Direção: Zach Braff.
Elenco: Zach Braff, Natalie Portman,Kenneth Graymez, George C. Wolfe, Austin Lysy, Gary Gilbert, Jill Flint, Ian Holm, Peter Sarsgaard, Alex Burns, Jackie Hoffman, Michael Weston, Christopher Carley, Armando Riesco, Amy Ferguson, Trisha LaFache.
Um bom drama exige boas atuações e um bom roteiro, para só assim se tornar emotivo e cativante. Por essa perspectiva Hora de Voltar é um ótimo filme. Com um personagem principal um jovem bastante cativante, Hora de Voltar traz uma história simplória vista de longe. É a história de um filho (o tal jovem cativante) que volta pra casa depois que sua mãe morre. Nesse retorno despretensioso acaba entrando velhos amigos e conhecendo novos. Impossível não se identificar com tal situação, obviamente pra quem, assim como eu, mora fora da cidade natal. Nesse retorno percebe que pouca coisa mudou, que por um lado é bom saber que seus velhos amigos continuam gostando de você, mas ao mesmo tempo é triste saber que seus amigos estão naquela mesma vidinha de anos atrás, com seus subempregos, pensamentos pequenos, imaturidade, etc. Nem vou cair no mérito de discutir o que é melhor ou pior, mas é exatamente isso que eu sinto quando vou pra “casa”. Mas o filme não aborda essa inércia, muito pelo contrário, busca justamente as pequenas coisas boas, os velhos e bons pequenos detalhes. E reviver tudo isso dá um novo ânimo para seguir em frente. O filme conspira pra te deixar triste, enquanto ao mesmo tempo, através da personagem de Natalie Portman, te dá o ânimo para não cair em depressão, de rir de si próprio, de tirar humor até das coisas ruins, e que isso não implique que não possa ficar triste, que tem hora pra tudo, mas autopiedade não ajuda em nada. Não precisa complicar, não precisa de explosões, nem de zumbis, nem de atores bonitos no papel principal, bastaria que fossem bons como esse é.



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