Direção: Gore Verbinski
Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Orlando Bloom e Keira Knightley
Valeu muito a pena ficar tanto tempo sem ver filme. Sem empolgação ou exagero, este filme está entre os três melhores que eu vi esse ano, os outros dois são: Matrix (claro!) e X-Men 2. Não consegui ver uma parte que eu não tenha gostado, e olha que eu sou chato pra reclamar. O filme tem de tudo um pouco, e bom. Tem comédia a todo instante, boas cenas de ação, efeitos especiais de dar inveja a quem viu A Múmia, e, o melhor de tudo, a atuação do Johnny Depp. Mesmo sem ver todos os filmes do ano, já acho que o Depp merece no mínimo ser indicado ao Oscar. Qualquer um que atuou do lado de Depp ficou em segundo plano. Saí abismado do cinema. Muito bom mesmo! Ah, uma dica: tem uma cena no final do filme, após os créditos finais.
Direção: Cláudio Assis
Elenco: Matheus Nachtergaele, Jonas Bloch, Dira Paes, Chico Dias, Alleyona Cavalli
Confesso a vocês que li algumas críticas antes de elaborar esta. Não costumo fazer isso, mas acontece que achei o filme tão sem definição que tive que ler o que outros críticos escreveram. Obviamente não vou escrever o que não achei do filme só porque alguém escreveu. Pra não ficar em cima do muro, posso logo dizer que não gostei muito. O filme mostra um lado da natureza humana bem diferente, sujo e bem nojento. Até que isso é legal, mas muitas vezes é exagerado demais (mostrar uma velha gorda asmática ventilando a vagina com aqueles aparelhos pra asma é um tanto quanto nojento demais). Cenas como esta citada e uma no matadouro são totalmente desnecessárias. Além de MUITOS palavrões a todo instante. O filme não tem UM personagem principal, todos os secundários acabam se tornando principais. Todas as histórias se relacionam entre si. Destaque para dois personagens: o gay interpretado pelo Matheus e o da dona do Bar. Outra coisa legal foi ver o Chico Dias falar o nordestino correto, diferente das porcarias que falam nas novelas da Globo.
Direção: Nalin Pan
Elenco: Shawn Ku, Christy Chung, Neelesha BaVora, Lhakpa Tsering
Aqui no ocidente podemos achar este filme, no máximo, brilhante. E ele é. Mas no oriente deve ter sido algo como uma revolução, e uma afronta. Afronta porque o filme trata alguns problemas do budismo, e do mundo, de forma direta, sem rodeios; bem ao contrário da abordagem oriental tradicional, cheia de nuances, simbolismos e meias palavras. Podemos ver que, no fundo, os problemas dos orientais são os nossos problemas. Revolução porque a produção franco-italo-germanica transformou este filme indiano em um filme belissimo. Alguns, poucos, pecados com a fotografia que são muito bem compensados pelas locações maravilhosas e um jogo de camêra criativo. Mais um exemplo de que o circuito comercial está perdendo feio.
Direção: Spike Lee
Elenco: Edward Norton, Philip Seymour Hoffman, Barry Pepper, Rosario Dawson
Genial e surpreendente! Spike Lee acertou de novo. E acertou em cheio. Além de contar com a excelente atuação de Edward Norton, que já vale a entrada, ainda tem um roteiro muito bem elaborado e um jogo de camêra preciso. Não acho que o filme erre em citar várias vezes o atentado de 11 de Setembro, já que foi quase todo rodado em Nova York. Pior seria ficar atônito a isto. Mas não vou falar mais sobre o filme. Veja! E aproveite para avaliar a estréia de Tobey Maguire na produção.
Detalhe: Onde foram parar as legendas amarelas? Odeio legenda branca.
Direção: Afonso Brazza
Elenco: Afonso Brazza, Claudete Joubert, Liliane Roriz, José Mojica Marins, Rodolfo, Digão
Ontem por falta de fazer fui assistir ao filme trash “Tortura Selvagem”, logo de cara vc começa a rir, pois o filme é tosco demais, os atores, a produção, a história, as pessoas surgem do nada, morrem e até voltam para morrer, com o efeito do sangue falso, a la molho de tomate, mas devemos dar crédito ao Brazza, pois nenhum bombeiro e ex-catador de papel faz o que ele já fez. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, é um mensageiro do inferno; Digão e Rodolfo são matadores. Sob uma atmosfera de bangue-bangue na capital do país, “Tortura Selvagem - A Grade” é mesmo ruim, mas faz rir, e muito. Passa-se praticamente o filme inteiro rindo, pois tudo é engraçado e o melhor o filme é dublado, pois é, imagina o Brazza com voz de He-man……. Tortura Selvagem: A grade é o filme do Brazza que mais repercutiu e participou de vários festivais, com toda certeza Brazza é a maior representação cinematográfica do cinema candango, involuntariamente ou não, ele cumpre o que promete: divertir o público.
Direção: Adam Shankman
Elenco: Steven Martin, Queen Latifah, Michael Rosenbaum
Um homem solteirão conhece mulher pela internet e a convida para morar com ele. Mas quando a nova paixão se muda para sua casa, descobre que ela é uma desbocada e espalhafatosa ex-detenta. Se vc está afim de curtir um filme sem muitas pretensões então assista a esta comédia, tem várias cenas hilariantes onde pode-se descontrair a vontade. Não sou muito fã de Steven Martin, mas tem situações que ele de fato está muito engaçado e a química dele com Latifah ficou muito legal. Quem acompanha Smallville e está acostumado a ver Lex Luthor(Michael Rosenbaum) vai achar no mínimo engraçado vê-lo cabeludo, com franja e tudo mais.
Direção: Jonathan Mostow
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Nick Stahl, Claire Danes e Kristanna Loken
É complicado fazer crítica de filme que você é muito fã. Mas nesse caso, vocês vão concordar que o filme é muito bom. As cenas de ação e efeitos especiais são perfeitas. Destaque para uma cena em que a T-X persegue o John Connor num caminhão. Não tem coisa melhor do que ver a continuação de um filme explicar “quase” tudo certinho do início ao fim, e ver que o filme se encaixa “quase” perfeitamente nos anteriores, e o que é melhor, ficou muito claro pelo final que novos filmes virão. Esses “quase” foram pelo fato do filme algumas vezes (poucas) deixar furos de roteiro, os quais não vou poder falar pra não entregar o filme. Aliás, um eu posso falar, lembram do 2, aquele final com todo aquele drama de que o tal chip precisaria ser destruído, “asta la vista baby” e tal? Pois é, já que o chip foi destruído, como poderiam mandar outro do futuro? Sei que poderia ser muito fácil de explicar, mas faltou essa explicação no filme. Quem for fã mesmo do filme deverá sentir um tipo de nostalgia ao ver o T-01. Uma coisa que me deixou irritado é que o futuro não pode ser totalmente mudado. Os exterminadores vêem do futuro para modelar um pouco o futuro mas nunca pra evitá-lo. Enquanto o T-X vem matar os líderes da resistência, o outro vem proteger. Não gosto da idéia de não ser dono do meu destino. Enfim, isso é opinião pessoal, o filme vale a pena ser visto e não só uma vez. Como fã de Matrix não pude evitar de pensar que esse filme, com algumas alterações, poderia muito bem ser o início de Matrix.
Direção: Curtis Hanson
Elenco: Eminem, Kim Basinger e Brittany Murphy
Filme clichê, manjado, etc… É simplesmente um racismo às avessas do que a gente costuma ver no cinema. O Eminem faz o papel de um branco que tenta fazer sucesso com o rap no meio dos negros. Até que o cara (Eminem) não fez feio atuando. Uma estrela é a nota mínima e a outra vai pro cara. Não tem muito o que dizer, a não ser que eu fosse um fã de rap, eu poderia até rimar na crítica.
* Oscar de Melhor Canção Original (”Lose Yourself”)
Direção: Spike Jonze
Elenco: Nicolas Cage, Meryl Streep e Chris Cooper
O filme é brilhante, inteligente e excepcional. Confesso que ao ler o título “Adaptação”, me pareceu curto, seco e sem sentido aparecer sozinho assim. Mas basta ver um pouco do filme e perceber que é uma palavra fortíssima e que tem tudo haver com o filme. A direção e o roteiro do filme são espetaculares. O roteiro brinca com a cronologia, ambigüidade e com o paradoxo de várias situações. Isso tudo sem perder um instante o controle. Nicolas Cage faz dois personagens, gêmeos e roteiristas (uma curiosidade é que os personagens têm o mesmo nome dos roteiristas do filme que parecem ser também irmãos, só não sei se são gêmeos). Charlie Kaulfman, um dos irmãos, fica responsável por “adaptar” um livro escrito por Susan (Meryl Streep) sobre um maluco louco por plantas chamado Laroche (Chris Cooper). O outro sentido da palavra adaptação do filme é sobre a dificuldade do ser humano de se adaptar à vida como num geral, o personagem de Cage mostra isso muito bem. Enfim, é um ótimo filme, que muitos chamariam de porra louca, um filme comovente e repleto de diálogos inteligentes. Poderia escrever várias linhas sobre tudo que achei do filme e todos os outros detalhes e curiosidades, mas acabaria entregando algo e tornando a crítica mais longa do que já está. Aluguem e a gente discute.
* Oscar de Melhor Ator Coadjuvante 2003
Direção: McG
Elenco: Cameron Diaz, Lucy Liu, Drew Barrymore, Justin Theroux, Rodrigo Santoro, Demi Moore e Matt LeBlanc
Acho que agora acabou a seqüência de bons filmes. O pessoal já estava achando estranho só termos feito crítica de bons filmes, era 5 estrelas pra cá, 4 pra lá, etc. Sinceramente, eu não entendi a proposta do filme. Se é um filme sério de ação e aventura, ou uma comédia. Bem, então vamos falar dos dois tipos. Se for de ação, até que tem coisas legais, e embora os efeitos muitas vezes sejam toscos demais até que era divertido ver aquelas cenas. Por falar em coisa tosca, destaque para a parte do motocross, ridículo. E o “astro” Rodrigo Santoro? Entra mudo e sai calado, mas com cara de mau. Mas segundo as meninas do lado: e precisa falar? Falar pra que? Continuando… se o intuito foi de comédia o fracasso foi maior. Ri duas vezes mas foi da senhora sexagenária que estava do meu lado rindo até das mortes. Pensando bem, agora acho que entendi a idéia da coisa, eles davam o melhor que podiam numa cena de ação e efeitos especiais e no final eles viam que ficou ruim e jogavam uma piada, ou um peito, ou uma bunda, pra dizer que era tudo uma brincadeira. Só pode ser isso. Ah, esqueci de um possível intuito do filme, que seria a apelação sexual. Quer saber… eu prefiro a Lucy Liu, depois a Drew Barrymore e só depois, bem depois a Cameron Diaz, sei que tem gente que vai me xingar, mas eu nunca achei a Diaz essas coisas toda, ela é loira, olho azul, bem maquiada e famosa, isso torna qualquer uma bonita. E das 3, a Lucy é a única que parece saber o que está fazendo quando luta, uma das estrelas da nota é pra ela. Seguindo os moldes do primeiro filme, trata-se de um filme bobo, daqueles que poderíamos definir como Filme Sessão da Tarde.


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