Direção: Josh Sternfeld.
Elenco: Anthony LaPaglia, Aaron Stanford, Mark Webber e Allison Janney.
Dizem os sábios que a dificuldade, ou a genialidade, consiste em ser simples. Nesse caso, Sobre Pais e Filhos cumpre bem o papel. Sem exageros, sem grandes descobertas, nem reviravoltas. Tudo parece real, natural e palpável. Não tem lição de moral, nem um final brilhante. Mas depois que vimos filmes como King Kong e Munique ignorados, todos estão no caminho dos jurados, e o que importa para eles é ter um roteiro politicamente correto e uma direção com sensibilidade. Nada de ângulos novos de Spielberg, ou da megalomania de Peter Jackson. O grande problema de Sobre Pais e Filhos é que aparentemente não tem propósito, não tem um roteiro elaborado, pouco original e a sensação ao sair do cinema é difícil de definir. O título, para variar, é uma vergonha de tradução chinfrim. Faz pensar que é um Simplesmente Amor, mas com vários tipos de relações entre pais e filhos. Mas não tem nada a ver, é apenas uma família que sofreu uma grande perda e tenta reencontrar seu rumo. Alguns velhos clichês, mas foge do drama pesado, é até leve, fácil de ver, também porque é bem curto o tempo. Ruim? Bom? Muito bom? Não chega a ser ruim, pois tudo que se faz com sensibilidade fica legal, mas também não é aquele filme B fantástico.
Nota dos Leitores para “Sobre Pais e Filhos”
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23/4/2006 às 23:24
Até esta sua resenha, nem sabia da existência desse filme. Que a Força esteja com você!