Direção: Scott Derrickson.
Elenco:Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott, Jennifer Carpenter, Colm Feore, Shohreh Aghdashloo.
Em primeiro lugar, “O exorcismo de Emily Rose”, não pode ser definido como um filme de terror. Apesar das características do gênero, além dos muitos clichês que sempre fazem parte do pacote, estarem sempre presentes durante toda a história, o Diretor e também roteirista Scott Derrickson, foi bastante feliz em manter o foco da história no julgamento do Padre Moore, pároco da família Rose e possível responsável pela dramática e estranha morte da jovem depois de sessões de exorcismo.
Um grande mérito do filme e com certeza o seu maior diferencial, com certeza se dá em relação à abordagem do caso. O filme, como falado anteriormente, gira em torno do julgamento, portanto, somos a todo instante, apresentados às duas versões do caso, sempre através de flash backs, ora de testemunhas oculares, ora de cientistas e médicos.
Dois pontos de vista extremamente diversos se opõem no tribunal. De um lado a promotoria, acusando o Pároco Moore de assassinato culposo por negligência, devido ao impedimento do tratamento médico de Emily, que segundo os médicos ligados a acusação, sofria de epilepsia e de uma grave psicose, o que ocasionava crises que responderiam cientificamente seus sérios problemas. Já de outro lado, temos a família e o Pároco, defendidos por uma ambiciosa e até o momento cética advogada, que em sua defesa, afirma que Emily realmente foi possuída por demônios, e por isso, a única chance de salvação se daria através do exorcismo.
Apesar de pender claramente para o lado mais sobrenatural da história, e de um final no mínimo compromissado, “O Exorcismo de Emily Rose” é uma interessante forma de presenciar mais umas das grandes divergências entre fé e razão.
Nota dos Leitores para “O Exorcismo de Emily Rose”
Nenhum leitor votou ainda. Seja o primeiro a votar neste filme!
Aproveite e deixe também um comentário com sua opinião sobre o filme.

2/1/2006 às 15:12
me interessei desde que vi o trailer, achava que seria a salvação do ano de filme de terror, ainda nao vi, mas ja vi cada opiniao falando que é mediano. So vendo!
4/1/2006 às 12:28
Vc sabe de nda omi!!!
5/1/2006 às 10:29
Putz, fiz a resenha do Marcas da Violência, coloquei em um disquete e perdi a porra do disquete. :/
5/1/2006 às 16:52
disquete?
ainda existe isso?
Esse Cerveja no Mostarda ninguem sabe quem eh…
da que chora…
5/1/2006 às 20:41
Hum, achei o filme interessante. Um grande abraço pra todos vcs.
6/1/2006 às 08:04
Eu pensei que era só mais um filme bobo de exorcismo. Nem ia assistir. Mas o seu texto já é o segundo que leio dizendo que o filme trabalha, de forma interessante, a oposição féXrazão. Sendo assim, já vale uma conferida quando sair em DVD.
6/1/2006 às 19:31
Ninguém sabe que eu sou eu, vão acabar pensando que eu plagio eu mesmo. kkkk
6/1/2006 às 22:02
É você, Vladimir? Bem que eu notei que o texto era o mesmo. Não quis falar nada por uma questão de educação! Mas, joguei o verde e deu certo! hehe!
7/1/2006 às 21:58
Este eu também vi. Vale a pena exatamente por não ser simplesmente um filme de terror ou um filme de exorcismo. O julgamento ajuda muito nisto. Mas também não chega a ser um primor.
13/1/2006 às 17:43
Não gostei do filme não… ele é extremamente parcial enquanto se desenrola, assumindo seu lado no final, bobo e cheio de querer salvar o mundo.
3/2/2006 às 12:51
Quando comprei o DVD pirata prá assistir em casa, fiquei com a pulga atrás da orelha. Coloquei o filme no meu aparelho de DVD e o meu cachorro que estava na sala nessa ocasião, ficou olhando fixamente para a tv. Não sei quantificar em que momento o ocorrido se deu, mas, fato é que, numa das cenas, em que a menina começa a ver coisas na cara das pessoas, meu cachorro começou a rodopiar entre eu e a tv, numa louca tentativa de morder o próprio rabo…
depois disso, a pulga pulou da orelha prá cabeça…… brbrbrrrr….