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X-Men: O Confronto Final

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Direção: Brett Ratner.
Elenco: Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, Shawn Ashmore, Ellen Page, Ben Foster, Ken Leung, Aaron Stanford, James Marsden, Olivia Williams, Daniel Cudmore, Vinnie Jones.

No terceiro e último (aparentemente) capitulo da saga dos heróis mutantes da Editora Marvel na tela grande, temos o encerramento do arco de histórias iniciado pelo diretor Brian Singer no ano 2000 (filme de uma importância incontestável, pois reabriu as portas do cinema para os quadrinhos) . De mais significativo na produção dessa nova etapa da saga, temos, além do excelente roteiro escrito por Zak Penn e Simon Kinberg, o polêmico abandono de Singer, que trocou seus mutantes pelo início de uma nova franquia (Superman) com um personagem de outra editora (dupla traição). Logicamente, todo o peso da produção caiu nas costas do diretor Brett Ratner, que poucos sabem, esteve cotado para dirigir o primeiro filme da série, e para sorte, ou melhor, prazer de todos os fãs dos mutantes da Marvel, Ratner dirigiu o melhor filme da série, deixando de lado todo o temor em relação a substituição e ganhando uma moral inimaginável até pouco tempo para ser o principal condutor da franquia (se ela continuar) daqui em diante.
“X-Men: O Confronto Final” segue dois arcos principais de histórias. O primeiro é a tão esperada guerra entre mutantes e seres humanos devido à criação de uma possível cura para o fator X, o que alegra muitos mutantes que se sentem constrangidos devido a suas condições, e por outro lado, enfurece diversos outros, liderados por Magneto (Sir Ian McKellen), não aceitam que suas diferenças sejam tratadas como uma doença que deva ser curada. Paralelamente a isso, acompanhamos o retorno de Jean Grey (Famke Janssen), supostamente morta no filme anterior, mas que retorna portando um poder ilimitado e incontrolável, que pode destruir todos os homo sapiens e mutantes. Diversos personagens pertencentes aos quadrinhos que nunca haviam aparecido, ou apenas figuraram nos anteriores, dão as caras no filme, alguns assumindo papéis de grande relevância, como o Fera (Kelsey Grammer), Kitty Pride (Ellen Page) e Colossus (Daniel Cudmore). Outros personagens, como Ororo/Tempestade (Halle Berry) e o Homem de Gelo (Shawn Ashmore) assumem posições mais importantes na história, enquanto outros cedem a vez para os novatos, o que dá um novo fôlego sensacional à saga. Wolverine (o espetacular Hugh Jackman) é o novo líder do grupo e é mais uma vez fundamental, além de botar pra *$#*& em cenas matadoras e alucinantes, como nunca vimos.
E é no quesito realismo, na coragem de mostrar cenas violentas (não existe guerra sem baixas) nas batalhas e na própria constituição do caráter do personagem de Jackman, que indiscutivelmente possui um lado bestial, violento, muito mal abordado nos filmes até então, que Brett Ratner se destaca. Wolverine se mostra muito mais complexo nessa terceira parte, alternando momentos de ternura, amor, liderança e até paternalismo, com a mais completa fúria. Magnífico!
Além das maravilhosas e irretocáveis cenas de ação, temos no excelente roteiro (impossível não ser repetitivo em se tratando de elogiá-lo), que fecha quase a totalidade dos caminhos abertos nos filmes anteriores (logicamente a origem de Wolverine fica em aberto para o aguardado filme solo do personagem), o aprofundamento da questão racista que envolve a aceitação ou não, dos mutantes pelos seres humanos. A criação de uma possível “cura” para o Fator X, coloca em questão temas bem próximos a nós como o exemplo das clínicas de reabilitação de homossexuais, que segundo seus responsáveis existem para “curar degenerados de suas doenças e vícios”; ou até em caso mais complexos, como a dificuldade de aceitação de certos grupos pertencentes a “etnias diferentes”. O roteiro trabalha muito bem esse tema, abrindo uma interessante reflexão sobre a existência de diferenças entre e dentro desses grupos.
“X-Men: A Batalha Final” é um filme que deve ser visto e revisto, daqueles que deve ser comprado em DVD logo na pré-venda, independente do preço. Até o momento, sem dúvida alguma, o melhor filme de heróis já produzido. Méritos para todo o elenco (com certeza mutantes de verdade), os roteiristas e ao diretor Bret Ratner, que respeitou o trabalho iniciado por Brian Singer dando continuidade a ele e fazendo algo que talvez nem o próprio Singer conseguisse. O melhor filme do ano!!!

Nota dos Leitores para “X-Men: O Confronto Final”

3 Votos
Nota média: 3.67

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11 Comentários para “X-Men: O Confronto Final”

  1. Jedi disse:

    tem hora que 5* eh pouco :D

    Muito bom. X-men é bom pq nao se trata apenas de ação injustificada. Mutante pode ser um homo, um negro, um pobre. Qualquer coisa que cause medo, que seja uma minoria nesse mundo “normal”. Eh por isso que funciona.

  2. Edge disse:

    opa…nao li ate o final porque a nota do filme ta 7 e nao quer ler nenhum spoiller. depois volto novamente e comento.:)

  3. Lusi disse:

    vc assitiu Quem Somos Nós?
    Não é um filme tradicional que vemos outras pessoas vivendo aventuras,
    comédias e problemas policiais. É um filme sobre nós mesmos que nos
    faz refletir sobre nossas vidas. Sem grandes efeitos visuais ou sonoros
    característicos das grandes produções. É um filme que nos convida a
    assumir uma postura mais ativa diante da vida. É um chamado para
    acordarmos e assim caminharmos mais rápido para a paz e a felicidade.
    Não a felicidade passiva do céu religioso que diz que ser feliz é
    algo distante, uma meta que um dia poderemos alcançar. Mas sim a
    felicidade do dia-a-dia, mesmo diante dos problemas pessoais q cada um
    de nós enfrentamos. As idéias apresentadas são fundamentadas pela
    Física Quântica.

  4. Hemeterio disse:

    Dueto espetacular do Hugh Jackman e de Ian McKellen: as tiradas de farpas entre os dois continuam, além de piadinhas renovadas. Destaque para a luta do Wolverine com um mutante que regenera os membros - o cinema veio abaixo de aplausos e gargalhadas - e para a cena fodona em que o Magneto intercepta um comboio da polícia.

    Ah! A cena da Golden Gate foi real! Como eles fizeram aquilo?

    fantástico. Até agora, o arrasa quarteirão do ano.

  5. Diegu disse:

    Concordo com algumas coisas. Que X-Men: O Confronto Final é o melhor filme do ano, por exemplo, eu discordo totalmente. Não chega aos pés de Caché ou de algum dos indicados ao Oscar que estrearam esse ano - para Melhor Filme, naturalmente. Porém, X-Men é muito bom, postei um crítica em meu blog, aliás, dêem uma passada lá se puderem.

  6. blue woman disse:

    aahh… não vejo a hora de assistir!!!!

  7. fred disse:

    melhor filme da saga!vale a pena!

  8. Edge disse:

    Ja vi o filme…muito bom mesmo! a resenha tambem esta legal!

  9. Renata disse:

    O melhor dos três, sem a menor sombra de dúvida… só faltou dizer que 50% da graça do filme está na cena rápida que é exibida após os créditos, e que a maioria das pessoas não vê!

  10. Evandro disse:

    Engraçado, a crítica do JB detonou o filme. Disse que o diretor deu desfechos inadequados para personagens que não são seus, e sim dos quadrinhos e por aí vai…
    Ainda bem que há opiniões diversas, assim não perco a vontade de ver o filme!

  11. Amroth disse:

    Simplesmente perfeito.

 
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