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King Kong

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Direção: Peter Jackson
Elenco: Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody, Andy Serkis, Thomas Kretschmann, Colin Hanks, Kyle Chandler, Jamie Bell, Evan Parke.

Esperei dois dias para escrever, porque é necessário algum tempo para formar opinião sobre este filme, sem contar que tenho que absolver o impacto. Peter Jackson é o cara, ou seja, foi objeto de culto enquanto “independente”, mas a verdade é que não fez nenhum filme memorável , e depois com vários milhões de dólares ao seu dispor realizou de forma magnífica a trilogia “O Senhor dos Anéis” .Depois porque há sempre a inevitável comparação com o filme de 1933 (o de 76 é demasiadamente ruim e de bom só nos trouxe Jéssica Lange). Primeiro vamos falar mal da quantidade, desnecessária, de efeitos visuais e de cenas de luta entre os monstros da ilha que é ridículo, porque a dupla de responsáveis pelo original só não os utilizou porque não tinha os meios : o filme é também uma história de aventuras, dentro do espírito da descoberta de tesouros fabulosas em lugares desconhecidos e inóspitos. Agora, o essencial da questão, a relação entre a besta e a bela, entre Kong e Ann Darrow. O sentimento de Kong em relação a Ann é de posse, ela é a noiva , um troféu, do senhor da ilha, e por isso intocável. A evolução para algo mais forte vem com o fato de ela não demonstrar medo e até de o divertir (situação não habitual como se presume pelas ossadas das antecessoras),é como se Kong fosse uma criança e Ann o seu brinquedo preferido (e por isso Jackson anulou todo o sentido erótico do filme de 33), a cena do Kong depois da luta com os Rex´s por causa da fuga de Ann é genial. Ann desperta, primeiro o sentido de auto-persevação e depois o de sentir-se protegida com Kong. A relação torna-se ambígua (como nunca nos dois filmes anteriores), primeiro na hesitação no olhar de Ann quando Jack a salva do lugar de Kong e depois já em Nova Iorque em todas as cenas conjuntas de Ann com Kong, não só na cena do lago de gelo (belíssima), mas também na compulsão que Ann sente em ficar com Kong ou no desespero dela perante a inevitabilidade da morte dele. Peter Jackson anula toda a ambigüidade na cena final entre Ann e Jack, mas em vários momentos pressente-se a possibilidade de um amor antinatural (mas não físico) entre Ann e Kong. Desempenho com muita qualidade de Naomi Watts, muito bem acompanhada por Adrien Brody e Jack Black, e uma realização competentíssima de Peter Jackson, veja-se a cena inicial, que apresenta de forma perfeita a América dos anos 30, por tudo isso e um pouco mais, torna-se “King Kong” um filme brilhante e um dos melhores de 2005, mesmo tendo uma duração de 3 horas e 8 minutos. É bem feito pelo simples fato do original de 1933 ter marcado Peter Jackson, foi o filme mais marcante da sua vida e é o seu preferido até hoje. Sua abordagem foi de total reverência, mantendo a ambientação nos anos 30, a essência trágica e denunciando um velho e perverso hábito do ser humano, “o de explorar, degradar e capitalizar sobre tudo o que nos cerca”. Só isso explica, segundo o cineasta, o fato de “existirem atualmente apenas 706 gorilas selvagens nas montanhas, num mundo de 6 bilhões de pessoas”.

As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e O Guarda Roupa.

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Direção: Andrew Adamson.
Elenco: Georgie Henley, William Moseley, Skandar Keynes, Anna Popplewell, Tilda Swinton, Sophie Winkleman, James McAvoy, Jim Broadbent, Liam Neeson (Voz de Aslan).

Primeiramente, não pense que as histórias de Nárnia são parecidas com as da Terra Média (Tolkien), muito pelo contrário, os contos de C.S. Lewis (pelo menos esse adaptado) são especificamente direcionados ao público infantil, mas logicamente podem agradar, e muito, aos marmanjos que gostem de uma boa aventura. Pedro, Edmundo, Suzana e Lúcia, são quatro crianças que são enviadas para um castelo no campo, para fugir do bombardeio a Londres pelo exército alemão durante a segunda guerra mundial. Entediados, eles tentam inventar brincadeiras como forma de distração. Sem querer, Lúcia descobre, em um dos guarda roupas da casa, uma passagem para um estranho e diferente mundo, povoado por faunos e outras criaturas e onde os homens são chamados de “filhos de Adão” e as mulheres de “Filhas de Eva”.
Esse lugar é Nárnia, um território dentro de um mundo desconhecido, um local mágico onde seres da mitologia grega (faunos, centauros, dríades, grifos), dividem seus espaços com animais falantes e são governados pelo Leão Aslan (voz de Liam Neeson). Depois de uma ausência do saberano de Nárnia, a região é dominada por uma terrível bruxa, que domina Nárnia de forma assustadora, transformando todos os seus adversários em pedra e mudando drasticamente a região, tornando tudo um continente gelado. A possibilidade da concretização de uma profecia e o retorno de Aslan, levam a uma guerra entre as forças do bem e as criaturas do mal, que definirão o futuro de Nárnia. A obra de Lewis seria uma mistura de referências bíblicas (filhos de Adão e Eva; referência a traição, sacrifício e ressurreição de Cristo; alusão ao Leão como uma divindade) com elementos da mitologia greco-romana e Nórdica (até Papai Noel aparece no filme).
O lado técnico do filme está primoroso, com criaturas digitais beirando a perfeição (mais um excelente trabalho da WETA DIGITAL). Fotografia excelente (Nova Zelândia ajuda mesmo). Atuações seguras e uma ótima escolha em relação às crianças que ficaram com os papéis principais, principalmente Georgie Henley, intérprete de Lúcia Pevensie. Tudo isso, conduzido através da boa direção de Andrew Adamson, que tem aqui, a sua primeira direção com personagens de carne osso, já que até o momento ele havia dirigido apenas as aventuras do ogro verde Sherk.

O Galinho Chicken Little

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Direção: Mark Dindal.
Vozes: Zach Braff, Joan Cusack, Katie Finneran, Don Knotts, Garry Marshall, Amy Sedaris, Jeremy Shada, Steve Zahn.

Papel e caneta na mão, anotem a receita de como pegar milhões de trouxas:

- Crie um personagem de animação bonitinho, fofinho, daqueles que quando virem façam um sonoro “ohhhhhh”;
- Faça o mesmo com os personagens secundários;
- Pegue uma música animada do momento e faça um trailer;
- Escolha um roteiro qualquer, isso não é importante;
- Gaste milhões com marketing, e pronto, temos um filme de sucesso.

Eu deveria guardar essa resenha, pois será usada em muitos outros filmes. Já estou até me cansando de sempre escrever a mesma coisa. Não adianta continuar fazendo animações apenas para crianças. Onde ficou aquela bonita lição de moral dos desenhos antigos? A lição de moral dessa animação é mostrar que se você fizer algo de errado ou vergonhoso, só vão esquecer se você fizer algo nobre, ou provar que você estava certo. Ou seja, nele diz que você é culpado até que prove que não é. Essa é a grande lição de moral do filme. Mas acho que existe uma outra lição de moral: não gaste seu dinheiro com qualquer filme. Talvez essa seja a grande lição de moral do filme.

Harry Potter e o Cálice de Fogo

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Direção: Mike Newell
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint , Emma Watson , Ralph Fiennes, Maggie Smith, Robbie Coltrane, John Hurt, Jason Isaacs, Brendan Gleeson, Frances de la Tour, Robert Pattinson, Clemence Poesy.

Decepção total, foi o que eu senti após longas e tediosas duas horas e meia, ficou mais critíco pelo fato de eu não ser fã, simplemente fiquei remoendo na poltrona. Parece que o livro segue o mesmo ritmo sendo um dos mais parados e o filme não consegui superar adaptação orginal. Afinal é o mais sinistro, sendo primeiro filme da série a ter censura 13 anos nos EUA. Os três primeiros tiveram censura livre.
Agilidade foi a solução encontrada pelo diretor britânico Mike Newell para resumir mais de 700 páginas de “Harry Potter e o Cálice de Fogo” em cerca de duas horas e meia de cenas. O filme dá a impressão de ser mais curto que os outros da série, embora tenham todos mais ou menos a mesma duração. Passagens enormes do livro de J.K. Rowling ficaram de fora, o que deve decepcionar alguns fãs leitores.”O Cálice de Fogo” mostra a que veio em suas primeiras cenas, sombrias. Voldemort (Ralph Fiennes) ainda não aparece, mas é ouvido conversando com dois seguidores antes de atingir um homem que o espiona com a “Avada Kedavra”, a maldição da morte. Só então aparece Harry Potter (Daniel Radcliffe), que vai com Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson) e a família Weasley ver a Copa do Mundo de Quadribol. O estádio, mais imponente que o Senado de “Star Wars”, dá uma noção da grandiosidade das imagens que vêm pela frente.A tão esperada aparição de Voldemort dificilmente decepciona quem aguardou esse tempo todo tentando imaginar como ele seria. Ralph Fiennes dá uma boa expressão para o maior desafeto de Harry Potter. Mas a grande batalha entre os dois está só começando.
Fazendo um contraponto mais leve, há uma divertida e interessante subtrama que envolve os problemas “insolúveis” da pré-adolescência. Harry, Hermione e Ron, que podem ser imbatíveis quando o assunto é magia, mistérios do desconhecido ou quadribol, pela primeira vez se vêem às voltas com o apavorante baile escolar, atividade que envolve o aprendizado da dança, o convite a pessoas do sexo oposto e – claro – a tão temida introdução ao mundo adulto. Tudo isso regado com o maravilhoso espetáculo visual que esta série de filmes proporciona desde 2001. Direção de arte, figurinos, cenários, concepções visuais, tudo, incluindo os efeitos digitais, está cada vez mais apurado em Harry Potter, digamos que sejam os pontos fortes do filme.
Aproveite e curta ou fuja do Harry Potter e o Cálice de Fogo nos cinemas. Mesmo porque Harry Potter e a Ordem da Fênix só deve chegar aos cinemas em 2007, e vamos torcer para que seja melhor, quem leu diz que é, caso você não queira aguardar, desligue a tv e vá ler o livro.

Jogos Mortais 2

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Direção: Darren Lynn Bousman.
Elenco: Beverley Mitchell, Tony Nappo, Glenn Plummer, Shawnee Smith, Emmanuelle Vaugier, Donnie Wahlberg, John Fallon.

A fórmula utilizada nessa continuação é quase a mesma que consagrou o primeiro. Desvirtua-se um pouco a história original e seu personagem principal (Saw deixa de ser o assassino dos enigmas e passa a ser o assassino das armadilhas), coloca um ou outro ator do anterior, aumenta estrondosamente o número de vítimas e a violência cometida pelo psicopata e tchãn nã nã, está pronto o filme.
O primeiro filme do psicopata do quebra-cabeça (saw), foi uma ótima surpresa para os fãs do estilo. Com um elenco praticamente desconhecido, poucos recursos, mas com uma boa história (o principal), tivemos um dos melhores suspenses da década, um filme que deu uma revigorada nos filmes com psicopatas, mas que de forma alguma nos fez esquecer Seven, o melhor filme do estilo, como o infame cartaz nacional sugeria.
Então, com o sucesso absurdo de bilheteria do primeiro filme, principalmente em relação ao quanto foi gasto, continuações não tardariam a vir.
Não é um filme realmente ruim, mas com certeza deixa bastante a desejar. Particularmente esperava uma trama no mínimo tão bem elaborada quanto a do filme anterior, mas de bem elaborado nesse, somente algumas novas armadilhas, o resto, inclusive o final, não passa de uma repetição macaqueada do anterior, mas com vítimas diferentes e policiais diferentes.

Cidade Baixa

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Direção: Sérgio Machado.
Elenco: Wagner Moura, Lázaro Ramos, Alice Braga, Harildo Deda, Maria Menezes, João Miguel, Débora Santiago, José Dummont.

Filmes como “Cidade de Deus”, “Amarelo Manga” e “Contra Todos”, juntamente com esse, são representantes de um estilo que tem como principal meta, fugir dos estereótipos das cidades perfeitas, dos pontos turísticos e históricos feitos para inglês ver, que servem na realidade como uma intransponível fachada para uma realidade cada vez mais triste e latente. Ao mesmo tempo, existe a preocupação de fugir dos estereótipos da marginalidade, onde na periferia as pessoas se dividem em bandidos e vítimas, nada mais.
Em “Cidade Baixa”, somos de cara apresentados a jovem Karinna (Braga), prostituta, meio menina, meio mulher, que querendo ir embora do interior para Salvador, acaba pegando carona, em troca de sexo, no barco dos amigos de longa data Naldinho (Moura) e Deco (Ramos), iniciando um tórrido e perigoso triângulo amoroso.
As atuações de Alice, Lázaro e Wagner, são com certeza pontos altos dentro dos filmes. Os dois atores, também grandes amigos fora das telas, fazem seus personagens com admirável paixão e ajudam bastante a quase estreante Alice Braga a fazer bonito perante eles e suas já grandes experiências. O filme ainda conta com uma pequena participação do, sempre excelente, José Dummont.
Um filme imperdível para os admiradores desse mais visceral, contundente e novo cinema nacional.

Crash - No Limite

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Direção: Paul Haggis.
Elenco: Don Cheadle, Sandra Bullock, Brendan Fraser, Matt Dillon, Jennifer Espósito, Ryan Phillippe, William Fichtner.

O roteirista e agora diretor Paul Haggis, nos entrega uma das mais contundentes e fortes histórias do ano. Depois de escrever o ótimo e principal vencedor do último Oscar “Menina de Ouro”, dirigido por Clint Eastwood, Haggis volta com uma história ainda mais polêmica que a do seu antecessor, a cada vez mais grave e aparentemente sem solução, questão racial norte americana. Negros, latinos, asiáticos, árabes, ou qualquer tipo de estrangeiro mais diferente, formam grupos étnicos homogêneos nas visões preconceituosas dos norte americanos “brancos”, ou como em muitos casos, deles próprios.
Asiáticos que têm medo de negros, que têm medo dos latinos, que têm medo dos árabes, que juntos assustam os “inocentes” e cada vez mais “assustados” brancos, mesmo sem nenhum motivo pra isso. Um círculo vicioso que aumenta a cada dia e que é mantido tanto pelos opressores, como pela minoria oprimida, que em alguns casos preferem esquecer suas raízes, para se aproximar de padrões supostamente idealizados. Ou então, aceitar e cumprir a risca os seus estereótipos seja em pequenas doses, como na forma de se vestir ou de falar dos negros, ou cumprindo a sua função social dentro desse sistema opressor (negros e latinos = assassinos e ladrões; árabes = terroristas) e excludente por natureza. Mas Haggis em nenhum momento deixa sua história se tornar piegas ou se perder em clichês, como provavelmente muitos outros fariam.E isso, juntamente com as excelentes atuações do elenco, com certeza são alguns dos fatores mais positivos dessa obra.
Crash é um verdadeiro quebra-cabeça racial e social, onde histórias que parecem distintas, se cruzam em determinados momentos do filme, unindo assim os personagens e mostrando a grande proximidade de todos os casos. Recuso-me a falar de qualquer uma das histórias, pois essa é uma experiência que cada um de vocês deve ter, vendo esse, que com certeza é um dos melhores filmes do ano.

A Lenda Do Zorro

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Direção: Martin Campbell.
Elenco: Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones, Giovanna Zacarías, Adrian Alonso, Pedro Armendáriz Jr., Michel Bos, Nick Chinlund, Michael Emerson, Shuler Hensley, Rowley Irlam.

Seria fácil simplesmente dizer que A Lenda do Zorro é tosco, clichê e brega. Mas o Zorro tem todo um legado, um significado na infância de muita gente. Será mesmo que queríamos ver um Zorro estilo Neo? Um Zorro 007? Com uma historia que não seja sobre a tirania, a defesa dos menos favorecidos? Seria Zorro? Claro que não. O que eu to querendo dizer é que tem coisa que não pode mudar. Lembrem-se do mal que fizeram com o filme do Garfield. Zorro é e sempre foi uma história tosca, clichê e brega. Isso quer dizer que é ruim? Tecnicamente o filme é ruim, óbvio. Mas eu consigo imaginar que alguém possa gostar, e a entendo. Da mesma forma que muitos guardam um carinho especial pelos filmes dos Trapalhões. E dessa vez, além de Elena, sua linda esposa, Zorro tem também seu “zorrinho”, um desses meninos que fazem todos do cinema soltar um “ouwww” quando aparece em cena (essa é mais uma coisa clichê). Pra variar, Zorro luta pela libertação da Califórnia, na luta pra tornar o estado parte dos Estados Unidos da América. Vilões caricatos, malabarismo sobre telhados e em cima do seu cavalo Tornado, são ingredientes que compõe a obra. Junte isso com uma história de amor que todos sabem o final e pronto. Seguindo a linha de Homem-Aranha e Batman Begins, Zorro também acaba tendo seu disfarce revelado, praticamente pelo mesmo motivo do Batman. No fim das contas temos um filme fraco, mas pelos motivos que tentei justificar, é o filme de maior bilheteira nas duas últimas semanas.

Tudo Acontece Em Elizabethtown

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Direção: Cameron Crowe.
Elenco: Orlando Bloom, Alec Baldwyn, Jéssica Biehl, Judy Greer, Kirsten Dunst e Susan Sarandon.

Mania feia essa das distribuidoras brasileiras de sempre mudar de forma ridícula os títulos dos filmes. Não sei qual o problema do título ter ficado apenas Elizabethtown. E que dupla de protagonistas mais sem sal escolheram. Orlando BOOM e a mulher do homem-aranha. Não sei o que viram nesse ator, será que foi o pós Senhor dos Anéis? Não pode. O cara tem a sorte de participar de grandes blockbusters: Tróia, Cruzadas, Piratas do Caribe. Deve ser o QI alto, o famoso Quem Indique. Kirsten Dunst coitada, não pode fazer nada, sonha em ser a Natalie Portman, mas passa longe. Incrível como Alec Baldwyn consegue ser canastrão em poucos minutos de aparição. Ta na cara que não é um filme de atuação. Mas certamente é um filme feito com sensibilidade. Verdade que nada original, mas é bem feito e bastante emotivo. Diria ser uma mistura de Em Boa Companhia e Hora de Voltar, mas pior do que ambos. Longo demais pros padrões do gênero. Mas tem lá seus momentos interessantes, com um destaque especial pro final. Enfim, apenas mais um desses encontros românticos que só acontecem no cinema, mas não custa nada sonhar, é pra isso que serve o cinema.

Plano de Vôo

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Diretor: Robert Schwentke.
Elenco: Jodie Foster, Peter Sarsgaard, Sean Bean, Marlene Lawston, Kate Beahan, Matthew Bomer, Erika Christensen.

Jodie Foster interpretando uma desesperada mãe que tenta de todas as formas salvar a filha, presa em um local claustrofóbico. Não, não é o Quarto do Pânico dirigido pelo genial David Fincher e sim o filme novo estrelado por Foster, depois de alguns anos longe de papéis de protagonista. Coincidência ou não, Plano de Vôo apesar de não ser tão bom quanto o seu filme anterior, trata-se de uma ótima diversão. Um suspense psicológico que termina em uma perseguição vertiginosa. Como o filme se passa dentro de um avião em pleno vôo, o diretor aproveita para dar uma cutucada no forte preconceito em torno dos árabes, sentimento aumentado de forma assustadora, após o ataque ao WTC em 11 de setembro, que sempre são vistos como seqüestradores loucos e suicidas.
Como falei antes, não se trata de um filme memorável, mas conta com boas atuações (sempre é bom ver Jodie Foster atuando) e uma história bem legal, que certamente seria bem melhor se os realizadores tivessem tido a coragem de privilegiar o drama psicológico, em detrimento da simples e comum ação vista na grande maioria dos filmes do estilo.

 
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