Direção: Dai Sijie
Elenco: Zhou Xun, Chen Kun, Liu Ye, Wang Shuangbao, Chung Zhijun, Wang Hongwei, Xiao Xiong, Chen Wei.
Filmes que mostram épocas ditatoriais são sempre muito pesados, muito fortes, porque procuram evidenciar abusos, principalmente os físicos, e tentam mostrar como era ruim, difícil e perigoso ser um rebelde lutando contra um estado, ou um exército, muito maior e mais poderoso que você. Neste caso, Dai Sijie, conseguiu retratar um período conturbado da ditadura de Mao Tse Tung, logo após a Revolução Cultural, de um maneira amena, de certa forma até poética, mostrando as dificuldades e aguras dos rebeldes, claro, mas também mostrando a simplicidade e a fragilidade do povo que sofria a força ditatorial. Ao culpar o capitalismo e o ocidente pelos problemas de fome e pobreza enfrentados pela China, já na ditadura, Mao Tse Tung conseguiu colocar em prática a sua revolução. Fechou universidades e escolas; proibiu livros, revistas e músicas; e promoveu a reeducação, baseada em trabalho braçal, dos intelectuais e seus filhos. Esta reeducação acontecia junto aos componeses das montanhas chinesas, a maioria analfabetos. Nesta situação vemos dois jovens, filhos de inimigos do povo (um médico e um dentista), que lutam contra o próprio corpo para conseguir dar sequência aos trabalhos físicos e ainda conseguem levar uma dose de cultura e conhecimento aos componeses do vilarejo, em especial a costureirinha que se encanta com Balzac. O filme tem uma fotografia belissíma e cenários de tirar o fôlego, e é baseado em um romance homônimo, escrito pelo próprio diretor, que foi campeão de vendas em 1999, além de tratar-se de uma autobiografia já que o autor passou por um processo de reeducação semelhante nas montanhas do Tibet. A sensação ao final do filme é de que realmente a cultura e o conhecimento podem influenciar na vida de uma pessoa ou, como disse um personagem do filme, “as vezes, um livro pode mudar a sua vida”.
Nota dos Leitores para “Balzac e a Costureirinha Chinesa”
1 Voto
Nota média: 5
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20/9/2004 às 14:19
pow ficou otima a critica. Muito interessante, vou ver. Quem ta escrevendo pra vc chefe? Eh a Dona Roberta? hahaha
20/9/2004 às 15:48
Que é isto rapá! :-) Ela viu também e contribuiu com os excelentes e inteligentíssimos comentários ao final do filme (ganhei a noite!)
20/9/2004 às 18:45
Larga de ser puxa saco, mas realmente ficou muito boa a crítica, devo assistir, mesmo pq estou na idade balzaquiana……eheheheh
21/9/2004 às 11:58
Cade os comentarios de Anaconda 2?????????????????????????????????????????
21/9/2004 às 14:32
Deve ser um filmaço, daqueles que num tem nem pergo de passar nos cinemas de Fortaleza. É foda!!!
E Chefe, concordo com os caras, a sua crítica está ótima.
24/9/2004 às 18:20
EU VI ANACONDA 2. ARRRRRRRRRRRRRRRGGGGGGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
24/9/2004 às 19:52
Minha mãe me falou muito bem desse filme, mas ainda não tive oportunidade de assisiti-lo… assim que for possível, irei, sem falta!!
Bjs,
25/9/2004 às 10:28
Ae moçada, este blog está participando de uma eleição de blogs de cinema. Entrem aqui pra ver: http://doiscorregos.blog.uol.com.br/
25/9/2004 às 16:45
Eu ainda não pude ver este filme, mas irei vê-lo sem falta pois eu tenho uma atração muito grande por filmes que envolve a história.
26/9/2004 às 17:24
Quase que aluguei este no final de semana, mas na última hora, acabei trocando-o po ‘Bem me Quer, Mal me Quer’. Fica pra próxima.
Em relação aos posts anteriores, concordo com as cotações de ‘A Vila’ e ‘O Terminal’.