Agora você pode dar sua própria nota para os filmes comentados no Cinéfilos.
Clique nas estrelas à direita, dê sua nota e aproveite para
deixar um comentário justificando sua opinião.

Amor em Jogo

5 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Bobby Farrelly e Peter Farrelly.
Elenco: Drew Barrymore e Jimmy Fallon.

Acredite, dar nota três (de cinco) pra uma comédia romântica é elogio. Normalmente eu não vejo esse tipo de filme, mas nesse jogo do amor a gente precisa ceder. Considero a maioria desse tipo de filme como sendo “irreal”, fantasioso demais, brega e muitas vezes ridículo. São sempre historias de pessoas diferentes (preto branco, rico pobre, inteligente burro) que se envolvem, e tem tudo pra dar errado, mas dá certo. Portanto basta fugir desse tipo de coisa que fica até agradável, como é o caso de Amor Em Jogo. Convenhamos que uma executiva e um professor de ginásio está no rumo da grande maioria, mas, diferentemente da maioria, Amor Em Jogo é muito bem elaborado, bem natural, sem a forçar a barra (como no ridículo O Casamento de Romeu e Julieta). Não se trata de pessoas opostas, são simplesmente pessoas com vida profissional diferente, até porque elas são bem parecidas em relação a seus princípios. Ambos com suas fissuras, compulsões, mas no fundo só querem ter alguém legal pra passar o resto da vida (ih, que brega). O filme da uma aulinha sobre relacionamentos, de o quanto devemos ser compreensíveis, saber ceder, entender as manias do outro, e principalmente respeitar e participar dessas manias. Obviamente mostra também que existe o momento de cobrar um pouco, não funciona se simplesmente um lado ceder, é preciso a cooperação de ambos os lados. Eu to parecendo aqueles profissionais que auxiliam casais. Mas resumidamente é sobre isso. Drew Barrymore e Jimmy Fallon são extremamente carismáticos, além de facilmente percebermos a química do casal (diferente do ridículo O… de Romeu e Julieta), o que torna o filme mais agradável, mais “real”. Esse é o filme pra levar a namorada e nem reclamar muito.

Team America - Detonando o Mundo

1 Comentário »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Trey Parker.
Roteiro: Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady.
Elenco (Vozes): Trey Parker, Matt Stone, Kristen Miller, Masasa, Daran Norris, Phil Hendrie, Maurice LaMarche, Chelsea Magritte e Fred Tatasciore.

Team America é mais um excelente trabalho dos, com certeza pirados, Matt Stone e Trey Parker. Depois de criar o melhor desenho animado desde “Os Simpsons” (apesar de preferir o South Park, reconheço que sem os Simpsons, provavelmente eles nem existiriam) e a exemplo desses, fazer mais uma violenta, mas muito bem humorada, crítica ao governo estadunidense (com destaque aqui à política anti-terrorista absurda de G. W. Bush), esses dois norte americanos nos brindam com um filme que utiliza um recurso até então esquecido por Hollywood, o da utilização de marionetes em vez de atores de carne e osso, ou de animações. Os diálogos são de uma acidez única. Quem teria coragem de comparar as relações humanas atuais, com “p, xox e c” (com certeza os diálogos mais engraçados do filme)? Eu, pelo menos, não conheço ninguém.
Team America trata-se de uma homenagem ao clássico “Thunderbirds”, que também tinha marionetes como protagonistas do seriado e uma sátira aos filmes descerebrados de ação produzidos por Jerry Bruckheimer. E eles tem êxito nos dois quesitos.
Outro ponto muito positivo são os musicais que Matt e Trey desenvolvem em seus filmes, com em “South Park: maior, melhor e sem cortes”. As canções criadas por Marc Shaiman para esse filme, mantém a qualidade e são tão engraçadas quanto as criadas para o longa da turma do South Park. Impossível não se vibrar com o tema da equipe, não bolar de rir com a música detonando Michael Bay e a bomba Pearl Harbor “ (…)só consigo pensar no seu sorriso e naquele filme de merda, Pearl Harbor é uma merda (…)” e não se empolgar com a hilária Aids!Aids!Aids! Os musicais com certeza são pontos altos do filme e nenhum momento quebram o seu ritmo.
A atuação dos bonecos também é sensacional. Vê-los representando as mais famosas posições do Kama Sutra, nas cenas de sexo mais bizarras desde a masturbação de Chucky, em Brinquedo Assassino, e lutar como se estivessem sendo coreografados pelo “Yun Ping Pong” de Matrix, é de sentir aquela conhecida dor no estômago de tanto rir.
A produção não poupa nas cenas de ação, contendo o filme uma série de explosões e cenários dos mais diversos (a equipe vai dos EUA a Coréia, passando por Paris e Egito, representados de forma bastante inteligente e engraçada).
Mas com certeza, o que temos de melhor em Team America, é o seu lado crítico. Temos uma equipe anti-terrorista, que é muito pior do que qualquer tipo de terrorista. Eles são burros, ignorantes, etnocêntricos e não dão uma dentro, parecendo com o “John Mirolha, piloto do ONU”, do Casseta e Planeta, destruindo e matando muito mais do que cuidando e protegendo. O inimigo deixa de ser Saddan Hussein e passa a ser o norte-coreano Kim Jong II, para mim, uma interessante alfinetada a política do caipirão, que sempre terá um grande e perverso inimigo a enfrentar. Parker e Stone não ecomizam nas alfinetadas, avacalhando com o documentarista Michael Moore, Matt Damon (retratado como um imbecil que só sabe repetir o próprio nome) e Ben Afleck e Alec Baldwin, que parecem ser seus preferidos.
Esse é um filme que com certeza merece uma continuação, pois com certeza muito se tem a detonar por aí. Vida longa ao Team América.

A Luta Pela Esperança

2 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Ron Howard.
Elenco: Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill, David Huband.

Mais um filme de boxe com cara de muitas indicações para o Oscar do próximo ano. A Luta Pela Esperança é mais um filme na linha de “Rocky” e “Menina de Ouro”, onde o personagem principal passa por diversas adversidades, representa sempre as aspirações e sofrimentos do povo, mas no fim dão a volta por cima (ta bom, “Menina de Ouro” escapa disso, mas no restante é assustadoramente parecido). Isso indica, pelo menos para mim, que todas essas histórias de filmes ligadas ao assunto, partem de uma mesma matriz, a história de Jim “Buldogue” Braddock, ou “Cinderella Man”, como passou a ser chamado após o seu retorno triunfal da miséria generalizada pós quebra da bolsa de Nova York em 1929.
Braddock é sempre mostrado como o homem perfeito, que ama sua família mais que tudo, honesto mesmo nos momentos mais difíceis, com um orgulho atingido apenas em momentos extremos, quando é obrigado a se humilhar em busca de dinheiro para sustentar sua família. Mas o mais forte em sua personalidade é com certeza sua motivação, o que o leva a voltar a ter vitórias na profissão que tanto ama. A frase “gosto de lutar, pois no ringue pelo menos sei quem está me batendo” dita por Jim, é de arrepiar, pois explicita o sofrimento de uma geração, que não sabe nem a quem culpar por seus problemas. Nada mais atual que isso.
Mas isso torna o filme ruim? De forma alguma. Trata-se sim, de um bom filme, com uma excelente direção, uma reconstituição de época maravilhosa e com atuações impecáveis. Russel Crowe em sua segunda colaboração com o diretor Ron Roward se porta mais uma vez muito bem, mostrando mais uma vez que é um bom ator. Mas na minha opinião, o destaque mais uma vez se encontra com Paul Giamatti, que interpreta o treinador de Braddock.
No mais, o filme segue os vários clichês do gênero, mas de forma bastante positiva, principalmente para quem também gosta desse esporte, ou seja, Braddock sai de um lugar positivo, passa por diversas agruras, dá a volta por cima, derrotando muitos favoritos, mesmo desacreditado por todos, torna-se ídolo de milhares e no final enfrenta o seu pior rival, o pugilista Max Baer campeão dos pesos pesados, que não por acaso é mostrado como o oposto do protagonista, a personificação absoluta do mal e da arrogância. Então, quem vencerá a luta final? O azarão em fim de carreira ou o campeão representante de todos os males que o povo americano vinham sofrendo? Mesmo assim, pode ir ao cinema na tranqüilidade de ver um bom filme. Há, e façam as suas apostas.

O Operário

3 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Brad Anderson.
Elenco: Christian Bale, Jennifer Jason Leigh, Michael Ironside, Aitana Sánchez-Gijón, John Sharian.

Não tem como negar, inicialmente e durante quase todo o filme o que chama mais atenção é a figura esquelética de Christian Bale. Obviamente fui pesquisar e achei coisas do tipo: Christian Bale perdeu 28 quilos para interpretar seu personagem em O Operário. A dieta feita pelo ator consistia apenas em uma lata de atum e uma maçã por dia. Christian Bale perdeu 1/3 do peso total de seu corpo e o recuperou em um mês para “Batman Begins”. Literalmente o cara tava só a capa do Batman, dava agonia ver aquilo, eu achava que a qualquer momento o cara ia se quebrar, sinceramente. A causa da aparência? Um ano sem dormir, se alimentando mal, se gastando fisicamente e emocionalmente. Agora situe essa figura num ambiente totalmente sombrio, numa iluminação pesada, e uma trama envolvendo alucinações, e um final bacana. Pronto, temos um bom resumo de O Operário. Sem trocadilho, mas não é assim um filme que vai te fazer perder o sono, mudar tua vida, te fazer pensar, mas só pela atuação e todo o desgaste que teve Bale já vale a pena vê-lo. Falhas? Pra não dizer que só falei de flores, posso dizer que não ficou legal entregar de cara o estado mental do personagem, e demorou muito pro personagem perceber que estava surtando. Isso tornou o filme lento e chato em alguns pontos, deixava o espectador anos luz à frente do personagem. Lembra muito Clube da Luta, e eu torcia pra não ser só isso. Mais aí vem um final daqueles com reviravolta, uma velha lição de moral, nada muito surpreendente, mas longe do obvio.

Um Filme Falado

3 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Manoel de Oliveira.

Elenco: Leonor Silveira, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli, Irene Papas, Filipa de Almeida.

Este é o tipo de filme que as pessoas ou amam ou odeiam. Não é um filme fácil de assistir, principalmente pela parte final, repleta de metáforas, e pelo próprio final em si, que parece sem sentido, choca muito e também está baseado em uma grande metáfora. Sendo assim, para tentar agradar a todos, ele ganhou apenas 3 estrelas. Os historiadores, em particular, vão adorar a primeira parte. A estória se baseia em uma viagem de navio entre Lisboa e Bombaim via Mediterrâneo, que é realizada por uma professora de história (Leonor Silveira) e sua filha de 7-8 anos (Filipa de Almeida). Nesta viagem a curiosidade natural da criança vai levando mãe a nos contar um pouco da história da civilização ocidental, se valendo, obviamente, da riqueza das civilizações que viveram, e vivem, às márgens do Mediterrâneo. Neste momento o filme é o que chamam de travelogue, sempre mostrando as paisagens e um interlocutor discorrendo sobre elas. Tirando a simplicidade das imagens em alguns pontos, poderia ser um documentário do Discovery Channel. Na segunda parte, o diretor e roteirista português, nos apresenta uma crítica sobre a sociedade atual e sobre como a história influenciou o que vivemos hoje. E faz isto de maneira inusitada ao reunir em uma única mesa de jantar uma empresária francesa (Catherine Deneuve), uma ex-modelo italiana (Stefania Sandrelli), um atriz e cantora grega (Irene Papas) e o comandante do navio, um americano de origem polaca (John Malkovich). O fato realmente inusitado é que todos falam em suas próprias linguas e se entendem perfeitamente, remontando a babel na qual se transformou a Europa após a unificação. Entretanto as críticas do filme são ferrenhas, incluída a crítica a própria União Européia, o fato do português ser uma lingua pouco falada na Europa (apesar de estar em quase todos os continentes), o grego ser a mãe de todas as linguas e hoje estar restrito a Grécia, o fato de terem de usar o inglês como o esperanto o grupo e etcs. Com eu já disse, é um filme muito baseado em metáforas e, no meu entendimento, as maiores, e que levam a maior reflexão, são a condução “segura” dos europeus ao mundo árabe pelos americanos, e o desastre ocorrido ao se tentar salvar uma “mulher árabe”. Mas nem tudo são flores. O filme peca em diversos momentos por tentar ser cultural demais (4 pessoas em uma mesa de jantar e cada um falando uma linga diferente?), por ser monótono demais (sempre a mesma cena na saída de cada porto?) e por ser simplista ao extremo quando passa por certas civilizações importantes. Fora a questão preconceituosa do terrorismo ser ligado aos árabes. Mas, nem que seja para não gostar, vale a pena ser visto.

Stealth - Ameaça Invisível

3 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Rob Cohen
Elenco: Josh Lucas, Jessica Biel, Jamie Foxx, Sam Shepard, Joe Morton, Richard Roxburgh.

Tendo na direção o empolgado Rob Cohen (Triplo X), o filme acompanha as aventuras de um trio de pilotos da marinha que é obrigado a testar uma nova nave chamada de Stealth. Controlada por uma inteligência artificial, o avião é capaz de passar invisível por radares inimigos. Bom, com este começo nem é preciso dizer o “Homem de lata”, como é chamado, entra em curto e fica doidão. Outra coisa interessante de ser notada é que, diferente do que é divulgado - e que a maioria pensa - o ator principal do filme não é Jamie Foxx (que ainda não tinha se tornado Jamie “Oscarizado” Foxx enquanto filmava “Ameaça Invisível”) e sim Josh Lucas. Há muitas outras cenas absurdas durante toda a produção, mas algumas delas devem ser aplaudidas por sua engenhosidade. Por mais que sejam estapafúrdias (tanque de combustível voador explodindo), são habilmente planejadas e executadas. E se for considerado que este filme depende exclusivamente desse fator, oferece aquilo que se propôs: mínimas expectativas, grande perigo. De resto, acho bacana comentar sobre as seqüências de ação dos aviões, em tomadas que eu só consigo achar um adjetivo para descrevê-las: “nervosas”. É uma tremedeira só, ajudada pelos sons de jatos passando pelo seu ouvido, que dão uma experiência bem interessante. Com uma orçamento de US$ 130 milhões, espera-se muitos efeitos especiais e têm, digo que esta grana foi muito bem aplicada nesse quesito. Ao contrário que o trailer mostra, o filme toma um rumo totalmente diferente, e é isso que faz com que o filme seja divertido, mesmo não sendo nenhuma obra-prima, indo com a mente aberta, certamente é diversão garantida. Já ia esquecendo não saiam do cinema quando os créditos começarem a subir. Logo depois das letrinhas, há uma cena minúscula - e eu diria até meio boba. Mas ela está lá. Quem tiver a curiosidade.

O Casamento de Romeu e Julieta

3 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Bruno Barreto.
Elenco: Luana Piovani, Luis Gustavo, Marco Ricca, Martha Mellinger, Mel Lisboa, Leonardo Miggiorin, Berta Zemel, Renato Consorte, Cybele Jacome, Rafael Golombek, Zé Vasconcelos e Marina Person.

É por causa de bombas como essa que eu digo que o cinema brasileiro não vai pra frente. Os bons diretores acabam indo fazer filme “lá fora”. Essa mania asquerosa de querer ser o país do futebol, da violência e das novelas, já está enchendo o saco. Um dos piores filmes que vi nos últimos tempos, sem duvida nenhuma, não tem nada de bom. Atuações caricatas, dignas de novela, um roteiro que tenha paciência (melhor não baixar o nível). Coisas absurdas, sem nexo, como por exemplo, eu to pensando até agora pra que serviu a personagem de Mel Lisboa. Usando a política do circo, imaginaram que só falando de futebol já seria motivo de lotação nas salas de cinema pelo país. A história já não é das mais originais, Romeu e Julieta seja em qual for a época, não, não é original. Dessa vez ainda meteram o futebol no meio, e agora as famílias inimigas são de palmeirenses e corintianos, BLERGH! Um sábio uma vez disse: quanto mais eu cresço, menos eu me importo com futebol. E sustentado por essa verdade, eu ficava com nojo de ver aquelas historias de fanáticos por futebol, BLERGH! Química nenhuma entre o casal, e convenhamos que mostrar um cara broxar pra Luana Piovani é sem sentido, podia ter a calcinha do Flamengo e cocha de cama do Fortaleza que não dava pra broxar. Broxar mesmo só da qualidade do filme. Ah, eu não esqueci a nota não, é zero mesmo. Nem sei se pode por zero, mas foi o primeiro.

Casshern

1 Comentário »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Kazuaki Kiriya.
Elenco: Yusuke Iseya, Kumiko Aso, Akira Terão, Kanako Higuchi, Kanako Higuchi, Fumiyo Kohinata, Hiroyuki Miyasako, Jun Kaname, Hidetoshi Nishijima, Mitsuhiro Oikawa, Susumu Terajima, Hideji Otaki.

Mais um filme japonês surge para encher nossos olhos e mostrar ao mundo, que o cinema produzido no oriente não se resume apenas a alguns filmes de terror com crianças e mulheres cabeludas, que, diga-se de passagem, já estão enchendo o saco (mesmo assim, gostaria de ver o Dark Water, como voto de confiança ao Walter Salles).
Baseado em um Anime Japonês da década de 70, Casshern se passa no futuro, onde a poluição e as guerras entre Eurasia e Zona 7 (alguém lembrou do livro 1984 de George Orwell?) vem paulatinamente destruindo o planeta. Como forma de salvar os soldados e civis feridos na guerra, mas com o real intuito de salvar a esposa que sofre de uma doença degenerativa, o cientista Azuma, cria as Neo-Células, que são capazes de reconstituir qualquer mutilação ou dano sofrido pelo corpo humano. Mas daí o inesperado acontece, uma estranha força age sobre os enormes tanques do laboratório, dando vida a uma nova espécie, chamada de Neo-Sapiens. Perseguidos e quase exterminados pelos homens, esses novos seres iniciam uma violenta cruzada de extermínio a raça humana, para eles, a grande responsável por todos os males do mundo. Casshern é Tetsuya, filho de Azuma, que morto na guerra, é ressuscitado nos mesmos tanques onde nascem os Neo-Sapiens, o que o torna semelhante a eles. Além disso, ele é obrigado a utilizar uma armadura feita pelo pai de sua namorada, que de quebra, lhe dá várias habilidades especiais.
Casshern é mais um filme que utiliza a técnica de filmagem dos atores em fundos verdes e azuis e a colocação dos cenários, juntamente com os efeitos especiais, através de computação gráfica. E mais uma vez o resultado é deslumbrante, com tomadas de tirar o fôlego, cores maravilhosas e cenas de ação de deixar qualquer fã do estilo de queixo caído (a cena em que o personagem principal destrói quase todo um exército de robôs é de encher os olhos d’água), com alucinantes lutas e cenas de vôo. É sensacional, vermos as batalhas violentas e sangrentas (e exageradas, claro) entre os personagens principais, onde ambos se ferem de forma impressionante, mas nunca desistem mostrando sempre uma motivação sobrenatural, ao melhor estilo, Cavaleiros do Zodíaco, Yu Yu Hakusho e Dragon Ball Z.
Essa tecnologia, que é cada vez mais utilizada, é fundamental para a criação dessa obra e representação do universo dos animes, pois seria impossível realizá-lo de forma convencional e atingir resultados tão positivos como os que foram aqui alcançados.

A Chave Mestra

2 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Iain Softley
Elenco: Kate Hudson, Gena Rowlands, Peter Sarsgaard, John Hurt, Joy Bryant.

Quando o filme começa e o tempo vai passando a impressão que se tem é de um filme sem graça que demora acontecer, obstante as cenas com a belíssima Kate Hudson, mas não se engane com este começo frio. Tendo como a maior parte do cenário a atmosfera dark da floresta perto de Nova Orleans, Caroline, uma enfermeira contratada, por uma mulher mais velha, para cuidar de seu marido doente em casa… uma mansão gótica e decrépita.
Intrigada pelo casal enigmático, a maneira misteriosa e secreta deles, Caroline começa a explorar a velha mansão. Armada com uma chave mestra que abre todas as portas, ela descobre um artigo escondido que tem um segredo mortal e aterrorizador. Tendo um roteiro bem construído por Ehren Kruger (O Chamado), usando de uma forma bem adequada em vários e assim salvando de fato a produção, pois fica-se dependendo do diretor Iain Softley (K-Pax – O Caminho da Luz) e digo que foi decepcionante, pois ele não conseguiu conduzir os cortes das cenas para que pudesse ter mais sustos e suspense nessa produção, além de explorar muito pouco a capacidade de Kate Hudson, deixando que Gena Rowlands roubasse a maior parte das cenas. Felizmente o roteiro corrigi estas falhas e torna o filme interessante e muito surpreendente.

2 Filhos de Francisco

20 Comentários »     Dê sua nota: 1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas Carregando ... Carregando ...

Direção: Breno Silveira.
Elenco: Ângelo Antônio, Dira Paes, Dablio Moreira, Marcos Henrique, Márcio Kieling, Thiago Mendonça, Paloma Duarte, Natália Lage, Jackson Antunes, Lima Duarte e José Dumont.

Não nego que só fui ver o filme devido a críticas favoráveis. Afinal de contas eu não vivo de escrever resenhas, eu só gosto de ver filme bom. E como poderia ser bom um filme brasileiro contando a história de uma dupla sertaneja? Acredite, está longe de ser um filme ruim. Pode não ser essas cinco estrelas que andam dando por ai, mas ruim não é. O filme vai pouco a pouco quebrando os tabus e preconceitos. Quando eu pensava “imagine a trilha sonora…”, vinha Maria Bethânia. Quando eu pensava “imagine o dramalhão que vai ser…”, vinha um filme seguro, pé no chão, obviamente tem sua carga dramática, e é impossível não se emocionar com história desse tipo, de pessoas extremamente pobres conseguirem vencer na vida com seus talentos. Confesso que sempre admirei o jeitão de vida de algumas duplas sertanejas, na maioria são caras humildes (e permanecem assim na medida do possível), e me impressiona a amizades entre eles, mesmo sendo “concorrentes”, o que é raro nesse mundo da música. Já pelo título percebemos que a idéia é mesmo mostrar Seu Francisco como o grande responsável pela vitória, que não é a história de Zezé de Camargo e Luciano, mas sim dos filhos de Francisco. Os atores mirins estão muito convincentes, Ângelo Antônio e José Dumont dão um show à parte, esse último sempre muito bom, inclusive gerando momentos cômicos (chega a dizer: “eu sou esse aqui, lá atrás em primeiro plano”). O ator que faz Zezé já na fase adulta até que ficou parecido, mas não consegue se desprender de suas atuações em Malhação. Pontos Fracos? Alguns. Nas cenas que os meninos estão aprendendo a tocar os instrumentos simplesmente enche o saco. Não é um filme de música sertaneja, mas sim de uma família pobre, passando por inúmeras dificuldades, e como eu disse antes, não tem quem não se emocione com histórias assim. Parafraseando a maioria dos críticos: acredite, é bom.
PS:. Impossível não lembrar dos amigos lá “do” Goiás.

 
Layout & Icones by N.Design Studio
RSS RSS Comentários Entrar