Direção: Eduardo Coutinho.
Depois de realizar alguns dos melhores documentários já feitos no Brasil, como “Cabra Marcado para Morrer” (seu melhor filme na minha opinião), “Edifício Master”, “Peões” e “Santo Homem”; Eduardo Coutinho decide por modificar seu estilo de entrevistas e cria um de seus trabalhos mais humanos e emocionantes. Optando por não fazer nenhuma pesquisa e nenhum tipo de roteiro de perguntas para os entrevistados, o diretor e sua equipe dirigem-se ao sofrido (geograficamente falando) interior paraibano e escolhe uma grande família em uma pequena localidade.
Coutinho entrega a condução das entrevistas a uma jovem, parente da família, que escolheu os membros mais velhos e experientes para entrevistar (acho que por isso o filme ganhou esse nome). Cria-se então, uma obra com um forte teor sentimental, uma pequena mostra da enorme diversidade cultural nordestina. Um povo que inventa e reinventa sua cultura, religião e modos.
Impossível não se divertir com a senhora que só se sente bem em frente as câmeras se estiver bem vestida, ou com o casal que afirma categoricamente nunca ter brigado e discutem em plena entrevista. Ao mesmo tempo, é impossível não se emocionar com a luta diária que cada um enfrentou ou ainda enfrenta, com a hospitalidade dos entrevistados que buscam com o maior prazer dividir o pouco que tem.
Traição, Catolicismo Popular, Erudição, Medo da Morte e outros temas são discutidos de forma única e peculiar durante as filmagens. Um dos melhores documentários que já assisti e que vale muito a pena ser visto por todos.
Nota dos Leitores para “O Fim e o Princípio”
Nenhum leitor votou ainda. Seja o primeiro a votar neste filme!
Aproveite e deixe também um comentário com sua opinião sobre o filme.

24/2/2006 às 12:22
Butei foi pra rasgar. Muitas opções para quem não vai viajar no carnaval. :)
24/2/2006 às 13:40
realmente… se garantiu meu primo, vc eh o cara :D