Agora você pode dar sua própria nota para os filmes comentados no Cinéfilos.
Clique nas estrelas à direita, dê sua nota e aproveite para
deixar um comentário justificando sua opinião.

Marcas da Violência

Comentários     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: David Cronenberg.
Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris, William Hurt, Ashton Holmes, Peter MacNeill.

O que um apaixonado e atencioso marido, pacato pai de família, e dono e uma pequena lanchonete pode ter de especial? Que justificativa pode ser dada quando em uma situação adversa, esse mesmo homem age de forma tão violenta, mortal e precisa durante um assalto em seu estabelecimento? E se depois disso, um estranho (Ed Harris) e mal encarado homem aparecesse e insistisse já conhecê-lo e que toda essa sua vida não passa de uma farsa?
Viggo Mortensen é Tom Stall, o simplório e inexpressivo homem de família descrito no parágrafo anterior, que tem sua vida completamente transformada após a reação a um assalto, que levou a morte dois perigosos assassinos. Transformado em herói nacional e recebendo atenção de toda a mídia, fantasmas do passado despertam e começam a assombrar Tom e sua família.
Cronemberg trabalha perfeitamente a angústia do personagem de Mortensen em relação à dúvida do que deve ser feito. Tentar apaziguar a situação e se esconder, esperando que a tempestade passe, independente da destruição que ela possa causar; ou ir de encontro ao seu possível passado e retribuir tudo que está acontecendo em sua vida de uma forma ainda mais violenta.
David Cronemberg, que na verdade nunca foi um dos meus diretores preferidos, cria aqui, uma angustiante trama , onde vemos o esfacelamento da relação aparentemente perfeita da família de Tom. Onde a dúvida de seu passado põe em risco tudo o que foi construído em quase 20 anos de convivência. Sua esposa Edie (Maria Bello) e seu filho mais velho, Jack (Ashton Holmes), com certeza são as pessoas que mais sofrem com isso.
Mortensen acerta bonito na maneira que decide interpretar Tom, sua forma introspectiva e seus modos moderados, além da voz sempre mantida em baixo tom, dão ainda mais vida ao seu personagem e tornam toda a história ainda mais visceral. Não foi uma das melhores atuações do ano, mas serve para mostrar o quanto esse ator melhorou depois de ter sido rei.
Marcas da Violência não é de forma alguma um filme de ação, é sim um instigante estudo sobre as conseqüências de algo inesperado, e principalmente, violento na vida de pessoas aparentemente comuns.

Nota dos Leitores para “Marcas da Violência”

2 Votos
Nota média: 3

Aproveite e deixe um comentário com sua opinião sobre o filme.

4 Comentários para “Marcas da Violência”

  1. Evandro disse:

    Vejo que temos visões bem diferentes sobre o filme. Considero-o uma das grandes decepções do ano. Não vou explicar muito o porquê. Há um texto sobre ele lá no Cinelândia! Numa coisa concordo: a atuação de Mortensen realmente foi adequada!
    Obs: Jedi, respondi seu último comentário, esclarecendo qualquer mal entendido que possa ter ocorrido! De qualquer forma, um abraço!

  2. felipe nobrega disse:

    ando curioso com este filme
    provoca desde “melhor do ano” até “decepçaõ total e geral”

  3. Turambar disse:

    É vardade Felipe.

  4. Vladimir disse:

    Ei negrada, vamos escrever que está sobrecarregando. :)Vamos animar isso aqui. hehhee

 
Layout & Icones by N.Design Studio
RSS RSS Comentários Entrar