Direção: Steven Spilberg.
Elenco: Tom Cruise, Dakotta Fanning, Tim Robins, Miranda Otto.
Diferentemente da abordagem tomada pelo filme de 1953, bem mais fiel a obra original de H. G. Wells, onde os principais personagens eram militares ou cientistas, o que tornava o filme muito mais próximo de uma Guerra, Spilberg resolve contar a sua própria versão da história, a partir do ponto de vista de uma família de civis, o que torna o filme mais parecido com o “Massacre de um Mundo” do que uma “Guerra dos Mundos”. Com certeza, essa decisão trouxe pontos tanto negativos, quanto positivos para o filme.
Ray (Cruise) é um estivador, pai separado de dois filhos, ambos morando com a mãe (Otto). Aceitando tomar conta dos filhos durante uma viagem da ex-esposa, somos apresentados à desgastada relação de Ray com eles. E é nesse contexto, que começam a acontecer uma série de estranhos fenômenos, que inicialmente instiga a curiosidade de todos, mas logo começa a apavorá-los.
Descobrindo que se trata de um terrível e desconhecido ataque, é iniciada a desesperadora fuga de Ray e sua família, enfrentando desde os seres desconhecidos e suas máquinas de destruição em massa, até a fúria desesperadora das pessoas que lutam por suas sobrevivências. Provavelmente sentiríamos muito mais essa sensação vinda do filme, se nele estivessem algumas cenas mais violentas (guerra sem corpos não é uma guerra, mesmo quando a principal arma de um dos inimigos é um raio desintegrador, mas vejamos bem, principal nunca será sinônimo de único).
Resumindo, Guerra dos Mundos é um bom filme, mas muito longe de ser genial. Digno de horas e horas de excelentes discussões, mas que com certeza seria muito melhor, se conduzido por um Spilberg um pouco mais corajoso e politizado do que foi aqui, além de um final 2 minutos maior e mais explicativo.
Nota dos Leitores para “Guerra dos Mundos”
2 Votos
Nota média: 5
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6/7/2005 às 09:15
caraca, o que ta havendo com os bons filmes? Ainda duvido tb dos 4 fantasticos. Mas felizmente temos Sin City sem problemas :)
6/7/2005 às 11:58
Ainda não vi mas já sei que não me cheira bem… usar a “Guerra dos Mundos” como pano de fundo para os problemas familiares de uma pai que vive longe dos filhos é demais para a minha cabeça. Personagens de personalidade forte e vivendo problemas existenciais são prato cheio para qualquer filme, com ótimos exemplos na história do cinema, mas choradeira desenfreada enquanto o mundo explode não tá com nada. Como eu disse, ainda não vi, mas vai ficar para o DVD.
6/7/2005 às 16:10
Legal o comentário. O massa é que lendo textos sobre esse novo filme, consegui ir aos poucos entendendo como é o filme antigo…
6/7/2005 às 16:18
Acredito que mais um remake produzido para independência dos EUA….afinal tudo acontece por lá. Muitos preferem a versão orginal, menos efeitos mais conteúdo.
6/7/2005 às 16:59
Cara, essa critica foi muito complicada de fazer. Quase impossível falar do filme sem entregar o ouro. Fiz a daqui diferente da do Nem Todos São ARte, lá eu coloquei um monte de Spoillers para justificar melhor minha opinião. Então, quem já viu, é só entrar no
http://www.ntsa.interativo.org
16/7/2005 às 15:53
a melhor parte do seu texto é a última linha, pois me consolou enormemente, tb acho que merecia um final explicativo e 2 minutos mais longo…fiquei com cara de “ué, acabou!”
23/7/2005 às 01:02
Porra alguem pode me dizer porque no fim do filme o campo d força dos etzinhos desaparece??? nao intendi nada!!
manda um email pro tiagocanalli@hotmail.com e me explica ae!
21/8/2005 às 13:19
E um grande filme se nao percebem nao digam disparates.Eles morrem no fim porque nao estao habituados a nossa atmosfera. É um grande filme do grande Steven Spilberg.