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Kill Bill

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Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Michael Madsen, Daryl Hannah, Sonny Chiba, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael J. White, LaTanya Richardson, Chia Hui Liu, Julie Dreyfus

Graças a esse advento moderno que é a internet, consegui ver esse filme bem antes de estrear no Brasil. E esse não é nosso primeiro furo! Mas, falando do filme, o que posso dizer é que é a cara do Tarantino. Tá, eu sei que ele é o diretor e claro que era pra ter a cara dele. Mas, mesmo que eu não soubesse que era dele, tinha que ser ele por trás daquilo. As câmeras, as músicas, os closes, as lutas, o sangue… Enfim, o filme é brilhante, cheio de ação e muito, mas muito sangue mesmo. É um filme de vigança, e numa única cena dezenas de pessoas são mortas. Os cortes fazem os membros jorrarem sangue como uma mangueira, o que nao deixa de ser mais um traço marcante do Tarantino. Pena que tiveram que dividir o filme
em dois, obvio que isso soa como uma estratégia de marketing. O que tem demais um filme com três horas? O Retorno do Rei terá mais de três… Pois bem, o tal do Bill sequer aparece nesse volume um. Assim como disse o diretor em entrevista, é um
filme da superação feminina. Alguém duvida que uma mulher traída (entenda espancada e quase morta) no dia do casamento, ao acordar de um coma de 5 anos, resolve se vingar, mata uma dezena de homens, sai “riscando” um a um os nomes de seus
traidores, não seja um filme sobre superação feminina?

Sobre Meninos e Lobos

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Direção: Clint Eastwood
Elenco: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Marcia Gay Harden, Laurence Fishburne

Acredito que desta vez Clint Eastwood se redimiu completamente como diretor. Não li o livro de Dennis Lehane, mas percebe-se, pelo filme, que o livro é rico na caracterização dos personagens. Claro que atuações como a de Sean Penn ou Tim Robbins enriquecem qualquer roteiro, mas os personagens são de tal forma densos, complicados e bem trabalhados que é impossível não sair do cinema com uma boa impressão do filme. Particularmente o personagem perturbado de Robbins me cativou bastante. Destaque também para a condução do diretor em algumas cenas e para as tomadas criativas em outras que me fizeram realmente imergir na estória. Vale muito a pena ser assistido.

O Júri

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Direção: Gary Fleder
Elenco: John Cusack, Dustin Hoffman, Gene Hackman, Rachel Weisz, Bruce Davison

Gene Hackman disse que os livros de John Grisham são muito ricos em detalhes e, por isto, muito fácil de serem filmados. E é isto que vemos neste filme: uma riqueza de detalhes impressionantes. As cenas só poderiam mesmo ter saído de um livro. Boa parte do tempo o filme te prende bem e tem alguns personagens interessantes. Mas eu acho que o erro está na atenção excessiva a estória e suas voltas, deixando de lado alguns personagens interessantes que podiam ser mais bem explorados. Achei os personagens superficiais em sua maioria. O destaque vai para as atuações de Hackman e Hoffman, claro, e em especial para a cena do confronto no banheiro.

Detalhe: Dustin Hoffman e Gene Hackman contracenam juntos pela primeira vez neste filme.

Lágrimas do Sol

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Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Bruce Willis, Monica Belluci, Cole Hauser, Johnny Messner

Parecia mais um filme americano de guerra, onde os “heróis super poderosos” resolvem todos os problemas e salvam o mundo. Mas este acabou me surpreendendo. Quem conhece a realidade dura das guerras civis africanas sabe o que vai encontrar neste filme. As cenas são chocantes. É impossível não sair perplexo com a crueldade e frieza dos africanos contra seu próprio povo. O contraponto são as imagens belíssimas das locações na selva africana e a maravilhosa Monica Belluci. Dispensa comentários. Um detalhe interessante: no inicio do filme o capitão do exército explica que não-lembro-quantos rebeldes estão realizando matanças na Nigéria usando, infelizmente, um arsenal que os próprios americanos forneceram a eles no passado. Eu já vi este filme.

Fuso horário do amor

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Direção: Danièle Thompson
Elenco: Jean Reno, Juliette Binoche

Não é nada mais que uma comédia romântica simples. Por não ser um filme americano os personagens são mais densos e complicados que os tradicionais personagens fúteis das comédias românticas hollywoodianas. É diversão pura e simples, sem pretensão. Alias, meu conceito de cinema-entretenimento passa mais perto de um filme destes do que de explosões mirabolantes e sem sentido de outros filmes por ai.

Irmão Urso

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Direção: Aaron Blaise e Robert Walker
Elenco: Vozes - Selton Mello, Luiz Fernando Guimarães e Marco Nanini.


Sabe quando você ver algo que sabe que não vai gostar e não se dá a menor chance de tentar saber se é bom, pois é, foi o que aconteceu comigo quando assisti ao trailer do Irmão Urso pela primeira vez, então pensei: “Esse filme deve ser ruim d+….”, sorte minha que estava tremendamente enganado, sendo que, é uns dos melhores desenho da Disney nos últimos tempos.
Claro que tendo a dublagem de Selton Mello, Luiz Fernando Guimarães e Marcos Nanini fica mais fácil e são garantidas as risadas, que são muitas, além do que o roteiro é consistente com formação perfeita dos personagens, onde o clima do desenho alterna-se em vários momentos. Gostei mais do desenho do que o meu afilhado, se ele não insistisse tanto para assistir ao filme eu não saberia o que estava perdendo. Tem uma dupla de alces que definitivamente é muito engraçada, onde cada vez que aparecem é sinônimo de risada na certa. Não percam a cena depois dos créditos, simplesmente hilária.

S.W.A.T. – Comando Especial

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Direção: Clark Johnson

Elenco: Samuel L. Jackson, Colin Farrell, Michelle Rodriguez e LL Cool J


Todos devem saber que o filme é baseado no seriado de mesmo nome nos anos 70. Pra falar a verdade eu lembro pouca coisa do seriado. Mas acho meio problemático fazer filme de seriado, pois tudo acaba não passando de um episódio mais longo, o mesmo que aconteceu em Os Normais. Ver filme, muitas vezes depende do seu estado de humor e principalmente o que vc espera dele. Neste caso, eu tinha passado o domingo enclausurado em casa e fui ver no fim de tarde, sabia que não era um filme que teria que prestar bem atenção. Então acho que três estrelas ta de bom tamanho. Apesar de diálogos fracos, trata-se de um filme com cenas de ação bem reais.

Simplesmente Amor

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Direção: Richard Curtis
Elenco: Hugh Grant, Liam Neeson, Emma Thompson, Colin Firth, Bill Nighy, Laura Linney, Alan Rickman, Keira Knightley, Martine McCutcheon, Andrew Lincoln, Lúcia Moniz, Rodrigo Santoro e Rowan Atkinson

Li em algum lugar que esse filme seria o filme definitivo do gênero (comédia romântica). Achei exagero, mas resolvi conferir. Ao sair da sala pensei: quem vai ter coragem, depois de ver esse filme, de fazer um filme do gênero? Realmente, parece ser o filme definitivo. São várias histórias entre casais, e de todos os tipos. Eu nem posso falar muito, pois de vez em quando tem uma surpresa legal. Extremamente engraçado, crítico, romântico (não brega nem piegas), o filme é praticamente perfeito. Apesar de parecer confuso, com muitas histórias numa só, o diretor não deixa o público ficar perdido em nenhum instante. O que achei mais legal é que nem todo mundo se dá bem, o que me parece mais real, não é?

As Invasões Bárbaras

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Direção: Denys Arcand

Elenco: Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Dorothée Berryman, Marie-Josée Croze.


Excelente filme! Se eu tivesse que listar os 5 melhores filmes do ano, este com certeza estaria na minha lista. Um filme emotivo, envolvente e pesado em alguns momentos. Ou seria melhor dizer, bem realista em diversos momentos. É mais um daqueles dramas que acontecem em um lugar distante, este no Canadá, mas poderia ser bem ai do seu lado. Na minha opinião, Denys Arcand soube mostrar muito bem a coisa do imperialismo reinante, das diversas discriminações de hoje em dia, do mundo onde o dinheiro é tudo e as coisas boas (e as boas coisas) são lembranças do passado. E tudo isto sem perder a emoção. E sem perder o humor também. Assitam e prestem atenção às invasões bárbaras. Excelente filme!

* Premios de Melhor Roteiro (Denys Arcand) e Melhor Atriz (Marie-Josée Croze) no Festival de Cannes 2003.

Matrix Revolutions

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Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski

Elenco: Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Hugo Weaving, Carrie-Anne Moss, Monica Bellucci e Jada Pinkett Smith


Estou sentindo o peso de escrever essa crítica. Vou tentar ser o mais breve possível, então vamos lá. Primeiro, nem espere coisas mirabolantes, novas revelações, novas filosofias, pois nada disso acontece. O filme segue como se fosse último capítulo de novela das oito, ou seja, tudo como era esperado. Confesso que também aconteceram coisas inesperadas, não digo nem boas nem ruins, a palavra é mesmo inesperada. Os tais irmãos mostram que realmente são bons com as cenas de ações, pois essas sim continuam espetaculares. Destaco: a épica luta de Neo e Smith, ficou parecendo Dragon Ball Z, e a invasão das sentinelas em Zion. Sem palavras, perfeito! No resto, pouco se aproveita, personagens apagados, inclusive nem nas mortes sentimos alguma coisa, as dúvidas que foram levantas no Reloaded foram ora mal explicadas, ora não explicadas. E aquela famosa frase “Tudo que tem um começo tem um fim” não foi levada a sério, pois como eu já falei, além de não explicarem tudo, deixaram mais buracos que um queijo suíço, ou seja, pra mim não teve um fim. O que pareceu foi que os caras não tinham o desenrolar do primeiro filme, pareceu que eles lançaram o primeiro sem muita esperança, e quando viu que foi além do que imaginavam, tiveram que criar os outros dois. Os caras tinham a faca e o queijo na mão, não souberam fazer e só sobrou os buracos do queijo. Contudo, continuo a afirmar, é o melhor filme de todos os tempos. Só o primeiro já valeu tudo, fez a gente pensar e criar várias teorias, e isso é tão brilhante que eu vou continuar acreditando no meu final, do meu jeito.

 
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