Direção: Terrence Malick.
Elenco: Colin Farrell, Christian Bale, Christopher Plummer, Ben Chaplin, Jonathan Pryce, David Thewlis, Q’Orianka Kilcher.
Na América (atual território norte americano), no ano de 1606, um grupo de degradados ingleses chega ao novo mundo “descoberto” por Cristóvão Colombo, com o intuito de colonizá-lo. Depois de passar por diversas desventuras ocasionadas principalmente pela fome e falta de ordem, o Capitão John Smith parte em busca do auxílio “indígena” para garantir a sobrevivência do seu grupo. O contato leva ao esperado choque cultural entre o “homem europeu civilizado” e o “nativo selvagem” e uma inesperada paixão ocorre entre Smith (Colin Farrel) e a filha do chefe da tribo, Pocahontas (a fraquinha Q’Orianka Kilcher).
Malick, depois de nos brindar com um dos melhores filmes de guerra já feitos, o soberbo “Além da Linha Vermelha”, erra feio ao apresentar os primeiros contatos entre os colonos europeus e os nativos americanos sob o preconceituoso ponto de vista eurocêntrico, onde os nativos são os primeiros a atacar e por isso recebem a violenta resposta dos colonos brancos, que não queriam nada mais do que ocupar a terra, extrair dela o que pudessem e explorar todos os seus reais donos em trocas absurdas, como por exemplo, escravos por panelas ou outras bugigangas quaisquer trazidas do velho mundo, o que fomentava ainda mais os conflitos entre as tribos que já ocupavam a terra.
A fotografia do filme é belíssima (o filme foi inteiramente rodado sob luz natural), e uma das únicas qualidades da obra. A trilha sonora, composta antes do filme ser realizado não é essas coisas, já as atuações parecem extremamente preguiçosas, como se os atores na realidade não quisessem estar ali. Tão preguiçosas quanto o ritmo do filme, que é de uma monotonia quase insuportável. O filme é lento, parece não ter fim, com certeza poderia ter sido reduzido em pelo menos uma hora sem o prejudicar em nada.
“Novo Mundo” não passa de um filme extremamente chato e moroso, onde seu enredo não acrescenta nada a atual discussão em relação ao início da colonização das Américas, já que reproduz uma teoria batida e preconceituosa, mas que serve para provar o quão forte ela ainda é nos países considerados “desenvolvidos”.
Nota dos Leitores para “O Novo Mundo”
2 Votos
Nota média: 1.5
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7/5/2006 às 15:38
Discordo totalmente. Mallick mostrou a ganância e as más intenções dos europeus. Expôs a fragilidade ridícula do ideário cristão que justificou os massacres. O que ele não fez, graças ao seu talento incomparável, foi idealizar os indígenas. Teria sido um erro infantil.
Parece até que não vimos o mesmo filme!
Fotografia estonteante, cenários incacreditáveis, reflexões filosóficas sobre o amor, a natureza e o sentido da vida.
Uma obra de arte muito superior a qualquer um dos candidatos a Oscar deste ano!
9/5/2006 às 16:28
Eu ainda não assisti ao filme, mas realmente duvido que ele possa acrescentar muita coisa em relação ao que se tem visto sobre a colonização da América. Como você dizem que a fotografia vale a pena, vou assistir e comentar no meu site.
Abraço,
Rui Nelson
Meu blog
9/5/2006 às 16:56
Respondi no NTSA, mas tb vou responder aqui:
Respeito muito sua opinião Evandro, mas parece que realmente vimos filmes diferentes. :) Como não ser etnocêntrico, se não acrescentou nada de novo a discussão? E mais uma coisa, vc não achou estranho a forma que os colonos foram abordados? Malick os mostra como pobres homens famintos que logo que chegaram buscaram cuidar da terra e buscar uma vida feliz e de não agressão, até os indios selvagens perderem a paciência e atacá-los para afugentá-los. Se eu não me engano o termo utilizado para isso era “Guerra Justa”, o que é mostrado perfeitamente no filme e se não me engano, sem nenhuma criticidade.
No mais, adorei ver sua opinião a respeito do filme, e é bom confirmar mais uma vez como podemos fazer várias e diversificadas leituras a partir de um mesmo filme. Viva o Cinema! Viva a diversidade e liberdade de opiniões! :)
10/5/2006 às 19:47
Não vi O Novo Mundo ainda, porém publiquei dua críticas em meu blog, dê uma passada lá ;) falo
11/5/2006 às 06:15
Eu realmente detesto os filmes de Terrence Malick. Não sei se o problema é com ele, mas eu não vou com a cara dos filmes dele, nem mesmo com “Além da Linha Vermelha”.
15/5/2006 às 00:48
Creio que a proposta de Malick não era discutir a colonização da América, mas apenas filosofar e fazer poesia com seu filme. Um abraço!