pra inventar história besta no futuro. Se o tirasse, seria melhor e não importa o contexto. Ponto.

    Qto ao Singer, ele não foi tão ruim assim. Conseguiu pôr imagens fantásticas. Pena que ele não prestou muita atenção na edição ou fez de propósito, sei lá. Talvez a edição tenha ficado prejudicada com os cortes que a WB exigiu. Inclusive, a Martha Kent teve umas ceninhas cortadas tb e eu tava querendo muito ver cenas dela no filme. Terminou ficando a sensação de que tava faltando mais alguma coisa.

    Só sei que eu quero ver o filme com as cenas excluídas para falar melhor. Vai demorar, mas eu espero.

    Terminando, Superman II é uma bomba. Sinto muito gente, mas é muito ruim. E não falo dos efeitos especiais, falo da história, dos vilões, de todo o resto. Garante a gargalhada de tão ridículo. Talvez a maior falha seja continuá-lo.

    Amigos, acho que vão me crucificar, mas eu gostei e fico com a nota 4 de 5.

  2. Hemeterio disse:

    Comentei com o mestre Jedi que detestei a cena do Super brechando o povo. Pô, se é pra brechar, faça a coisa direito, e volte lá pela madrugada pra flagrar a Lois e o Scott aninhados entre chicotes cera derretida.

    O Super precisa é ouvir Núbia Lafayete no bar da Chica.

  3. Paulo Assumpção disse:

    O bom e velho Voltaire também se aplica aqui. :-D
    Em tempo, Lex foi solto porque a principal testemunha do seu julgamento – o Super-Homem – estava fora do planeta. Que a Força esteja com você!

  4. Jedi disse:

    fala serio… so pq o super nao tava lá? Nem na justiça brasileira isso aconteceria… e a Lois, nao tava lá? Sem chance de acreditar nisso…

  5. Evandro disse:

    Cara, o site andou fora do ar. O que houve? O que faltou em Superman O Retorno, foi Singer admitir que estava fazendo um remake. Seria mais honesto!

  6. Roberto Queiroz disse:

    É incrível o fascínio hollywoodiano por remakes. Não consigo entender essa doença (pois, para mim, trata-se de uma doença) do cinema norte-americano. Onde estão os criadores de histórias originais? Hollywood tinha tantos roteiristas geniais, será que morreram todos? Pois essa é a única coisa que vêm a minha cabeça para explicar a necessidade desse Superman – O Retorno. Brandon Routh não têm um por cento do carisma de Christopher Reeves, Kate Bosworth é uma adolescentezinha tentando se passar por adulta, o roteiro é fraco e pior: não traz sequer uma inovação tecnológica (para cair definitivamente na mesmice). Até o Kevin Spacey, ator que adoro!, me desapontou. Agora entendo por que Superman está na planilha de estudos há 10 anos. Um fiasco desnecessário! Abraços do crítico da caverna. P.S: e desculpe o desabafo exaltado.

  7. Hilton Gonaze disse:

    Acho que ainda não era a hora do filme. Tive a impressão que foi feito meio às pressas. Hoje em dia, no cinema, qualquer um pode voar e por isso o filme não fez muito sucesso. Faltou a interpretação e o carisma de um bom ator como Reeves – o brandon tava mais pra um rôbo. O mais grave é que a história do superman esta ultrapassada pelo tempo, precisa ser atualizada – ninguem mais engole uma Lane que não sabe da verdadeira identidade do super, ela é uma reporter pô, e além do mais é uma mulher – existe bicho mais esperto que mulher? Na época que o super foi criado o mundo era mais ingênuo. Pra vocês terem idéia: há pouco tempo revi o super I e reparei que os personagens, inclusive o Klark, usavam aquele chapeuzinho da década de 30 – é mole? O filme é de 1978 em uma Nova York já com as torres do World Trade Center, já naquela época o super estava desatualizado – meu filho viu o retorno comigo e achou “engraçadinho”, “legalzinho” – Fala sério!!! (fiquei com cara de vovô. A história precisa ser modernizada, assim como está sendo feito em smallvile e tb colocar um ator moderno e bom como o Tom Welling. Por favor, botem logo a capa no garoto (Tom) e traga-no logo para a telona. Afinal, estamos em 2006. Um abraço: Manêro, o locutor bom de papo.

  8. Paulo Assumpção disse:

    Ei, caras! Agora que o blog está novamente no ar, quando vão aparecer as novidades por aqui? Um abraço!

  9. Lobo disse:

    E a DC comics, juntamente a Warner Bros. nãoaprendem com seus rivais, a Marval comics, em se tratando de filmes sobre seus super-heroes, o quesito roteiro(Salvando Batman)
    está dando sono, o fime sobre a liga ja foi tirado e recolocado na geladeira várias vezes, flash, idem, lanterna verde parece estar indo em 1ª marcha, mas o seu maior ícone, o homem-de-aço, já teve 4 filmes lançados e ainda estão pensando em recomeçar a franquia, eu não exigo que os três primeiros, tivessem um arco de história previamente planejado para três partes, mas na minha opnião o quarto filme do azulão, apresentou um roteiro parado, com seu confronto com lex luthor como o auge deste longa, isso os fãs já estão cansados de ver, olhando o ícone da marvel, Spider-man, o roteiro vem se desenvolvendo e apresentando novos personagens e mudanças
    por isso eu acho que Super-man – returns, deveria apresentar um roteiro desenvlovido, baseado em suas HQs, há tantos personagens a serem explorados, tantas inovaçoes a serem feitas, não apenas na parte visual, mas a história também pode avançar, hoje em dia, os responsáveis pelos próximos projetos avaliam roteiros sugeridos e até o momento descartarm todos, um claro sinal de estão simplesmente perdidos no que fazer, outro dia li um artigo dizendo que um diretor estava sendo rondado para o próximo filme, e já falava sobre recomeçar a franquia, e sobre a visão que queria mostrar do personagem, uma visão mais sombria e focando o fato do super-homen ser um alienígena em nosso mundo, mais expressivo disse ele, fazer o quê?, parece que a história do próximo também vai estacionar em suas idéias de simplesmente mostrar o herói renovado no cinema, na minha opnião, a franquia deveria ser retomada de uma forma bombástica, tanto para tomar a liderança dos filmes baseados em hq, quanto para preparar um roteiro consistente para várias sequencias, a sugestão para isso vem à minha cabeça toda vez que entro em meu quarto e olho para o criado-mudo ao lado da cama, em cima dele, mantenho algumas revistas (de carros) e gibis que costumo ler antes de dormir, o exemplar que está sempre visível, é o que me faz pensar em uma palavra para a franquia Super-Homen, “DoomsDay”.

  10. Alex disse:

    Essa história de um alienígena de uma galáxia sabe lá quanto de distância da terra ter aparência de humano é muito pobre. Teria que ter uma revelação da verdadeira face dos kriptonianos: seres bizarros e cruéis, conquistadores de mundos. Colocar essa temática iria confrontar tudo o que se sabia sobre Kal-el e até ele mesmo. Aquele “s” teria que ter um significado, sei lá. Algo bombástico mesmo.

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