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Capitão Sky e o Mundo de Amanhã

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Direção: Kerry Conran.
Elenco: Jude Law, Gwyneth Paltrow, Giovanni Ribisi, Angelina Jolie, Bai Ling, Michael Gambon, Laurence Olivier.

Algumas vezes, a história por si só não tem tanta importância assim, mas sim a forma como ela é contada. E é isso que acontece com Capitão Sky E O Mundo de Amanhã, uma história mais boba seria impossível. Um vilão que quer destruir o mundo, e um mocinho pra salvar. Nada mais água com açúcar, mas este não é um filme pra ser entendido, mas sim para ser simplesmente assistido e admirado. A filmagem parece um desenho animado, meio borrado, mas com um tom de realidade impressionante. Apesar de grande parte das cenas serem computadorizadas, os atores estão muito bem lidando com todo o azul que deveria estar o cenário antes de virar a maravilha final. Capitão Sky (…) consegue misturar o passado e o futuro de forma belíssima, inovadora e quase surreal. É bom demais saber que existem pessoas que tentam mudar, sair do convencional, fazer algo diferente e de qualidade. Um filme leve, com humor na hora certa, sem quebrar o ritmo da aventura, e certamente vale o crédito de todos nós.

Celular: Um Grito De Socorro

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Direção: David R. Ellis.
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, William H. Macy, Eric Christian Olsen, Jessica Biel.

Me responda sinceramente. Se você por algum louco acaso do destino recebesse uma ligação de uma pessoa estranha, dizendo que havia sido seqüestrada e que você seria a sua única esperança de vida, o que você faria???

a) Faria de tudo para ajudar a pessoa, já que você é uma alma pura e sempre pronta a ajudar os necessitados.
b) Começaria a falar um monte de sacanagens com a dona pensando que aquilo era algum tipo de tara de alguém que tem o chip dos 31 anos da OI.
c) Mandaria a mulher pra baixa da égua, pois você odeia trotes.
d) Com certeza pensaria que era brincadeira e ia sacanear a mulher até ela desligar o telefone e ir encher o saco de outro.
e) Faria qualquer outra coisa, menos escolher a primeira opção, pois você com certeza não roubaria carros, enfrentaria policiais corruptos, pularia de cima de prédios enormes e etc, etc…

Bem, se você é uma das (1) pessoas no mundo que optaria pela primeira opção, com certeza você gostará bastante desse filme. Você provavelmente curtirá bastante as inúmeras cenas de tensão que um filme desse porte proporciona. Ele não é péssimo, mas é muito clichê e absurdo. Ninguém no mundo em que vivemos faria o que o personagem do Chris Evans faz aqui nesse filme. Mas sabem de uma coisa, o sempre ótimo ator William H. Macy (Fargo) faz um personagem tão legal nesse filme que até gera uma simpatia por parte de quem está vendo. Mas mesmo assim espere em DVD, com certeza a apreciação dessa fita no conforto do seu lar o deixará bem mais agradável.

Os Esquecidos

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Direção: Joseph Ruben.
Elenco: Julianne Moore, Dominic West, Gary Sinise, Alfre Woodard, Linus Roache, Anthony Edwards.

O que dizer de um filme cujo trailer tem a frase “o filme mais intrigante desde o Sexto Sentido”? Particularmente eu acho ridículo esse tipo de apelo comercial. Obviamente porque não diz nada, pelo contrário, faz o filme parecer um lixo e sem força alguma, como é o caso. Eu nunca vi uma atuação ruim de Julianne Moore, e não foi dessa vez. Ela faz muito bem o papel da “louca” que sofre e não consegue se recuperar da morte do filho de nove anos. Tudo começa muito bem, te deixa na duvida se realmente aquela mulher é louca ou está certa. Inclusive na cena da xícara de café, eu daria tudo para voltar o filme e saber se a xícara estava ou não lá. A primeira metade consegue te prender à trama, mas depois disso, o ritmo cai ladeira a baixo. Tentando dar reviravoltas mirabolantes tipo Scooby-Doo, o roteiro viaja na maionese, talvez querendo nos surpreender de qualquer forma, achando que somos tolos e vamos sair do cinema da mesma forma que saímos ao ver Sexto Sentido. Pobre desilusão. Ah, não posso deixar de mencionar uma batida de carro simplesmente espetacular, quase mata o povo de susto no cinema. Mas o resto, muito fraco, roteiro estúpido.

Menina dos Olhos

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Direção: Kevin Smith.
Elenco: Ben Affleck, Jennifer Lopez, Raquel Castro, George Carlin, Jason Biggs, Liv Tyler, Will Smith, Jason Lee, Matt Damon.

Gosto muito dos filmes do Kevin Smith, acredito que já vi todos os seus filmes: O balconista, Barrados no Shopping, Procura-se Amy, Dogma e Jay and Sylent Bob Strikes Again (a tradução que fizeram é ridícula). Portanto nada estranha a minha enorme vontade de ir ao cinema ver esse “Menina dos Olhos”, mesmo sendo ele estrelado por “meu ídolo”, o Ben Afleck (Parece que ele só fica bem em filmes do Smith). Antes de tudo, Jersey Girl (Menina dos olhos no Brasil) é uma homenagem do diretor ao seu pai, portanto já era de se esperar ser um filme simples, sem grandes pretensões, mas muito gostoso de se assistir, uma bela comédia romântica, com diálogos bacanas e personagens muito bem construídos e simpáticos.Uma homenagem a paternidade, já que mostra duas gerações criadas sem a presença materna. O filme trata de um cara que tem a vida que sempre pediu a Deus. Uma mulher maravilhosa a qual ama profundamente, mora na cidade perfeita e possui um emprego promissor e muito lucrativo, mas que acaba consumindo a maior parte do seu tempo. Até que esse mundo desmorona após a morte da sua mulher no parto e a perca do seu emprego. Por isso ele é forçado a ir morar com o pai, conseguir um emprego desinteressante e cuidar da filha. Daí pra frente não tem nada demais, tudo muito previsível e óbvio, mas tão bem feito e sutil que vale muito a pena ser visto. Até os maiores clichês, na mão de quem entende da coisa pode se tornar interessante. Se você é fã do Kevin Smith como eu pode ir sem medo, de preferência acompanhado.
PS : O filme tem também aquelas pontas feitas por amigos do Smith que são muito legais. Quem é fã do Jay e Silent Bob deve ir preparado, eles não aparecem nesse filme.

Exorcista - O Início

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Direção: Renny Harlin
Elenco: Stellan Skarsgård, Gabriel Mann, Israel Aduramo, Francesca Barone, Clara Bellar.

Curtindo o feriado, o dia todo em casa, sem fazer nada e então fui ao cinema, verifiquei a primeira sessão da tarde e ele estava lá, “Exorcista: O início”, de cara já fui sabendo de todos os problemas que ele continha, mesmo assim fui, de teimoso. Sabendo que somente duas coisas poderiam sobressair desse filme, a fotografia e o ator sueco de sobrenome impronunciável. O Exorcista original dirigido por William Friedkin e estrelado por Linda Blair e Max von Sydow, é melhor de todos, tem cenas épicas, e não adianta criar mais filhotes para este franquia, pois não vai adiantar nada, afinal a fórmula deu certo só uma vez, os produtores tem que entender que é o tipo da obra que não pode ter continuação, é uma obra única e ponto final, mas, os caras são teimosos. Li o livro que deu origem ao primeiro exorcista, sendo o mais fiel possível, o excelente: “Exorcismo Uma Historia Verdadeira”. Bem , voltamos à bomba, a primeira versão de “Exorcista: O Início”, dirigida por Paul Schrader, foi simplesmente excluída pelos executivos da Warner Bros, mesmo depois de está editada e pronta para a distribuição, então acredita-se que em dvd deva sair as duas versões, espero que sim, somente assim poderemos fazer as comparações e saber a primeira versão seria uma bomba maior ou não, então fiquemos com a versão do diretor Renny Harlin. Cairo, Egito, 1949. O arqueólogo Lankester Merrin (Stellan Skarsgard), um ex-padre (pois perdeu a fé quando ainda era sacerdote durante a 2ª Guerra Mundial e teve de escolher 10 pessoas para serem executadas, senão todos seriam mortos, e estas lembranças o atormentam sempre), recebe de Semelier (Ben Cross), um colecionador de antigüidades, a missão de ir a uma escavação promovida pelo governo inglês na região de Turkana, Quênia, e recuperar um objeto que estaria soterrado junto a uma igreja cristã bizantina do século V. A realidade é que o roteiro é fraquíssimo, a direção mais ainda, como disse , só podemos aproveitar a ótima interpretação do ator sueco Stellan Skarsgard e a fotografia, mais nada, os efeitos são toscos, lembra a outra bomba mulher-gato. Então se vc não tem nada pra fazer e quer pegar uma matinê pagando R$ 2,00, ou simplesmente está curioso pode assistir, caso contrário passe bem longe e espere passar na tv.

O Enviado

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Direção: Nick Hamm

Elenco: Greg Kinnear, Rebecca Romijn-Stamos, Robert De Niro, Cameron Bright, Merwin Mondesir, Jake Simons.

Foi-se o tempo em que a presença de Robert De Niro era sinônimo de bom filme. De um tempo para cá o famoso, e já velho, ator vem se metendo em algumas frias, como este “O Enviado”. Além dos furos no roteiro, que já é bastante fraco, o que este filme tem de pior são as tentativas de assustar o espectador de qualquer forma e a qualquer custo, inclusive colocando as situações de “suspense e terror” em uma sequência ilógica e irritante. Em dado momento do filme somos “assustados” por duas vezes em menos de um minuto. Isto sem contar as péssimas reviravoltas que o roteiro dá deixando a todos, no máximo, confusos. A impressão que fica é que tentaram modernizar o excelente clássico “A Profecia”, já que os garotos são os protagonistas da estória de terror e a semelhança entre Cameron Bright e Harvey Stephens (o garotinho de “A Profecia”) é grande, misturando-o a outro excelente clássico, “Cemitério Maldito”. Mas, mesmo inserindo dois temas atuais e polêmicos (clonagem humana e células tronco), este filme não consegue sair do lugar comum em termos de supense e só serve para mostrar que De Niro anda mesmo caído em Hollywood.

Mar Aberto

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Direção: Chris Kentis.
Vozes: Blanchard Ryan, Daniel Travis.

Juntamente com morrer afogado, queimado, ser enterrado vivo, e assistir o Faustão, acabo de incluir mais uma situação que não quero vivenciar e nem desejo pra ninguém: ficar abandonado em mar aberto. Mar Aberto é um dos filmes mais tensos que eu já vi. Todos acham que é apenas um filme bobo sobre tubarões, e uma situação muito parecida com Por Um Fio. Mas vai muito além. A situação em si já é perturbadora, imagine você e outra pessoa serem esquecidos no meio do oceano, com fome, sede, cansaço e rodeado de tubarões. Simplesmente aterrorizante. Mar Aberto é muito bem filmado, imagens bonitas, uma boa fotografia, e usa e até abusa de closes, inclusive muitas vezes sem sentido na trama. Muito gratificante ver o conceito de uma boa idéia e uma câmera na mão. Como eu disse, vai além da parte assustadora, passando por todas as fases de alguém numa situação como aquela. A cada barco visto uma nova esperança, a fase de fazer joguinhos pra matar o tempo, a briga para por a culpa, o medo de ficar sozinho, a redenção com o medo da morte. Enfim, tudo muito bem retratado e natural. Uma grata surpresa. E o final? Não posso deixar de fazer meu protesto aqui. No final da exibição da película, vários imbecis, burros e ignorantes, saíram dizendo que o filme era ruim, simplesmente porque não aconteceu o que todo mundo esperava. Mas o que esperar de pessoas que são programadas para verem filmes ruins? Particularmente eu prefiro coisas diferentes, ser surpreendido a todo instante, e por isso gostei muito do final, que foi inesperado e ao mesmo tempo óbvio.

Com A Bola Toda

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Direção: Rawson Marshall Thurber.
Elenco: Vince Vaughn, Christine Taylor, Ben Stiller, Rip Torn.

Um bom humor do caralho!!!! Só estando com esse estado de espírito para ver esse filme e gostar como eu gostei. O filme tem tudo para ser ruim, desde a história bobíssima, aos personagens mais rasos do que tábua de bater carne. Mas acreditem, foi isso que fez com que eu simpatizasse tanto com esse filme. Peter LaFleur (Vaughn) é o dono de uma pequena academia de ginástica falida, o local chama a atenção do completamente egocêntrico White Goodman (Ben Stiller convence), que deseja comprá-lo para transformar em um estacionamento para a sua mega/hiper/ultra moderna academia. Então, a única possibilidade de salvação da academia, é ganhar o campeonato mundial de Queimadas em Las Vegas com um time de super perdedores. Com certeza estamos todos cansados de ver filmes americanos desse tipo em nossas muitas sessões da tarde de nossa infância. Quem não lembra dos inúmeros filmes “emocionantes” de hóquey, futebol americano, baseball, boxe, basquete… então por que não nos divertirmos com um filme com Carimba?!?!?!?!?! Tente desligar completamente o seu senso crítico (sei que é muito difícil, mas tente pelo menos desativar um pouco) e divirta-se com esse filme cheio de piadas bobas, mas que pode nos fazer rir (principalmente quando lembramos o quanto os filmes citados aqui nos divertiam e nos deixavam tensos e nervosos, apesar de sabermos que tudo ia terminar bem). É isso o que esse filme é, uma sátira aos diversos filmes do estilo que encheram os cinemas na década de 80. Ben Stiller está bem no filme, Rip Torn é para mim o melhor do filme, como o treinador linha dura e Vince Vaughn? Bem, ele está bem Vince Vaughn, como sempre.
PS : Não é fácil dar nota para esse filme, até porque como eu disse, ele tem tudo pra ser uma porcaria, mas fico com meu saudosismo e meto 3 estrelas nele, acho que assim fica de bom tamanho e eu fico com minha consciência tranqüila.

Chamas da Vingança

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Direção: Tony Scott
Elenco:Denzel Washington, Dakota Fanning, Marc Anthony, Radha Mitchell, Christopher Walken, Giancarlo Giannini, Rachel Ticotin, Jesús Ochoa, Mickey Rourke.

A verdade que Tony Scott está envolvido nesse projeto a um bom tempo, não aceitou antes por não sentir confiança no trabalho, mas nunca perdeu o projeto de vista, sendo que o roteiro original passava-se na Itália com mafiosos, na época o Marlon Brando foi convidado para fazer o papel principal.
O filme é bom, o elenco competente, no entanto o roteiro é muito batido, de tão batido que torna-se extremamente previsível.
Aquela velha estória onde um desmotivado ex-agente da CIA é contratado para ser o guarda-costas de uma garota no México, sem motivação nenhuma para viver , onde se afunda na bebida e que a bela e carismática garotinha faz com ele encontre uma razão para viver.
Longe das locações americanas, gravado no México, onde retrata a dura vida dos mexicanos, vivendo com os seus caos e medos.
A boa surpresa é que também trabalham, no filme, fazendo pequenos papéis, mas que podem significar uma possível carreira internacional, os atores brasileiros Gero Camil - o “Sem Chance”, de Carandiru; e Charles Paraventi, de Cidade de Deus.
Depois de mais 20 anos de espera, o filme não se torna tão aguardado assim, excetuando da fotografia bem feita e de uma direção que tem seus bons momentos.
O que de fato vale no filmes são os momentos onde o Creasy se vinga de todos que de alguma forma se envolveram no seqüestro, cenas bem feitas e elaboradas, eu achei o melhor do filme.
Outro ponto forte do filme é a interpretação de Giancarlo Giannini, como agente da polícia federal mexicana, ele de fato rouba todas as cenas que participa.
Concluindo, “Chamas da vingança”, é um filme pesado, longo e burocrático, que não compromete, mas que vale a pena assistir.

O Espanta Tubarões

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Direção: Vicky Jenson, Bibo Bergeron, Rob Letterman.
Vozes: Will Smith, Robert De Niro, Martin Scorsese, Renée Zellweger, Angelina Jolie, Jack Black, Michael Imperioli, Peter Falk, Ziggy Marley, Doug E. Doug.

De uma coisa não podemos reclamar, os últimos filmes de animação são plasticamente perfeitos, não tenho nada a dizer. O diferencial de O Espanta Tubarões é que eles acoplaram características dos seus dubladores nos personagens da animação, e isso foi muito legal de ver. Infelizmente eu vi dublado (eca!). Fora isso, nada demais, a não ser um Procurando Nemo piorado, sem uma história interessante, explorando em demasia o Poderoso Chefão.

 
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